quarta-feira, 21 de maio de 2014

FC Porto vs SL Benfica - Finais internacionais de sempre

Um dos argumentos que mais se ouve da parte dos benfiquistas quando são confrontados com as críticas à paupérrima prestação do seu clube nas finais europeias disputadas nas últimas três décadas, é que a história do futebol português não começou há 30 anos, remetendo-nos para os tempos áureos do clube lisboeta na época do antigo regime. Por esse motivo, decidi estender a análise iniciada nos artigos anteriores a todas as finais internacionais disputadas pelo Porto e o Benfica ao longo de toda a sua história.Tudo para concluir que há coisas que não se conseguem disfarçar, por muito que lhes vistam uma roupagem bonita.



O FC Porto disputou até hoje 11 finais, uma das quais jogada a duas mãos, com o Ajax, em 1988, a contar para a Supertaça Europeia. Os portistas venceram ambas as mãos por 1-0 com golos de António Sousa, nas Antas, e Rui Barros, em Amesterdão, conquistando assim o seu único exemplar desse troféu que, refira-se, tem sido o calcanhar de aquiles dos dragões em termos de finais europeias. No cômputo das 11 finais, o Porto conquistou 7 títulos, o que corresponde a uns razoáveis 63,6% de sucesso. Em média, os portistas sofreram 1 golo por jogo, mas marcaram 1.4, o que se reflecte num saldo positivo de 4 golos
Só por uma vez o FC Porto teve de decidir uma final através de pontapés da marca de grande penalidade. Aconteceu em 2005, frente ao Once Caldas, na disputa da Taça Intercontinental. Na lotaria dos penalties, os dragões acabariam por ganhar por 8-7, tendo Pedro Emanuel marcado o pontapé decisivo.
Das 11 finais disputadas, ficam-nos muitos momentos inesquecíveis, como o fabuloso golo de calcanhar de Madjer frente ao Bayern, o golo ao Peñarol, também de Madjer, que nos deu a primeira Taça Intercontinental debaixo de um intenso nevão, e o golo de Derlei em Sevilha, frente ao Celtic de Glasgow, que nos valeu a Taça UEFA sob o comando de José Mourinho.


Ao longo da sua história, o Benfica disputou 12 finais, três das quais jogadas a duas mãos: frente ao Peñarol e ao Santos, em 1961 e 1962, respectivamente, para a Taça Intercontinental, e ao Anderlecht, em 1983, para a Taça UEFA.  No cômputo das 12 finais, os lisboetas conquistaram apenas 2 títulos, o que representa uns paupérrimos 16,7% de sucesso
Além da medíocre taxa de sucesso, o Benfica viu-se várias vezes goleado e sofreu quase o dobro dos golos que marcou, apresentando um saldo negativo de 13 golos! Em 1961, quando a Taça Intercontinental era ainda jogada a duas mãos, venceu na Luz os uruguaios do Peñarol por 1-0, mas saiu derrotado de Montevideo por uns humilhantes 5-0. Na época seguinte, sagrou-se bi-campeão europeu, mas perdeu humilhantemente as duas mãos da Taça Intercontinental frente aos brasileiros do Santos, em casa por 3-2 e fora por 5-2.
O Benfica detém o recorde mundial nada invejável de 10 finais internacionais perdidas! Nas últimas 9 finais disputadas, marcou apenas 8 golos e sofreu 20, de onde se explica perfeitamente que a partir de 1962, ano da sua última vitória, nunca mais tenha posto as mãos num "caneco"

Contra factos, não há argumentos! A conclusão inequívoca que se retira da análise destes dados é que o FC Porto é, com grande margem, a equipa nacional com o mais rico palmarés internacional e a única que, nas últimas décadas, prestigiou o país com as suas conquistas além-fronteiras. Defender o contrário, pretendendo elevar o Benfica ao estatuto de maior clube nacional com base no número de finais perdidas, é fazer a apologia da derrota, invertendo o lema do desporto: mais rápido, mais alto, mais forte!

sábado, 17 de maio de 2014

Finais europeias dos clubes portugueses

A pedido de inúmeras famílias (ou talvez não...) e para que não digam que sou injusto para os mais pequenos, aqui fica o quadro comparativo das performances dos quatro clubes portugueses que, nos últimos 30 anos, disputaram finais da Taça/Liga dos Campeões Europeus e da Taça UEFA/Liga Europa.



















