segunda-feira, 31 de março de 2014

Coincidência ou consequência?

Nas últimas três jornadas, o FC Porto foi objectivamente prejudicado por erros graves de arbitragem que sonegaram, pelo menos, 4 pontos aos dragões. De facto, com arbitragens isentas e idóneas, é legítimo assumir que os portistas, mesmo estando muito longe dos níveis competitivos a que nos habituaram nas últimas décadas, conseguiriam, no mínimo, arrancar o empate em Alvalade e a vitória na Choupana, o que seria suficiente para se manterem na luta com o Sporting pelo 2º lugar da Liga. A questão que importaria investigar neste momento é se esta sequência de erros graves, claramente penalizadora para os objectivos azuis e brancos e, em contrapartida, tão conveniente para os interesses leoninos,  não passará de uma infeliz coincidência, ou se será consequência directa da coacção exercida por Bruno de Carvalho sobre a arbitragem na semana que antecedeu o clássico de Alvalade.
Por mais evidentes que sejam os factos, será muito difícil estabelecer uma relação causa/efeito entre os actos do dirigente leonino e a torrente de erros de arbitragem que, repentinamente, se abateu sobre o FC Porto e anulou em definitivo as hipóteses de roubar o 2º lugar ao Sporting nesta recta final do campeonato. Para que tal fosse possível, seria necessário que algum dos árbitros intervenientes neste processo reconhecesse que as suas decisões dentro do campo foram de alguma forma condicionadas pelo receio de prejudicar os leões, dada a ameaça de processos judiciais que o clube lisboeta fez pairar sobre a sua cabeça. Ora, em defesa da sua própria imagem e salvaguarda dos seus interesses pessoais, não se espera que nenhum dos árbitros o faça, pelo que o Sporting está livre de uma moldura penal  mais pesada e que, num caso de extrema gravidade comprovada, poderia mesmo levar à descida de divisão. Como tal, o máximo que poderá acontecer ao clube lisboeta será, na pior das hipóteses, perder os 3 pontos que ganhou à custa da pressão, dos insultos, das acusações e das ameaças que dirigiu aos ábitros, o que constitui um castigo perfeitamente irrisório face aos lucros que, em apenas três semanas, retirou da sua conduta ilícita. Não deixa de ser irónico que um clube que, há pouco mais de um mês, vestido de paladino da moralidade, se mostrou tão indignado pelo facto de não ter visto provada a intenção de dolo do FC Porto no caso do atraso no início de um jogo da Taça da Liga como tanto pretendia, se veja agora na contingência de se safar airosamente de uma situação bem mais gravosa (e com lucros bem mais elevados) exactamente pelos mesmos pressupostos legais.

domingo, 30 de março de 2014

Mais um roubo de Capela

Eu não sei que motivações poderão estar por detrás das actuações de João Capela. Não sei se este indivíduo será um corrupto ao serviço de lobbies obscuros, se será um cobarde que se borra de medo das ameaças que lhe dirigem, ou simplesmente um incompetente, incapaz de distinguir uma entrada faltosa de uma disputa leal de bola. O que eu sei é que, pela enésima vez, o Porto saiu de um campo de futebol  com claras e indiscutíveis razões de queixa da arbitragem deste fedelho. Pela enésima vez, as suas decisões tiveram influência directa no resultado de uma partida. E, pela enésima vez, os prejudicados pela sua conduta são os mesmos.
Hoje, haverá festa rija na Capital do Império Ultramarino: na Luz, porque há muitas décadas que o clube do regime não gozava de uma tão grande diferença pontual para o rival nortenho; em Alvalade, porque o 2º lugar do Sporting está praticamente assegurado, com a consequente entrada directa na Liga dos Campeões; na casa de João Capela, porque poderá dormir sossegado, sabendo que, amanhã, não será processado em tribunal, não receberá ameaças de morte, nem será espezinhado pela corrupta imprensa lisboeta. Amanhã, aos olhos dos lisboetas e seus apaniguados, o futebol português estará entre os mais competitivos e transparentes da Europa, a arbitragem portuguesa dará mostras de franca evolução qualitativa e haverá semblantes risonhos e boa disposição. Estão de parabéns, portanto.
Bruno de Carvalho é, claramente, o grande obreiro desta mudança do futebol português. Ninguém pode ter dúvidas de que o seu "Movimento Basta!" está a colher frutos. Os insultos, as acusações, as ameaças, os comunicados, as conferências de imprensa, as manifestações à porta do estádio, valeram a pena! Quem diria que, afinal, era tão fácil implementar a "verdade desportiva" no futebol português?

