quarta-feira, 5 de junho de 2013

Boas notícias nos chegam da capital

Gosto de histórias com final feliz e a novela em torno da renovação de Jesus pelo Benfica teve ontem o melhor desfecho que se poderia desejar... pelo menos na perspectiva azul e branca.

Em Novembro de 2012, escrevi aqui um artigo onde manifestava a minha surpresa pelo facto de Jorge Jesus ocupar a 18ª posição na lista dos treinadores mais bem pagos do mundo, com um rendimento líquido anual de 2,1 milhões de euros. Nessa altura, a minha estupefacção não se prendia apenas com os valores extremamente elevados e completamente desfasados da realidade portuguesa, mas também porque tais valores não se coadunam com o curriculum medíocre de um treinador que, em quatro anos como técnico de um dos maiores clubes nacionais, não foi além de 1 campeonato ganho. Ora, meio ano decorrido desde então, eis que o Benfica renova o contrato com o mesmo treinador, desta vez com a agravante deste ter juntado ao seu pobre palmarés mais uma época desastrosa em que muito prometeu e nada conquistou. E como se isso não fosse por si só motivo suficiente para causar estupefacção, ainda se acrescenta o facto de, fazendo fé nas notícias que tem vindo a público, Jesus ter visto o seu contrato melhorado em termos salariais! Nada mau para quem esteve com um pé fora do clube, não vos parece? É caso para perguntar que posição ocupará JJ depois disto na lista dos mais bem pagos do mundo: 12ª? 10ª? Que inveja deverão sentir os seus colegas de profissão a quem a sorte não bafeja com tanta facilidade. Há gente que nasce mesmo com o cu virado para a lua...

Errar é humano. Mas o que se poderá dizer quando se repete o mesmo erro, não duas, não três, mas quatro vezes seguidas? Ninguém é assim tão burro. Que deve haver gente na direcção benfiquista a embolsar muita "guita" com este negócio já ninguém duvida. O que não se compreende é o silêncio por parte dos adeptos que vão assistindo a tudo isto com a maior das calmas. E ainda, pasme-se, há quem concorde com a decisão...
De certa forma, compreendo a atitude dos adeptos encarnados. Para quem se habituou a ver o clube pouco ganhar ao longo de duas décadas, o facto do Benfica ter chegado à final de uma competição europeia - algo que não acontecia há mais de 20 anos - constitui uma lufada de ar fresco. Mas o que esta gente não compreende é que, no futebol como em tudo na vida, o "quase" significa o mesmo que "nada".
As cenas pouco dignificantes protagonizadas por Jesus e Cardozo no Estádio Nacional demonstram que o balneário está dividido e, no seio do plantel, não deverá ser apenas o paraguaio a manifestar a sua desilusão e revolta com o trabalho do "mister". Há, obviamente, um desgaste emocional que, mais cedo ou mais tarde, virá ao de cima e se reflectirá no rendimento da equipa encarnada. Já se adivinha como isto irá acabar: dentro de pouco tempo estarão novamente a lamentar-se, atirando as culpas para o Pinto da Costa, os árbitros e a má sorte. São tão previsíveis...

Alguém poderá ser tão ingénuo a ponto de acreditar que isto aconteceria no FC Porto? Alguém acredita que Pinto da Costa manteria à frente da equipa um homem que demonstrou tanta incapacidade de obter resultados práticos, não obstante os muitos milhões de euros investidos no plantel e as condições extraordinárias que lhe foram proporcionadas? São estas "pequenas" coisas que marcam a diferença entre o sucesso e o fracasso e, por muito que isto lhes custe a admitir, o FC Porto está muitos anos-luz acima da concorrência.

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