quinta-feira, 20 de junho de 2013

Papagaios num galinheiro só podia dar confusão

Passando os olhos pela blogosfera, nota-se hoje uma diferença abismal nos ambientes que se vivem nos blogues afectos ao FC Porto e ao Benfica. De facto, se o Dragão transpira paz e sossego, com os adeptos a debaterem serenamente as saídas de jogadores por verbas avultadas e a entrada de novas promessas que nos enchem de renovadas esperanças para o sucesso da próxima época, já no galinheiro da Luz parece estar instalada a confusão. Tudo porque, na sequência das notícias trazidas a público recentemente pelo Correio da Manhã dando conta do alegado interesse do Benfica no (ainda) guarda-redes do Sporting Rui Patrício, o clube da Luz publicou ontem um comunicado no seu site oficial que espelha bem o nível rasteiro do seu autor:

«Pelo segundo dia consecutivo, o Correio da Manhã insiste em contactos do SL Benfica pelo guarda-redes do Sporting Rui Patrício. Ou as fontes do jornal fumam substâncias proibidas ou, então, é o jornalista que assina a peça.
Não há, nem houve contactos por Rui Patrício. A notícia é falsa, mas as substâncias
proibidas devem ser boas, dada a insistência do referido jornal diário na falsidade.
Quanto a Fábio Coentrão, é bom recordar que o jogador foi vendido, há dois anos, ao Real Madrid por 30 milhões de euros.»

Não sejamos hipócritas. Que o Correio da Manhã é regido pelos princípios da pulhice e do chico-espertismo já todos nós sabemos e não me custa admitir que o Benfica possa ter motivos para se sentir indignado com o comportamento de um pasquim que é useiro e vezeiro neste tipo de artimanhas para vender papel. Aliás, se há clube que já por muitas vezes sentiu na pele a perseguição dessa gentalha é precisamente o FC Porto, para revolta dos portistas e gáudio dos benfiquistas. Eu próprio escrevi aqui recentemente um texto onde, de forma veemente, manifestei o asco que pseudo-jornalistas como Otávio Ribeiro e Querido Manha me causam com os seus artigos de opinião populistas e demagógicos que mais não são do que o extravasar de frustrações clubísticas. Mas convenhamos que deve existir uma grande distância entre aquilo que pode ser escrito num blogue por um mero adepto como eu e a mensagem oficial transmitida pela direcção de um clube. Nessa perspectiva, acusar os jornalistas de fumarem substâncias proibidas vai muito além daquilo que se pode considerar aceitável, principalmente porque tal acusação é feita sem qualquer fundamento concreto, mas apenas com o intuito de achincalhar e descredibilizar.
O que é certo é que, por razões desconhecidas, o referido comunicado desapareceu hoje do site oficial do Benfica, o que só veio aumentar a celeuma e o mal-estar. Se, por um lado, há benfiquistas que contestam o teor da linguagem utilizada, conscientes de que a mesma não se coaduna com a imagem de grandeza que defendem para o seu clube, outros há que se manifestam revoltados pela retirada abrupta do comunicado naquilo que consideram ser uma demonstração de cobardia por parte da sua direcção.
Recorde-se que ainda recentemente o mesmo clube emitiu um comunicado informando o público da sua intenção de não comparecer à final de hóquei em patins, a disputar no Dragão Caixa com o FC Porto, mas, logo no dia seguinte, outro comunicado dava conta da inversão de intenções. Ora, independentemente dos motivos que levaram a tal procedimento, uma coisa me parece indiscutível: estes constantes volta-faces espelham a desordem e a falta de liderança que reina no clube da Luz, onde alguns papagaios parecem usufruir de uma estranha liberdade para emitir comunicados sem pés nem cabeça, escritos num linguajar próprio da ralé, perante a passividade de uma direcção que, incapaz de os controlar, se limita a ir limpando a esterqueira causada por tais aves raras.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Toma e embrulha!

No passado dia 13, o jornal espanhol A MARCA dedicou um extenso artigo de duas páginas inteiramente sobre o FC Porto. Já o havia feito pouco tempo antes quando escreveu sobre o presidente Pinto da Costa. Em ambos os casos, tece rasgados elogios à direcção portista e à política de gestão que faz do clube português um exemplo de sucesso único no Mundo.