Há dúvidas? Não há nem pode haver!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Porto vs Benfica - Finais europeias nos últimos 30 anos

Quis o destino que o FC Porto e o SL Benfica tenham disputado, nos últimos 30 anos, exactamente o mesmo número de finais da Taça/Liga dos Campeões Europeus e da Taça UEFA/Liga Europa: duas de cada competição, num total de quatro para cada emblema. Uma análise comparativa dos dados estatísticos revela, no entanto, uma realidade muito distinta entre as performances das duas equipas:



Desta análise retiram-se algumas ilações importantes:

1) O Porto venceu as quatro finais que disputou nas três últimas décadas. O Benfica perdeu todas.

2) O Porto alternou a conquista da Liga dos Campeões Europeus com a Liga Europa. Já o Benfica, desde 1990 só disputou finais da 2ª competição mais importante da UEFA.

3) No cômputo das quatro finais, o Porto teve menos tempo de jogo do que o Benfica, visto que só num caso os dragões foram forçados a prolongamento (frente ao Celtic de Glasgow). As águias tiveram dois prolongamentos (frente ao PSV e ao Sevilha).

4) No total, as duas quipas sofreram exactamente o mesmo número de golos (3). No entanto, o Porto marcou três vezes mais golos do que sofreu (9), enquanto que o Benfica marcou apenas um terço dos golos que sofreu (1).

5) O Porto marcou nove vezes mais golos do que o Benfica, pese embora os encarnados terem tido mais tempo de jogo.

6) A diferença de golos marcados e sofridos pelas duas equipas é abissal. O Porto tem um saldo positivo de 6 golos, enquanto que o Benfica apresenta um saldo negativo de -2.

7) O Porto nunca teve de decidir uma final por pontapés da marca de grande penalidade nestas duas competições da UEFA. O Benfica perdeu duas dessa forma, após empatar a zero golos no tempo regulamentar (com o PSV e o Sevilha).

Outras leituras se poderiam fazer destes dados, mas parece evidente que a diferença de sucesso internacional dos dois rivais não se explica pelas arbitragens, maldições e outras tretas do género. Se a imprensa lisboeta fosse mais séria e isenta, se não se preocupasse tanto em escamotear aos olhos do público todos estes factos incómodos que põem em causa a imagem de grandeza fictícia que tanto se esforçam por manter, talvez o Benfica não estivesse agora a lamentar mais uma final perdida. Mas isto é apenas a minha opinião.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Maldição ou justiça divina, como queiram!

Se estivesse no meu direito fazê-lo, dedicaria esta derrota do Benfica na final da Liga Europa ao João Bonzinho e a todos os "bonzinhos" de Portugal que, como ele, fazem uso desonesto da carteira profissional de jornalista para difundir a cartilha do regime aos olhos e ouvidos dos portugueses.
No dia 2 deste mês, ainda inebriado pela passagem do seu querido Benfica à final, o jornalista do jornal A BOLA escreveu um artigo onde, a dada altura, se pode ler:

«Nos últimos dez anos, muitos poucas equipas conseguiram nas competições europeias finais consecutivas. Como o Benfica, agora, apenas Sevilha, em 2006 e 2007 na Liga Europa, e Manchester United, em 2008 e 2009, e Bayern, em 2012 e 2013, na Liga dos Campeões, estiveram em finais consecutivas, o que ilustra bem a dimensão do que acaba de fazer a equipa portuguesa.»

