quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O tolo e o tijolo

Um tolo está na paragem do autocarro quando, a certa altura, vê um tijolo a cair do 4º andar de um prédio, precisamente sobre a sua cabeça. Em vez de se desviar ou proteger, o tolo mantém-se estático no lugar, achando que, enquanto o tijolo não o atingir, nada tem com que se preocupar. Pois há portistas que me fazem lembrar este tolo. Mesmo sabendo que o tijolo irá inevitavelmente atingi-los em cheio na cabeça, mantêm-se impávidos e serenos no lugar, provavelmente à espera de algum milagre que os salve da pancada. Obviamente, o tijolo desta história representa a eliminação de todas as provas em que o FC Porto se encontra envolvido e o culminar de mais uma época sem um único título conquistado.

Julen Lopetegui pretendeu poupar a maioria dos jogadores titulares para o confronto com o Sporting que se avizinha e montou uma equipa débil, claramente incapaz de fazer frente a um bem melhor estruturado Marítimo. Graças a isso, o FC Porto, a jogar perante o seu público, averbou uma humilhante derrota por números expressivos que praticamente arruma com as hipóteses de seguir em frente na Taça da Liga. Veremos agora o que se irá passar em Alvalade no próximo sábado, mas com uma certeza porém: num clima de crescente hostilidade por parte dos adeptos portistas para com o seu treinador, um empate arrancado na toca do leão que permitisse manter o 1º lugar na liga já seria aceitável. Agora, depois de tanta poupança de jogadores com o resultado desastroso que se conhece, só uma vitória na casa do rival directo poderá justificar o sacrifício de uma competição que, não sendo prioritária, não deixava de ser apetecível.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Contra facts non sunt argumenta

É verdade que Jorge Sousa deixou passar em claro dois penalties contra o FC Porto neste confronto com o Nacional da Madeira - as imagens demonstram-no e contra factos não há argumentos - mas não deixa de ser sintomático que Rui Vitória tenha tido de esperar até à 13ª jornada para encontrar motivos de queixa da arbitragem num jogo do FC Porto. Da nossa parte, os motivos começaram logo aos 10 minutos do primeiro jogo que os encarnados fizeram na corrente época, quando o árbitro Tiago Martins ignorou uma grande penalidade óbvia cometida pelo Luisão sobre o avançado estorilista Bonatini. Não deixa também de ser curioso que as queixas do treinador do Benfica sobre alegadas diferenças de tratamento aos três grandes surjam precisamente na mesma semana em que a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional arquivou as queixas do Sporting contra o Benfica pelas agressões cometidas por jogadores encarnados no confronto que os leões venceram por 3-0. Afirma a referida Comissão que, depois de analisadas todas as imagens enviadas, se "verificou a inexistência de indícios suficientes para a instauração de qualquer procedimento disciplinar”. E ainda digo eu que contra factos não há argumentos...

Perdidos no nevoeiro

Sabendo agora o que sabemos sobre os 15 minutos disputados ontem no Estádio da Madeira, ainda respeitantes ao confronto entre o FC Porto e o Nacional, quase apetece dizer que mais valia que o jogo não tivesse sido interrompido no domingo. No meio do intenso nevoeiro que então se fazia sentir e que pouco ou nada permitia ver dentro das quatro linhas, sempre se pouparia o público do triste espectáculo a que se assistiu.
Não há presentemente neste Porto de Lopetegui um futebol profissional, de topo, de campeão. Pelo contrário, vê-se uma quantidade aberrante de passes transviados, de fintinhas desnecessárias, de centros atabalhoados, de perdas de bola infantis, de oportunidades de golo desperdiçadas, de faltas ingénuas, enfim, de tudo o que normalmente caracteriza uma equipazeca de segundo plano, sem nível, sem rumo, sem orientação. Neste Porto de Lopetegui não há jogadas ensaiadas, mecanizadas, treinadas até à exaustão, que saiam de olhos fechados. Tudo acontece - ou não - em função da inspiração individual de dois ou três malabaristas que vão jogando ao sabor do vento, muitas vezes de forma desconcertada e displicente. Neste Porto de Lopetegui não se aproveitam os cantos e os livres, porque a bola é sistematicamente mal centrada ou chega defeituosamente à baliza. Neste Porto de Lopetegui não há avançados, porque um, o Aboubakar, dá mostras de estar exausto, e o outro, o Osvaldo, foi enganado quando lhe disseram que era jogador de futebol. E por ultimo, neste Porto de Lopetegui não há táctica, porque o treinador percebe de futebol como eu percebo de crochet e acha que o conceito de rotatividade significa rodar literalmente a equipa, passando um central para defesa esquerdo, o defesa esquerdo para extremo, o extremo para avançado centro e por aí em diante.
Sei que, a exemplo do que aconteceu em situações anteriores, este meu desabafo irá desencadear a indignação de muitos adeptos portistas para quem o amor clubístico passa por omitir as verdades mais incómodas. Mas, porque a vida me ensinou que não é ignorando os problemas que eles se irão solucionar sozinhos, estarei sempre pronto para suportar o amargo dessas reacções, na esperança de que desta minha acção possa advir algum benefício para o meu amado clube. Uma ténue esperança, reconheço, já que dificilmente as minhas palavras farão eco nos ouvidos dos dirigentes da SAD portista, mas acredito que, se juntar a minha voz de revolta a todos aqueles que, como eu, se sentem defraudados e tristes com o rumo que a equipa leva, talvez possamos assistir a um milagre de Natal que evite aquilo que todos já preconizamos: a humilhação na Liga Europa frente ao Borússia de Dortmund e o culminar de mais uma época sem um único título conquistado.

sábado, 24 de outubro de 2015

A face (in)visível do colinho

Há uma dúzia de anos, o Ministério Público moveu um megaprocesso contra Pinto da Costa - a que pomposamente chamou Apito Dourado - com base, fundamentalmente, nas acusações publicadas num livro escrito por Carolina Salgado. Naquela altura, nem o facto de se tratar de uma testemunha suspeita e de carácter duvidoso, uma mulher enjeitada, ressabiada e movida por sentimentos de vingança contra o seu ex-companheiro, coibiu o MP de desbaratar milhões de euros do erário público (ou seja, à custa de todos nós, portugueses) numa farsa que, como seria de esperar, culminou num rotundo e enxovalhante fracasso.