Desta vez, o jornal chegou mesmo ao ponto apelidar os dragões de "Rei Midas do futebol europeu", um "dragão dos ovos de ouro" que "compra barato e vende caro", como se lê no artigo. "Compra bom, bem e barato, ganha títulos, vende e volta a renascer. Na última década, investiu 241 milhões de euros e recebeu 541 milhões. Foram-se Falcao, Hulk, Carvalho, Pepe, Quaresma e Deco, entre outros, e os dragões nunca deixaram de vencer. Os números falam por si: o FC Porto de Pinto da Costa conquistou 20 das últimas 32 ligas".

Estes elogios, tecidos por um jornal estrangeiro, só podem encher de orgulho qualquer coração portista. São a antítese do comportamento execrável de uma imprensa lisboeta intelectualmente corrupta, vendida aos interesses da capital que, em vez de enaltecer aquilo que o nosso país tem de melhor, vai alimentando o ego de milhões de parolos, iludindo-os com o lixo saído das cabeças doentias de gente frustrada e medíocre como Otávio Ribeiro, Fernando Guerra, Leonor Pinhão, Querido Manha, entre outros. Já é tempo de haver uma vassourada e correr com essa gentalha do panorama jornalístico português, mas, enquanto isso não acontece, a nossa resposta só pode ser uma: a continuação na senda do sucesso!

terça-feira, 11 de junho de 2013

As melhoras, sr. Otávio Ribeiro

Otávio Ribeiro é mais um daqueles jornalistazecos de meia-tigela que pululam na corrupta imprensa lisboeta, bem conhecidos de todos nós por, tal como os touros, não conseguirem disfarçar a sua atracção pelo vermelho. Como bom benfiquista que é, ainda anda por esta altura a tentar digerir o melão indigesto que o seu clube lhe serviu em prato de plástico, tarefa essa que, a julgar pela azia que transparece nos seus artigos de opinião, não se tem afigurado nada fácil.
Depois de ter ajudado a encher os peitos encarnados de desmedidas ilusões e irrealistas expectativas, o director do Correio da Manhã vem agora em busca de vitórias morais e de justificações alternativas para a hecatombe que se abateu sobre as pobres cabeças encarnadas. 
Como é fácil de constatar para qualquer observador distante, o desastroso final de época do Benfica deve-se unicamente à incompetência de um treinador medíocre e à sobranceria de um clube que gosta de se pôr em bicos de pés, tomando como certas as vitórias ainda antes delas acontecerem, mas esta realidade não serve para acalmar as conturbadas mentes encarnadas. Qualquer benfiquista que se preze não se satisfaz com as verdades nuas e cruas, principalmente quando estas o obrigam a olhar exclusivamente para o seu umbigo. Há, portanto, que engendrar enredos mais rebuscados, de preferência envolvendo os árbitros e os odiados inimigos do Norte, nem que para tal se tenha de inventar estúpidas relações de causa/efeito. É disto que o povo gosta, é isto que a imprensa lisboeta dá.

No seguimento desta política, Otávio Ribeiro publicou hoje um artigo de opinião onde afirma o seguinte:

«Com a contratação de Paulo Fonseca, o eterno presidente do FC Porto visa apostar num valor emergente da nossa excelente escola de treinadores e também reforça o agradecimento ao Paços de Ferreira por aquele passeio ameno na última jornada da Liga.»

Sub-repticiamente, este canalha (desculpem o termo, mas há que chamar os touros pelos nomes) insinua que a contratação de Paulo Fonseca ao Paços de Ferreira tratou-se, em certa medida, do pagamento de um favorecimento da equipa minhota ao FC Porto no jogo que ditou a conquista do título. Sem nada que sustente tamanha acusação, levanta suspeitas gratuitas sobre a existência de um crime de falseamento de resultados, pondo assim em causa o próprio desfecho de todo o campeonato.  

Recorde-se que, antes de defrontar o clube da Luz, o presidente do Marítimo afirmou publicamente que nada faria para evitar que o Benfica fosse campeão, mas não há registo de qualquer reacção de Otávio Ribeiro a tal afirmação. Pois eu nem quero imaginar o que diria o director do Correio da Manhã se tivesse sido o presidente do Paços de Ferreira a fazer semelhante afirmação antes de defrontar o FC Porto. Com toda a certeza, por esta hora, não se limitaria a levantar meras suspeitas, mas a exigir a impugnação do campeonato.

