sábado, 30 de novembro de 2013

Tudo ao molho e fé em Deus

Detesto ver pessoas nas bancadas a acenar com lenços brancos. Detesto porque, de uma forma geral, não passam de patetas que raramente vão ao estádio e que se acham no direito de, à primeira oportunidade, pôr em causa o trabalho dos jogadores e do treinador, só porque pagaram meia-dúzia de euros pelo bilhete e não ficaram satisfeitos com o espectáculo. Infelizmente, Paulo Fonseca terá de me perdoar esta traição, mas hoje fui eu quem teve vontade de sacar de um lenço branco e acenar. Não sei bem se ao treinador, aos jogadores ou aos dirigentes, mas acenar. Se não o fiz, foi pela vergonha e pela vontade de sair dali o mais depressa possível. 
O futebol praticado pelo FC Porto é verdadeiramente confrangedor. Não existe fio de jogo, não existe uma jogada com princípio, meio e fim, não existe nada. A táctica que parece imperar é a do "tudo ao molho e fé em Deus", à espera de um golpe de sorte ou de um lance fortuito. O festival de passes falhados e cabeçadas sem nexo está ao nível de uma equipazeca amadora. Assistir ao arrastar desta equipa pelo campo ao longo dos 90 minutos é um exercício de masoquismo, um tormento a que nenhum portista deveria ser forçado. Por favor, poupem-nos! Ganhem vergonha e poupem-nos! Eu não gasto nem mais um cêntimo para ver o meu FC Porto, o tri-campeão nacional, reduzido a esta pálida imagem do que deve ser uma equipa de futebol profissional! E não, não é por causa da crise, nem do frio, nem do raio que os parta, é simplesmente porque já não suporto ver isto!
Eu sei que muita gente não concordará comigo, mas a culpa não é só do treinador. Este plantel não tem a qualidade a que o FC Porto nos habituou nas últimas décadas. Aliás, eu diria mesmo que é a pior equipa que os portistas apresentaram desde há muitos, muitos anos. 
Fala-se muito das falhas da defesa, mas, na minha opinião, o maior problema reside no meio-campo. A saída de João Moutinho não foi compensada com contratações do mesmo nível e o resultado está à vista: um meio-campo fraco, sem imaginação, incapaz de criar jogo. Josué, por exemplo, pode até ser um indefectível portista, mas não é jogador para o Porto. Defour é mediano e está muito longe de merecer a titularidade. Lucho é um enormíssimo jogador, mas o peso dos anos já se faz notar nas suas pernas. Herrera foi um barrete e Fernando não chega para as encomendas. No ataque, também escasseiam as soluções. Jackson é insuficiente e Ghilas foi mais uma daquelas contratações para encher os bolsos a alguém. Varela parece ser um adversário infiltrado na equipa portista para nos prejudicar, tal é o número de jogadas que estraga.
Diz-se que o FC Porto pretende reforçar a equipa em Janeiro com os possíveis regressos de Quaresma e Anderson, mas se do brasileiro ainda espero alguma coisa, já do cigano não espero nada. Quaresma é um jogador peneirento, uma pseudo-vedeta que passou ao lado de uma grande carreira graças à sua arrogância e vaidade. Não é o jogador trabalhador e desequilibrador que o FC Porto precisa urgentemente, um "carregador de pianos" capaz de sacudir esta equipa. Sinceramente, se isto é o máximo que a SAD consegue fazer, mais vale desistir já deste campeonato porque o título é uma miragem. E ainda nem a meio da época chegamos...  

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Lá vai ele, cantando e rindo

Jorge Jesus completa hoje 100 dias à frente do Benfica desde que a presente época começou e, graças às relações promiscuas que o clube do regime mantém com o poder politico, vai poder orientar a equipa no jogo frente ao Anderlecht. Por muito menos do que fez JJ, já outros foram punidos com uma severidade incomparável ficando privados de jogar a nível nacional e internacional por um período muito maior, mas este psicopata prossegue cantando e rindo, beneficiando de uma despudorada protecção, não obstante ter protagonizado as cenas mais degradantes em plenos relvados nacionais.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"Parvalorens" somos nós!

Segundo os jornais de hoje, a Parvalorem, empresa criada pelo Estado para gerir os créditos do BPN, herdou uma dívida àquele banco no valor de 17 milhões de euros, que terá sido contraída no âmbito de um esquema de burla no qual a empresa do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, estará implicada.  
Ao mesmo tempo que a empresa de Vieira detinha uma posição accionista de 1,4% na Sociedade Lusa de Negócios (dona do BPN), terá tirado proveito de um crédito de 20 milhões de euros para financiar um aumento de capital no fundo imobiliário BPN Real Estate. O BPN apresentou uma queixa-crime no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, argumentando que teria sido montado um esquema financeiro com o objectivo de a empresa se desfazer das acções que detinha e de amortizar a dívida de 20 milhões ao banco.
Saliente-se que o Ministério Público está já há quatro anos a investigar se Vieira foi ou não cúmplice desta eventual burla ao BPN, mas, apesar das buscas de que as casas do presidente dos encarnados e do o seu sócio foram alvo em 2010, o inquérito ainda se encontra pendente.
Está visto que quem vai pagar os 17 milhões desta burla vamos ser todos nós, os parvos dos portugueses, através da tal Parvalorem que é uma empresa do Estado. Quanto à investigação, das duas uma: ou é arquivada por falta de provas, ou fica pendente até que Vieira perca as eleições no Benfica para que o clube do regime não venha a sofrer consequências dos actos do seu presidente. Onde é que já vimos isto antes? 

Polémica de treta

Admito que o gesto de Josué ao mostrar o dedo aos adeptos suecos não foi bonito e era dispensável. No entanto, parece-me aceitável que, num momento de calor do jogo, numa altura em que Portugal marcou um golo que praticamente ditou a ida ao Mundial do Brasil, um jogador possa cometer um deslize deste género. O que não será tão compreensível é ver um estádio repleto de adeptos suecos a assobiar o hino nacional da equipa visitante, e com isso os jornais suecos não parecem muito preocupados.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Levas um mesito e não digas que vais daqui...

Por ter agredido um steward, o Hulk ficou 4 meses sem jogar. Por agredir um agente da PSP à bofetada, à frente de Portugal inteiro, o Jesus levará um mesito de suspensão (e ainda me admiro por não ser aplicado durante as férias) e voltará a ficar disponível exactamente no jogo com o FC Porto!
Por muito que o Benfica queira passar uma imagem de paladino da justiça e da transparência, sempre pronto para criticar e acusar os outros com os seus habituais discursos de falsa moralidade, a verdade é que o clube lisboeta foi sempre, ao longo da sua história, um dos maiores símbolos da prepotência e arrogância de quem está acima da lei. Lamenta-se que ainda haja milhões (não serão seis, mas ainda assim são alguns) de portugueses que, ingenuamente, apoiem tamanho símbolo de corrupção política, resquício de um fascismo que se pretendia definitivamente erradicado deste país.

P.S. - Parece que o Benfica não tenciona recorrer da decisão. Por que será???