Hoje, assistimos estupefactos a uma situação muito mais grave, que ocorre à vista de todos, mas que, curiosamente, não motiva, da parte das autoridades de Lisboa, o mais simples pestanejar. Marco Ferreira, um ex-árbitro internacional que conhece como ninguém os meandros do futebol português, deu mais uma vez a cara e o peito às balas para denunciar factos gravíssimos, que além fronteiras assumem contornos de escândalo, mas que neste Portugal terceiro-mundista, centralizado e subjugado aos interesses mesquinhos de uma capital podre e corrupta, vão passando quase imperceptíveis graças à inacção das autoridades e à cobardia e subserviência da imprensa intelectualmente corrupta de Lisboa.

A entrevista dada por Marco Ferreira ao jornal espanhol AS (e que eu transcrevi aqui) encerra em si uma extrema gravidade, não apenas pelos factos referentes a Vítor Pereira evidenciarem uma gritante falta de seriedade e isenção da parte do Presidente do Conselho de Arbitragem, mas também pela denúncia de que há árbitros que actuam sob coacção nos jogos do Benfica, com medo de verem a sua pontuação - e, consequentemente, a sua carreira - prejudicada se não beneficiarem o clube do regime, o que representa um óbvio atentado à verdade desportiva. 

Qualquer pessoa que tenha acompanhado o desenrolar da época passada percebeu que algo de muito estranho se passou em inúmeros jogos do Benfica, marcados por uma sucessão de incompreensíveis erros grosseiros de arbitragem que, jornada após jornada, foram condicionando a competição em favor do clube da Luz. Como tal, não é difícil de perceber que nestas acusações agora trazidas a público por Marco Ferreira, em conjunto com o caso das ofertas do Benfica aos árbitros recentemente denunciado (e provado) pelo presidente do Sporting, pode residir a explicação para a pouca vergonha a que se assistiu. Obviamente, existe aqui matéria mais do que suficiente para justificar a abertura de um processo de investigação por parte do MP, mas, pelo andar da carruagem, tudo aponta para que, mais uma vez, os encarnados consigam sair airosamente de todo este imbróglio, graças ao manto de protecção e ao clima de total impunidade instalado em torno de si.

Escándalo en Portugal - Entrevista de Marco Ferreira ao jornal AS

El que sigue es el testimonio de un exárbitro que hará temblar al fútbol portugués. A sus 38 años, este colegiado internacional fue descendido a Segunda justo después de pitar la final de Copa. Y decidió dejarlo. Ahora denuncia en AS que el presidente del Consejo Arbitral del país, Vitor Pereira, presiona a los colegiados para favorecer al Benfica: “Mis compañeros no denuncian por miedo a que acabe con sus carreras, como hizo con la mía”.

 

 — ¿Qué le pasó por la cabeza cuando recibió la noticia de su descenso a Segunda?
 
— Me quedé perplejo. Quince días antes había arbitrado la final de la Copa de Portugal, entre Sporting y Braga. Uno de los partidos más importantes de la temporada. No tenía ninguna señal que me hiciera pensar que me mandarían a Segunda. Las mismas personas que me descendieron me habían nombrado unos días antes árbitro de la final de Copa. Curioso.

— ¿Encuentra una explicación?

— Para mí lo más grave es que, además de haber arbitrado la final de Copa, en enero me habían renovado como árbitro internacional de la FIFA. La única explicación que encuentro es que la pasada temporada había arbitrado tres veces al Benfica y perdió dos. Creo que por eso no me dieron ningún Clásico.

— ¿Por qué lo cree?

— Yo y muchos compañeros recibimos llamadas del presidente del Consejo de Arbitraje, Vitor Melo Pereira (homólogo en Portugal de Sánchez Arminio), en la misma semana que estamos nombrados para arbitrar al Benfica. Vitor Pereira tiene muchos enemigos y muchos opositores, entre ellos la gente del propio Consejo de Arbitraje y muchos clubes de Primera. No le quieren ahí. Ahora, el único de los grandes que apoya a Pereira es el Benfica.

— ¿Había tomado usted alguna decisión polémica en esas dos derrotas del Benfica?

— En la derrota ante el Braga, en octubre, todavía octava jornada, el partido fue mal. Pero para los dos equipos. Después de este partido, el Benfica protestó contra mí y me dijeron que no volvería a hacer un partido de los calientes. Y desde entonces no me pusieron en ningún otro encuentro importante...

— Entiendo…

— En la temporada anterior fui considerado el segundo mejor árbitro de Portugal por detrás del Proença. Arbitré el Benfica-Sporting, dos veces el Oporto-Benfica... Y los partidos fueron muy bien.

— ¿Usted cree, entonces, que los árbitros de Portugal son conscientes de que no se pueden equivocar en contra del Benfica mientras mande Pereira en el Consejo de Arbitraje?

— No voy a decir que el Benfica pide a Vitor Pereira que hable con los árbitros para que favorezcan al club. No digo eso. Lo que digo es que él (Pereira) lo hace porque sabe que el Benfica es el único club que le apoya. Por eso no quiere que ningún árbitro que no le guste al Benfica pite sus partidos. El Benfica nunca ha hablado conmigo o me ha llamado para que les favoreciera. Pero Vitor Pereira, sí. En la semana en que yo tenía partido del Benfica, él me llamaba diciendo que tuviera cuidado, que el partido fuera bien. Y sólo lo hacía en partidos del Benfica. Nunca me ha llamado antes de un partido del Oporto, por ejemplo. Y no sólo a mí, a muchos compañeros...

— ¿Qué le decía exactamente Pereira cuando le llamaba?

— Después del Braga-Benfica del que le hablé, Pereira me nombró para un Rio Ave-Benfica. Esa semana me llamó dos veces. El martes y el jueves. El jueves me dijo que, si no hacía un buen partido, no me podría nombrar para el Benfica-Oporto, que era en abril. Dijo que tuviera cuidado, que “eran los que se quejaban” y que “era el partido del título del Benfica”. Y yo le dije que no, que no era el partido del título porque el Benfica llevaba cuatro puntos de ventaja con respecto al Oporto. Y me contestó: “Es muy diferente jugar en contra del Oporto en abril con una diferencia de cuatro puntos que con dos puntos o uno”. Esto, bajo mi punto de vista, es grave. Porque claramente estaba refiriéndose al Benfica.

— ¿Y qué tal fue al final el Rio Ave-Benfica?

— El Benfica ganaba 0-1 y pité un penalti a favor del Rio Ave, enseñé la roja directa al capitán del Benfica y el Rio Ave remontó 2-1. Pero fueron decisiones acertadas. Fue un buen partido. Pereira no me volvió a llamar desde entonces, y tampoco me nombró para el Benfica-Oporto.

— ¿Nunca le llamó después de eso?

