domingo, 28 de dezembro de 2014

O Natal em Alvalade tem outro sabor

O Natal é sempre uma época mágica para todos nós, mas desde há vários anos tem vindo a adquirir um significado ainda mais especial lá para as bandas de Alvalade. Dizia-se geralmente que o Sporting só se aguentava na corrida pelo título até à quadra natalícia, altura em que os maus resultados começavam a surgir e o clube leonino arriava das pernas, mas esta época o Pai Natal chegou ainda mais cedo do que o costume e as consequências estão à vista. Os maus resultados começaram várias jornadas antes e a época festiva, que se esperava de paz e de amor, fica agora marcada por um turbilhão de violentas acusações e insultos, com epicentro no presidente e no treinador, mas com outros intervenientes à mistura.
Parece-me evidente que o blackout imposto pela Direcção leonina, mais do que proteger o clube de pretensos ataques externos, teve como obectivo calar as reacções de Marco Silva (e seu empresário) às críticas e acusações que Bruno de Carvalho achou por bem tecer publicamente ao técnico e aos jogadores. No entanto, o silêncio em torno da questão deixou o caminho livre à especulação exterior e, na falta de declarações dos actores principais desta novela, ganham agora protagonismo figuras alheias a este enredo, como é o caso de José Eduardo e Manuel José, que mais do que acalmar os ânimos e contribuir para a resolução dos problemas, vieram apenas lançar mais achas para a fogueira com uma troca de galhardetes digna de uma rixa entre peixeiras.
Já há muito se esperava que isto viesse a acontecer em Alvalade. Na verdade, desde que o presidente do Sporting começou a demonstrar excessiva apetência pelo protagonismo, com os seus constantes ataques a tudo o que o rodeia, se percebeu que era apenas uma questão de tempo até que o próprio clube pagasse a factura pelos actos e palavras desmedidas do seu dirigente. Bruno de Carvalho quis armar-se em estrela, mas esqueceu-se (ou desconhece) que por vezes as estrelas implodem sobre si próprias, dando origem a buracos negros.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Cada jogo, cada roubo!

O Benfica derrotou o Gil Vicente, último classificado da Liga Portuguesa, por 1-0, beneficiando de mais um erro grave de arbitragem, já que, na jogada do golo encarnado, Maxi Pereira se encontra claramente adiantado em relação à linha da defesa no momento em que recebe a bola do seu companheiro. O árbitro João Capela acaba por ter influência directa no resultado da partida, permitindo assim que a equipa lisboeta mantenha os seis pontos de vantagem sobre o FC Porto. E assim se vai levando uma equipazeca medíocre ao colinho, sustentando-a artificialmente num 1º lugar que nada fez por merecer.

Repare-se na imagem que o fiscal de linha se encontra em excelente posição para apreciar o lance, perfeitamente alinhado com a jogada e sem nada que lhe estorve a visão. Perante isto, veremos agora se o Vítor Pereira, presidente dos árbitros, terá a distinta lata de vir dizer novamente que as arbitragens têm sido "agradáveis", como afirmou recentemente, não obstante a roubalheira a que se tem assistido sistematicamente em benefício dos encarnados.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Baixar a crista

Jorge Jesus afirmou hoje que a derrota caseira frente ao SC Braga, que ditou o afastamento do Benfica da Taça de Portugal, foi "um tiro no porta-aviões". Só o tempo dirá se este tiro não terá passado de um mero acidente de percurso ou se terá causado danos substanciais no casco capazes de afectar a flutuabilidade do navio, mas pelo menos para uma coisa já serviu: baixar a crista a muitas galinhas que desde o passado Domingo andavam inchadas que nem pavões, julgando que o campeonato estava já decidido a seu favor. Pode parecer uma contradição face aos 6 pontos de avanço que o Benfica leva nesta altura e à vitória histórica arrancada no Dragão (afinal de contas, há vários anos que os encarnados almejavam este resultado e não o conseguiam, mesmo em épocas em que possuiam melhores plantéis do que o actual), mas aquilo que se passou no clássico deixa-me perfeitamente convicto de que o campeonato está muito, mas muito longe de estar decidido. A única dúvida que persiste é se será o Porto a ganhá-lo ou o Benfica a perdê-lo, mas uma das duas irá, com toda a certeza, acontecer.
Concordo que os golos são a essência do futebol e, nessa perspectiva (e apenas nessa), o Benfica foi melhor do que o Porto no clássico do Dragão. No entanto, uma análise completa de um jogo não se pode resumir ao resultado, e, se por momentos conseguirmos abstrair-nos deste e observarmos tudo o que se passou ao longo dos 90 minutos, constataremos que o FC Porto foi superior ao adversário em todos os capítulos, aliás como tem acontecido ao longo de toda a época.
Fazer um jogo de olhos nos olhos com o Porto era o mínimo que se poderia esperar de uma equipa que é "só" a actual campeã e candidata à revalidação do título, mas não foi nada disso a que se assistiu. O que se viu não foi uma equipa dominadora, autoritária, enfim, com estofo de campeã. Antes pelo contrário, foi uma equipa banal, ao nível de um clube de pequena dimensão, que, consciente do maior poderio do rival, se fez apresentar temerosa, defensiva, excessivamente faltosa e a jogar na base do pontapé para a frente, na tentativa de surpreender o adversário nos seus próprios erros. A táctica adoptada pelo Benfica passou essencialmente por destruir o jogo do adversário recorrendo a um número anormalmente elevado de faltas e não será por mero acaso (como muito bem salientou Sérgio Conceição) que o Benfica é, na presente época, o detentor do nada invejável recorde do maior número de faltas cometidas num só jogo, recorde esse batido precisamente no confronto do Dragão. Nesse sentido, não há dúvidas de que o Benfica levava a estratégia bem montada e foi muito bem sucedido (em muito graças à passividade do árbitro no capítulo disciplinar), mas este tipo de futebolzinho não convence, não entusiasma, não cativa. Em suma: ninguém paga um cêntimo para ir a um estádio ver tão fraco espectáculo e é apenas uma questão de tempo até que a má qualidade do plantel benfiquista se faça reflectir nos resultados, causando rombos no casco do porta-aviões que nem a sorte, nem os erros de arbitragem conseguirão disfarçar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Quem é que é agressivo???...

Na antevisão ao jogo com o SC Braga que se realiza nesta quinta-feira a contar para a Taça de Portugal, o treinador do Benfica já veio tratar de fazer pressão sobre o árbitro afirmando:

"O Braga não vai ser tão agressivo como no jogo disputado no campeonato, porque, caso contrário, não acaba com 11. Fez constantemente faltas, o árbitro não vai consentir essa estratégia de jogo".

Estas afirmações, além de constiuirem uma óbvia tentativa de condicionamento da arbitragem, são também uma demonstração de completa falta de vergonha, já que, no Dragão, a estratégia montada por Jorge Jesus passou pelo recurso sistemático à falta para travar os atacantes do FC Porto, tendo os encarnados cometido um total de 28 infracções (mais DEZ dos que os azuis e brancos). Não consta que, nesse caso, o catedrático da chiclete tenha ficado muito desagradado com a passividade evidenciada pelo árbitro perante o jogo excessivamente faltoso da sua equipa, mas é fácil antever que, caso o Braga use na Luz as mesmas armas que o Benfica usou para arrancar a vitória no Dragão, a reacção encarnada será bem distinta.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

E viva o São Paio!

O site Maisfutebol publicou uma análise ao clássico do Dragão, realizada pela Universidade Lusófona. Entre os vários gráficos disponíveis com dados estatísticos, achei interessante partilhar aqui estes em particular, onde se pode ver os remates efectuados por ambas as equipas nas duas partes do jogo. Nota: qualquer semelhança entre o azul e o vermelho é pura coincidência.

Remates na 1ª parte:
 Estatísticas FC Porto-BenficaEstatísticas FC Porto-Benfica
Remates na 2ª parte:
Estatísticas FC Porto-BenficaEstatísticas FC Porto-Benfica
Saliente-se que os dois únicos remates efectuados pelo Benfica na 2ª parte ocorreram ambos na mesma jogada, da qual resultou o 2º golo. Na minha terra, quando uma equipa ganha nestas circunstâncias, chama-se PAIO! Em Lisboa, chama-se "preparar muito bem o jogo"...

O milagre de Natal

Eu costumo dizer que as estatísticas servem apenas para disfarçar frustrações, mas, perante a contestação que surgiu ao trabalho de Lopetegui logo após a derrota frente ao Benfica, em contraste com os rasgados elogios à tactica montada por Jorge Jesus para o clássico, creio que se justifica uma análise mais atenta da estatística do jogo para se perceber que aquilo que realmente aconteceu dentro das quatro linhas difere muito do que o resultado aparenta... e mais ainda da imagem que nos querem impingir.
 Ver imagem no Twitter
Como facilmente se constata, a diferença abissal de números reforça claramente a conclusão que a vizualização do jogo em tempo real permitiu, desde logo, retirar: o resultado favorável aos lisboetas falseia totalmente a verdade do jogo!

Os números são arrasadores e evidenciam bem o milagre que permitiu ao Benfica sair do Dragão com os três pontos, senão vejamos: o Porto teve 58% de posse de bola contra apenas 42% do Benfica, o que demonstra que os azuis e brancos controlaram o adversário, quase por completo, em diversas fases do jogo. Refira-se, aliás, que é difícil encontrar um clássico disputado entre estas duas equipas em que a diferença de posse de bola tenha sido tão desequilibrada. A diferença de ataques e de remates é também gritante: o Porto fez mais 20 ataques e 11 remates (dos quais 2 embateram com estrondo na barra da baliza encarnada) do que o seu rival, um dado que só por manifesta falta de sorte e algum desacerto dos avançados azuis e brancos não se traduziu numa vitória contundente dos portistas. Em resumo: o FC Porto foi esmagador em todos os capítulos (com a excepção, obviamente, da concretização), perante um Benfica que teve uma prestação medíocre ao nível de uma equipa pequena! E é esta equipa banal que lidera o campeonato português...