Desenganem-se aqueles que, ingenuamente, possam pensar que estamos perante uma distração, um lapso de memória ou, na pior das hipóteses, uma demonstração de ignorância. João Bonzinho sabe - como até um garoto que faz uma colecção de cromos do futebol português saberia - que, no período de 10 anos a que se refere, o FC Porto conseguiu disputar duas finais europeias consecutivas: uma da Taça UEFA, em 2003, e outra da Liga dos Campeões, em 2004. E para azia dos "bonzinhos" deste país, os dragões até ganharam as duas finais, ao contrário do chamado "glorioso" que perdeu ambas (isso sim, um feito digno de registo, mas pela incompetência e mediocridade que representa)!
Omitir ostensivamente uma referência às conquistas internacionais do FC Porto que tanto orgulharam e prestigiaram o país, é mais do que um insulto e uma falta de respeito para milhões de portistas: é uma traição à pátria e aos interesses nacionais! Infelizmente, este tipo de omissões, incorrecções, ou como quiserem chamar, tão comuns entre a classe jornalística, são na realidade mais uma degradante manifestação da política demagógica com que os lacaios do regime manipulam o povinho em favor dos interesses mesquinhos da capital e que passa pelo sistemático enaltecimento dos feitos do clube lisboeta (por mais banais que até possam ser), em detrimento de todos os outros (por mais nobres que possam ser).
Talvez não haja justiça entre os homens que puna esta gentinha execrável e a faça pagar pela desonestidade com que põe a sua carteira jornalística ao serviço de lobbies, ao atropelo das mais basicas regras da isenção e da idoneidade que o código deontológico lhes impõe, mas, ao fim de oito finais europeias perdidas, está visto que existe uma bela e requintada justiça divina que os faz penar a cada dia da sua abjecta existência. Chamem-lhe eles maldição ou outra coisa qualquer.

P.S.- O Miguel Lima, autor do grande blogue portista Tomo II, escreveu um email a João Bonzinho  no qual, com uma correcção e elegância muito superiores às que o destinatário merecia, alertou o jornalista para a incorrecção do seu artigo. Como se esperava (que mais se poderia esperar de um sabujo?) não obteve resposta.

Maior que o FCP??? Só se for na Playstation!

Há cerca de um ano, após a derrota do Benfica frente ao Chelsea na final da Liga Europa, eu escrevi aqui:

«Para vencer uma competição internacional onde só jogam as melhores equipas de vários países europeus, é necessária uma combinação rara de qualidade, organização, competência, empenho, convicção e sorte. Chama-se a isso ter estofo internacional, algo que não está ao alcance de qualquer clube, nem acontece por mero acaso.»

O Benfica até pode ganhar alguns títulos nacionais de x em x anos, mas já demonstrou que não tem estofo para vencer além-fronteiras. Este facto não é de agora. Mesmo nos seus tempos áureos, quando deteve a hegemonia do futebol português durante 40 anos, as conquistas internacionais do clube do regime resumiram-se a apenas duas Taças dos Campeões Europeus, conquistadas em dois anos consecutivos, no auge da carreira de Eusébio, o que, convenhamos, não condiz com a imagem actual de grandeza fictícia sustentada artificialmente em torno dos lisboetas. Por outro lado, o insucesso do Benfica ajuda a enaltecer ainda mais as conquistas do FC Porto, demonstrando que o sucesso dos azuis-e-brancos nas últimas décadas não acontece por mero acaso, mas fruto de um trabalho excepcional, sem precedentes nem equivalência no futebol português. O FC Porto é, destacadamente, o clube nacional com maior palmarés internacional, o único que engrandeceu Portugal com as suas conquistas além-fronteiras no último meio-século e, consequentemente, aquele que mais nos orgulha a todos de sermos portugueses. E já imaginaram o nível que o FC Porto teria atingido se beneficiasse de todas as condições extraordinárias de que só o clube do regime goza no nosso país? Portugal teria um campeão europeu no mínimo de 3 em 3 anos!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Eu torci pelos portugueses, juro!

MAS SÓ NOS PENALTIES! ;))))



P.S. - Peço desculpa pela canção algo desenquadrada do tema, mas não consegui encontrar nenhuma intitulada "Chupa Manela".

