domingo, 26 de maio de 2013

Parasitagem

Parasita:
1. Ser que come ou vive à custa alheia.
2. [Figurado]  Pessoa inútil, supérflua.
3. [Botânica]  Diz-se das plantas que nascem e se desenvolvem sobre outras plantas.
4. [Zoologia]  Diz-se do animal que, interior (entozoário) ou exteriormente (epizoário), vive à custa da substância de outro.

Na mesma semana em que o Marítimo - cujo presidente tentou, de forma indecente e oportunista, lucrar à custa de um jogador emprestado por um clube brasileiro - foi condenado pela FIFA por incumprimento do acordo que tinha com esse mesmo clube, eis que surge mais uma polémica à boa maneira portuguesa (que é como quem diz, idiota, estéril e sem fundamento), que vem, uma vez mais, pôr a nu a parasitagem que prolifera no futebol português. Tudo porque determinados jornais lisboetas (quem mais poderia estar na origem desta imbecilidade?...) decidiram levantar suspeitas sobre o valor encaixado pelo FC Porto na transferência de João Moutinho para o Mónaco, insinuando que o negócio foi feito no sentido de evitar que o Sporting recebesse uma quantia elevada respeitante aos 25% da mais-valia realizada a partir dos 11 milhões de euros. Ora, a respeito disso, urge dizer o seguinte:

1) O João Moutinho não veio para o FC Porto de borla. O Sporting encaixou 11 milhões de euros pelo seu passe, um valor que constitui a maior transferência de sempre entre clubes portugueses.

2) O interesse do FC Porto foi uma tábua de salvação para o Moutinho e para o Sporting. Numa altura em que o jogador se encontrava em litígio com o clube de Alvalade ao ponto dos responsáveis leoninos lhe chamarem "maçã podre", era evidente que Moutinho era visto como "persona non grata" e que o Sporting tinha pressa em ver-se livre dele o quanto antes. Mantê-lo na equipa naquelas condições representaria um elevado risco de desestabilizarão do balneário e de desvalorização do passe do atleta.

3) O Sporting não tinha ofertas de outros clubes superiores ao valor pago pelo FC Porto. Como tal, o negócio foi bom para todas as partes envolvidas no negócio.

4) Em relação ao valor pago pelo FC Porto, a transferência para o Mónaco por 25 milhões de euros corresponde a uma valorização de quase 130% do passe de Moutinho. Em apenas 3 anos com a camisola azul e branca vestida, o jogador valorizou-se em mais do dobro. No entanto, tal poderia não ter acontecido se, por exemplo, o jogador contraísse uma lesão grave. Por esse motivo, a questão dos 25% da mais-valia nunca poderia ser encarada pelo Sporting como um lucro assegurado, mas antes como um possível encaixe financeiro extraordinário.

5) Se somarmos os 3,5 milhões de euros que o Sporting tem agora a receber aos 11 milhões pagos anteriormente, o Sporting encaixará cerca de 14,4 milhões, um valor muito superior ao que o clube de Alvalade alguma vez arrecadaria se tentasse negociar o jogador directamente com qualquer clube estrangeiro.Tal como José Filipe Nobre Guedes, ex-administrador da SAD leonina, afirmou hoje à comunicação social, o passe de João Moutinho não valia mais do que os 11 milhões que o FC Porto pagou em 2010, pelo que o negócio acabou por ser muito rentável para os cofres do Sporting.

6) Quem manda no FC Porto é o FC Porto. É legítimo que o Sporting se preocupe com o cumprimento do acordo estabelecido entre os dois clubes, mas a partir do momento em que o João Moutinho se tornou jogador do Porto, o clube leonino deixou de ter qualquer tipo de direitos sobre as decisões quanto a uma possível transferência e respectivos valores envolvidos.

7) O Sporting não tem o direito de vir agora contestar os valores envolvidos na transferência de Moutinho. Será preciso lembrar os seus dirigentes de que não foi o Sporting que valorizou o jogador ao longo dos últimos 3 anos, nem foi o Sporting que encontrou um clube interessado em pagar os 25 milhões que o Mónaco agora ofereceu? E se o Sporting esperava que o Moutinho fosse vendido pelo valor da sua cláusula de rescisão, porque não se preocupou em encontrar um comprador interessado em oferecer essa quantia, sabendo que teria muito a ganhar com isso?

8) O presidente do Sporting chegou ao cúmulo de insinuar que Pinto da Costa está senil pelo facto de ter vendido o Moutinho abaixo do preço da sua cláusula de rescisão. São inúmeros os exemplos de jogadores que foram vendidos abaixo do preço da cláusula e se há presidente conhecido por realizar bons negócios é precisamente o Pinto da Costa. Portanto, estaremos atentos aos brilhantes negócios que Bruno de Carvalho fará no futuro e logo veremos se possui a esperteza e lucidez que o jovem dirigente diz faltar ao experiente presidente portista.

2 comentários:

  1. mais:
    se o FC Porto quisesse, teria vendido o Moutinho pr 11M€ e o James por 59M€, e o zmerding ficaria a chuchar no dedo.

    enfim...
    estão a definhar, rumo a um Futuro bastante negro.

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

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  2. "se o FC Porto quisesse, teria vendido o Moutinho pr 11M€ e o James por 59M€, e o zmerding ficaria a chuchar no dedo."

    Exactamente. Mas os parasitas são assim, em vez de se darem por agradecidos por terem obtido um lucro extra à custa de um negócio do FC Porto no qual eles não tiveram qualquer mérito, preferem fazer este papelinho de virgens ofendidas. Mas pronto, que mais se poderia esperar de calimeros senão baba e ranho?

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