Compreendo que os dirigentes dos dois clubes nortenhos tenham mais que fazer do que se preocuparem com escumalha desta estirpe. Se o fizessem, perderiam tempo e recursos preciosos em inúmeros e infindáveis processos judiciais. No entanto, é revoltante que, num estado de direito democrático, haja gentalha que julgue que a carteira profissional de jornalista - e os direitos que lhe estão associados - possam servir para a manifestação abusiva de opiniões pessoais que mais não são do que o explanar de frustrações e ressabiamentos clubísticos. 
Na falta de melhor solução, resta-nos aconselhar o director do Correio da Manhã a consultar um médico no sentido de lhe ser receitada uma pomada para o inchaço da cabeça e um antiácido para a azia. As melhoras, sr. Otávio Ribeiro.

Pedido a Paulo Fonseca

Este ano, conquista a Liga dos Campeões no nosso salão de festas, o Estádio da Luz!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O garoto amuou

O Sporting, em comunicado oficial divulgado hoje, fez saber que cortou relações institucionais com o FC Porto, alegadamente por causa de uma discussão que aconteceu entre o presidente Bruno de Carvalho e o administrador da SAD portista Adelino Caldeira momentos antes da final da Taça de Portugal de andebol.
Antes de mais, condeno a atitude de Adelino Caldeira que, encontrando-se em representação do FC Porto, não deveria ter abordado o presidente leonino da forma como fez. Mesmo que  tivesse motivos para tal, a atitude, o momento e o local foram totalmente inadequados. No entanto, lamento muito que os leões tenham tomado uma posição tão radical por motivos tão fúteis. Afinal, compreende-se que um dos maiores clubes portugueses, uma instituição centenária com enorme responsabilidade no panorama desportivo nacional, corte relações com um dos seus pares só por causa de um arrufo entre dois dirigentes? Será que Bruno de Carvalho se julga tão superior ao clube a que preside que coloque os seus próprios amuos acima dos interesses institucionais? Será que amanhã também irá cortar relações com a RTP devido às caricaturas que lhe foram feitas no programa humorístico "Anticrise"? Enfim, ridículo e lamentável, é o mínimo que se pode dizer.

Boas notícias nos chegam da capital

Gosto de histórias com final feliz e a novela em torno da renovação de Jesus pelo Benfica teve ontem o melhor desfecho que se poderia desejar... pelo menos na perspectiva azul e branca.

Em Novembro de 2012, escrevi aqui um artigo onde manifestava a minha surpresa pelo facto de Jorge Jesus ocupar a 18ª posição na lista dos treinadores mais bem pagos do mundo, com um rendimento líquido anual de 2,1 milhões de euros. Nessa altura, a minha estupefacção não se prendia apenas com os valores extremamente elevados e completamente desfasados da realidade portuguesa, mas também porque tais valores não se coadunam com o curriculum medíocre de um treinador que, em quatro anos como técnico de um dos maiores clubes nacionais, não foi além de 1 campeonato ganho. Ora, meio ano decorrido desde então, eis que o Benfica renova o contrato com o mesmo treinador, desta vez com a agravante deste ter juntado ao seu pobre palmarés mais uma época desastrosa em que muito prometeu e nada conquistou. E como se isso não fosse por si só motivo suficiente para causar estupefacção, ainda se acrescenta o facto de, fazendo fé nas notícias que tem vindo a público, Jesus ter visto o seu contrato melhorado em termos salariais! Nada mau para quem esteve com um pé fora do clube, não vos parece? É caso para perguntar que posição ocupará JJ depois disto na lista dos mais bem pagos do mundo: 12ª? 10ª? Que inveja deverão sentir os seus colegas de profissão a quem a sorte não bafeja com tanta facilidade. Há gente que nasce mesmo com o cu virado para a lua...

Errar é humano. Mas o que se poderá dizer quando se repete o mesmo erro, não duas, não três, mas quatro vezes seguidas? Ninguém é assim tão burro. Que deve haver gente na direcção benfiquista a embolsar muita "guita" com este negócio já ninguém duvida. O que não se compreende é o silêncio por parte dos adeptos que vão assistindo a tudo isto com a maior das calmas. E ainda, pasme-se, há quem concorde com a decisão...
De certa forma, compreendo a atitude dos adeptos encarnados. Para quem se habituou a ver o clube pouco ganhar ao longo de duas décadas, o facto do Benfica ter chegado à final de uma competição europeia - algo que não acontecia há mais de 20 anos - constitui uma lufada de ar fresco. Mas o que esta gente não compreende é que, no futebol como em tudo na vida, o "quase" significa o mesmo que "nada".
As cenas pouco dignificantes protagonizadas por Jesus e Cardozo no Estádio Nacional demonstram que o balneário está dividido e, no seio do plantel, não deverá ser apenas o paraguaio a manifestar a sua desilusão e revolta com o trabalho do "mister". Há, obviamente, um desgaste emocional que, mais cedo ou mais tarde, virá ao de cima e se reflectirá no rendimento da equipa encarnada. Já se adivinha como isto irá acabar: dentro de pouco tempo estarão novamente a lamentar-se, atirando as culpas para o Pinto da Costa, os árbitros e a má sorte. São tão previsíveis...

