segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Faltou pouco para a humilhação

O FC Porto realizou hoje o primeiro jogo da época frente ao seu público e não defraudou as expectativas dos 41000 adeptos que ali se deslocaram, ansiosos por ver jogar os tri-campeões nacionais. A superioridade portista foi de tal forma evidente ao longo dos 90 minutos que não deixa espaço a qualquer crítica, excepto pelo número escasso de golos marcados. De facto, a exibição azul e branca merecia números (ainda) mais desequilibrados, tantas foram as oportunidades flagrantes criadas junto da baliza do Marítimo. Se tal não aconteceu, deve-se apenas a uma boa exibição do guarda-redes adversário e a algum desacerto que se vai notando em Jackson Martinez, que parece ainda muito distante da sua melhor forma. Questiono-me mesmo se o colombiano não andará ainda a sonhar com outros voos...
Os insulares, de quem muito se esperava depois da vitória conseguida no seu reduto frente ao Benfica na 1ª jornada, foram completamente manietados por uma pressão muito alta da equipa azul e branca, um dado que espelha já o trabalho efectuado por Paulo Fonseca, bem conhecido por implementar este tipo de jogo nas equipas que treinou anteriormente. O sufoco sentido pelo Marítimo foi de tal ordem que se traduziu numa completa ausência de remates à baliza de Helton, com a excepção de um ou dois lances isolados que pouco perigo causaram para as redes portistas. Nem deu para assustar...
Perante a excelente exibição de toda a equipa a que se assistiu, torna-se difícil destacar um jogador de entre os muitos que protagonizaram hoje boas prestações. No entanto, numa altura em que se fala da possível titularidade de Quintero em detrimento de Lucho, seria injusto não dar o devido relevo ao argentino, que fez hoje um jogo irrepreensível. Não que o jovem colombiano não tenha, também ele, confirmado uma vez mais os dotes com que vem conquistando os adeptos desde a sua chegada a Portugal (foi pena aquele portentoso remate não ter entrado...), mas não há dúvidas de que "El Comandante" não quis deixar os seus créditos por mão alheia e demonstrou que ainda tem muito, mas muito, para oferecer ao Porto.
Uma última palavra para Licá: tenho de confessar que, inicialmente, este jogador não me convenceu. Acreditei mesmo que se tratava de mais um "flop" daqueles que fazem a pré-época com o restante plantel e depois desaparecem sem deixar saudade, regressando ao seu ponto de origem ou transitando, por empréstimo, para algum clube secundário. A verdade é que, agora, quanto mais vejo Licá, mais surpreendido fico com a espontaneidade e os rasgos de criatividade com que destroça por completo a defesa contrária, ora abrindo espaços para a entrada dos seus companheiros na área (como aconteceu no lance do primeiro golo), ora aparecendo ele mesmo na cara do guarda-redes adversário (como aconteceu no segundo golo). A juntar a tudo isto, uma entrega total e uma alegria contagiante que deixam transparecer o orgulho com que veste a camisola listada de dragão ao peito. Numa só palavra: brilhante!
 

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