quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Quem nos leva os nossos fantasmas, quem nos salva desta espada

Tal como o FC Porto salienta hoje no seu site oficial, ​foram poucas as vezes em que o clube empatou na primeira mão de uma eliminatória europeia ao longo da sua história, e menos ainda as vezes em que, estando nessa situação, conseguiu dar a volta ao resultado na 2ª mão. É claro que existem excepções e o Porto refere uma delas para motivar as hostes para o jogo de hoje, em Frankfurt, onde os Dragões terão de, uma vez mais, contrariar a tendência histórica: em 2003/04, o empate na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões acabou por levar o Porto à final de Gelsenkirchen. É verdade, mas não esqueçamos que, nessa altura, tínhamos à frente da equipa um senhor chamado José Mourinho. Agora, temos um menino chamado Paulo Fonseca.
Apesar de tudo parecer jogar contra nós, vamos a Frankfurt com a fé na bagagem. Em condições normais, esta equipa alemã não seria propriamente temível para os portistas e não será exagero afirmar que o principais adversários a defrontar esta tarde (18:00) serão os nossos próprios fantasmas, criados e alimentados ao longo de uma época de inconstâncias, incertezas e inseguranças. Esperemos pois que esses fiquem esquecidos no aeroporto e que a equipa saiba dar uma resposta dentro do campo que nos restitua uma réstia de esperança para o resto da época. 

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