sexta-feira, 26 de abril de 2013

Silêncio ensurdecedor perante um caso de polícia

Segundo noticia hoje a Rádio Renascença, o observador nomeado para o Benfica-Sporting do passado domingo, Luís Ferreira, deu nota muito positiva à actuação do árbitro João Capela, por considerar correctas as suas decisões em todos os lances em que os leões ficaram a queixar-se de grande penalidade. Os 3.7 pontos atribuídos ao trabalho do juiz de Lisboa correspondem a um "Bom Mais", uma nota considerada muito acima da média.
Este caso já seria, por si só, suficientemente grave para justificar uma investigação séria por parte das autoridades e entidades que gerem o futebol nacional, mas a nota atribuída a Capela e o silêncio que se verifica por parte da Comissão de Arbitragem, aliadas à tentativa despudorada de branqueamento do escândalo verificada por parte de alguma comunicação social da capital do império ultramarino, vêm reforçar a ideia de que algo de muito podre se passa nos meandros da Liga. Até quando continuaremos a assistir a este silêncio ensurdecedor perante esta pouca-vergonha que é claramente um caso de polícia?

Entretanto, Jorge Coroado escreveu esta semana na sua coluna de opinião do jornal O JOGO o seguinte:

«No fim da tarde de domingo, dando cumprimento à autêntica aberração da nomeação, João Capela subiu ao relvado do Estádio da Luz para dirigir o seu segundo dérbi da capital. Optando por deixar andar, sem preocupação na aplicação das regras, protagonizou actuação nada simpática...
Mais gritante que as possíveis grandes penalidades não assinaladas foi a mudança de critério do primeiro para o segundo período. Ganhou uma medalha: a de jogo com menor número de faltas neste campeonato; ao mesmo tempo obteve a confirmação de, ao contrário da "douta"  opinião do treinador do Benfica, só estar fadado para grandes feitos se continuar com a protecção divina

Como facilmente se constata, Jorge Coroado também considera uma autêntica aberração a escolha de Capela para arbitrar este jogo e vai mais longe dizendo que não augura grande futuro para este árbitro, excepto se continuar a beneficiar de protecção divina. Ora, acreditando que estas palavras se inserem num contexto futebolístico e não religioso, até porque a Páscoa já passou, de quem será a "protecção divina" a que se refere?

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