domingo, 26 de maio de 2013

A época de sonho virou pesadelo!


«Aconteça o que acontecer, esta época será brilhante, mas poderá ser ainda muito mais brilhante se conquistarmos as três provas em que estamos inseridos. Pode ser uma época de sonho

Entrevista de Jorge Jesus à TSF, 10 de Abril de 2013.

Há pouco mais de um mês atrás, era só arrogância, prepotência e jactância lá para as bandas da Luz. Falava-se em "época de sonho"e em "tripletes", as vitórias eram "limpinhas", convocavam-se conferências de imprensa para insultar o FC Porto, já se festejava o campeonato a quatro jornadas do fim, já se reservava o local dos festejos, os adeptos exigiam a renovação do contrato de Jorge Jesus e a imprensa lisboeta ia enchendo as primeiras páginas com parangonas do tipo "Águia já cheira o título". Agora, é vê-los a chorar, agarrados à cabeça, tentando perceber como é que a época terminou sem a conquista de um único título. Foi-se o campeonato, foi-se a Liga Europa, foi-se a Taça de Portugal e nem a Taça da Liga, que nos últimos anos foi a tábua de salvação do SLB, escapou à seca. A época de sonho do Benfica virou um pesadelo que teve até empurrões e discussão com direito a transmissão televisiva em directo. Para o circo ficar completo, só faltou mesmo o Cardozo enfiar um soco bem dado no meio dos olhos do "Jasus". E faltou tão pouco...

Parasitagem

Parasita:
1. Ser que come ou vive à custa alheia.
2. [Figurado]  Pessoa inútil, supérflua.
3. [Botânica]  Diz-se das plantas que nascem e se desenvolvem sobre outras plantas.
4. [Zoologia]  Diz-se do animal que, interior (entozoário) ou exteriormente (epizoário), vive à custa da substância de outro.

Na mesma semana em que o Marítimo - cujo presidente tentou, de forma indecente e oportunista, lucrar à custa de um jogador emprestado por um clube brasileiro - foi condenado pela FIFA por incumprimento do acordo que tinha com esse mesmo clube, eis que surge mais uma polémica à boa maneira portuguesa (que é como quem diz, idiota, estéril e sem fundamento), que vem, uma vez mais, pôr a nu a parasitagem que prolifera no futebol português. Tudo porque determinados jornais lisboetas (quem mais poderia estar na origem desta imbecilidade?...) decidiram levantar suspeitas sobre o valor encaixado pelo FC Porto na transferência de João Moutinho para o Mónaco, insinuando que o negócio foi feito no sentido de evitar que o Sporting recebesse uma quantia elevada respeitante aos 25% da mais-valia realizada a partir dos 11 milhões de euros. Ora, a respeito disso, urge dizer o seguinte:

1) O João Moutinho não veio para o FC Porto de borla. O Sporting encaixou 11 milhões de euros pelo seu passe, um valor que constitui a maior transferência de sempre entre clubes portugueses.

2) O interesse do FC Porto foi uma tábua de salvação para o Moutinho e para o Sporting. Numa altura em que o jogador se encontrava em litígio com o clube de Alvalade ao ponto dos responsáveis leoninos lhe chamarem "maçã podre", era evidente que Moutinho era visto como "persona non grata" e que o Sporting tinha pressa em ver-se livre dele o quanto antes. Mantê-lo na equipa naquelas condições representaria um elevado risco de desestabilizarão do balneário e de desvalorização do passe do atleta.

3) O Sporting não tinha ofertas de outros clubes superiores ao valor pago pelo FC Porto. Como tal, o negócio foi bom para todas as partes envolvidas no negócio.

4) Em relação ao valor pago pelo FC Porto, a transferência para o Mónaco por 25 milhões de euros corresponde a uma valorização de quase 130% do passe de Moutinho. Em apenas 3 anos com a camisola azul e branca vestida, o jogador valorizou-se em mais do dobro. No entanto, tal poderia não ter acontecido se, por exemplo, o jogador contraísse uma lesão grave. Por esse motivo, a questão dos 25% da mais-valia nunca poderia ser encarada pelo Sporting como um lucro assegurado, mas antes como um possível encaixe financeiro extraordinário.