Para além de tudo isto, é no número de faltas cometidas que reside um dos aspectos que mais distinguiu o comportamento e a performance das duas equipas. Jorge Jesus é uma raposa velha, senhor de muita manha, e, consciente da diferença de valor das duas equipas, montou uma estratégia que passou por destruir o jogo do Porto recorrendo a sucessivas faltas, um facto comprovado pelas 28 infracções cometidas pelos encarnados (mais DEZ do que os portistas!), das quais uma elevada percentagem teve como alvo os avançados Jackson e Brahimi. Obviamente, esta "táctica", típica das equipas pequenas que visitam o Dragão, só teve efeitos práticos com a conivência do árbitro Jorge Sousa, que, de forma incompetente, permitiu o recurso sistemático à falta por parte do Benfica sem a devida acção disciplinar! Não admira, portanto, que o Benfica tenha sido eliminado precocemente das competições europeias sem honra nem glória, pois estas artimanhas seriam impensáveis num jogo da Liga dos Campeões. Nenhum árbitro estrangeiro, fora do círculo de influências dos encarnados, admitiria, por exemplo, que um jogador como Jardel cometesse, só à sua conta, 15 faltas (QUINZE!) e acabasse o jogo sem ver um único cartão amarelo! Só em Portugal é que estas "tácticas" de Jorge Jesus são admitidas e só mesmo em Portugal é que são motivo de elogios.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Pequenez

Há muitos anos que eu não via o Benfica no Dragão a queimar tempo como ontem se viu, com os jogadores a atirarem-se para o chão e a forçar a entrada da equipa médica. Só na pretensa lesão do Luisão perdeu-se uns 4 ou 5 minutos de jogo, com o capitão encarnado a ser assistido a poucos metros da linha de fundo, com a total anuência do árbitro. Depois, ao ser substituído, foi a mancar até ao centro do campo, em vez de sair pelo caminho mais curto. Mas pior do que isso foi o que aconteceu já em tempo de descontos, quando Jesus procedeu à terceira substituição com o claro intuito de queimar mais uns segundos. Agir desta forma a poucos minutos do final da partida e a ganhar por 2-0 não é digno de um campeão, é atitude típica de uma equipa pequena.

Lotaria de Natal

Ando há muitas semanas arredado da discussão futebolística e, sinceramente, não pretendia regressar hoje aos comentários independentemente do resultado do clássico, mas, decorridas poucas horas após o apito final no Dragão, já li tantas barbaridades proferidas contra Lopetegui que não pude deixar de vir escrever algumas linhas em sua defesa.
Comecemos por reconhecer o seguinte: já houve jogos em que o Benfica não merecia ter perdido no Dragão e perdeu. No jogo de há duas épocas, por exemplo, o empate teria sido perfeitamente ajustado ao que as equipas produziram durante o tempo regulamentar, mas quís o destino que Kelvin marcasse aquele golo épico aos 92 minutos e o resultado pendeu a nosso favor. Ontem, pelo contrário, o Benfica não merecia ter ganho e ganhou. O futebol é assim, imprevisível e nem sempre justo, e talvez por ser assim é que desperta tantas paixões.
O Benfica venceu mas não convenceu, pois nada fez para justificar a vitória e muito menos por uma margem de dois golos. Os encarnados jogaram no Dragão como as equipas pequenas costumam jogar: com 11 jogadores atrás da linha da bola, com pontapés para a frente a tentar apanhar o Porto em contra-pé em jogadas rápidas de contra-ataque e a destruir o mais que pôde com faltas recorrentes. Conseguiu o seu primeiro remate à baliza de Fabiano em cima dos 15 minutos, altura em que podia já ter sofrido por duas ou três vezes, e marcou o primeiro golo contra a corrente de jogo, num lance fortuito e que me parece ilegal, já que o Lima empurra a bola para a baliza com o braço. Perante isto, o treinador portista pouco mais podia fazer senão manter o seu esquema de jogo e acreditar. Em situações normais, seria apenas uma questão de tempo até o golo do empate surgir, já que os azuis e brancos praticavam um futebol muito mais vistoso, criativo e espectacular do que os adversários, mas a sorte assim não quis.
Já na 2ª parte, numa altura em que o Porto entrou disposto a tudo para chegar ao empate, o Benfica marcou num lance de contra-ataque em que o guarda-redes portista me parece mal batido. Lima, em noite sim, apareceu no sítio certo para facturar depois de Fabiano sacudir o primeiro remate exactamente para o único sítio que não podia fazer. Os lisboetas faziam o 2-0 sem saber ler nem escrever, mas, honra lhe seja feita, Lopetegui reagiu muito bem ao substituir Tello por Quaresma e ao fazer entrar Quintero para dar criatividade e frescura ao meio-campo. A partir daí, praticamente só deu Porto. Por duas vezes os portistas remataram à barra, em dois lances espectaculares em que a defesa encarnada andou completamente aos papéis e só por milagre a bola não entrou. Por mais duas vezes, os avançados portistas partiram completamente a defesa adversária, mas faltou pontaria e discernimento na hora do remate.
O jogo acabou com a derrota do Porto, como poderia perfeitamente ter acabado com a vitória portista. Assim não quis o destino desta vez. Ao Benfica saiu a Lotaria de Natal, a nós saíu-nos a fava do Bolo Rei. Paciência.
É verdade que este resultado nos deixa a seis pontos de distância do 1º lugar e é também verdade que ao Benfica já só lhe resta focar no campeonato nacional, pois foi eliminado precocemente das competições europeias, mas não podemos, de forma alguma, atirar a toalha ao chão. Por muito que nos custe perder com a equipa do regime, e ainda para mais no nosso reduto, desatar aos berros contra os jogadores ou o treinador é um acto de falta de inteligência. Além de ainda faltar muito campeonato para jogar, este Benfica é fraco e o Porto tem dado provas evidentes de qualidade. A excelente campanha europeia é um bom exemplo disso, pelo que é apenas uma questão de tempo até que o trabalho desenvolvido pela equipa e pelo técnico comece a traduzir-se em resultados práticos. Há que continuar a acreditar, porque até ao lavar das cestas é vindima.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Saudações azuis e brancas

Após um interregno que, por motivos alheios à minha vontade, acabou por se revelar mais extenso do que o previsto, eis-me de volta à blogosfera para debater as incidências de mais uma época desportiva. E tanto houve já para dizer em 10 jornadas marcadas por múltiplas invenções bascas e não menos polémicas arbitrais...
Cumprimentos a todos os meus companheiros destas lides e até já!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

FC Porto vs SL Benfica - Finais internacionais de sempre

Um dos argumentos que mais se ouve da parte dos benfiquistas quando são confrontados com as críticas à paupérrima prestação do seu clube nas finais europeias disputadas nas últimas três décadas, é que a história do futebol português não começou há 30 anos, remetendo-nos para os tempos áureos do clube lisboeta na época do antigo regime. Por esse motivo, decidi estender a análise iniciada nos artigos anteriores a todas as finais internacionais disputadas pelo Porto e o Benfica ao longo de toda a sua história.Tudo para concluir que há coisas que não se conseguem disfarçar, por muito que lhes vistam uma roupagem bonita.



O FC Porto disputou até hoje 11 finais, uma das quais jogada a duas mãos, com o Ajax, em 1988, a contar para a Supertaça Europeia. Os portistas venceram ambas as mãos por 1-0 com golos de António Sousa, nas Antas, e Rui Barros, em Amesterdão, conquistando assim o seu único exemplar desse troféu que, refira-se, tem sido o calcanhar de aquiles dos dragões em termos de finais europeias. No cômputo das 11 finais, o Porto conquistou 7 títulos, o que corresponde a uns razoáveis 63,6% de sucesso. Em média, os portistas sofreram 1 golo por jogo, mas marcaram 1.4, o que se reflecte num saldo positivo de 4 golos
Só por uma vez o FC Porto teve de decidir uma final através de pontapés da marca de grande penalidade. Aconteceu em 2005, frente ao Once Caldas, na disputa da Taça Intercontinental. Na lotaria dos penalties, os dragões acabariam por ganhar por 8-7, tendo Pedro Emanuel marcado o pontapé decisivo.
Das 11 finais disputadas, ficam-nos muitos momentos inesquecíveis, como o fabuloso golo de calcanhar de Madjer frente ao Bayern, o golo ao Peñarol, também de Madjer, que nos deu a primeira Taça Intercontinental debaixo de um intenso nevão, e o golo de Derlei em Sevilha, frente ao Celtic de Glasgow, que nos valeu a Taça UEFA sob o comando de José Mourinho.


Ao longo da sua história, o Benfica disputou 12 finais, três das quais jogadas a duas mãos: frente ao Peñarol e ao Santos, em 1961 e 1962, respectivamente, para a Taça Intercontinental, e ao Anderlecht, em 1983, para a Taça UEFA.  No cômputo das 12 finais, os lisboetas conquistaram apenas 2 títulos, o que representa uns paupérrimos 16,7% de sucesso
Além da medíocre taxa de sucesso, o Benfica viu-se várias vezes goleado e sofreu quase o dobro dos golos que marcou, apresentando um saldo negativo de 13 golos! Em 1961, quando a Taça Intercontinental era ainda jogada a duas mãos, venceu na Luz os uruguaios do Peñarol por 1-0, mas saiu derrotado de Montevideo por uns humilhantes 5-0. Na época seguinte, sagrou-se bi-campeão europeu, mas perdeu humilhantemente as duas mãos da Taça Intercontinental frente aos brasileiros do Santos, em casa por 3-2 e fora por 5-2.
O Benfica detém o recorde mundial nada invejável de 10 finais internacionais perdidas! Nas últimas 9 finais disputadas, marcou apenas 8 golos e sofreu 20, de onde se explica perfeitamente que a partir de 1962, ano da sua última vitória, nunca mais tenha posto as mãos num "caneco"

Contra factos, não há argumentos! A conclusão inequívoca que se retira da análise destes dados é que o FC Porto é, com grande margem, a equipa nacional com o mais rico palmarés internacional e a única que, nas últimas décadas, prestigiou o país com as suas conquistas além-fronteiras. Defender o contrário, pretendendo elevar o Benfica ao estatuto de maior clube nacional com base no número de finais perdidas, é fazer a apologia da derrota, invertendo o lema do desporto: mais rápido, mais alto, mais forte!

sábado, 17 de maio de 2014

Finais europeias dos clubes portugueses

A pedido de inúmeras famílias (ou talvez não...) e para que não digam que sou injusto para os mais pequenos, aqui fica o quadro comparativo das performances dos quatro clubes portugueses que, nos últimos 30 anos, disputaram finais da Taça/Liga dos Campeões Europeus e da Taça UEFA/Liga Europa.



