Alguém poderá ser tão ingénuo a ponto de acreditar que isto aconteceria no FC Porto? Alguém acredita que Pinto da Costa manteria à frente da equipa um homem que demonstrou tanta incapacidade de obter resultados práticos, não obstante os muitos milhões de euros investidos no plantel e as condições extraordinárias que lhe foram proporcionadas? São estas "pequenas" coisas que marcam a diferença entre o sucesso e o fracasso e, por muito que isto lhes custe a admitir, o FC Porto está muitos anos-luz acima da concorrência.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Hino ao desporto

Quem acompanha este blogue sabe que não é habitual falar-se aqui das modalidades amadoras, mas esta é uma das raras vezes em que se justifica plenamente uma excepção.
Contrariando todas as expectativas negativas criadas em torno deste jogo pelos nossos rivais, a verdade é que a final da Liga Europeia de hóquei em patins acabou por ser um hino ao desporto e uma excelente propaganda para a modalidade. Num jogo impróprio para cardíacos, as equipas defrontaram-se com extremo empenho e profissionalismo, mas sempre nos limites da correcção, dando assim um grande espectáculo com muitos golos e emoção. Venceu o Benfica com justiça, graças ao golo de ouro, tal como também o FC Porto teria sido um justo vencedor se a sorte lhe tivesse sorrido no prolongamento. Está assim de parabéns  a equipa encarnada pelo título que conquistou, mas também o FC Porto que, mesmo na hora da derrota, soube honrar o nome do clube e do país, dando uma imagem de desportivismo e de civismo que começa a tornar-se rara no desporto nacional. Nesse capítulo, realce para Reinaldo Ventura que, no final do jogo, foi o primeiro a acercar-se dos adversários para os felicitar pela vitória, e para o público que, não obstante a desilusão, presenteou os vencedores com aplausos. Um exemplo a reter, portanto.
Há que dizer, no entanto, que esta vitória encarnada não é de todos os benfiquistas, mas apenas dos jogadores e dos poucos adeptos que, contrariando a vontade da direcção benfiquista, fizeram questão de marcar presença no Dragão Caixa. Ninguém tem dúvidas de que a direcção benfiquista foi a principal culpada pela época desastrosa que o clube da Luz acabou por ter no futebol após vários meses pautados por atitudes prepotentes e festejos antecipados. Ora, foi por um triz que o Benfica não saiu derrotado também desta final ainda antes dela começar, mais uma vez graças à prepotência de dirigentes que, como é fácil de constatar, não andam no desporto pelo desporto, nem tão pouco pela defesa do clube que dirigem, mas sim pelas suas próprias vaidades e interesses mesquinhos.
Com uma birrinha própria de uma criança da escola, a direcção encarnada decidiu vir dizer "assim não brinco!" num comunicado emitido durante a madrugada que faz corar de vergonha qualquer pessoa naquele clube que ainda possua a noção do ridículo. Mais do que um insulto para o FC Porto, para a PSP do Porto e para a CERH, esta posição verdadeiramente patética e irresponsável do clube lisboeta, manifestada num texto que mais parece ter saído da mente conturbada de um bêbado acabado de sair de um bar do Bairro Alto, constituiu uma gritante falta de respeito para com a sua própria equipa que, com suor, havia conquistado o pleno direito de jogar esta final.
Por aqui se vê que nem o Vieira nem os seus sequazes alguma vez praticaram desporto ao mais alto nível. Se o tivessem feito, nunca cometeriam a desfaçatez de privar os jogadores do seu momento de glória em nome de politiquices imbecis. Enfim, um comportamento execrável, a acrescentar a tantos outros protagonizados pela mesma gentalha que, por exemplo, ainda recentemente andou a apelar aos seus adeptos para que não fossem aos estádios de futebol.
Felizmente para todos os amantes da modalidade, prevaleceu a vontade dos jogadores que levantaram a sua voz e exigiram realizar o jogo. São eles, unicamente eles, os verdadeiros obreiros desta vitória, e é para eles que reitero os meus sinceros parabéns, pelo título e pela coragem demonstrada.