— No. Él me dijo que el partido tendría que ir bien para que me nombrara el árbitro del Benfica-Oporto. Hice un buen partido, pero no fui nombrado. Entonces lo que quiere decir es que, para él, un buen partido es que ganara el Benfica.

— ¿Le había pasado más veces, que Pereira le llamara antes de un partido del Benfica?

— Antes del Braga-Benfica fue, más o menos, la misma conversación. Me dijo que el partido fuera bien y que “no hiciera caso al ruido que viniera del banquillo”. Me dijo eso porque, en el Boavista-Benfica anterior, le enseñé la roja al entrenador del Benfica en el descanso. Pereira tenía miedo de que yo le enseñara la roja otra vez.

  —¿Sería correcto afirmar que Vitor Pereira llama a los árbitros para presionarles para que traten bien al Benfica?

Él llama a los árbitros sólo antes de los partidos del Benfica. No lo hace en ningún otro partido de ningún otro club.

— ¿Por qué no ha denunciado usted el caso a la Justicia?

— He denunciado ante la Federación y ellos han enviado la denuncia al Comité Disciplinario de la Liga Portuguesa. La semana pasada declaré.

— ¿Cómo se eligen los árbitros para los partidos en Portugal?

— Es Vitor Pereira el que tiene total libertad para elegir a quien le apetece.

— ¿Y no hay mal ambiente entre los árbitros por estas actitudes del presidente del Consejo de Arbitraje?

Sí, pero tienen miedo de denunciarlo y de que Pereira acabe con sus carreras como acabó con la mía. Soy un ejemplo para ellos de lo que puede pasar. Yo era árbitro internacional y nunca en la historia de Portugal un árbitro internacional había sido descendido a Segunda.

— ¿Se puede vivir del arbitraje el Portugal?

— Llega perfectamente para vivir, y bien. Yo soy de la isla de Madeira y todos los partidos que arbitraba eran en el continente. Iba y venía en avión e invertía mucho tiempo, por eso no podía tener otra actividad profesional que no fuera el arbitraje.


— ¿Cuánto puede cobrar un árbitro internacional al año en Portugal?

— Depende de los partidos. Pero gana un sueldo de 2.500 euros fijos al mes. Además, 1.200 por partido de Primera, y se cobra 800 en Segunda. No se hace uno rico...

— ¿Tiene su relato alguna relación con las quejas del Oporto sobre que el Benfica suele jugar casi siempre en superioridad numérica?

— No puedo afirmar que sí. Estaría diciendo que mis compañeros han cedido ante la presión de Pereira. Pero es normal que una persona que vea toda esta situación desde fuera saque tales conclusiones. Lo que le puedo decir es que Pereira llama a los árbitros antes de los partidos del Benfica. Pero si eso tiene efecto en el campo de juego, no lo puedo afirmar.

— ¿Tiene usted conocimiento de que, en algún momento, se moviera dinero para favorecer al Benfica?

— Yo creo que no. Me gustaría que quedara claro que el Benfica nunca me ha llamado o contactado para pedir nada. ¡Nunca! Fui árbitro de Primera durante nueve años y el Benfica, ni ningún club, me ha hecho este tipo de ofrecimiento para que le beneficiara. Yo creo que es una iniciativa del mismo Vitor Pereira con el interés de agradar al único club que le apoya.

— ¿Cuánto gana Pereira como presidente del Consejo Arbitral?

— Dicen que 8.000 euros al mes, pero no estoy seguro.

— ¿Por qué no actúan los otros clubes ante esta situación?

— Yo creo que lo hacen, y que por eso no le apoyan.

— ¿Cómo cree que reaccionará el fútbol portugués ante lo que está contando? Es grave...

— Por eso he elegido el AS, por ser de fuera de Portugal y tener un gran nombre internacional. Así tendrá más impacto en Portugal y en el resto del mundo.

— ¿Le fue difícil tomar la decisión de dejar el arbitraje?

— Necesitaba dejarlo para denunciar lo que pasa. No podía hacerlo como árbitro, porque hay sanciones en contra de los árbitros que critican el Consejo Arbitral públicamente.

— Me queda una duda, ¿por qué Vitor Pereira le nombró para la final de Copa si tenía pensado descenderle?

— Lo hizo porque era un partido de máxima rivalidad y muy caliente; si yo lo hacía mal, tenía un motivo para descenderme. El problema fue que lo hice bien y se quedó sin argumentos. Fui el primer y único árbitro internacional de la historia de Madeira. Para mí se queda ese orgullo...


Nota: Os destaques a vermelho são da responsabilidade do autor deste blogue.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mais uma para o álbum da vergonha


«Así, el Benfica fue justo vencedor de un partido que pudieron ver in situ un grupo de borregos, con perdón para los pobres animales. Celebrar con bengalas los goles de su equipo y terminar lanzándolas a la afición del equipo rival es para ser castigado con dureza. No se pueden permitir borregos en los terrenos de juego.»

In MARCA

As claques do Benfica protagonizaram ontem, em pleno estádio Vicente Calderón, mais uma cena lamentável de pura violência para juntar ao seu extenso álbum da vergonha, desta vez através do arremesso de tochas acesas para cima dos adeptos do Atlético de Madrid que se encontravam na bancada inferior. Consta que algumas pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança que ficou com queimaduras numa mão.
A exemplo do que aconteceu aquando da onda de violência protagonizada pelos adeptos benfiquistas de norte a sul de Portugal a pretexto dos festejos do título de campeão nacional, o presidente encarnado apressou-se a vir a público lamentar o sucedido, mas a verdade é que das palavras ocas do dirigente não resulta qualquer resultado prático e a explicação está bem à vista de todos: enquanto existirem comentadores afectos ao clubezeco do regime que, em pleno canal público, se dão ao luxo de apelar à violência dentro dos campos de futebol gozando de total impunidade, o que mais se pode esperar das hordas de facínoras que compõem as claques benfiquistas? E se os jornalistas não têm sequer a coragem para criticar e condenar veementemente esses comentadores pelo seu comportamento incendiário e irresponsável, como podem depois acharem-se com autoridade moral para virem criticar os adeptos? Seria bom que esta gente arranjasse um par de tomates - coisa que não parecem ter - e começassem por exigir a irradiação dessa escumalha do futebol, a começar nos programas televisivos e a terminar nas direcções dos clubes. Talvez assim isto começasse a entrar nos eixos. Talvez.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

And thank you all!

