segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Graças a Momo!

Poucos dias antes da difícil deslocação do FC Porto a Braga, Jorge Jesus não resistiu a lançar mais uma das pérolas a que já nos habituou, afirmando que os azuis-e-brancos costumavam ter sorte na "pedreira". O técnico portista não quis deixar a alfinetada sem resposta e, de forma acutilante e certeira, relembrou o seu congénere encarnado de que a sorte é fruto de muito trabalho. O certo é que Momo (deusa dos escritores e dos poetas que, na mitologia grega, personificava o sarcasmo e a ironia) parece ter acompanhado a troca de palavras entre os técnicos rivais e decidiu apimentar a discussão, dando o seu toque pessoal a um jogo que teve o seu quê de teatral. Se por um lado é verdade que o FC Porto não teve a sorte do seu lado quando, logo nos primeiros minutos da partida, viu a bola embater no poste da baliza bracarense, não será menos verdade que o golo de James Rodriguez ao minuto 90 parece ter caído do céu, dada a incapacidade demonstrada pelos azuis-e-brancos para desmontar a bem estruturada defesa adversária, pese embora o domínio exercido durante praticamente toda a partida. A bola, fortemente rematada pelo jovem prodígio colombiano, embate no pé de um defesa, descreve um arco perfeito sobre o guarda-redes e acaba dentro da baliza após uma carambola repartida entre a trave e o chão. E ainda Jorge Jesus ia amaldiçoando a sorte dos rivais quando Jackson Martinez, aproveitando uma asneira da defesa bracarense (provavelmente a única em todo o jogo), disparou para a baliza adversária, marcando o segundo golo com que se arrumou definitivamente a questão dos pontos em disputa: três para o Porto, zero para o Braga. Graças a Deus, terão pensado muitos portistas. Graças a Momo, pensei eu. 

P.S. - Tal como sempre acontece com qualquer lance ocorrido na área portista, muito se falará amanhã do pretenso penalty que Xistra não marcou. No entanto, demonstram as imagens que o centro mal executado por Alan embate no chão antes de ressaltar directamente para o braço do defesa que, com a cara voltada para trás, dificilmente adivinharia a trajectória da bola. Caso evidente de bola na mão, não obstante o que disserem. 

1 comentário:

  1. Pode-se portanto concluir do seu post que...Jorge Jesus tinha razão? Um golo de ressalto junto ao minuto 90 é objectivamente sorte. Como a asneira da defesa no segundo golo do Jackson. Como aquela oferta disparatada do Hugo Viana o ano passado...

    É que trabalhar, trabalham todos. Mas nem todos têm sorte...

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