Há dúvidas? Não há nem pode haver!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Porto vs Benfica - Finais europeias nos últimos 30 anos

Quis o destino que o FC Porto e o SL Benfica tenham disputado, nos últimos 30 anos, exactamente o mesmo número de finais da Taça/Liga dos Campeões Europeus e da Taça UEFA/Liga Europa: duas de cada competição, num total de quatro para cada emblema. Uma análise comparativa dos dados estatísticos revela, no entanto, uma realidade muito distinta entre as performances das duas equipas:



Desta análise retiram-se algumas ilações importantes:

1) O Porto venceu as quatro finais que disputou nas três últimas décadas. O Benfica perdeu todas.

2) O Porto alternou a conquista da Liga dos Campeões Europeus com a Liga Europa. Já o Benfica, desde 1990 só disputou finais da 2ª competição mais importante da UEFA.

3) No cômputo das quatro finais, o Porto teve menos tempo de jogo do que o Benfica, visto que só num caso os dragões foram forçados a prolongamento (frente ao Celtic de Glasgow). As águias tiveram dois prolongamentos (frente ao PSV e ao Sevilha).

4) No total, as duas quipas sofreram exactamente o mesmo número de golos (3). No entanto, o Porto marcou três vezes mais golos do que sofreu (9), enquanto que o Benfica marcou apenas um terço dos golos que sofreu (1).

5) O Porto marcou nove vezes mais golos do que o Benfica, pese embora os encarnados terem tido mais tempo de jogo.

6) A diferença de golos marcados e sofridos pelas duas equipas é abissal. O Porto tem um saldo positivo de 6 golos, enquanto que o Benfica apresenta um saldo negativo de -2.

7) O Porto nunca teve de decidir uma final por pontapés da marca de grande penalidade nestas duas competições da UEFA. O Benfica perdeu duas dessa forma, após empatar a zero golos no tempo regulamentar (com o PSV e o Sevilha).

Outras leituras se poderiam fazer destes dados, mas parece evidente que a diferença de sucesso internacional dos dois rivais não se explica pelas arbitragens, maldições e outras tretas do género. Se a imprensa lisboeta fosse mais séria e isenta, se não se preocupasse tanto em escamotear aos olhos do público todos estes factos incómodos que põem em causa a imagem de grandeza fictícia que tanto se esforçam por manter, talvez o Benfica não estivesse agora a lamentar mais uma final perdida. Mas isto é apenas a minha opinião.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Maldição ou justiça divina, como queiram!

Se estivesse no meu direito fazê-lo, dedicaria esta derrota do Benfica na final da Liga Europa ao João Bonzinho e a todos os "bonzinhos" de Portugal que, como ele, fazem uso desonesto da carteira profissional de jornalista para difundir a cartilha do regime aos olhos e ouvidos dos portugueses.
No dia 2 deste mês, ainda inebriado pela passagem do seu querido Benfica à final, o jornalista do jornal A BOLA escreveu um artigo onde, a dada altura, se pode ler:

«Nos últimos dez anos, muitos poucas equipas conseguiram nas competições europeias finais consecutivas. Como o Benfica, agora, apenas Sevilha, em 2006 e 2007 na Liga Europa, e Manchester United, em 2008 e 2009, e Bayern, em 2012 e 2013, na Liga dos Campeões, estiveram em finais consecutivas, o que ilustra bem a dimensão do que acaba de fazer a equipa portuguesa.»

Desenganem-se aqueles que, ingenuamente, possam pensar que estamos perante uma distração, um lapso de memória ou, na pior das hipóteses, uma demonstração de ignorância. João Bonzinho sabe - como até um garoto que faz uma colecção de cromos do futebol português saberia - que, no período de 10 anos a que se refere, o FC Porto conseguiu disputar duas finais europeias consecutivas: uma da Taça UEFA, em 2003, e outra da Liga dos Campeões, em 2004. E para azia dos "bonzinhos" deste país, os dragões até ganharam as duas finais, ao contrário do chamado "glorioso" que perdeu ambas (isso sim, um feito digno de registo, mas pela incompetência e mediocridade que representa)!
Omitir ostensivamente uma referência às conquistas internacionais do FC Porto que tanto orgulharam e prestigiaram o país, é mais do que um insulto e uma falta de respeito para milhões de portistas: é uma traição à pátria e aos interesses nacionais! Infelizmente, este tipo de omissões, incorrecções, ou como quiserem chamar, tão comuns entre a classe jornalística, são na realidade mais uma degradante manifestação da política demagógica com que os lacaios do regime manipulam o povinho em favor dos interesses mesquinhos da capital e que passa pelo sistemático enaltecimento dos feitos do clube lisboeta (por mais banais que até possam ser), em detrimento de todos os outros (por mais nobres que possam ser).
Talvez não haja justiça entre os homens que puna esta gentinha execrável e a faça pagar pela desonestidade com que põe a sua carteira jornalística ao serviço de lobbies, ao atropelo das mais basicas regras da isenção e da idoneidade que o código deontológico lhes impõe, mas, ao fim de oito finais europeias perdidas, está visto que existe uma bela e requintada justiça divina que os faz penar a cada dia da sua abjecta existência. Chamem-lhe eles maldição ou outra coisa qualquer.

P.S.- O Miguel Lima, autor do grande blogue portista Tomo II, escreveu um email a João Bonzinho  no qual, com uma correcção e elegância muito superiores às que o destinatário merecia, alertou o jornalista para a incorrecção do seu artigo. Como se esperava (que mais se poderia esperar de um sabujo?) não obteve resposta.

Maior que o FCP??? Só se for na Playstation!

Há cerca de um ano, após a derrota do Benfica frente ao Chelsea na final da Liga Europa, eu escrevi aqui:

«Para vencer uma competição internacional onde só jogam as melhores equipas de vários países europeus, é necessária uma combinação rara de qualidade, organização, competência, empenho, convicção e sorte. Chama-se a isso ter estofo internacional, algo que não está ao alcance de qualquer clube, nem acontece por mero acaso.»

O Benfica até pode ganhar alguns títulos nacionais de x em x anos, mas já demonstrou que não tem estofo para vencer além-fronteiras. Este facto não é de agora. Mesmo nos seus tempos áureos, quando deteve a hegemonia do futebol português durante 40 anos, as conquistas internacionais do clube do regime resumiram-se a apenas duas Taças dos Campeões Europeus, conquistadas em dois anos consecutivos, no auge da carreira de Eusébio, o que, convenhamos, não condiz com a imagem actual de grandeza fictícia sustentada artificialmente em torno dos lisboetas. Por outro lado, o insucesso do Benfica ajuda a enaltecer ainda mais as conquistas do FC Porto, demonstrando que o sucesso dos azuis-e-brancos nas últimas décadas não acontece por mero acaso, mas fruto de um trabalho excepcional, sem precedentes nem equivalência no futebol português. O FC Porto é, destacadamente, o clube nacional com maior palmarés internacional, o único que engrandeceu Portugal com as suas conquistas além-fronteiras no último meio-século e, consequentemente, aquele que mais nos orgulha a todos de sermos portugueses. E já imaginaram o nível que o FC Porto teria atingido se beneficiasse de todas as condições extraordinárias de que só o clube do regime goza no nosso país? Portugal teria um campeão europeu no mínimo de 3 em 3 anos!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Eu torci pelos portugueses, juro!

MAS SÓ NOS PENALTIES! ;))))



P.S. - Peço desculpa pela canção algo desenquadrada do tema, mas não consegui encontrar nenhuma intitulada "Chupa Manela".

Todos à volta da teta do regime


http://www.pimenta.blog.br/wp-content/uploads/tetas-gest%C3%A3o-p%C3%BAblica.jpg

Segundo noticiaram ontem alguns jornais, Luís Filipe Vieira convidou quase todos os presidentes da I e II Ligas para a final da Liga Europa. Para além de Pinto da Costa, que não foi convidado, também Bruno de Carvalho, presidente do Sporting CP, e António Salvador, presidente do SC Braga, não estarão presentes em Turím por terem recusado o convite.
Estão confirmadas as presenças dos presidentes de Belenenses, Estoril, Rio Ave, Guimarães, Nacional, Setúbal, Gil Vicente, Olhanense, Arouca, Penafiel, Aves, Feirense, Tondela, Farense, Covilhã, Oliveirense, Beira-Mar, Santa Clara e... Marítimo. Mário Figueiredo, presidente da LPFP, também já confirmou a sua presença, como não podia deixar de ser. 
 
Por aqui se vê quem são os poucos que não andam a mamar na teta do regime! E ainda se admiram de ouvir pessoas como Carlos Pereira, presidente do Marítimo, afirmar, com todo o despudor, que nunca fará nada para impedir o Benfica de ser campeão?...

Apelo urgente!