5) Se somarmos os 3,5 milhões de euros que o Sporting tem agora a receber aos 11 milhões pagos anteriormente, o Sporting encaixará cerca de 14,4 milhões, um valor muito superior ao que o clube de Alvalade alguma vez arrecadaria se tentasse negociar o jogador directamente com qualquer clube estrangeiro.Tal como José Filipe Nobre Guedes, ex-administrador da SAD leonina, afirmou hoje à comunicação social, o passe de João Moutinho não valia mais do que os 11 milhões que o FC Porto pagou em 2010, pelo que o negócio acabou por ser muito rentável para os cofres do Sporting.

6) Quem manda no FC Porto é o FC Porto. É legítimo que o Sporting se preocupe com o cumprimento do acordo estabelecido entre os dois clubes, mas a partir do momento em que o João Moutinho se tornou jogador do Porto, o clube leonino deixou de ter qualquer tipo de direitos sobre as decisões quanto a uma possível transferência e respectivos valores envolvidos.

7) O Sporting não tem o direito de vir agora contestar os valores envolvidos na transferência de Moutinho. Será preciso lembrar os seus dirigentes de que não foi o Sporting que valorizou o jogador ao longo dos últimos 3 anos, nem foi o Sporting que encontrou um clube interessado em pagar os 25 milhões que o Mónaco agora ofereceu? E se o Sporting esperava que o Moutinho fosse vendido pelo valor da sua cláusula de rescisão, porque não se preocupou em encontrar um comprador interessado em oferecer essa quantia, sabendo que teria muito a ganhar com isso?

8) O presidente do Sporting chegou ao cúmulo de insinuar que Pinto da Costa está senil pelo facto de ter vendido o Moutinho abaixo do preço da sua cláusula de rescisão. São inúmeros os exemplos de jogadores que foram vendidos abaixo do preço da cláusula e se há presidente conhecido por realizar bons negócios é precisamente o Pinto da Costa. Portanto, estaremos atentos aos brilhantes negócios que Bruno de Carvalho fará no futuro e logo veremos se possui a esperteza e lucidez que o jovem dirigente diz faltar ao experiente presidente portista.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

FIFA condena guardanapos da Madeira

A FIFA condenou o Marítimo a pagar 2,53 milhões de euros ao Atlético Mineiro por incumprimento do acordo que existia entre os clubes relativamente ao Kléber.
Recorde-se que Carlos Pereira, presidente do Marítimo, não poupou o FC Porto a um chorrilho de insultos na sequência da transferência do avançado brasileiro para o Dragão, chegando mesmo a acusar os portistas de tratarem o clube insular como um "guardanapo que se usa e deita fora". No entanto, o Marítimo já havia perdido os processos que interpôs na FPF contra os dragões e voltou agora a perder junto da própria FIFA, o que diz bem sobre a honestidade dos argumentos e a legitimidade das pretensões do clube funchalense.
Lamenta-se que os adeptos madeirenses se tenham deixado levar pelo discurso incendiário do seu presidente, deixando agora o clube na iminência de pagar uma quantia que, com toda a certeza, fará mossa nas suas finanças. Mas, atendendo a que, na sua maioria, torcem mais pelo Benfica do que pelo Marítimo em si, o mais provável é que não se mostrem minimamente preocupados com tal facto e até, quem sabe, culpem o Pinto da Costa pelo seu infortúnio. É o costume...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Eu acreditei!

Eu não sou daquele género de pessoas que gosta de dizer "Eu bem disse que ia ser assim"! Depois das coisas acontecerem, é fácil fazerem-se análises e tirarem-se conclusões. No entanto, desta vez vão perdoar-me a petulância, mas não resisto a dizer: eu bem disse que ia ser assim! Eu acreditei!
A 18 de Março de 2013, o Porto atravessou a pior fase deste campeonato ao empatar na Madeira, vendo assim aumentada a desvantagem em relação ao 1º classificado para 4 pontos, o que, na opinião de muitos, deixava os dragões praticamente arredados da revalidação do título. Nessa altura, foram muitos os portistas que, precipitadamente, deram largas ao seu desapontamento nos blogues e fóruns de discussão, em muitos casos de forma exagerada e despropositada, descarregando a sua frustração nos mais variados alvos, desde o treinador aos jogadores, passando por dirigentes da SAD, etc. Nem o próprio presidente Pinto da Costa, figura central de tantas e tantas conquistas, escapou a essa vaga desenfreada de histeria, o que me deixou verdadeiramente triste e desapontado. Ora, numa tentativa de contrariar esses sentimentos negativistas, escrevi então um artigo intitulado "NO SURRENDER!" com o qual procurei remar contra a maré, não através de simples palavras de incentivo sem nexo, mas antes baseado em factos e convicções devidamente fundamentadas em cinco pontos, dos quais aqui transcrevo o seguinte:

«4) As equipas de Jorge Jesus são conhecidas por quebrarem no último terço do campeonato e o Benfica demonstrou na época passada que não é excepção. Tal facto deve-se, acima de tudo, pela obsessão quase doentia do treinador encarnado de esmagar os adversários, o que pode ser muito bom para o espectáculo e para o ego dos adeptos, mas retira margem de manobra para uma boa gestão do plantel ao longo de toda uma época.»

No mesmo dia, publiquei outro artigo intitulado "Eu acredito!" no qual afirmei o seguinte:

«Chamem-lhe optimismo, irrealismo ou insensatez, mas a verdade é que eu acredito que o Porto poderá mesmo ser campeão esta época, sim senhor! Por mérito próprio, mas também por demérito dos adversários, o título ainda está ao nosso alcance. O Benfica vai cair, isso é um facto. Só falta saber quando e onde, mas vai cair, e quando o fizer será com estrondo. Portanto, não parem de lutar! Não desistam! Não deitem a toalha ao chão! Acreditem e apoiem a equipa!»

Se agora recordo essas minhas palavras que o tempo acabou por demonstrar serem acertadas, não é para me vir gabar de falsos dotes de adivinhação, mas sim para relembrar todos aqueles que, nas alturas más, criticaram os elementos do nosso clube pondo em causa a sua competência e dedicação à causa portista, que os campeonatos só acabam à 30ª jornada e nunca antes! Se, com toda a legitimidade, criticamos os nossos rivais por terem festejado o título prematuramente, sejamos também capazes de condenar aqueles que, dizendo-se adeptos azuis e brancos, não estiveram à altura do que deles se exigia e falharam no apoio à equipa quando esta mais necessitava.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Novo hino das papoilas saltitantes (Ser benfiquista)

(Entrada instrumental)

Ser benfiquista
é ter na alma
a frustração
de mais um ano
sem ver o clube
ser campeão!
É ter a percepção
da triste realidade
que a grandeza do Benfica
não passa de uma ilusão,
quando vê, ano após ano,
o Porto ser campeão!

(Instrumental)

Ser benfiquista
é ter a tola
como um melão,
por mais um ano
a ver o Porto
ser campeão!
Porque é
que o meu papá
me fez esta maldade?
Fez-me sócio do Benfica
quando tinha tenra idade
e agora eu vivo aqui
numa eterna infelicidade!

Lá lá lá lá-lá, lá lá lá lá, lá lá lá lá...

domingo, 19 de maio de 2013

QUE SE LIXE O PIB!!! SOMOS CAMPEÕES!!!


Contra todas as previsões, SOMOS CAMPEÕES!!!
Esta foi a vitória da fé e da perseverança do Dragão, contra a arrogância e a prepotência dos nossos rivais! VIVA O POOOOOOORTO!!!
E por aqui me fico, por agora, que a hora é de festejar!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Estofo internacional

Para vencer uma competição internacional onde só jogam as melhores equipas de vários países europeus, é necessária uma combinação rara de qualidade, organização, competência, empenho, convicção e sorte. Chama-se a isso ter estofo internacional, algo que não está ao alcance de qualquer clube, nem acontece por mero acaso.

P.S. - Fala-se muito na falta de sorte do Benfica pelo golo sofrido em período de descontos, mas, pelas minhas contas, foram "só" 6 ou 7 bolas nos postes sofridas pelos encarnados ao longo desta edição da Liga Europa, incluindo uma no penalty em Istambul que teria ditado a eliminação dos encarnados frente ao Fenerbahce e outra na final, num potente remate de Lampard que podia ter ditado o desfecho do jogo a favor dos londrinos bem mais cedo. Sofrer bolas nos postes é sorte. Sofrer golos em período de descontos não é azar, é aselhice.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Mexia, mexia, mas era daqui pra fora!