Quem me conhece sabe que eu não tenho por hábito criticar o treinador portista só porque dá jeito ter alguém em quem despejar a raiva na hora das derrotas, assim como não lhe canto loas só porque conquistamos a vitória. Não afino por esse diapasão. De uma forma geral, procuro distanciar-me o mais possível de factores emocionais que possam condicionar as minhas análises e tento ser racional e justo, criticando quando assim tem de ser, elogiando quando tal é merecido. Se critiquei Lopetegui aquando da vitória sobre o Benfica foi porque não gostei da forma algo leviana e displicente como primeiro abordou a partida, reveladora de algum desconhecimento do fenómeno futebolístico português, e da postura receosa que revelou no decorrer do jogo, com um par de decisões de carácter duvidoso. Já pelo contrário, considero que, apesar do empate, Lopetegui esteve bem frente ao Moreirense, pois o treinador portista fez aquilo que lhe competia. Sabendo que o Porto precisava de ganhar os três pontos e encontrando-se empatado a uma bola, fez entrar Osvaldo para o ataque a par de Aboubakar, assumindo o risco de prescindir de um defesa que a incapacidade atacante do Moreirense permitia encarar com optimismo. Quis o destino, nem sempre justo, que os de Moreira de Cónegos conseguissem arrancar o empate num lance perfeitamente fortuito, numa das raríssimas oportunidades de golo que criou em todo o encontro, o que fez ruir a estratégia de Lopetegui, mas alguém em seu perfeito juízo acreditaria em tal desfecho perante o desenrolar do jogo? Obviamente que não.

Ontem, frente ao Chelsea de Mourinho, Lopetegui esteve simplesmente magistral! Vê-se que o treinador basco estudou o oponente e montou uma equipa capaz de, não só fazer frente ao adversário, como superá-lo nos pontos onde os ingleses são fortíssimos: o jogo físico e o contra-ataque. 
Com a inclusão de Imbula e Rúben Neves, Lopetegui criou um meio-campo musculado de tracção atrás, travando assim o ímpeto atacante adversário mas libertando André André para a construção do jogo. Resultado: espectáculo! O francês deu finalmente um ar da sua graça, mostrando o porquê do FC Porto ter gastado 20 milhões de euros na sua contratação. Fisicamente possante, tecnicamente dotado, lutador e esforçado, Imbula foi para cima dos oponentes e deu-lhes a provar um pouco do seu próprio veneno. Quanto ao André André, começam a faltar-me palavras para o elogiar. É o jogador que todos nós, portistas, desejávamos há muito, um jogador que, não só tem técnica e visão de jogo, mas que sente na pele a força e o querer deste clube. André André poderá não ter classe mundial, mas é um verdadeiro Dragão à solta dentro das quatro linhas, é a personificação da vontade dos adeptos azuis e brancos dentro do campo. É, sem sombra de dúvidas, a pedra basilar desta equipa.
Uma palavra final para Marcano. Não acho que o espanhol seja mau jogador, mas começam a ser demasiados os erros idiotas cometidos pelo defesa. Frente ao Moreirense, uma azelhice infantil logo nos primeiros minutos poderia ter-nos custado ainda mais pontos do que o jogo nos custou e ontem, mais uma vez, valeu-nos a divina providência a evitar um penalty no último minuto que nos custaria a liderança no grupo e um milhão de euros. Muito mau para uma equipa que joga ao mais alto nível europeu e que ambiciona a conquista dos títulos nacionais.
Fica para a História mais uma vitória sobre os "blues" londrinos e uma exibição de gala da equipa no maior palco do futebol mundial. Estão de parabéns pelo espectáculo oferecido! Muito obrigado a todos!

Nota de rodapé: hoje estaremos atentos às imagens do Atlético de Madrid-Benfica  para ver se a comitiva da Federação Portuguesa (?) de Futebol lá estará presente, prestando a sua subserviência ao clubezeco do regime.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Casillas e Carneiro

Eu acho que o FC Porto devia contratar já a Eva Carneiro. Assim, quando formos jogar a Londres com o Casillas e a Carneiro na equipa, o Mourinho até vai ficar cego!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Notas soltas sobre o clássico

1) Há já algum tempo que eu não via o FC Porto a jogar frente ao Benfica da forma como se viu na 2ª parte da partida: esforçado, dominador, aguerrido, ambicioso. Gostei!

2) Grande jogada, grande combinação, grande golo! Vitória justa da única equipa que, na 2ª parte do jogo, procurou os três pontos.

3) Qual Jackson qual quê! Aboubakar está a tornar-se melhor avançado a cada jogo que faz e, a continuar assim, rapidamente fará esquecer o colombiano. Desta vez, o camaronês não marcou, mas correu, fintou, rematou e assistiu os companheiros. Joga para a equipa e pela equipa. Muito bem!

4) André André tem os genes do pai e o sangue azul a correr-lhe nas veias, a combinação perfeita para conquistar um lugar na história deste grande clube. 

5) Lopetegui mostrou mais uma vez que não tem estofo para grandes embates. Não compreende que, para os portistas, empatar ou perder com o Benfica vale exactamente o mesmo. Trocar Aboubakar por Pablo Osvaldo em vez de ir para cima do adversário com dois avançados só se poderá justificar se o camaronês se tiver queixado de dores.

6) Antes do jogo, diziam que o Casillas não assustava o Benfica. Depois do jogo, dizem que foi graças ao guarda-redes espanhol que o Porto não perdeu. Afinal, assusta ou não assusta?

7) Maxi Pereira podia ter sido expulso? Poder, podia. Mas já o vimos fazer muito pior do que fez ontem em dezenas de jogos com a águia ao peito e, na esmagadora maioria dos casos, nem o amarelo viu, muito menos o vermelho. De que se queixam eles agora?

8) Compreendo, em certa medida, que Rui Vitória procure aliviar um pouco da pressão que esta derrota lhe faz cair sobre os ombros lançando as culpas para a arbitragem, mas ao sugerir que o Benfica perdeu porque o árbitro não expulsou um jogador portista, acaba por reconhecer indirectamente que a sua equipa é incapaz de ombrear com o Porto jogando 11 contra 11. Fraca inteligência.

sábado, 19 de setembro de 2015

Lopetegui, mais te vale cometer já haraquiri!