É urgente enviar alguém à LPFP para averiguar o que aconteceu aos elementos da Comissão de Instrução e Inquéritos, pois há dois meses que não dão notícias! Talvez tenham ficado presos dentro da sala de reuniões e ainda ninguém se apercebeu, ou pior, podem ter sido vítimas de uma fuga de gás ou de um assalto à mão armada e estão todos mortos, em avançado estado de decomposição!
Recorde-se que o FC Porto formalizou, no dia 27 de Março de 2014, uma participação disciplinar contra o Sporting e o seu presidente, por tentativa de coacção sobre a arbitragem, mas o processo parece ter-se esfumado no ar já que, até esta data, não teve qualquer desenvolvimento e ninguém parece preocupado com isso. Será que estão à espera que os resultados da Liga, agora finalizada, sejam homologados para então poderem tomar uma decisão sem terem de se preocupar com as consequências que esta possa trazer para o clube de Alvalade? Ou estarão à espera que passe o Mundial do Brasil para poderem aplicar alguma suspensão durante o período de férias (como aliás já não seria a primeira vez)? Estou curioso...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

domingo, 11 de maio de 2014

Francamente, Pinto da Costa!

Esta é, normalmente, a altura em que eu visto a camisola azul-e-branca e manifesto aqui toda a minha confiança nas decisões do presidente portista quanto à preparação da próxima época, mesmo não concordando com a totalidade delas . Esta é, normalmente, a altura em que eu, de dragão ao peito, presto aqui todo o apoio ao treinador recém-chegado, mesmo não acreditando totalmente nas suas capacidades. Mas isto é, normalmente, o que acontece após uma época em que terminamos como campeões (ou, pelo menos, conquistamos uns quantos títulos) e em que me encontro imbuído de uma grande dose de poder de encaixe para a eventualidade da época seguinte correr mal... O que não é o caso!
Por muito que eu assim o deseje e que Pinto da Costa a tente justificar, não consigo compreender nem aceitar a contratação de Polen Guiteleju... Pilo Enjultegue... Lopej Nuletegui... Julen Lopetegui, ou lá como raio se chama o homem! Já sabemos que este treinador vem na mesma linha dos técnicos em que a SAD tem apostado nos últimos anos, mas é precisamente aqui que reside o problema. O terrível fracasso desta época sob orientação de Paulo Fonseca (e posteriormente Luís Castro), a juntar à anterior com Vítor Pereira que, convenhamos, só por azelhice dos adversários e um alinhamento perfeitamente improvável dos astros não culminou a zeros como esta, devia ter sido mais do que suficiente para perceber este tão óbvio facto: um clube que alcançou um nível nacional e internacional de excelência não pode dar-se ao luxo de pôr à frente da equipa treinadores sem experiência, capazes de delapidar por completo o trabalho de muitas décadas de sucesso! Ponto final!
É  claro que Lopetegui tem alguns aspectos positivos que podem ser úteis ao FC Porto. Primeiro, porque vem de uma das melhores escolas de futebol do mundo, a espanhola. Segundo, porque conhece as jovens promessas espanholas e pode incutir-lhes algum interesse e simpatia pelo nosso clube. Terceiro... bom, terceiro... não sei, não me lembro de mais nada! É triste ver o Porto contratar um treinador e pouco poder dizer sobre os aspectos positivos que daí poderão advir. Em contra-partida, são muitos os aspectos negativos que podemos apontar: Lopetegui não tem nenhuma experiência ao nível de clubes de topo, não sabe lidar com jogadores que se armam em vedetas, não conhece o futebol português, não tem nome internacional para impôr respeito aos adversários, não tem peso para influenciar a decisão de jogadores que estejamos interessados em contratar, enfim, é mais uma aposta de alto risco! Numa altura em que o Porto precisava urgentemente de recuperar a liderança do futebol português para repor os índices de confiança e a dinâmica de vitória, Pinto da Costa decide, mais uma vez, pôr o (nosso) pescoço no cepo com uma contratação  que não suscita certezas a ninguém, bem pelo contrário.
Se eu estiver enganado (e Deus queira que esteja) e dentro de um ano aqui estiver a festejar mais um título de campeão, serei o primeiro a dar a mão à palmatória e a passar a mim mesmo o atestado de ignorância em matéria de treinadores, mas francamente, Pinto da Costa, acha mesmo que esta era a altura certa para correr tão elevados riscos???

Mais palavras para quê? É da escola do Benfica!

 O final do jogo de júniores entre o FC Porto e o Benfica, disputado no Olival, que terminou com a vitória portista por 2-1 e que acabou por dar o título de campeão ao SC Braga, ficou marcado por cenas de grande violência protagonizadas pelos jogadores encarnados. Mal o apito final soou, Thierry Graça correu para o banco do Porto, procurando travar-se de razões com os jogadores portistas. No seguimento da confusão que se gerou, Hildeberto Pereira, de cabeça completamente perdida, agrediu vários jogadores azuis-e-brancos e um espectador, tal como as imagens documentam:

Publicação de Guerreiros da Invicta


Publicação de FcPorto e Os Amigos

Recorde-se que esta não é a primeira vez que Hildeberto Pereira protagoniza cenas lamentáveis, pois já na época passada este mesmo jogador esteve no centro de desacatos ocorridos no final do encontro da Luz entre estas duas equipas. Ninguém tem dúvidas de que, se este jogador vestisse de azul-e-branco, já teria sido alvo de punições exemplares e das mais duras condenações, tal como aconteceu recentemente com Ricardo Quaresma que, no jogo com o Nacional, reagiu intempestivamente às provocações racistas dos adversários. Mas como Hildeberto veste a camisola do regime, as entidades competentes nada fazem e a imprensa protege-o. A comprovar isso mesmo, atente-se à forma despudorada como o jornal A BOLA, desvirtuando completamente o que as imagens documentam, contorna a situação, transformando o réu em vítima:



A imagem publicada pelo jornal A BOLA mostra alguém do FC Porto a atingir (ou a tentar atingir) Hildeberto com um pontapé, mas isto aconteceu depois dos jogadores benfiquistas terem agredido vários adversários e um espectador. Além disso, o elogio ao comportamento dos responsáveis do Benfica é exagerado e tendencioso, já que, tal como documentam outros jornais, só a intervenção da GNR conseguiu conter o ímpeto de violência do jogador encarnado.
Este é mais um exemplo da podridão intelectual que grassa na imprensa lisboeta e da protecção escandalosa de que goza o clube da Luz junto das autoridades. A forma despudorada como os factos são distorcidos sempre em função dos interesses da capital é revoltante e inadmissível. O povo português não pode continuar a deixar-se conduzir como uma manada por gente que não demonstra o mais pequeno respeito pela verdade e pela isenção jornalística. Em nome de um país mais livre, mais democrático e socialmente evoluido, há que reagir contra esta máfia.

P.S. - Poucas horas depois da publicação deste post, o vídeo com as imagens dos desacatos e das agressões de Hildeberto deixou de estar disponível no Youtube. Está visto que as cenas susceptíveis de causar algum incómodo aos poderes instalados têm uma certa tendência para desaparecer da vista do público. O azar deles é que o vídeo já foi muito partilhado nas redes sociais e não desaparece assim tão facilmente...

sábado, 3 de maio de 2014

Estão com medo do Sevilha?

Parece que o Benfica se prepara para apresentar recurso na UEFA na tentativa de despenalizar Markovic que, em virtude do cartão vermelho que viu no jogo com a Juventus, está impedido de disputar a final da Liga Europa.
Eu gostava agora de saber se os lacaios do regime que armaram a polémica na semana que antecedeu o jogo com os italianos, se mantêm coerentes com a ideia então manifestada de que este tipo de jogadas de secretaria são uma demonstração de medo do adversário. E já agora, se o processo for aberto pela UEFA, se acham que o Platini está a proteger o Benfica. Querem apostar como vamos assistir novamente à velha táctica de mascarar estas farsas à moda da Capital do Império Ultramarino com a tal "luta pela verdade desportiva" que tanto jeito lhes dá quando convém?
O próprio argumento usado pelo Benfica (e pela corrupta imprensa lisboeta) em defesa do seu jogador é falacioso, pois o facto de Vicinic reconhecer que a sua altercação não foi com Markovic não significa, por si só, que o jogador encarnado nada tenha feito para merecer a expulsão no meio do sururu que se gerou. Seria importante analisar as imagens para se perceber a decisão do árbitro, mas a imprensa não parece muito interessada em fazê-lo, não vá descobrir-se algo que o regime não tenha interesse em que se veja. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Em nome dos interesses na nação

Foi divertido assistir, ao longo da semana transacta, à indignação do Benfica (e da máfia jornalística que em torno dele orbita) motivada pela queixa que a Juventus apresentou junto da UEFA por causa da cotovelada que o Enzo Pérez deu em Chiellini no jogo da 1ª mão das meias-finais da Liga Europa. Esquece-se esta gentinha hipócrita de que, se há clube pródigo nesse tipo de artimanhas, é precisamente o clube do regime!
Desde os célebres processos sumaríssimos aplicados a dedo a jogadores portistas por força das reclamações encarnadas, à execrável tentativa de roubar o lugar do FC Porto na Liga dos Campeões à custa de queixinhas à UEFA, tudo valeu nos últimos anos para levar (ou tentar levar) o Benfica ao colinho. É claro que, quando este tipo de jogadas de secretaria surjem por iniciativa do clube lisboeta, logo a corrupta imprensa da capital trata de mascarar a farsa com uma pretensa "luta pela verdade desportiva", enquanto que a mesmíssima estratégia protagonizada por outrem já é vista como uma tentativa de viciar o jogo, ou, na melhor das hipóteses, como uma demonstração de medo perante o poderio benfiquista (Sim, nós bem vimos o "medo" que a Juventus demonstrou hoje num jogo em que dominou praticamente durante todos os 90 minutos... Nós bem vimos o "medo" que os italianos sentiram ao verem os adversários sistematicamente a pontapear a bola para onde estavam virados e a queimar tempo com a entrada forçada da equipa médica...).
Até o Platini, tão aplaudido que foi pelos benfiquistas quando proferiu uma série de declarações lamentáveis contra o Porto, viu-se agora acusado de querer levar a Juve à final mesmo sem ter dito uma única palavra sobre o assunto, mas, como se esperava, o arquivamento do processo sem dar atendimento às pretensões italianas não correspondeu à inversão das acusações. Afinal, é tão legítimo afirmar que Platini pretendia apoiar a Juventus, como é legítimo afirmar que pretendeu proteger o Benfica ao fechar os olhos à cotovelada de Enzo Pérez, mas isso já não convém dizer, em nome dos interesses da nação.  