Que o Benfica goza em Portugal de uma protecção política que lhe permite beneficiar de condições especiais do foro financeiro e desportivo que mais nenhum clube tem, é uma verdade insofismável. Que o clube do regime goza de uma espécie de "imunidade diplomática" que lhe permite passar sempre impune, sem a mais pequena beliscadura, mesmo quando se vê envolvido em situações altamente suspeitas e merecedoras de intervenção das autoridades, também. Até aqui, não há novidade. O que não é vulgar é vermos políticos e outras figuras públicas reconhecerem tal facto, mesmo que de uma forma encapotada.

Quando o presidente executivo da EDP afirmou, nas vésperas do clássico do Dragão, que espera que o Benfica vença o campeonato porque "é bom para o país e para o PIB nacional", as suas palavras não constituíram o simples desejo do adepto António Mexia de ver o seu clube ser campeão. Há, por detrás desta declaração, a mensagem implícita de que beneficiar o Benfica não constitui um atentado à verdade desportiva, mas antes uma missão que nós, cidadãos nacionais, devemos assumir como necessária, em nome dos interesses da nação. Numa altura de crise em que os portugueses se vêm cada vez mais "à nora" para pagar as contas no final do mês, imagino o efeito que estas palavras não terão produzido nas mentes mais fracas deste povo. Quantos não terão mesmo pensado que, se se inscreverem como sócios do SLB, terão direito a um desconto na factura da luz...
Esta táctica de transformar os interesses mesquinhos do clube da Luz em supremos desígnios da nação não constitui novidade. Trata-se ainda de um resquício dos tempos da "Velha Senhora", quando o Benfica era elevado a uma condição superior à própria Selecção Nacional  e os seus jogadores eram entendidos como património do Estado. Nada de novo, infelizmente. Mas lamenta-se que, quase quatro décadas volvidas sobre a Revolução dos Cravos, ainda existam "figurões" que, ocupando lugares de responsabilidade, insultem a inteligência de milhões de pessoas com este tipo de demagogia própria dos regimes fascistas.

A dois Paços do título

A imensa explosão de alegria que se fez ouvir no Dragão quando a dupla Liedson/Kelvin concretizou a jogada mortífera que culminou com a bola no fundo da baliza encarnada, foi um daqueles momentos épicos que deixam marcas no corpo e na alma de qualquer adepto fervoroso. Dir-se-ia que, nos poucos segundos que durou a cavalgada vitoriosa dos dois brasileiros, o mundo azul-e-branco deu uma gigantesca cambalhota, não apenas no resultado do jogo em si, não apenas na classificação do campeonato, mas, acima de tudo, na esperança da conquista de um título que, escassos momentos antes, estava literalmente entregue ao rival lisboeta. Mas, apesar da euforia que legitimamente se libertou após o apito final de Proença, não nos podemos esquecer de que o campeonato ainda não acabou. Temos ainda, na próxima jornada, a derradeira prova, aquela que irá ditar se o Porto merece ou não ser campeão num campeonato marcado pela inconstância de uma equipa que nem sempre soube estar à altura do que lhe era exigido.
O Porto esteve a poucos minutos de perder definitivamente o campeonato pois, em cima dos 90 minutos, o empate a uma bola servia perfeitamente às pretensões encarnadas. Convenhamos que, nessas condições, só um milagre impediria o Benfica de conquistar o título na última jornada frente ao Moreirense, uma das piores equipas da Liga, que se encontra a um passo da descida de divisão. Mas o futebol é mesmo assim e por isso desperta tantas paixões, tantas emoções, tantas incertezas. Quando já poucos acreditavam na vitória, eis que os deuses da bola, num daqueles seus desvarios de refinada ironia, vestiram a pele de um fedelho de 19 anos que, em dois toques de magia, pôs a bola no fundo da baliza de Artur. Num jogo de tudo ou nada, Kelvin deu-nos tudo.
Há, contudo, que conter a euforia. Se, nas semanas que antecederam este encontro, foram muitas as vezes que criticamos os nossos rivais, antevendo o descalabro que os festejos precipitados e desmedidos lhes iriam causar, sejamos também nós inteligentes a ponto de perceber que só com muita concentração e entrega conseguiremos ultrapassar esse dificílimo obstáculo chamado Paços de Ferreira. As portas da felicidade estão já ali, escancaradas, na Mata Real, mas tal como os deuses da bola nos acompanharam nos derradeiros segundos do clássico do Dragão, será com a mesma facilidade que nos voltarão as costas se permitirmos que a soberba se apodere dos nossos espíritos.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O céu é azul...