Apesar do tempo que já leva em Portugal, há certas coisas que Lopetegui parece ter dificuldade em compreender. Por exemplo, o treinador portista não entende que vir para a antevisão do clássico Porto-Benfica afirmar que o jogo não é mais nem menos importante do que todos os outros e que não há favoritos para esta partida, é semelhante a cravar um punhal nas costelas de qualquer adepto azul e branco
É óbvio que, depois de uma época sem conquistar um único título (e ainda para mais saindo derrotado do confronto directo com o arqui-inimigo), tem de haver um favorito e esse é o FC Porto! É óbvio que, quando o clube faz um investimento de tantos milhões de euros no reforço do plantel para proporcionar ao treinador todos os jogadores que pretendia, tem de haver um favorito e esse só pode ser o FC Porto! É óbvio que, quando o dragão joga no seu reduto, só pode haver um favorito e esse, forçosamente, só pode ser o FC Porto! E é também óbvio que, quando todos estes factores se combinam num só jogo, não há mesmo outra alternativa: o favorito para amanhã só pode ser apenas um, o FC Porto e mais nenhum!
Resta-nos esperar que este discurso passivo de Lopetegui não passe de um mind-game para iludir o inimigo e que, nos mais recônditos meandros do balneário portista, a mensagem passada pelo treinador para os seus jogadores seja a de que mais vale cometerem já haraquiri com uma katana cravada no estômago do que sair do clássico sem os três pontos conquistados de forma cabal e indiscutível.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O caminho para a glória passa por Kiev

Estávamos em 1987 quando, em plena caminhada para aquela que viria a ser a primeira conquista da Taça dos Campeões Europeus da história do nosso clube, o FC Porto defrontou o Dínamo de Kiev. Naquela época, a equipa ucraniana era tida como uma das mais poderosas da Europa, contando com nomes como Mykhaylychenko e Mikhailov, mas isso não impediu os azuis e brancos de vencerem a eliminatória com duas vitórias, ambas por 2-1. Nas Antas, marcaram Paulo Futre e André. Em Kiev, marcaram Celso e Fernando Gomes.
Um aspecto curioso deste embate que agora se repetirá é o facto do filho de André, antiga glória portista, ser actualmente jogador do FC Porto. Veremos pois se, amanhã, André André seguirá as pisadas do pai e marcará um golo que contribua para a decisão da eliminatória a nosso favor.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

El niño Jesús

Jesús Corona chegou, viu e venceu! No primeiro jogo oficial realizado com a camisola azul e branca vestida, o mexicano fez uma exibição de encher o olho. Marcou dois golos (e ainda ficou a dever outros tantos a si próprio), mas, mais importante do que isso, correu, fintou, enfim, encheu o campo. O menino Jesús foi sempre uma seta apontada à baliza adversária e veio dar a este Porto de Lopetegui a imaginação, a criatividade e, principalmente, a acutilância no sector avançado que estava claramente a faltar à equipa. Esperemos para ver se o que se assistiu em Arouca foi apenas um curto estertor, mas, para já, as expectativas são excelentes. E o jogo com o Dínamo de Kiev é já depois de amanhã...

sábado, 29 de agosto de 2015

Anda uma mãe a criar um filho para isto...

A insuspeita Leonor Pinhão, que está sempre pronta para ferrar os caninos em tudo o que vista de azul e branco, lá deve ter achado que pareceria demasiado mal deixar passar sem comentários o tráfico de droga em pleno Estádio da Luz e engoliu o sapo de tocar no assunto no seu mais recente artigo publicado no Record. Fê-lo, no entanto, com tal candura enternecedora que mais parece uma mãe de coração partido e lavada em lágrimas, ainda aturdida e incrédula com o crime hediondo cometido pelo seu angélico filho. 

Começa então ela por dizer o seguinte:

«Um funcionário (ou ex-funcionário do Benfica, tanto faz) foi alvo de uma perseguição na A1 vendo-se obrigado pela polícia a encostar o automóvel onde viajavam calados dez quilos de cocaína.» 

Repare-se como, assim de repente, o referido "funcionário" do Benfica (que afinal não é apenas um mero funcionário mas sim um director!) passou de criminoso a "alvo de perseguição" das autoridades! Eu acho que, se os agentes não tiveram o devido cuidado de pôr o triângulo reflector a 30 metros de distância e vestir o colete à pobre vítima, deviam ser processados por porem a sua vida em risco! Ah, e tendo em conta que as investigações já duravam há vários meses, bem podem ser acusados de assédio!

«Tudo indica que se trata de um caso de tráfico desmantelado pelas autoridades e um caso em que o nome do Benfica aparece envolvido

O nome do Benfica aparece envolvido??? Mas porque será??? Só porque se trata de um director do Benfica, que foi preso em flagrante com quase 10 quilos de droga na mala de um carro do Benfica e que se dedicava ao tráfico no escritório que tinha no estádio do Benfica??? Que injustiça!!!

«Justo e devido no entanto, é saudar a nossa polícia sempre que faz o seu trabalho sem olhar à cor ou às cores dos grandes meliantes, dos pequenos chantagistas ou dos ladrões mais vulgares e atrevidos.»

É de mim ou este parágrafo cheira a dor de corno? Para quem está tão habituado à protecção obscena do regime que lhes permite passar impunes em tudo o que de ilícito se passa debaixo do seu próprio tecto, deve custar! Ai deve, deve!

«Este episódio ocorreu há um mês e na notícia que foi dada no princípio desta semana pelo "JN", excepção feita à referência ao nome do Benfica e ao parágrafo francamente preconceituoso e indiscriminado para "os cidadãos de nacionalidade colombiana

Comentário preconceituoso e indiscriminado porquê??? Só porque é referida a nacionalidade dos indivíduos? Querem lá ver que agora referir simplesmente a nacionalidade de um indivíduo é xenofobia? Não tinhas mais nada por onde pegar, Leonor?

«O Benfica não será certamente um narco-clube como se constata olhando para a sua tão remediada realidade.»

Obviamente, não seria para benefício dos cofres do clube que se processava o tráfico de droga no interior das suas instalações, mas não lhe parece no mínimo preocupante que o clube estivesse a servir de fachada para tal? E não lhe parece que se justifica uma investigação séria por parte das autoridades para apuramento do possível envolvimento de outras personalidades do clube? Ou acha normal que, desde a direcção ao porteiro, ninguém se tivesse apercebido da circulação dos tais indivíduos de nacionalidade colombiana, alheios ao clube, no interior do seu estádio?

