sábado, 1 de dezembro de 2012

O larápio bem querido


Olegário Benquerença carrega ainda sobre os ombros o estigma do golo fantasma de Petit a Vítor Baía, cuja existência nunca foi comprovada por qualquer meio credível mas que os encarnados pretendiam a todo o custo que fosse assinalado no sentido de poupar a sua equipa a mais uma humilhante derrota no seu reduto. Ontem, em Braga, o árbitro leiriense, assumido adepto do Benfica, deu mais um passo na reconciliação com os seus correlegionários.
Seria ridículo atribuir a derrota do FC Porto em Braga à arbitragem de Olegário Benquerença (até porque terá existido um penalty contra os Dragões por falta de Fernando sobre Hugo Viana que não foi assinalado), mas basta olhar para a ficha disciplinar do jogo para perceber que o juiz leiriense fez tudo o que estava ao seu alcance para inclinar o campo em prejuízo dos azuis-e-brancos. Se mais não fez, foi porque não pôde ou  porque não viu.
Tal como Vítor Pereira afirmou no final do jogo, não aconteceu absolutamente nada nesta partida que justificasse a amostragem de 10 cartões amarelos e 1 vermelho (o que qualquer pessoa que assistiu ao jogo poderá efectivamente comprovar), mas o que o treinador portista pretendia verdadeiramente era alertar para a gritante dualidade de critérios demonstrada pelo árbitro na amostragem dos cartões ao longo dos 90 minutos. Para além de muitos dos amarelos mostrados aos jogadores portistas serem extremamente forçados (nos quais se inclui o 2º mostrado a Castro que ditou a sua expulsão), a mesma severidade não foi aplicada no caso dos jogadores arsenalistas que, em situações idênticas, passaram sem qualquer admoestação. Refira-se ainda que o primeiro cartão amarelo mostrado a jogadores do Braga surgiu apenas aos 65 minutos de jogo, numa altura em que já três amarelos tinham sido mostrados a jogadores do Porto. De nada valem os protestos agora que o mal está feito, mas fica o registo.

2 comentários:

  1. A julgar pelo post, parece que a homenegem da Associação de futebol do Porto foi ... precipitada!

    Se calhar desta vez o valor do cheque foi reduzido ou ... a menina que lhe coube em sorte estava ... perdão ... naqueles dias do mês!

    Pena que quando o protagonista roubou o clube rival não usufruiu da mesma "justiça", "honestidade" e "Princípios", tão apregoados neste blogue, e até mereceu durante a época em apreço a referida homenagem.

    Não sei como é que especimens, o autor do blogue por exemplo, sem ponta de dignidade esperam que os seus pares tenham alguma e por exemplo se mantenham fieis.

    O resultado está à vista. Como se diz ... pois ... zangam-se as comadres ... enfim o resto não digo!

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  2. Pena que quando o protagonista roubou o clube rival não usufruiu da mesma "justiça"

    E quando é que o protagonista "roubou" o clube rival? Quando deixou por assinalar aquele golo fantasma do Petit que os benfiquistas, esses paladinos da verdade, da transparência e da justiça, tanto queriam à força que fosse assinalado para poupar o seu clubezeco a mais uma derrota humilhante no seu reduto, mesmo quando não existiam imagens absolutamente nenhumas que provassem que a bola efectivamente ultrapassou a linha de golo? É a esse "roubo" que se refere? Nesse caso, tem razão. Deviam ter homenageado o referido árbitro pela coragem que demonstrou em ajuizar honestamente, mesmo sabendo que tal constituiria uma afronta aos olhos da máfia lisboeta.

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