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Adeusinho, seu sabujo!

Ser do Benfica é seguir pelo caminho fácil, é pertencer à seita, é fazer parte do rebanho. Ser do Benfica é ser subserviente aos lobbies instalados na Capital do Império, é beijar o cu dos poderosos e prepotentes, é fazer vista grossa à podridão que grassa ao mais alto nível deste país. Ser do Benfica é manter viva uma filosofia que, durante décadas, destruiu o povo português, sonegou a sua liberdade de pensamento, manietou o seu direito ao livre arbítrio. Para onde quer que se olhe, lá está um benfiquista pronto para fazer a vontade do dono, disposto a corromper os mais básicos princípios cívicos e deontológicos em nome dos interesses mesquinhos do seu clã. Olha-se para a Política e lá estão os ministros e deputados leais ao regime, com os seus tráficos de influências, os seus compadrios, os seus joguinhos corruptos nos meandros do poder. Olha-se para a Justiça e lá estão os procuradores, os juízes e os advogados, sempre prontos para denunciar uns e esconder outros, proteger os filhos e atacar os enteados. Olha-se para a Comunciação Social e lá estão os serviçais, os lacaios, os avençados, distorcendo, falseando, corrompendo a verdade em função do que lhes convém ou não convém. O benfiquismo é um cancro que corrói a nossa sociedade por dentro, destrói as suas entranhas, mina as suas bases. O benfiquismo é algo que tem de ser contido e controlado, em nome de uma sociedade mais séria, mais evoluída, mais justa.

As imagens do final do jogo de andebol, disputado no Pavilhão da Luz entre o Benfica e o Porto, transmitido em directo pelo canal A BOLA TV, têm sido amplamente partilhadas no Facebook, não por motivos desportivos, infelizmente, mas pela reacção do comentador ao golo da vitória portista, obtido no último segundo de jogo. A atitude deste pseudo-profissional é de tal forma comparável à dos comentadores da BenficaTV aquando das derrotas sofridas no final da época passada, que chega a gerar a dúvida se não estaremos a assistir a uma transmissão desse mesmo canal. Cheguei mesmo a confirmar se não se trataria de uma fraude, uma gravação falsa feita sobre as imagens originais, tal o ridículo da situação. Mas não, não é! Foi mesmo assim, desta forma deplorável, visivelmente sofrida, que o comentador deixou transparecer a angustia de ver o Benfica perder em cima do último segundo de jogo:


Podem espernear e reclamar como quiserem, mas já não conseguem disfarçar! São sabujos, sim senhor!

Azia, nós?...

Perder um campeonato de quatro em quatro anos é como sentir uma ligeira indisposição ao lanche. Incomoda, mas não nos estraga o dia.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cuidado com as ancas!

Há por aí muita gentinha que parece esquecer-se de que uma eliminatória da Taça de Portugal não se decide apenas num jogo, mas a duas mãos. Se por um lado é verdade que ontem o Benfica ganhou com justiça face à diferença de ambição demonstrada pelas duas equipas, não será menos verdade que, no Dragão, os portistas foram claramente superiores e só não ganharam por uma diferença superior de golos porque a sorte não quis. Ora, ninguém pode afirmar com seriedade que o Benfica demonstrou ontem a mesma superioridade que o Porto impôs no jogo da 1ª mão. Antes pelo contrário, aquilo que se viu foi uma equipa extremamente faltosa desde o primeiro ao último minuto (e que, graças a isso, se viu reduzida a 10 desde muito cedo, na sequência da expulsão justíssima de Siqueira), que só a espaços se conseguiu impor sobre os azuis-e-brancos. O golo do empate obtido por Varela fez tremer os encarnados que, em inferioridade numérica e  em desvantagem na eliminatória, pouco ou nada fizeram para reagir, não se desse o verdadeiro golpe de teatro a que se assistiu com Pedro Proença no principal papel. O mesmo árbitro que, há poucas semanas atrás, em Alvalade, foi incapaz de assinalar uma carga flagrante sobre Jackson à boca da baliza, conseguiu agora descortinar uma falta num lance em que, como muito bem refere José Leirós no Tribunal d'O JOGO, não existe nenhum empurrão, nem rasteira, nem pontapé na perna, nem nada que justifique a marcação de uma grande penalidade.
Apesar disso, e como já se esperava, os habituais lambe-botas do regime logo trataram de inventar um argumento para justificar aquilo que não tem justificação, nem que para tal, se tenham visto obrigados a entrar no campo do abstracto. Jorge Coroado, por exemplo, alega que o penalty foi bem assinalado porque (pasme-se!) "Reyes tocou no adversário com a anca"! Ficam portanto avisados os adversários do Benfica que não podem tocar nos jogadores encarnados com a anca, sob pena de cometerem penalty! E se isto não fosse por si só suficientemente hilariante, mais cómico ainda de torna quando Pedro Henriques, que não viu o tal toque com a anca mas sim "com a perna", vai ainda mais longe ao descortinar "uma rasteira" que as imagens comprovam claramente não ter existido, já que nem sequer se verificou qualquer contacto entre os pés dos jogadores.

Espantoso também é o silêncio absoluto sobre a pouca-vergonha a que se assistiu na Luz logo após o terceiro golo dos encarnados, onde valeu tudo para acabar com o jogo de forma ilícita, desde uma invasão de campo com a polícia e os stewards a perseguir adeptos (isto perante a UEFA que lá estava para avaliar as condições de segurança do estádio tendo em conta a final da Liga dos Campeões...), segundas bolas arremessadas para dentro das quatro linhas, a intrusão de Jorge Jesus no terreno de jogo, as picardias originadas pelo Maxi Pereira e os jogadores do banco encarnado, enfim, um cenário vergonhoso, digno de um clubezeco qualquer da 3ª Divisão.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Época de pesadelo

O Sport Lisboa ganhou com toda a justiça e merece chegar à final do Jamor. Esta equipa que o clube do regime defrontou é uma sombra do Porto, uma imitação barata do tri-campeão nacional. No entanto, parece-me evidente que Pedro Proença anda borrado de medo desde que lhe partiram os dentes no Colombo porque, na dúvida, beneficia descaradamente os encarnados e prejudica o Porto, quer no critério disciplinar, quer no aspecto técnico. A expulsão do Siqueira (justíssima) parece dever-se ao Duarte Gomes (4º árbitro), porque, se dependesse do Proença, nem falta seria assinalada. Além disso, o penalty que dá o 2-1 ao Benfica não existe e a dualidade de critérios na amostragem de cartões amarelos foi gritante: quem vestia de vermelho, passava com uma reprimenda; quem vestia de azul, levava amarelo sem dó nem piedade. Enfim, foi mais uma noite para esquecer de uma época de pesadelo em que o Porto se transformou no bombo da festa, para os adversários e para os senhores do apito.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A nata da sociedade lisboeta

Confesso que ontem, ao ler a notícia da suspensão de Luís Filipe Vieira, pensei tratar-se de uma brincadeira do 1º de Abril. O simples facto do presidente do clube do regime ser suspenso já seria, por si só, difícil de acreditar, mas isto dito assim, de chofre e logo no dia das mentiras, é abusar da credulidade de qualquer um. 
É claro que o Benfica já fez saber através de um comunicado que está muito revoltado com a suspensão e, com a sempre fiel colaboração da corrupta imprensa lisboeta, procura agora fazer-se de vítima, tentando convencer a opinião pública de que o seu dirigente só foi suspenso porque, coitadinho, se queixou dos erros de arbitragem que comprovadamente predudicaram o seu clube. Não, não foi apenas por se queixar que Vieira foi suspenso, como qualquer pessoa com um par de olhos na cara e dois dedos de testa pode comprovar. Vieira foi suspenso porque, dando asas à pulhice que o caracteriza na sua forma de estar na vida e no desporto, ultrapassou os limites do admissível ao afirmar que os árbitros têm encontros em quartos de hotel, insinuando assim que as arbitragens estariam encomendadas por alguém. Enfim, tiques fascistóides de uma escumalha que julga que tem o direito de levantar as suspeições que lhe apetece, esquecendo-se de que acusar sem provas é crime. Isto, obviamente, num estado de direito democrático como (ainda) é Portugal, e não nesse sub-mundo em que essa gentalha vive.

P. S.- O "Movimento Besta!" foi hoje entregar, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, uma petição com cerca de 3 mil assinaturas. Alguns elementos ligados à organização apareceram de cara tapada e lançaram para o hall de entrada um petardo e várias notas com a cara de Pinto da Costa desenhada. Perante esta demonstração de civilidade, quem poderá duvidar de que as 3 mil assinaturas constantes nesta petição pertencem à nata da sociedade lisboeta?

Bem vindo ao clube!

«Fui coagido e enganado pelo Sporting.»

Eliseu Trindade, pai e representante de Elias.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Coincidência ou consequência?