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Porta 18

Esta semana, ficamos a saber que, em Julho deste ano, a PJ deteve José Carriço, director do Benfica, que se encontrava na posse de, nada mais, nada menos que 9,5 quilos de cocaína. O caso veio agora a público com um atraso de um mês e pela mão de apenas dois jornais (JN e CM), o que atesta bem o desinteresse manifestado pela generalidade da comunicação social, o qual contrasta frontalmente com a postura assumida noutros casos, envolvendo outros emblemas. Tudo perfeitamente normal, conhecendo, como todos conhecemos, o manto de protecção de que o Benfica goza junto dos lobbies da capital. 
Entretanto, a direcção encarnada já veio a público afirmar que (pasme-se!) não se responsabiliza por actos perpetrados pelos seus funcionários e que não tolerará qualquer atentado ao seu bom nome. Não precisam de se preocupar, digo eu. Afinal, se há poucos anos tivemos de aceitar que o Benfica não tinha qualquer ligação com as armas de fogo com calibre de guerra, bastões e armas brancas encontradas pela PJ numa arrecadação do Estádio da Luz, porque haveríamos agora de suspeitar sequer que o clube tem alguma coisa a ver com o tráfico de droga realizado dentro dos seus escritórios por um dos seus directores?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Recordista mundial de colinho

Não estavam sequer decorridos 10 minutos sobre o início da participação do Benfica nesta Liga e já o clube lisboeta tinha sido beneficiado com um erro grosseiro de arbitragem, algo que deve constituir um recorde mundial! Aliás, o Benfica devia propor a inclusão deste recorde no Guiness, pois sempre ajudava a compensar a recente perda do estatuto de clube com mais sócios do mundo!

domingo, 19 de julho de 2015

Esse ser chamado... Maxi Pereira

Ainda que se avizinhe um curto mas merecido período de férias, quero aproveitar a deixa do 2º jogo de preparação do FC Porto frente aos alemães do Duisburgo (que os azuis e brancos venceram por 2-0) para regressar ao convívio dos meus companheiros de bluegosfera, dando assim início a mais uma época de são convívio futebolístico. Uma época que, como todos esperamos, fará regressar o FC Porto à senda de sucesso a que nos habituou desde há muitas décadas. Infelizmente, o motivo que me traz a escrever este primeiro texto não é dos mais agradáveis...

Como qualquer adepto, também eu fui idolatrando, ao longo dos anos, muitos dirigentes, técnicos e jogadores que, pelas suas carreiras ao serviço do FC Porto, foram adquirindo maior notoriedade. No entanto, nunca, em caso algum, considerei quem quer que fosse acima do nosso amado clube. Para mim, ninguém está acima do emblema do FC Porto e ponto final.  Como tal, por muito que o meu portismo me obrigue a apoiar, sem excepção, qualquer jogador que envergue a camisola azul e branca, é com total liberdade e frontalidade que expresso o meu completo repúdio por esse ser chamado... Maxi Pereira. 

Ao contrário do que a imprensa lisboeta nos tentou convencer ao longo dos oito anos em que envergou a camisola do Benfica, Maxi Pereira é muito mais do que um jogador duro e viril. Recordo-me, sem grande esforço, de meia-dúzia de lances em que, com a bola pousada no solo ou fora do alcance, o uruguaio atingiu os adversários com patadas ao nível dos joelhos, virilha ou abdómen, algo que só pode ser confundido com simples virilidade por quem vê o futebol com palas encarnadas. Isso, em qualquer parte do mundo - excepto na Capital do Império Ultramarino - é pura violência!
Maxi Pereira é um jogador maldoso, que recorre à agressão para intimidar e limitar fisicamente os adversários. Obviamente, tal estratégia, a todos os níveis condenável, só foi possível ao longo dos últimos oito anos graças ao clima de impunidade instalado em torno do Benfica, fruto da cumplicidade obscena da arbitragem portuguesa que, de uma forma cobarde e subserviente, foi fechando os olhos aos inúmeros casos polémicos protagonizados pelo uruguaio.

Compreendo que, na perspectiva desportiva, Pinto da Costa reconheça em Maxi Pereira um jogador "à Porto". Não há dúvida de que, pelo seu esforço e entrega ao jogo, o uruguaio nos faz recordar alguns ídolos do nosso passado, mas as semelhanças ficam-se por aí. É conveniente que alguém da equipa técnica portista explique o mais rapidamente possível a Maxi Pereira que deve alterar radicalmente o seu comportamento violento, sob pena da equipa vir a ser gravemente penalizada no futuro. Primeiro, porque o FC Porto  não possui o manto protector de que o Benfica goza junto da arbitragem e não se espera a mesma complacência por parte dos senhores do apito agora que Maxi veste de azul e branco; segundo, porque tal comportamento violento pode ser muito bem aceite lá para as bandas da Capital, mas não se enquadra nos valores que os adeptos portistas defendem e exigem aos seus jogadores.

Nota de rodapé: já fui confrontado por alguns benfiquistas com a hipótese de mudar a minha opinião sobre Maxi Pereira, em virtude da sua mudança para o Dragão. Tal como procurei deixar aqui bem claro, o meu portismo exige que apoie os jogadores do FC Porto e Maxi não será excepção, mas nem por isso mudarei a minha opinião sobre essa pessoa. Por outro lado, ficarei também atento a todos aqueles que, durante oito anos, foram branqueando as atitudes do uruguaio enquanto jogador do SLB. Veremos se, esses sim, não virão agora exigir cartões vermelhos por actos que, até aqui, eram vistos como meras demonstrações de... virilidade.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ri-te, ri-te...


...que logo choras!
O dia que Rui Gomes da Silva deu uma gargalhada com a possibilidade de Jorge Jesus ir para o Sporting. #JM
Posted by Ups, mete gelo on Quinta-feira, 4 de Junho de 2015

domingo, 24 de maio de 2015

O manto protector II


 «Apesar de ter concordado com o calendário do torneio e ter participado na conferência de imprensa de lançamento a 28 de Abril em Nova Iorque, o FC Porto comunicou a sua impossibilidade de participar na International Champions Cup 2015 e por esse motivo foi substituído.»

Este comunicado, publicado na página oficial da Champions Cup, vem comprovar que o Record mentiu ao afirmar que a organização do torneio havia decidido, por sua iniciativa, substituir o FC Porto pelo Benfica. Obviamente, não se espera da parte deste pasquim o reconhecimento da falsidade da notícia que fez capa na sua edição de 22 de Maio e muito menos o devido pedido de desculpas, que seria o mínimo exigível a quem se diz isento e idóneo. Num país onde a comunicação social parece  mergulhada numa verdadeira anarquia dada a total inoperância das autoridades que têm por dever reger a actividade jornalística, resta-nos denunciar mais uma pulhice levada a cabo por esta escumalha lisboeta e alertar as hostes azuis e brancas contra os ataques soezes de quem procede despudoradamente como inimigo do nosso amado clube.

