segunda-feira, 18 de março de 2013

Eu acredito!

Chamem-lhe optimismo, irrealismo ou insensatez, mas a verdade é que eu acredito que o Porto poderá mesmo ser campeão esta época, sim senhor! Por mérito próprio, mas também por demérito dos adversários, o título ainda está ao nosso alcance. O Benfica vai cair, isso é um facto. Só falta saber quando e onde, mas vai cair, e quando o fizer será com estrondo. Portanto, não parem de lutar! Não desistam! Não deitem a toalha ao chão! Acreditem e apoiem a equipa!

NO SURRENDER!

Não, não acabou! Eu sei que a semana foi muito negra para as hostes portistas e que são muitos os adeptos azuis-e-brancos que já vão deitando a toalha ao chão, mas eu recuso-me a aceitar que o campeonato acabou, principalmente quando ainda estão tantos pontos em disputa. Foi sempre este espírito de nunca se render, de nunca desistir, de antes quebrar do que torcer, que o FC Porto me ensinou ao longo de toda a minha vida e não será agora que irei mudar.
É óbvio que o empate na Madeira foi mais um rude golpe nas aspirações portistas, mas existem vários factores que ainda poderão fazer os ventos rodarem a nosso favor, senão vejamos:

1) Ao contrário do que alguns afirmam, creio que o FC Porto terá um calendário mais fácil do que o Benfica até final da época. Apesar das difíceis deslocações fora (a primeira será já na próxima jornada, frente à Académica) que teremos de ultrapassar, os nossos rivais terão ainda de receber o Braga e o Sporting na Luz e deslocar-se ao Dragão, onde o factor casa pende a nosso favor. Obviamente, o apoio do público será fundamental, o que só acontecerá se conseguirmos manter a moral elevada e as esperanças intactas, não obstante a onda de pessimismo que se vai apoderando, pouco a pouco, das mentes mais fracas.

2) A eliminação da Liga dos Campeões frente ao Málaga constituiu um rude golpe nas nossas aspirações, mas convenhamos que dificilmente conseguiríamos conquistar este troféu na corrente época. Desta forma, a saída das competições europeias nesta altura será um peso a menos sobre os ombros de uma equipa que começa a dar sinais de cansaço e se vê a braços com lesões de vários jogadores chave. A concentração e o esforço deverão agora ser totalmente centrados na conquista da Liga.

3) Ao contrário do FC Porto, o Benfica ainda está na Liga Europa e defrontará, na próxima eliminatória, o Newcastle. Não sendo uma equipa de primeiro plano, os ingleses são, ainda assim, fortes e estão habituados a um ritmo muito superior ao nosso, pelo que os nossos rivais terão de se empenhar a fundo se quiserem passar aos quartos-de-final. Independentemente do resultado, o desgaste causado por esta dura eliminatória fará mossa nas pernas dos jogadores.

4) As equipas de Jorge Jesus são conhecidas por quebrarem no último terço do campeonato e o Benfica demonstrou na época passada que não é excepção. Tal facto deve-se, acima de tudo, pela obsessão quase doentia do treinador encarnado de esmagar os adversários, o que pode ser muito bom para o espectáculo e para o ego dos adeptos, mas retira margem de manobra para uma boa gestão do plantel ao longo de toda uma época. Por exemplo, não tenho dúvidas de que, se Vítor Pereira estivesse no lugar de Jesus esta noite em Guimarães, teria mandado os jogadores abrandarem o ritmo quando se apanhasse a ganhar por 2-0, mas o técnico encarnado não partilha dessa filosofia. Obrigando os jogadores a darem "o litro" durante 90 minutos, Jesus conquistou a desejada goleada, mas retirou mais alguns minutos de resistência a uma equipa que, convenhamos, não é formada por super-homens.

5) Graças à gigantesca experiência do nosso presidente, as derrotas da nossa equipa costumam ser transformadas em "toques a reunir". Não é por acaso que, logo após a derrota frente ao Málaga, Pinto da Costa fez questão de assistir ao treino da equipa e não deixou de dar a cara perante o público em Estarreja, na inauguração da nova casa do FC Porto. Pelo contrário, uma derrota dos nossos rivais cai geralmente na Luz como uma bomba, devastando a moral dos adeptos. Nas alturas más, é raro ver-se o presidente encarnado dar a cara perante a massa associativa, pelo que bastará um mau resultado da equipa lisboeta para que rapidamente se passe do estado de êxtase para o de desespero total. 

Outros pontos positivos poderiam ainda ser acrescentados a esta lista (tal como alguns negativos) mas o que importa reter de tudo isto é que ainda faltam algumas jornadas até final da competição e tudo pode ainda acontecer. Atirar a toalha ao chão é precisamente a última coisa que devemos fazer, portanto, VAMOS À LUTA!


quarta-feira, 6 de março de 2013

Lá como cá, flutua-se ao sabor dos interesses

Quando o FC Porto derrotou o Málaga em jogo a contar para a Liga dos Campeões, a imprensa espanhola não se fez rogada a atacar o árbitro da partida por ter validado o golo de Moutinho que, alegadamente, se encontrava em fora-de-jogo. Os títulos dos diários espanhóis ilustraram bem a indignação dos "nuestros hermanos" sobre o lance: « El Málaga, robado, sale vivo de Oporto», « Un gol en fuera de juego, tumba al Málaga»... Curiosamente, ao passar os olhos pelas capas de hoje, não se vislumbra a mesma indignação em relação aos casos polémicos do jogo de ontem, principalmente à expulsão injusta de Nani que, como foi fácil de constatar, adulterou completamente o rumo da partida e abriu as portas à passagem do Real Madrid à próxima eliminatória.
 
Como também se esperava, a imprensa britânica não concorda com essa postura e agora é a sua vez de se mostrar indignada com a actuação do juíz turco. Enfim, lá, como cá, a imprensa flutua ao sabor dos interesses.