... e o inferno também! No próximo sábado, todos ao Dragão! O pensamento só pode ser um: GANHAR! GANHAR! GANHAR!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O papagaio saiu da gaiola

Há poucos dias atrás, questionei aqui o porquê do papagaio Gabriel andar tão caladinho. Parece que o meteram na gaiola, mas ele lá conseguiu sair e não perdeu tempo a convocar uma conferência de imprensa para desfiar um chorrilho de bestialidades mesmo ao gosto da populaça.
O discurso, próprio para acéfalos, não pôde ser interrompido pelos jornalistas e é fácil de perceber porquê: os argumentos são tão falaciosos e desprovidos de fundamento que até a contra-argumentação de uma criança poderia causar embaraço ao director de comunicação do Benfica, senão vejamos:

«Durante uma semana mantivemos o silêncio que hoje termina.»

Mantiveram os silêncio simplesmente porque não tinham argumentos para contrariar a polémica que se instalou após a actuação criminosa do João Capela na Luz. Por mais que tentem disfarçar, eles mesmos sabem que o juiz lisboeta inclinou o campo a favor da equipa da Luz e teve influência directa no resultado final. Mas o mais vergonhoso, é terem o descaramento de virem falar do seu próprio silêncio como se fosse algo de transcendente. Logo eles que tanto gostam de se armar em donos da moral e dos bons costumes, nunca hesitando em apontar o dedo acusador aos outros, calaram-se como ratos perante este escândalo, esperando que a poeira assentasse. Se fossem gente séria, como tanto apregoam que são, seriam os primeiros a lamentar publicamente a torpe viciação da verdade desportiva a que todos assistimos, mas está visto que a sua interpretação do certo e do errado flutua ao sabor dos seus interesses mesquinhos. Ou alguém ainda duvida de que a atitude destes energúmenos seria perfeitamente oposta se a actuação criminosa de Capela tivesse o Benfica como vítima?

«Foi a campanha mais baixa, incendioso (???), fraudulenta e imoral que me lembro de existir desde que cheguei ao Benfica.»

O papagaio Gabriel terminou o seu discurso referindo-se a Pinto da Costa como "virgem ofendida e com ataque de amnésia", dando mostras de ter falta de espelhos em casa. Deve pensar que as pessoas têm a  memória curta e já não se recordam das campanhas "baixas, insidiosas, fraudulentas e imorais" feitas por ele mesmo nas épocas anteriores quando proferiu uma série de acusações aos árbitros, pondo em causa a justiça das vitórias do FC Porto. Afinal, quem não se lembra da 1ª página do jornal A BOLA dando destaque a frases do tipo «Título do FC Porto é um tributo dos árbitros»? A arrogância destes energúmenos é de tal ordem que pensam que só o Benfica tem o direito de reclamar a seu bel-prazer, não admitindo que os outros ajam de igual forma mesmo quando têm razões de sobra para tal.

«Uma campanha de insinuações e mentiras e que esperava retirar dividendos do clima de intimidação que foi criado.»

Pela mesma ordem de ideias, podemos então concluir que os célebres "murros na mesa" do Benfica também tinham como objectivo criar um clima de intimidação para os árbitros, ou nesse caso já vão alegar que tinham nobres intenções? Mais uma vez, a falta de memória desta gente é por demais evidente. Agem hipocritamente como se fossem donos da verdade ou tivessem o direito divino de decidir quem tem e quem não tem liberdade para expressar a sua indignação quando se sente prejudicado, como é claramente o caso actual do Sporting e do FC Porto. 



«Esta campanha foi criada por alguém que, em qualquer país da Europa seria um caso de estudo das cadeiras de Direito penal, mas que em Portugal continua a ser recebido na Assembleia da República.»

Que triste figura faz o clube da Luz nesta tentativa constante de branquear tudo o que de podre se passa debaixo do seu próprio tecto, recorrendo à cassete já gasta do Apito Dourado. Julgará esta gentalha que as pessoas têm a obrigação de aceitar a imposição das vontades e dos interesses mesquinhos dos encarnados, sob o pretexto estafado do Pinto da Costa, do sistema e outras tretas do género? É dessa forma ridícula que pretendem justificar escândalos como o Estorilgate ou o Campeonato dos Túneis? É assim que pretendem desculpar arbitragens como a do Lucílio Batista na final da Taça da Liga ou do Capela no último clássico?