Nas últimas três jornadas, o FC Porto foi objectivamente prejudicado por erros graves de arbitragem que sonegaram, pelo menos, 4 pontos aos dragões. De facto, com arbitragens isentas e idóneas, é legítimo assumir que os portistas, mesmo estando muito longe dos níveis competitivos a que nos habituaram nas últimas décadas, conseguiriam, no mínimo, arrancar o empate em Alvalade e a vitória na Choupana, o que seria suficiente para se manterem na luta com o Sporting pelo 2º lugar da Liga. A questão que importaria investigar neste momento é se esta sequência de erros graves, claramente penalizadora para os objectivos azuis e brancos e, em contrapartida, tão conveniente para os interesses leoninos,  não passará de uma infeliz coincidência, ou se será consequência directa da coacção exercida por Bruno de Carvalho sobre a arbitragem na semana que antecedeu o clássico de Alvalade.
Por mais evidentes que sejam os factos, será muito difícil estabelecer uma relação causa/efeito entre os actos do dirigente leonino e a torrente de erros de arbitragem que, repentinamente, se abateu sobre o FC Porto e anulou em definitivo as hipóteses de roubar o 2º lugar ao Sporting nesta recta final do campeonato. Para que tal fosse possível, seria necessário que algum dos árbitros intervenientes neste processo reconhecesse que as suas decisões dentro do campo foram de alguma forma condicionadas pelo receio de prejudicar os leões, dada a ameaça de processos judiciais que o clube lisboeta fez pairar sobre a sua cabeça. Ora, em defesa da sua própria imagem e salvaguarda dos seus interesses pessoais, não se espera que nenhum dos árbitros o faça, pelo que o Sporting está livre de uma moldura penal  mais pesada e que, num caso de extrema gravidade comprovada, poderia mesmo levar à descida de divisão. Como tal, o máximo que poderá acontecer ao clube lisboeta será, na pior das hipóteses, perder os 3 pontos que ganhou à custa da pressão, dos insultos, das acusações e das ameaças que dirigiu aos ábitros, o que constitui um castigo perfeitamente irrisório face aos lucros que, em apenas três semanas, retirou da sua conduta ilícita. Não deixa de ser irónico que um clube que, há pouco mais de um mês, vestido de paladino da moralidade, se mostrou tão indignado pelo facto de não ter visto provada a intenção de dolo do FC Porto no caso do atraso no início de um jogo da Taça da Liga como tanto pretendia, se veja agora na contingência de se safar airosamente de uma situação bem mais gravosa (e com lucros bem mais elevados) exactamente pelos mesmos pressupostos legais.

domingo, 30 de março de 2014

Mais um roubo de Capela

Eu não sei que motivações poderão estar por detrás das actuações de João Capela. Não sei se este indivíduo será um corrupto ao serviço de lobbies obscuros, se será um cobarde que se borra de medo das ameaças que lhe dirigem, ou simplesmente um incompetente, incapaz de distinguir uma entrada faltosa de uma disputa leal de bola. O que eu sei é que, pela enésima vez, o Porto saiu de um campo de futebol  com claras e indiscutíveis razões de queixa da arbitragem deste fedelho. Pela enésima vez, as suas decisões tiveram influência directa no resultado de uma partida. E, pela enésima vez, os prejudicados pela sua conduta são os mesmos.
Hoje, haverá festa rija na Capital do Império Ultramarino: na Luz, porque há muitas décadas que o clube do regime não gozava de uma tão grande diferença pontual para o rival nortenho; em Alvalade, porque o 2º lugar do Sporting está praticamente assegurado, com a consequente entrada directa na Liga dos Campeões; na casa de João Capela, porque poderá dormir sossegado, sabendo que, amanhã, não será processado em tribunal, não receberá ameaças de morte, nem será espezinhado pela corrupta imprensa lisboeta. Amanhã, aos olhos dos lisboetas e seus apaniguados, o futebol português estará entre os mais competitivos e transparentes da Europa, a arbitragem portuguesa dará mostras de franca evolução qualitativa e haverá semblantes risonhos e boa disposição. Estão de parabéns, portanto.
Bruno de Carvalho é, claramente, o grande obreiro desta mudança do futebol português. Ninguém pode ter dúvidas de que o seu "Movimento Basta!" está a colher frutos. Os insultos, as acusações, as ameaças, os comunicados, as conferências de imprensa, as manifestações à porta do estádio, valeram a pena! Quem diria que, afinal, era tão fácil implementar a "verdade desportiva" no futebol português?

P.S. - Amanhã, o jornal A BOLA vai poder encher a sua 1ª página com mais um "GOLO DE OURO", tal como fez a propósito do golo ilegal que ditou a vitória do Sporting sobre o FC Porto em Alvalade. É tudo gente séria lá para as bandas da Capital do Imperio Ultramarino...

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aqueles chatos lá do Porto...

Estou a gostar de ver os leõezinhos esta semana, andam mais mansos. Na semana passada, por esta altura, já se tinham desdobrado em múltiplos comunicados, conferências de imprensa e manifestações. Todos os dias lá vinham mais achas para a fogueira com novos insultos, acusações e ameaças, mas esta semana já vamos na quarta-feira e pouco se viu. Pudera! Agora não vai haver um clássico no fim-de-semana que interesse condicionar em nome dos interesses leoninos... ah, perdão, em nome da verdade desportiva, assim é que é...
O "Movimento Besta!" liga-se e desliga-se conforme as conveniências e está visto que agora lhes convém desligar. O objectivo de consolidar o 2º lugar já foi assegurado graças ao roubo do passado domingo, portanto, há que serenar as hostes, adoptar uma postura "low-profile". A chatice é que há no Porto uns tipos que têm por hábito estragar os planos dos meninos de Lisvôa e que não se vão calar facilmente. Ora bolas!... Logo agora que esta coisa da verdade desportiva estava a correr tão bem...

terça-feira, 18 de março de 2014

Movimento Besta!

Alguém me sabe dizer que actividades do Movimento Besta!, perdão, Movimento Basta! estão previstas para esta semana? Vão fazer alguma manifestação, um cortejo, uma largada de pombas ou de balões, enfim, alguma coisa que permita fingir que a pouca-vergonha que se passou na semana passada não teve como único objectivo coagir o árbitro do jogo com o Porto para levar o sporting ao colinho?

domingo, 2 de março de 2014

Um traque franco forte

Se fiquei feliz? Obviamente que sim! Se fiquei convencido? Obviamente que não! Tal como disse antes, em circunstâncias normais esta equipa alemã não seria propriamente temível para os portistas e muito dificilmente nos imporia dois empates marcando 5 golos. Por muito que tentemos elevar o Eintracht Frankfurt a uma dimensão superior, mais por força do campeonato alemão do que propriamente pelo estatuto do clube em si, não nos podemos esquecer de que defrontamos uma equipa mediana, sem grande estatuto europeu e com objectivos humildes. No entanto, dada a situação actual do Porto, é óbvio que a passagem aos oitavos da Liga Europa é um motivo de especial regozijo para qualquer portista que se preze e uma lufada de ar fresco numa época marcada por constantes sufocos. Venham de lá os italianos e logo se verá o que acontece, mas o importante agora é aproveitar a injecção de moral que este empate/vitória nos ofereceu para arrancar os três pontos em Guimarães e assim consolidar o espólio de confiança que estes resultados nos trarão.
Para já, duas boas notícias: o regresso de Kelvin à equipa depois de um eclipse apenas explicável, na minha opinião, pela incapacidade de Paulo Fonseca tirar partido da juventude (Que o diga Iturbe que, bem a propósito, logo aproveitou o evitável mas compreensível desabafo do brasileiro no Istagram para se lamentar do mesmo) e o facto de Jackson Martinez não poder jogar. Podem vir falar-me da sua irregularidade, imaturidade, egoísmo, blábláblá, mas a única coisa que me vem à memória quando falo de Kelvin (para além da crista e do golo de antologia que marcou aos 92 minutos do clássico da época passada) é o seu poder explosivo, a sua criatividade e a técnica de finta que muito nos poderia ter valido em vários jogos onde bem nos faltou um abre-latas capaz de abrir rasgos nas defesas adversárias. Quanto ao colombiano, parece-me evidente que nunca mais foi o mesmo desde o folhetim da renovação do seu contrato e surpreende-me (ou melhor, não me surpreende nada vindo de quem vem) que Paulo Fonseca tenha demorado tanto tempo a perceber que, nestas condições, jogar com ele é o mesmo que jogar com dez. Guilas bem merece esta oportunidade para finalmente mostrar o que vale (e justificar o que custou), depois de marcar, a meias com Licá, o golo que nos valeu o empate em Frankfurt. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Quem nos leva os nossos fantasmas, quem nos salva desta espada

Tal como o FC Porto salienta hoje no seu site oficial, ​foram poucas as vezes em que o clube empatou na primeira mão de uma eliminatória europeia ao longo da sua história, e menos ainda as vezes em que, estando nessa situação, conseguiu dar a volta ao resultado na 2ª mão. É claro que existem excepções e o Porto refere uma delas para motivar as hostes para o jogo de hoje, em Frankfurt, onde os Dragões terão de, uma vez mais, contrariar a tendência histórica: em 2003/04, o empate na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões acabou por levar o Porto à final de Gelsenkirchen. É verdade, mas não esqueçamos que, nessa altura, tínhamos à frente da equipa um senhor chamado José Mourinho. Agora, temos um menino chamado Paulo Fonseca.
Apesar de tudo parecer jogar contra nós, vamos a Frankfurt com a fé na bagagem. Em condições normais, esta equipa alemã não seria propriamente temível para os portistas e não será exagero afirmar que o principais adversários a defrontar esta tarde (18:00) serão os nossos próprios fantasmas, criados e alimentados ao longo de uma época de inconstâncias, incertezas e inseguranças. Esperemos pois que esses fiquem esquecidos no aeroporto e que a equipa saiba dar uma resposta dentro do campo que nos restitua uma réstia de esperança para o resto da época. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Adivinha-se uma época desastrosa

Ainda recentemente, aquando do aniversário de Jorge Nuno Pinto da Costa, escrevi aqui um texto em que salientei a inigualável obra do mítico presidente à frente do FC Porto e referi a imensa gratidão que todos os adeptos azuis-e-brancos lhe devem. Como tal, não assumo as críticas que algumas pessoas me dirigiram no seguimento do meu post anterior. Não sou mal agradecido e muito menos tenho a memória curta. Simplesmente, abomino aquela atitude passivo-depressiva, tão típica dos nossos rivais, de viver à sombra das glórias do passado enquanto encolhem os ombros perante a mediocridade que grassa nos seus clubes, ano após ano. Recuso-me a seguir esse rumo, até porque não foi esse o caminho que o próprio Pinto da Costa nos ensinou.