Todos à volta da teta do regime


http://www.pimenta.blog.br/wp-content/uploads/tetas-gest%C3%A3o-p%C3%BAblica.jpg

Segundo noticiaram ontem alguns jornais, Luís Filipe Vieira convidou quase todos os presidentes da I e II Ligas para a final da Liga Europa. Para além de Pinto da Costa, que não foi convidado, também Bruno de Carvalho, presidente do Sporting CP, e António Salvador, presidente do SC Braga, não estarão presentes em Turím por terem recusado o convite.
Estão confirmadas as presenças dos presidentes de Belenenses, Estoril, Rio Ave, Guimarães, Nacional, Setúbal, Gil Vicente, Olhanense, Arouca, Penafiel, Aves, Feirense, Tondela, Farense, Covilhã, Oliveirense, Beira-Mar, Santa Clara e... Marítimo. Mário Figueiredo, presidente da LPFP, também já confirmou a sua presença, como não podia deixar de ser. 
 
Por aqui se vê quem são os poucos que não andam a mamar na teta do regime! E ainda se admiram de ouvir pessoas como Carlos Pereira, presidente do Marítimo, afirmar, com todo o despudor, que nunca fará nada para impedir o Benfica de ser campeão?...

Apelo urgente!

É urgente enviar alguém à LPFP para averiguar o que aconteceu aos elementos da Comissão de Instrução e Inquéritos, pois há dois meses que não dão notícias! Talvez tenham ficado presos dentro da sala de reuniões e ainda ninguém se apercebeu, ou pior, podem ter sido vítimas de uma fuga de gás ou de um assalto à mão armada e estão todos mortos, em avançado estado de decomposição!
Recorde-se que o FC Porto formalizou, no dia 27 de Março de 2014, uma participação disciplinar contra o Sporting e o seu presidente, por tentativa de coacção sobre a arbitragem, mas o processo parece ter-se esfumado no ar já que, até esta data, não teve qualquer desenvolvimento e ninguém parece preocupado com isso. Será que estão à espera que os resultados da Liga, agora finalizada, sejam homologados para então poderem tomar uma decisão sem terem de se preocupar com as consequências que esta possa trazer para o clube de Alvalade? Ou estarão à espera que passe o Mundial do Brasil para poderem aplicar alguma suspensão durante o período de férias (como aliás já não seria a primeira vez)? Estou curioso...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

domingo, 11 de maio de 2014

Francamente, Pinto da Costa!

Esta é, normalmente, a altura em que eu visto a camisola azul-e-branca e manifesto aqui toda a minha confiança nas decisões do presidente portista quanto à preparação da próxima época, mesmo não concordando com a totalidade delas . Esta é, normalmente, a altura em que eu, de dragão ao peito, presto aqui todo o apoio ao treinador recém-chegado, mesmo não acreditando totalmente nas suas capacidades. Mas isto é, normalmente, o que acontece após uma época em que terminamos como campeões (ou, pelo menos, conquistamos uns quantos títulos) e em que me encontro imbuído de uma grande dose de poder de encaixe para a eventualidade da época seguinte correr mal... O que não é o caso!
Por muito que eu assim o deseje e que Pinto da Costa a tente justificar, não consigo compreender nem aceitar a contratação de Polen Guiteleju... Pilo Enjultegue... Lopej Nuletegui... Julen Lopetegui, ou lá como raio se chama o homem! Já sabemos que este treinador vem na mesma linha dos técnicos em que a SAD tem apostado nos últimos anos, mas é precisamente aqui que reside o problema. O terrível fracasso desta época sob orientação de Paulo Fonseca (e posteriormente Luís Castro), a juntar à anterior com Vítor Pereira que, convenhamos, só por azelhice dos adversários e um alinhamento perfeitamente improvável dos astros não culminou a zeros como esta, devia ter sido mais do que suficiente para perceber este tão óbvio facto: um clube que alcançou um nível nacional e internacional de excelência não pode dar-se ao luxo de pôr à frente da equipa treinadores sem experiência, capazes de delapidar por completo o trabalho de muitas décadas de sucesso! Ponto final!
É  claro que Lopetegui tem alguns aspectos positivos que podem ser úteis ao FC Porto. Primeiro, porque vem de uma das melhores escolas de futebol do mundo, a espanhola. Segundo, porque conhece as jovens promessas espanholas e pode incutir-lhes algum interesse e simpatia pelo nosso clube. Terceiro... bom, terceiro... não sei, não me lembro de mais nada! É triste ver o Porto contratar um treinador e pouco poder dizer sobre os aspectos positivos que daí poderão advir. Em contra-partida, são muitos os aspectos negativos que podemos apontar: Lopetegui não tem nenhuma experiência ao nível de clubes de topo, não sabe lidar com jogadores que se armam em vedetas, não conhece o futebol português, não tem nome internacional para impôr respeito aos adversários, não tem peso para influenciar a decisão de jogadores que estejamos interessados em contratar, enfim, é mais uma aposta de alto risco! Numa altura em que o Porto precisava urgentemente de recuperar a liderança do futebol português para repor os índices de confiança e a dinâmica de vitória, Pinto da Costa decide, mais uma vez, pôr o (nosso) pescoço no cepo com uma contratação  que não suscita certezas a ninguém, bem pelo contrário.
Se eu estiver enganado (e Deus queira que esteja) e dentro de um ano aqui estiver a festejar mais um título de campeão, serei o primeiro a dar a mão à palmatória e a passar a mim mesmo o atestado de ignorância em matéria de treinadores, mas francamente, Pinto da Costa, acha mesmo que esta era a altura certa para correr tão elevados riscos???