O manto protector I


Quanto mais conheço Lisboa e a sua mentalidade, mais orgulho tenho por não me deixar corromper pela sua perfídia nem subjugar pelo seu domínio.   

Depois de uma época inteira a escamotear aos olhos do público a pouca-vergonha das arbitragens que, sistematicamente, foram levando o Benfica ao colinho rumo ao título, eis que o jornal A BOLA, dando asas a toda a corrupção intelectual que caracteriza os seus critérios editoriais, decidiu agora trazer à 1ª página a arbitragem do jogo Benfica-Marítimo para lamentar o golo mal anulado a Jonas que valeria o título de melhor marcador ao jogador encarnado. Tiveram de esperar até à ultima jornada para encontrar razões de queixa, mas nem isso lhes tira o despudor. E depois não gostam que se diga que o clubezeco do regime goza de um manto protector...
Enquanto Julen Lopetegui se queixou dos muitos erros grosseiros que, ao longo de várias jornadas consecutivas, foram beneficiando o clubezeco lisboeta, estes pseudo-jornalistas não se cansaram de criticar aquilo que então não tiveram pejo em chamar de mau-perder e desespero, mas agora, porque isso convém ao regime, mudaram radicalmente de postura e até (pasme-se!) fazem das queixas motivo de 1ª página! Se a hipocrisia e desonestidade pagassem imposto, que bem estariam as Finanças à custa desta gente...
Se o jornal A BOLA pretende com isto condicionar a atribuição da Bola de Prata, por nós tudo bem, desde que, em nome da mesma justiça, se analise a quantidade de pontos concedidos directamente pelas arbitragens aos encarnados e lhes seja retirado o título de campeão injustamente conquistado à custa da roubalheira. Ou a influência dos árbitros aí já não lhes interessa?

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Criminoso!

Eu nem me vou incomodar a tecer mais comentários sobre este indivíduo. O deplorável branqueamento que tenta fazer sobre a onda de violência e destruição verificada de Norte a Sul do país sob o pretexto dos festejos do bicampeonato do clubezeco do regime, vem acabar definitivamente com qualquer réstia de dúvida que ainda poderia existir sobre o seu carácter.

Reacção de Rui Gomes da Silva aos incidentes dos adeptos benfiquistas no Estádio D. Afonso Henriques:
Posted by Planeta Desportivo on Quinta-feira, 21 de Maio de 2015
É bom que estas imagens sejam partilhadas no Facebook e nos blogues para que todos possam apreciar o nível desta gente. E por aqui me fico.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O "Almofadinhas"

Rui Gomes da Silva é, não só um homem pequeno, como um pequeno homem. Infelizmente para ele, a táctica de colocar uma pilha de almofadas debaixo do rabo para se fazer parecer tão alto como os demais elementos do programa O Dia Seguinte pode efectivamente disfarçar a sua reduzida estatura física, mas não consegue esconder a baixeza moral que manifesta de cada vez que dá uso à língua viperina. Qual espécime reptiliano, o "Almofadinhas" ficou à espera que o clube do regime assegurasse a conquista do título para finalmente vir atacar o treinador do FC Porto, depois deste, há várias semanas, ter afirmado que, se fosse cidadão português, ficaria preocupado pelo seu país ter ministros desta estirpe. Curiosamente (ou não), o teor da resposta do ex-ministro dos Assuntos Parlamentares (que belo tacho...) vem dar inteira razão à preocupação de Lopetegui. De facto, muito mal vai Portugal com gente deste nível à frente dos seus destinos.
O "Almofadinhas" podia não ser  inteligente mas ser esperto, ou então não ser esperto mas ser inteligente. Lamentavelmente, não parece primar nem por uma coisa nem por outra, senão vejamos:

Se fosse esperto, saberia que, em matéria de dimensão, valor e prestígio, pretender equiparar o Celta de Vigo ao Bayern de Munique é como comparar um Seat Marbella 900 a um Mercedes-AMG GT3. Se fosse inteligente, perceberia que perder uma eliminatória por um total de 8-1 (7-0 em Vigo e 1-1 na Luz) não é exactamente igual a perdê-la por 7-4 (3-1 no Dragão e 6-1 em Berlim).

Se fosse esperto, saberia que um clube que não ganha absolutamente nada a nível internacional há mais de meio século cai completamente no ridículo ao tentar desvalorizar os 7 (SETE) títulos conquistados pelo FC Porto nos últimos 30 anos. Se fosse inteligente, perceberia que as competições europeias são presentemente muito, mas muito mais difíceis de conquistar do que nos anos 60, altura em que o clubezeco do regime conquistou os seus dois únicos títulos .

Se fosse esperto, saberia que, se há clube em Portugal que, durante anos e anos a fio, foi entretendo a massa adepta com "inimigos externos" para desviar as atenções dos seus próprios erros, esse foi precisamente o clubezeco do regime. Se fosse inteligente, perceberia que é ele próprio que tenta desvalorizar os outros ao insistir permanentemente na conversa da "fruta", quando ele próprio, pela sua experiência como dirigente encarnado, deverá conhecer melhor do que ninguém as "funcionárias loiras e bonitinhas" do Elefante Branco que, segundo o antigo dirigente da FPF António Boronha, estavam (estão?) encarregues de receber os árbitros que iam a Lisboa apitar os jogos do clubezeco do regime.

Se fosse esperto, saberia que a postura de ódio que manifesta sempre que se dirige ao FC Porto, mais do que causar qualquer dano ao rival, põe a nu toda a sua frustração e complexo de inferioridade. Se fosse inteligente, perceberia que, apesar do FC Porto não ter tantos adeptos como o clubezeco do regime, conta ainda assim com milhões de pessoas que se revêem nas cores azul e branca, cidadãos portugueses (e não só) de plenos direitos que merecem todo o respeito e que, com toda a legitimidade, se sentem enojados e insultados de cada vez que o ex-ministro (e outros políticos da sua laia) cospe o seu veneno.

domingo, 17 de maio de 2015

Nada mais lógico

Depois do Belenenses ter oferecido 6 pontos de bandeja ao Benfica, auto-impedindo-se de jogar com o Miguel Rosa e o Deyverson (dois jogadores seus de pleno direito) nos confrontos com os encarnados, nada mais lógico do que serem eles a oferecer o campeonato aos vizinhos da Luz. Estão de parabéns os do Restelo, pelo papel fundamental que tiveram na conquista do título.

domingo, 3 de maio de 2015

Onde estaria?