Sei de fonte segura que foi Pinto da Costa que sugeriu em primeira mão a contratação de Paulo Fonseca em detrimento de outros nomes que foram postos em cima da mesa e sei também que foi o presidente que defendeu a sua continuidade como treinador quando surgiu a primeira contestação entre os elementos da SAD perante as péssimas exibições e os maus resultados. Felizmente para nós, Pinto da Costa não costuma enganar-se, mas desta vez enganou-se. E tal como normalmente acontece quando se engana, defende teimosamente as suas convicções até às últimas consequências, muitas vezes em prejuízo do próprio clube. Obviamente, não estamos assim tão mal que se justifique entrar em histerias, nem devemos dar ouvidos aos patetas que já vão falando, pela enésima vez, em finais de ciclo. Afinal, há quatro anos também perdemos o campeonato e agora somos tri-campeões nacionais, o que diz tudo sobre  a nossa capacidade de dar a volta por cima das adversidades, mas também é importante que os dirigentes saibam ouvir as vozes contestatárias dos adeptos quando a insatisfação se faz notar de forma tão evidente.

Eu gosto de Paulo Fonseca. Recordo-me do brilho que ostentou no seu olhar quando apareceu pela primeira vez de dragão ao peito, deixando transparecer um orgulho de fazer inveja a qualquer indefectível adepto. Considero-o boa pessoa, simpático, afável, humilde, de trato fácil. Mas, infelizmente, estes predicados passam rapidamente para segundo plano quando se assume a função de técnico de uma equipa habituada a vencer e a convencer, não só a nível interno, mas também a nível internacional. Aquilo que se esperava de Paulo Fonseca era que prosseguisse a senda de sucesso do clube, mas não foi isso que se viu. Paulo Fonseca tem potencial para ser um bom treinador - já o provou ao serviço do Paços de Ferreira - mas não tem presentemente a experiência, a competência e a capacidade necessárias para dirigir um clube da dimensão do FC Porto. Ora, esta experiência fracassada, a juntar à de Vítor Pereira, já deveria ter servido de lição para a SAD portista. Compreende-se que, face aos lucros obtidos com alguns treinadores anteriores, vendidos ao Abramovic por uma pipa de petrodolares, se tenha visto aqui um negócio rentável. Em teoria, a táctica é perfeita: contratam-se técnicos jovens e ambiciosos, em princípio de carreira e, como tal, baratos do ponto de vista salarial, e faz-se deles treinadores vencedores projectando-os no mercado internacional graças à "montra" da Champions. Depois é só esperar que algum milionário morda o anzol. Já em termos práticos, isto traz riscos muito elevados, pois um clube que alcançou um nível nacional e internacional de excelência não pode dar-se ao luxo de pôr à frente da equipa um treinador sem experiência, capaz de delapidar por completo o trabalho de muitas décadas de sucesso.

É óbvio que a culpa não será só de Paulo Fonseca, nem os problemas são todos de agora. Aliás, é difícil garantir que a situação que agora se verifica seria diferente com outro treinador. No seguimento das políticas mantidas desde há várias décadas, a SAD tratou de vender vários jogadores importantes para os quais não conseguiu encontrar alternativas credíveis. Os reforços desta época ficaram muito aquém das expectativas e todos sabemos que, no FC Porto, a influência do treinador nessas escolhas é muito limitada. Talvez seja precisamente pela consciência da sua responsabilidade nesse processo que Pinto da Costa se mostra tão renitente em despedir Paulo Fonseca, mas convenhamos que, se tal tivesse acontecido no momento certo, se tivesse havido a coragem de assumir o erro e corrigi-lo, talvez o FC Porto ainda tivesse chances de, pelo menos, salvar a época com a conquista de um ou dois dos títulos que ainda tem ao seu alcance, designadamente a Taça Portugal e a Taça da Liga. Em vez disso, caminhamos a passos largos para assistir a uma das épocas mais desastrosas de que há registo nas últimas décadas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sim, sr. Presidente!

Só os ratos fogem, mas só as toupeiras se mostram cegas e se escondem num buraco para fugir aos problemas. Ainda vamos a tempo de salvar a época. Restitua ao FC Porto a força e a determinação a que sempre nos habituou e acabe de uma vez por todas com este pesadelo. Demita Paulo Fonseca!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sporting Chorão de Portugal

Até meteu dó ver o Sporting a jogar no Estádio da Lã, perdão, da Luz. Os leõezinhos levaram um banho de futebol à moda antiga e só não perderam por uma mão cheia de golos porque na baliza esteve um Rui Patrício em noite inspirada, a contrastar com os avançados do Benfica que se fartaram de falhar oportunidades flagrantes. Quando uma equipa consegue fazer o seu primeiro remate enquadrado com a baliza adversária aos 82 minutos de jogo, está tudo dito!
Por muito que o patético presidente leonino tente enganar os adeptos com a verborreia a que já nos habituou, a verdade é só esta: o Sporting perdeu no Dragão por 2-0 num jogo em que a vitória portista foi justa e sem casos de arbitragem, depois empatou em Alvalade com o FC Porto para a Taça da Liga também num jogo sem casos de arbitragem e agora perdeu na Luz por 2-0 sem argumentos para culpar a arbitragem. Isto são factos!
O que irão inventar agora para disfarçar a mediocridade? A queda da cobertura, ou outro argumento ridículo como o do atraso de 2 minutos e 45 segundos? É lamentável que a Liga tenha dado o seu aval a este processo vergonhoso e desonesto que, como se comprova, não passa de uma artimanha para levar artificialmente uma equipa medíocre às meias-finais de uma competição. Veremos na próxima terça-feira se a FPF alinhará também com essa farsa.

P.S.- Imaginem se a queda das placas da cobertura tivesse acontecido no Dragão. Alguém acredita que o Burro de Caralho teria ficado caladinho como um rato, como agora ficou?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Comissão de burla e vigarice

A Comissão de Instrução e Inquérito (CII) considerou existir intenção de dolo da parte do F.C. Porto porque, segundo se lê no acórdão, «os dragões terão impedido o árbitro de dar início ao jogo à hora marcada com a intenção de causar prejuízos à outra equipa que consigo disputava a passagem à meia-final da competição.» E em que pressupostos se baseia a CII para tecer tal acusação? Pois, apesar dos portistas explicarem que o atraso deveu-se «à necessidade de sujeitar a exames médicos o jogador Fernando Reges que, perto do final do período de aquecimento, sentiu fortes dores no seu joelho direito», a comissão não se fez rogada em concluir que «Nada faz supor, porém à luz dos juízos da razoabilidade e de bom senso que devem nortear a valoração da prova, que tal justificação só agora apresentada corresponda à verdade.» E porquê? Porque (pasme-se!) «o nome do jogador constava da ficha técnica e iniciou o jogo como titular.»

Por aqui se vê que esta palhaçada está toda encaminhada para levar o Sporting ao colinho até às meias-finais da Taça da Liga. Estes porcos da Liga começam por acusar o FC Porto de intenção de dolo visto que os dragões não apresentaram uma justificação para o atraso logo após o jogo, mas quando esta justificação foi apresentada em sede própria, pura e simplesmente desvalorizaram-na com base numa interpretação viciada dos factos.
Então o facto do Fernando ter sido titular retira credibilidade à alegação de que o jogador foi sujeito a um exame de última hora para averiguar a sua condição física??? É assim tão estranho, na cabeça destes imbecis, que um jogador sinta dores no final de um aquecimento e a sua situação tenha de ser reavaliada, mesmo que depois se conclua estar apto para jogar??? Se não tinham intenção de aceitar a justificação apresentada pelo FC Porto, pois que assumam definitivamente o seu facciosismo neste processo, mas não venham insultar a inteligência das pessoas com esta verborreia hipócrita!
Esta escumalha anda a brincar com o futebol, é o que é! Fazem-se passar por justiceiros, mas aquilo que se vê é que se estão a preparar para expulsar de uma prova a equipa que venceu legitimamente dentro das quatro linhas para colocar artificialmente, no seu lugar, a equipa que perdeu. E isto, em qualquer parte do mundo civilizado, constitui uma clara viciação da verdade desportiva, por muito que a tentem disfarçar de outra coisa qualquer.

Flagrante tentativa de viciação da verdade desportiva

Está mais que visto que o Sporting está desesperado por ganhar alguma coisa e tudo parece encaminhar-se para que os leões sejam levados ao colinho na Taça da Liga! De facto, é preciso não ter vergonha absolutamente nenhuma na cara para perder desportivamente dentro das quatro linhas e tentar depois ganhar um lugar a que não se tem direito nas meias-finais com base num processo de secretaria! Por muito que tentem disfarçar esta vergonha, a verdade é que estamos perante uma das mais flagrantes tentativas de viciação da verdade desportiva de que há memória em Portugal, só possível graças à conivência da Liga presidida por esse execrável senhor chamado Mário Figueiredo!
Se o Sporting ganhar esta palhaçada de processo, vai-se abrir um precedente gravíssimo em Portugal. A partir de agora, as equipas nem precisarão de se esforçar para ganhar, pois bastará inventar uma infracção qualquer do adversário (até 1 minuto de atraso será suficiente pois os regulamentos não estipulam qual é o tempo de tolerância) para conseguir a sua eliminação da prova e ocupar o seu lugar na fase seguinte. Só um acéfalo não entende a gravidade desta situação absurda e as consequências nefastas que daqui poderão advir futuramente!
O mais caricato de tudo isto é que o próprio Sporting foi punido em Janeiro de 2010 precisamente por ser reincidente no atraso do início dos jogos da Taça da Liga, mas aí a punição resumiu-se a uma simples multa! Por aqui se vê a hipocrisia e desonestidade dos dirigentes leoninos que, escondidos numa máscara de pseudo-justiceiros, exigem para os outros uma severidade na aplicação dos regulamentos que não se aplicou ao seu clube em situações semelhantes! Se é esta a transparência que o Sporting pretende para o futebol português, estamos conversados. Está visto que, na cabeça desta gente, a Justiça tem dois pesos e duas medidas, a usar de forma diferenciada de acordo com os seus interesses mesquinhos.