Mais palavras para quê? É da escola do Benfica!

 O final do jogo de júniores entre o FC Porto e o Benfica, disputado no Olival, que terminou com a vitória portista por 2-1 e que acabou por dar o título de campeão ao SC Braga, ficou marcado por cenas de grande violência protagonizadas pelos jogadores encarnados. Mal o apito final soou, Thierry Graça correu para o banco do Porto, procurando travar-se de razões com os jogadores portistas. No seguimento da confusão que se gerou, Hildeberto Pereira, de cabeça completamente perdida, agrediu vários jogadores azuis-e-brancos e um espectador, tal como as imagens documentam:

Publicação de Guerreiros da Invicta


Publicação de FcPorto e Os Amigos

Recorde-se que esta não é a primeira vez que Hildeberto Pereira protagoniza cenas lamentáveis, pois já na época passada este mesmo jogador esteve no centro de desacatos ocorridos no final do encontro da Luz entre estas duas equipas. Ninguém tem dúvidas de que, se este jogador vestisse de azul-e-branco, já teria sido alvo de punições exemplares e das mais duras condenações, tal como aconteceu recentemente com Ricardo Quaresma que, no jogo com o Nacional, reagiu intempestivamente às provocações racistas dos adversários. Mas como Hildeberto veste a camisola do regime, as entidades competentes nada fazem e a imprensa protege-o. A comprovar isso mesmo, atente-se à forma despudorada como o jornal A BOLA, desvirtuando completamente o que as imagens documentam, contorna a situação, transformando o réu em vítima:



A imagem publicada pelo jornal A BOLA mostra alguém do FC Porto a atingir (ou a tentar atingir) Hildeberto com um pontapé, mas isto aconteceu depois dos jogadores benfiquistas terem agredido vários adversários e um espectador. Além disso, o elogio ao comportamento dos responsáveis do Benfica é exagerado e tendencioso, já que, tal como documentam outros jornais, só a intervenção da GNR conseguiu conter o ímpeto de violência do jogador encarnado.
Este é mais um exemplo da podridão intelectual que grassa na imprensa lisboeta e da protecção escandalosa de que goza o clube da Luz junto das autoridades. A forma despudorada como os factos são distorcidos sempre em função dos interesses da capital é revoltante e inadmissível. O povo português não pode continuar a deixar-se conduzir como uma manada por gente que não demonstra o mais pequeno respeito pela verdade e pela isenção jornalística. Em nome de um país mais livre, mais democrático e socialmente evoluido, há que reagir contra esta máfia.

