terça-feira, 24 de setembro de 2013

Carta aberta ao Jorge Jesus

Caro Jorge Jesus:

A propósito dos incidentes que protagonizaste em Guimarães e das explicações que tentaste dar hoje à comunicação social, deixa-me explicar-te algumas coisas:

«Vi um adepto a ser bloqueado pelas autoridades».

Não se chama àquilo bloqueio. Chama-se detenção. Bloqueios é o que os teus jogadores fazem na marcação dos livres para impedir que os defesas adversários possam intersectar a bola.

«Tentei ajudar o miúdo a pedir para o largarem»

O Scolari também queria «protegê o minino» Quaresma e mandou um pêro na cara do Dragutinovic. Estes "miúdos" já são adultos e não precisam que tu os defendas, principalmente quando estão a cometer ilegalidades, percebeste?

«A minha ideia foi sempre a de poder ajudar em toda a situação»

Ajudavas mais se te metesses na tua vida e te preocupasses em fazer apenas aquilo para que te pagam que é treinar a equipa. E não, dar porrada nos jogadores adversários e nos polícias não consta no teu contrato.
 
«Não agredi ninguém.»

É curioso porque, no meu televisor, passaram umas imagens de um indivíduo parecidíssimo contigo a mandar umas palmadas no braço de um polícia. Ia jurar que eras tu, mas devo estar enganado. É que gajos com penteados como o teu andam para aí às paletes...

«Tentei sempre serenar os ânimos para que o adepto pudesse regressar com o seu troféu: a camisola.»

Nem quero imaginar o que pensará a tua mulher e os teus filhos desse teu conceito de "serenar os ânimos" à bofetada. De resto, uma camisola não é um troféu, sabes? Troféus são aquelas taças que os jogadores levantam quando ganham uma competição, mas é natural que tenhas alguma dificuldade em recordar-te disso porque é coisa que já andas há algum tempo sem conseguir fazer.

Um abraço e... vai ao médico.

P.S. - O presidente do Sport Lisboa já veio a público afirmar que não viu o JJ a fazer nada de especial e consta que 6 milhões de burros logo abanaram as orelhas em sinal de concordância. Incluindo o próprio polícia que levou as palmadas do JJ e que, pelos vistos, escreveu no auto que só foi empurrado... 

2 comentários:

  1. Burro és tu pois a polícia de que vocês tanto gostam e que tanto vos tem ajudado disse que não tinha havido agressão nem tentativa apenas injurias.
    E esta hein?

    Quem se devia meter na sua própria vida és tu e os teus correlegionários pois o que aconteceu a já foi depois do jogo ter terminado, ninguém atirou pedras nem bolas de golfe, nem houve qualquer aproveitamento a favor do clube. Bem pelo contrário.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Burro és tu pois a polícia de que vocês tanto gostam e que tanto vos tem ajudado disse que não tinha havido agressão nem tentativa apenas injurias.
      E esta hein?"

      As imagens comprovam que, num determinado momento, o JJ deu primeiro uma sapatada no braço do polícia e logo a seguir deu outra que lhe roçou na cara. Portanto, burro é quem acredita na treta de que não houve agressão e não percebe que estamos na presença de uma clara tentativa de branqueamento do que aconteceu (aliás, tal como se passou noutros casos igualmente graves envolvendo o mesmo JJ, como por exemplo, a agressão ao jogador do Nacional, Luís Alberto, que foi dada como provada pela juíza que fez a instrução do processo).
      Nós sabemos que vocês não atiram pedras, até já nem nos lembramos do que aconteceu em Alcochete e que, inclusivamente, vos valeu a derrota no campeonato de júniores. Sois uns anjinhos imaculados, nunca fazem nada de mal...

      Eliminar