quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Goleador virtual

É compreensível que, após o clássico do passado Domingo, o Benfica se tenha apressado a renovar o contrato com Cardozo. Afinal, não se pode desperdiçar um avançado que até marca golos virtuais, validados pela Liga e considerados na lista de melhores marcadores. Sim, porque a Liga alega que o falso resultado de 3-2 favorável ao Benfica só esteve online durante 30 segundos, mas, segundo uma notícia do JN, ainda ontem o golo virtual do Cardozo constava na lista de melhores marcadores como o 14º golo do paraguaio. Curiosidades...

O fantoche do regime

Este vídeo é um excelente trabalho dos Guerreiros da Invicta que nos mostra uma compilação dos principais erros cometidos por João Ferreira em prejuízo do FC Porto no decorrer do clássico do passado Domingo. Nele podemos ver, não só os cinco lances de que se queixou Vítor Pereira no final do encontro, mas também um conjunto de várias outras faltas cometidas pelos jogadores benfiquistas que passaram totalmente em claro ou sem a devida acção disciplinar. Chamo a vossa particular atenção para a sequência de faltas violentas cometidas por Maxi Pereira e para o ar de gozo que este jogador faz (minuto 4:18) quando, na sequência da entrada violenta que protagonizou sobre Moutinho, viu apenas um cartão amarelo.
Fazendo minhas as palavras de Júlio Magalhães no seu artigo intitulado "Baixar a guarda", publicado hoje no jornal Record, a vergonhosa arbitragem de João Ferreira era expectável. Talvez por isso, o que mais me revolta ao assistir a esta compilação de imagens já não é a forma despudorada como este árbitro e o seu auxiliar, o sr. Godinho, foram condicionando o jogo do FC Porto desde o primeiro minuto da partida. Aquilo que verdadeiramente me choca é que, conhecendo o seu passado recente e as ligações mais do que óbvias de João Ferreira ao clube lisboeta, tenha Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, optado por esta equipa de arbitragem para um jogo que é "só" o mais importante e mediático de todos.

Só por muita ingenuidade se poderá pensar que a célebre escuta telefónica em que Filipe Vieira escolheu João Ferreira de uma extensa lista de árbitros que o Major Valentim lhe disponibilizou aconteceu por mero acaso. O jogo da Supertaça em Aveiro, há duas épocas atrás, em que João Ferreira perdoou habilmente a expulsão de quatro jogadores encarnados, já nos tinha dado um vislumbre das motivações que estariam por trás dessa suspeita simpatia.
Tivesse o Ministério Público aberto, na devida altura, um processo de investigação sobre esta (e outras) conversas, reveladoras do compadrio e do tráfico de influências reinantes nos meandros da Liga, com o mesmo zelo que evidenciou em relação ao presidente do FC Porto e, provavelmente, não se assistiria agora a mais esta deplorável exibição protagonizada por um indivíduo que, a par de Duarte Gomes, se assume descaradamente como um dos principais fantoches do regime dentro das quatro linhas. Mas, como cada vez mais se torna evidente, em Portugal só o que acontece acima do Mondego parece constituir motivo de preocupação para as autoridades de Lisboa e para a imprensa da capital que lá se vai desdobrando em esforços, uma vez mais, na tentativa de branquear o escândalo.