P.S. - Poucas horas depois da publicação deste post, o vídeo com as imagens dos desacatos e das agressões de Hildeberto deixou de estar disponível no Youtube. Está visto que as cenas susceptíveis de causar algum incómodo aos poderes instalados têm uma certa tendência para desaparecer da vista do público. O azar deles é que o vídeo já foi muito partilhado nas redes sociais e não desaparece assim tão facilmente...

sábado, 3 de maio de 2014

Estão com medo do Sevilha?

Parece que o Benfica se prepara para apresentar recurso na UEFA na tentativa de despenalizar Markovic que, em virtude do cartão vermelho que viu no jogo com a Juventus, está impedido de disputar a final da Liga Europa.
Eu gostava agora de saber se os lacaios do regime que armaram a polémica na semana que antecedeu o jogo com os italianos, se mantêm coerentes com a ideia então manifestada de que este tipo de jogadas de secretaria são uma demonstração de medo do adversário. E já agora, se o processo for aberto pela UEFA, se acham que o Platini está a proteger o Benfica. Querem apostar como vamos assistir novamente à velha táctica de mascarar estas farsas à moda da Capital do Império Ultramarino com a tal "luta pela verdade desportiva" que tanto jeito lhes dá quando convém?
O próprio argumento usado pelo Benfica (e pela corrupta imprensa lisboeta) em defesa do seu jogador é falacioso, pois o facto de Vicinic reconhecer que a sua altercação não foi com Markovic não significa, por si só, que o jogador encarnado nada tenha feito para merecer a expulsão no meio do sururu que se gerou. Seria importante analisar as imagens para se perceber a decisão do árbitro, mas a imprensa não parece muito interessada em fazê-lo, não vá descobrir-se algo que o regime não tenha interesse em que se veja. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Em nome dos interesses na nação

Foi divertido assistir, ao longo da semana transacta, à indignação do Benfica (e da máfia jornalística que em torno dele orbita) motivada pela queixa que a Juventus apresentou junto da UEFA por causa da cotovelada que o Enzo Pérez deu em Chiellini no jogo da 1ª mão das meias-finais da Liga Europa. Esquece-se esta gentinha hipócrita de que, se há clube pródigo nesse tipo de artimanhas, é precisamente o clube do regime!
Desde os célebres processos sumaríssimos aplicados a dedo a jogadores portistas por força das reclamações encarnadas, à execrável tentativa de roubar o lugar do FC Porto na Liga dos Campeões à custa de queixinhas à UEFA, tudo valeu nos últimos anos para levar (ou tentar levar) o Benfica ao colinho. É claro que, quando este tipo de jogadas de secretaria surjem por iniciativa do clube lisboeta, logo a corrupta imprensa da capital trata de mascarar a farsa com uma pretensa "luta pela verdade desportiva", enquanto que a mesmíssima estratégia protagonizada por outrem já é vista como uma tentativa de viciar o jogo, ou, na melhor das hipóteses, como uma demonstração de medo perante o poderio benfiquista (Sim, nós bem vimos o "medo" que a Juventus demonstrou hoje num jogo em que dominou praticamente durante todos os 90 minutos... Nós bem vimos o "medo" que os italianos sentiram ao verem os adversários sistematicamente a pontapear a bola para onde estavam virados e a queimar tempo com a entrada forçada da equipa médica...).
Até o Platini, tão aplaudido que foi pelos benfiquistas quando proferiu uma série de declarações lamentáveis contra o Porto, viu-se agora acusado de querer levar a Juve à final mesmo sem ter dito uma única palavra sobre o assunto, mas, como se esperava, o arquivamento do processo sem dar atendimento às pretensões italianas não correspondeu à inversão das acusações. Afinal, é tão legítimo afirmar que Platini pretendia apoiar a Juventus, como é legítimo afirmar que pretendeu proteger o Benfica ao fechar os olhos à cotovelada de Enzo Pérez, mas isso já não convém dizer, em nome dos interesses da nação.