domingo, 2 de março de 2014

Um traque franco forte

Se fiquei feliz? Obviamente que sim! Se fiquei convencido? Obviamente que não! Tal como disse antes, em circunstâncias normais esta equipa alemã não seria propriamente temível para os portistas e muito dificilmente nos imporia dois empates marcando 5 golos. Por muito que tentemos elevar o Eintracht Frankfurt a uma dimensão superior, mais por força do campeonato alemão do que propriamente pelo estatuto do clube em si, não nos podemos esquecer de que defrontamos uma equipa mediana, sem grande estatuto europeu e com objectivos humildes. No entanto, dada a situação actual do Porto, é óbvio que a passagem aos oitavos da Liga Europa é um motivo de especial regozijo para qualquer portista que se preze e uma lufada de ar fresco numa época marcada por constantes sufocos. Venham de lá os italianos e logo se verá o que acontece, mas o importante agora é aproveitar a injecção de moral que este empate/vitória nos ofereceu para arrancar os três pontos em Guimarães e assim consolidar o espólio de confiança que estes resultados nos trarão.
Para já, duas boas notícias: o regresso de Kelvin à equipa depois de um eclipse apenas explicável, na minha opinião, pela incapacidade de Paulo Fonseca tirar partido da juventude (Que o diga Iturbe que, bem a propósito, logo aproveitou o evitável mas compreensível desabafo do brasileiro no Istagram para se lamentar do mesmo) e o facto de Jackson Martinez não poder jogar. Podem vir falar-me da sua irregularidade, imaturidade, egoísmo, blábláblá, mas a única coisa que me vem à memória quando falo de Kelvin (para além da crista e do golo de antologia que marcou aos 92 minutos do clássico da época passada) é o seu poder explosivo, a sua criatividade e a técnica de finta que muito nos poderia ter valido em vários jogos onde bem nos faltou um abre-latas capaz de abrir rasgos nas defesas adversárias. Quanto ao colombiano, parece-me evidente que nunca mais foi o mesmo desde o folhetim da renovação do seu contrato e surpreende-me (ou melhor, não me surpreende nada vindo de quem vem) que Paulo Fonseca tenha demorado tanto tempo a perceber que, nestas condições, jogar com ele é o mesmo que jogar com dez. Guilas bem merece esta oportunidade para finalmente mostrar o que vale (e justificar o que custou), depois de marcar, a meias com Licá, o golo que nos valeu o empate em Frankfurt. 

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