P.S. - Amanhã, o jornal A BOLA vai poder encher a sua 1ª página com mais um "GOLO DE OURO", tal como fez a propósito do golo ilegal que ditou a vitória do Sporting sobre o FC Porto em Alvalade. É tudo gente séria lá para as bandas da Capital do Imperio Ultramarino...

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aqueles chatos lá do Porto...

Estou a gostar de ver os leõezinhos esta semana, andam mais mansos. Na semana passada, por esta altura, já se tinham desdobrado em múltiplos comunicados, conferências de imprensa e manifestações. Todos os dias lá vinham mais achas para a fogueira com novos insultos, acusações e ameaças, mas esta semana já vamos na quarta-feira e pouco se viu. Pudera! Agora não vai haver um clássico no fim-de-semana que interesse condicionar em nome dos interesses leoninos... ah, perdão, em nome da verdade desportiva, assim é que é...
O "Movimento Besta!" liga-se e desliga-se conforme as conveniências e está visto que agora lhes convém desligar. O objectivo de consolidar o 2º lugar já foi assegurado graças ao roubo do passado domingo, portanto, há que serenar as hostes, adoptar uma postura "low-profile". A chatice é que há no Porto uns tipos que têm por hábito estragar os planos dos meninos de Lisvôa e que não se vão calar facilmente. Ora bolas!... Logo agora que esta coisa da verdade desportiva estava a correr tão bem...

terça-feira, 18 de março de 2014

Movimento Besta!

Alguém me sabe dizer que actividades do Movimento Besta!, perdão, Movimento Basta! estão previstas para esta semana? Vão fazer alguma manifestação, um cortejo, uma largada de pombas ou de balões, enfim, alguma coisa que permita fingir que a pouca-vergonha que se passou na semana passada não teve como único objectivo coagir o árbitro do jogo com o Porto para levar o sporting ao colinho?

domingo, 2 de março de 2014

Um traque franco forte

Se fiquei feliz? Obviamente que sim! Se fiquei convencido? Obviamente que não! Tal como disse antes, em circunstâncias normais esta equipa alemã não seria propriamente temível para os portistas e muito dificilmente nos imporia dois empates marcando 5 golos. Por muito que tentemos elevar o Eintracht Frankfurt a uma dimensão superior, mais por força do campeonato alemão do que propriamente pelo estatuto do clube em si, não nos podemos esquecer de que defrontamos uma equipa mediana, sem grande estatuto europeu e com objectivos humildes. No entanto, dada a situação actual do Porto, é óbvio que a passagem aos oitavos da Liga Europa é um motivo de especial regozijo para qualquer portista que se preze e uma lufada de ar fresco numa época marcada por constantes sufocos. Venham de lá os italianos e logo se verá o que acontece, mas o importante agora é aproveitar a injecção de moral que este empate/vitória nos ofereceu para arrancar os três pontos em Guimarães e assim consolidar o espólio de confiança que estes resultados nos trarão.
Para já, duas boas notícias: o regresso de Kelvin à equipa depois de um eclipse apenas explicável, na minha opinião, pela incapacidade de Paulo Fonseca tirar partido da juventude (Que o diga Iturbe que, bem a propósito, logo aproveitou o evitável mas compreensível desabafo do brasileiro no Istagram para se lamentar do mesmo) e o facto de Jackson Martinez não poder jogar. Podem vir falar-me da sua irregularidade, imaturidade, egoísmo, blábláblá, mas a única coisa que me vem à memória quando falo de Kelvin (para além da crista e do golo de antologia que marcou aos 92 minutos do clássico da época passada) é o seu poder explosivo, a sua criatividade e a técnica de finta que muito nos poderia ter valido em vários jogos onde bem nos faltou um abre-latas capaz de abrir rasgos nas defesas adversárias. Quanto ao colombiano, parece-me evidente que nunca mais foi o mesmo desde o folhetim da renovação do seu contrato e surpreende-me (ou melhor, não me surpreende nada vindo de quem vem) que Paulo Fonseca tenha demorado tanto tempo a perceber que, nestas condições, jogar com ele é o mesmo que jogar com dez. Guilas bem merece esta oportunidade para finalmente mostrar o que vale (e justificar o que custou), depois de marcar, a meias com Licá, o golo que nos valeu o empate em Frankfurt.