 «Grande parte do currículo de trinta anos que tem deveria ser apresentado como cadastro e não currículo»

Como é possível estes energúmenos virem mostrar-se muito indignados com aqueles que contestam o mérito da liderança do Benfica na corrente edição da Primeira Liga, e ao mesmo tempo terem o despudor de porem em causa 30 anos do passado de um clube rival? Houve mesmo quem chegasse ao cúmulo de lançar a suspeição sobre a Taça dos Campeões Europeus brilhantemente conquistada em 1987 frente ao colosso Bayern de Munique por causa dos desvarios de um drogado, mas comportam-se como virgens ofendidas porque, coitadinhos, estão a ser sujeitos à crítica. Uma vez mais, insultam com o maior dos descaramentos e exigem dos outros um respeito que não demonstram ter por ninguém.

«Só há uma equipa na I Liga em Portugal que à 27.ª jornada não sofreu um único penálti contra. Deve ser um caso único na Europa.»

Esta questão dos penalties que alegadamente terão ficado por marcar contra o FC Porto vem na sequência de um artigo publicado por João Querido Manha no jornal Record que já aqui mereceu uma análise. A propósito disso, adorei ver as "trombas" com que ficou o Querido Manha quando Jorge Coroado, em pleno programa CM Sport do canal do Correio da Manhã, afirmou peremptoriamente que Carlos Xistra não tinha cometido quaisquer erros graves no jogo FC Porto-Vitória de Setúbal (uma opinião que, aliás, foi partilhada pelos restantes elementos do Tribunal d'O JOGO). Recorde-se que Querido Manha acusou Carlos Xistra de ter perdoado pelo menos um penalty ao Porto nesse jogo. Teria sido bem mais honesto da parte deste jornalista fazer uma análise dos cartões vermelhos de que o Benfica já beneficiou esta época, não só directamente nos seus jogos, mas também indirectamente nos jogos das equipas adversárias ocorridos imediatamente antes do confronto com os encarnados. Segundo a informação que corre na blogosfera, foram "só" 11 jogadores expulsos em jogos do SLB e nada mais nada menos que 18 (DEZOITO!) jogadores adversários impedidos de defrontar os encarnados por motivos de suspensão disciplinar. É obra!

«Esta campanha odiosa tem a colaboração de jornalistas e alguns meios de comunicação social que amplificaram esse ruído, contestando o mérito da liderança do Benfica, de uma forma desprezível", disse ainda o director de comunicação dos encarnados.»
  
Ouvir o clube do regime, o clube mais protegido de sempre pelo poder político, o clube mais apoiado pela intelectualmente corrupta imprensa lisboeta, queixar-se de ser prejudicado pela comunicação social é uma daquelas anedotas que, de tão ridículas que são, nem sabemos se havemos de rir ou de chorar! 
A forma como alguns jornais tentaram branquear a arbitragem criminosa do sr. Capela desviando as atenções do público para outras questões, invertendo completamente aquela que tem sido a sua habitual postura sempre que o Benfica se diz prejudicado pelos árbitros, foi de tal forma despudorada que até meteu nojo! Compare-se, a título de exemplo, as primeiras páginas d'A BOLA apresentadas ao lado. Serão precisas mais palavras para denunciar a obscena dualidade de critérios editoriais deste (e outros) jornais?

Ponto a  ponto se percebe que os argumentos utilizados pelo Benfica nesta conferência de imprensa são do mais ridículo e desonesto que se possa imaginar. Este autêntico atentado à inteligência das pessoas só é explicável à luz do mau-estar sentido entre as hostes benfiquistas, motivado pela reacção (mais do que justificada) do público após a obscena adulteração da verdade desportiva a que todos assistimos no clássico da Luz. No entanto, mesmo admitindo que a melhor resposta para este pulhice seria o completo desprezo, é necessário que os dirigentes do FC Porto compreendam que não se pode continuar a assistir impávida e serenamente a estes ataques sujos de gentalha vil que faz do clube azul-e-branco o alvo constante das suas frustrações e descargas de bílis. Esta escumalha há muito que ultrapassou os limites do razoável e merece uma posição firme por parte da Direcção portista.