P.S - O Porto derrotou o Estoril e, à partida, está nas meias-finais da Taça de Portugal onde defrontará o Benfica. Eu digo "à partida" porque agora  temos de esperar para ver se ninguém inventa um pretexto para tentar eliminar o Porto na secretaria. Não sei se houve alguns segundos de atraso no início do jogo ou algum jogador portista jogou com as cuecas sujas, o que também deve ser contra os regulamentos. Seja como for, caso o Porto consiga vencer alguma das competições em que está envolvido (o que me parece difícil, senão mesmo impossível, graças ao péssimo futebol que vem praticando) aconselho os adeptos a esperar, no mínimo, 24 horas antes dos festejos, só por via das dúvidas...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sporting: tentativa de coacção sobre os órgãos de decisão

«Caso o Sporting Clube de Portugal fique impedido de disputar as meias-finais da Taça da Liga, a partir da próxima época e não sendo possível a não participação na prova, serão incluídos na ficha de jogo somente os jogadores afectos à equipa principal exigíveis regulamentarmente, sendo os restantes oriundos dos seus escalões de juniores e juvenis.» 

In Sporting.pt

Há um excerto do comunicado do Sporting que até agora ninguém comentou (ou melhor, há quem o tenha referido, mas parece que ninguém quer atribuir grande importância...) e que se prende com o seguinte: o Sporting pretende forçar a Liga (ou a FPF, dependendo de quem irá ficar responsável pela análise do caso do atraso do início do jogo entre o FC Porto e o Marítimo) a tomar uma decisão favorável às suas pretensões, ameaçando de que, se tal não acontecer, passará a jogar com júniores e juvenis. Por muito que esta chantagem possa parecer ridícula (na verdade, não me parece que ninguém perca o sono com estas infantilidades provenientes da mente imatura de Bruno de Carvalho), estamos ainda assim na presença de uma clara tentativa de coacção, punível pelos regulamentos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Futebol paupérrimo e arbitragem facciosa

Primeiro ponto: o FC Porto protagonizou na Luz uma das piores actuações que tenho memória de o ver fazer naquele teatro e a vitória assenta que nem uma luva à equipa da casa. Segundo ponto: o árbitro cometeu erros graves para ambas as equipas e não será a arbitragem a servir de desculpa para a derrota, mas quando o Porto tentou dar a volta ao rumo dos acontecimentos (principalmente com a entrada de Quaresma), foi Artur Soares Dias que o impediu de o fazer. Mas vamos por partes:

Já tinha dito aqui que não considero Quaresma um grande jogador, nem lhe reconheço as capacidades ideais para inverter o péssimo momento que o Porto atravessa. O Cigano (ou o Mustang, como preferirem) comporta-se como uma vedeta, gosta de se sentir apaparicado, venerado, mas quando as coisas lhe correm mal, encolhe os ombros, resigna-se, e isso é o que o Porto menos precisa neste momento. No entanto, são injustas as críticas que lhe dirigiram esta noite alguns "comentadeiros" (principalmente os da SIC), pois a sua entrada nesta partida contribuiu objectivamente para sacudir o jogo e impelir a equipa portista para um sector atacante que, até ali, estava praticamente entregue ao adversário. Se as suas acções não deram frutos, tal não se deve à sua ineficácia, mas antes às decisões cobardes de um árbitro que foram destruindo, uma após outra, as tentativas portistas de, pelo menos, chegar ao golo de honra.
É verdade que, a perder por 2-0, os portistas jogavam já mais com o coração do que com a razão, até porque a confrangedora falta de entrosamento e de fio de jogo desta equipa de Paulo Fonseca não deixa espaço para mais, mas ficou a ideia de que, independentemente do que pudesse fazer, nada iria impedir a homenagem a Eusébio que o Benfica tanto desejava. Por três vezes o Porto podia ter chegado ao golo de honra e por três vezes foi claramente impedido de o fazer por Artur Soares Dias. Primeiro, com aquela vergonhosa interrupção do lance em que o Jackson Martinez surgiu isolado frente à baliza do Benfica, apenas com o guarda redes adversário pela frente, após um passe magistral de Quaresma , uma abertura tele-guiada efectuada a várias dezenas de metros de distância que merecia melhor desfecho. Depois, com o ignorar do penalty cometido sobre Quaresma que, em termos de evidência, nada fica a dever à mão do Mangala na 1ª parte. Por fim, com a expulsão ridícula de Danilo, num lance em que devia ter sido marcado penalty e nunca, mas nunca, uma simulação.

Como se explica que um árbitro, que passou os primeiros 45 minutos sem mostrar um único cartão amarelo (mesmo quando existiram motivos para tal), interrompa um lance de golo iminente para ir mostrar um cartão amarelo ao Matic por uma falta banal cometida a meio-campo??? E como se explica que expulse um jogador por acumulação de amarelos, considerando simulação num lance em que existe efectivamente um contacto, depois de ter deixado passar sem punição disciplinar vários lances bem mais evidentes do que este??? E como se explica a dualidade de critérios demonstrada quando, minutos depois da expulsão de Danilo, deixou passar sem punição uma simulação de Siqueira na área do Porto??? Se é verdade que o Benfica foi quem teve mais razões de queixa dos erros do árbitro durante a 1ª parte, fruto do penalty do Mangala não assinalado, não será menos verdade que Artur Soares Dias protegeu os encarnados durante a 2ª parte, impedindo o Porto de lutar por outro resultado com uma sucessão de erros graves com influência directa no marcador. E o Benfica nem precisava disso...

Apesar de tudo, não podemos concordar com Paulo Fonseca quando afirmou, no final do jogo, que o Porto será campeão na última jornada. Compreendo que o treinador portista faça o seu papel, mas esta equipa está muito, mas muito longe de poder dar-se ao luxo de fazer tal premonição. A quantidade de passes falhados, o reduzido número de oportunidades de golo criadas, as falhas clamorosas da defesa, a confrangedora falta de fio de jogo e de mecanismos, apontam para tudo menos um carácter de campeão. A contratação de Quaresma é um pequeno passo no sentido de inverter a situação e um claro indício de que a SAD está consciente dos problemas, mas insuficiente para colmatar tão grandes desequilíbrios do plantel e tão evidente falta de qualidade nalguns sectores. Veremos o que acontecerá até final desta janela de transferências, mas receio que nos estejamos a aproximar de um dos mais lamentáveis desfechos de época de que há memória entre as hostes azuis e brancas.

Por fim, uma palavra de reconhecimento pelo comportamento da claque portista que, num ambiente sempre hostil como é o da Luz, soube respeitar a memória de Eusébio com o respeito e a dignidade merecidas, tal como foi reconhecido pelo presidente encarnado. Tenho muitas dúvidas de que o comportamento dos nossos rivais fosse o mesmo se a situação fosse a inversa.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dignidade e carácter III


Estava-se mesmo à espera que a morte de Eusébio fosse usada para unir as hostes encarnadas e motivar a equipa benfiquista contra o Porto no confronto do próximo domingo. A "universalidade de Eusébio", que a Direcção do SLB fez questão de realçar ontem no seu comunicado, assume o valor de uma batata e passa imediatamente para segundo plano quando os interesses do regime falam mais alto.
Espero que o FC Porto saiba, como é seu timbre, dar a devida resposta dentro das quatro linhas e, no final do jogo, caso vença, dedique a vitória a Eusébio, dando assim mais uma lição de dignidade a esta gente.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dignidade e carácter II


Esta imagem já está a navegar na net e a causar revolta. Muitos adeptos leoninos colocaram cachecóis do Sporting junto da estátua de Eusébio, pretendendo assim homenagear um jogador que foi, não só do Benfica, mas também da Selecção Nacional e, como tal, ídolo de todos os portugueses. Lamentavelmente, um segurança do Estádio da Luz foi fotografado a retirar esses cachecóis.
É pouco provável que tal atitude tenha partido da iniciativa do segurança, pelo que urge averiguar quem terá dado a ordem de retirar os referidos cachecóis, deixando apenas os símbolos encarnados e da Selecção Nacional junto da estátua, um acto que espelha bem a falta de carácter e de dignidade desta gente que, até num momento com esta significância, consegue colocar a sua mesquinhez acima dos valores humanos. Deplorável, é o mínimo que se pode dizer!

P.S.- O Benfica reagiu entretanto através do seu site oficial alegando que os cachecóis foram retirados para sua protecção, já que foram alvo de actos de vandalismo durante a noite por parte de adeptos encarnados. A ser verdade, compreende-se a atitude da Direcção encarnada, mas a mesma suscita-me uma questão: não seria mais fácil e mais lógico montar barreiras de segurança em torno da estátua que impedissem eficazmente  a aproximação dos vândalos, em vez de retirar os cachecóis do sítio onde se encontravam? E como irão colocá-los de novo? Por cima dos outros ou escondidos onde ninguém os possa ver? Esperemos para ver...

Dignidade e carácter I

​«O futebol português está de luto, morreu um dos maiores símbolos da modalidade. O maior jogador português da sua geração e sobretudo um grande ser humano e um exemplo de fairplay. Evoco aqui a sua memória e transmito as condolências à família. É um dia triste para o futebol português.»

In FC Porto.

​Jorge Nuno Pinto da Costa pode ter os seus defeitos, mas nem por isso deixa de ser justo quando assim se justifica. As suas palavras, publicadas no site oficial do FC Porto a propósito do falecimento de Eusébio, demonstram um carácter e uma dignidade exemplares, e constituem uma bofetada de luva branca para muitos dos seus detratores, em particular para aqueles que, em plena Benfica TV, desejaram recentemente a morte do presidente portista.