ONDE estaria este benfiquinha, equipa banal e sem categoria absolutamente nenhuma, se já estivessem implementadas as novas tecnologias no futebol? ONDE estaria esta equipazeca se todos os golos ilegais que lhe foram validados e todos os golos limpos que foram anulados aos adversários tivessem sido correctamente ajuizados? ONDE estaria este campeão da treta se os árbitros pudessem analisar em vídeo os penalties que ficaram por marcar contra o clubezeco do regime? E os penalties forjados a seu favor? E as expulsões que lhe foram perdoadas? E já agora, ONDE estaria esta patética equipa se a FPF, em vez de andar a fingir que está muito preocupada com a verdade desportiva, tivesse investigado seriamente o caso Rosa/Deyverson, dois jogadores que pertencem de pleno direito ao Belenenses e que foram, vá lá saber-se por que motivo, impedidos de defrontar o Benfica? ONDE estaria?

sábado, 2 de maio de 2015

Jorjasus

Julen Lopetegui pode estar há pouco tempo no nosso país, mas os 9 meses que leva de futebol português já deveriam significar alguma coisa. Por exemplo, é tempo mais do que suficiente para que Jorge Jesus tenha aprendido a dizer correctamente o nome do seu colega de profissão e para que o basco tenha percebido que o treinador benfiquista é um cretino com quem precisa de ter muito cuidado.

Poucos dias após a altercação verificada entre os treinadores do Porto e do Benfica no final do clássico da Luz, Jorge Jesus veio a público reconhecer que afinal só se engana no nome de Lopetegui quando quer e porque quer. Esta confissão deixa transparecer algo que aqueles que conhecem o treinador encarnado já perceberam há muito: a baixa formação de JJ, que já nos proporcionou momentos hilariantes suficientes para encher o guião de um filme cómico, serve também para disfarçar o seu mau carácter e a falta de respeito que nutre por todos os que o rodeiam.

Jorge Jesus tem a sua carreira manchada por uma série de lamentáveis episódios de insultos e agressões a árbitros, jogadores, treinadores e até polícias, o que deveria ter servido de aviso a todos os incautos que logo assumiram a sua defesa neste diferendo com Lopetegui. Infelizmente, depois de uma semana de duras críticas dirigidas ao treinador portista pela forma como lidou com o constante desrespeito de que foi vítima, os mesmos críticos mostram-se agora incapazes de condenar o comportamento de JJ, mesmo depois deste confessar que aqueles anagramas ridículos que foi construindo com o nome de Lopetegui faziam afinal parte de uma estratégia, um jogo sujo assumido com o objectivo de provocar a ira do seu rival. Enfim, dogmas de um país atrasado e medíocre onde tudo se conjuga sempre em benefício dos interesses de quem traz determinado emblema ao peito, mesmo que ao atropelo dos mais elementares valores morais.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O regime não brinca em serviço

Mesmo com os 3 pontos de vantagem que o Benfica leva sobre o FC Porto, o regime não brinca em serviço. Para que não hajam dúvidas de que o título não foge mesmo aos encarnados, o Conselho de Arbitragem decidiu escolher João Capela, um dos mais polémicos e tendenciosos árbitros portugueses, para ir a Barcelos arbitrar o Gil Vicente-Benfica.

Os muitos casos anteriores de favorecimento ao clubezeco do regime protagonizados por João Capela seriam, só por si, motivo mais do que suficiente para se perceber que esta nomeação cheira a esturro, mas o caso assume mesmo contornos de autêntico escândalo se tivermos em conta que este mesmo árbitro ficou directamente ligado à vitória do Benfica na Luz, precisamente no jogo da 1ª ronda frente ao Gil Vicente, quando validou o golo de Maxi Pereira em claríssima posição de fora-de-jogo.
Apesar do juiz de linha se encontrar em perfeitas condições para apreciar o lance, tal como as imagens documentam, o adiantamento evidente de Maxi Pereira em relação à linha da defesa não foi devidamente assinalado pelo árbitro, permitindo assim que o Benfica chegasse ao golo que acabaria por lhe valer a vitória por 1-0 e os consequentes 3 pontos. Recorde-se, a título de curiosidade, que os encarnados jogavam no seu estádio e o Gil Vicente ocupava na altura o último lugar da tabela classificativa, mas nem isso impediu que só com a ajuda da arbitragem os "lisvoetas" tenham evitado perder pontos.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Campeão medíocre e sem categoria

Primeiro ponto prévio: a partir do passado domingo, é ponto assente que o título já não fugirá ao Benfica. Se desde o princípio se percebeu que as coisas estavam orientadas para que tal não acontecesse, não será agora, em apenas quatro jornadas, que irá acontecer. Segundo ponto prévio: mais uma vez se comprovou que este Benfica é uma equipa medíocre e sem categoria absolutamente nenhuma, que se apresta, ainda assim, para ser campeã à custa de muito colinho das arbitragens, muitos tiros nos próprios pés dos adversários e muitas circunstâncias fortuitas que lhe foram correndo de feição ao longo da época. E mesmo com todos os ventos a soprar a seu favor, consegue  a proeza de, a  quatro jornadas do final, ainda não ter conseguido assegurar o título. É obra...

À partida para o clássico do passado domingo, o Benfica estava claramente em vantagem sobre o FC Porto. Primeiro, porque trazia já uma vantagem de 3 pontos que depositavam sobre os portistas a pressão de terem de ganhar para manter as aspirações ao título; segundo, porque jogavam no seu estádio e perante o seu público, beneficiando do apoio de 60 mil vozes a puxar pela equipa; terceiro, porque, graças à eliminação precoce das competições europeias, assistiu de poltrona aos compromissos internacionais do FC Porto, evitando assim o desgaste que os confrontos ao mais alto nível do futebol europeu acarretam. Mesmo assim, os futuros campeões nacionais protagonizaram perante o seu público uma exibição perfeitamente lastimável, conseguindo o seu primeiro remate enquadrado com a baliza portista aos 49 minutos! Não, não há engano, foi mesmo aos 49 minutos! Para quem viu este jogo, até parecia que tinha sido o Benfica que tinha ido jogar a Munique poucos dias antes...

É verdade, como tanto insiste a  imprensa da capital em realçar, que o FC Porto esta época não conseguiu vencer nenhum dos confrontos directos contra a equipazeca medíocre do "Jasus", mas também não é menos verdade que os portistas não precisavam de o fazer para serem campeões. Na prática, bastava que não se tivesse verificado aquela inadmissível sucessão de jornadas em que os árbitros impediram o clubezeco do regime de perder pontos graças a erros grosseiros com interferência directa nos resultados para que os "lisvoetas" estivessem, não 3 pontos à frente, mas 3 pontos atrás do Porto. Pela contabilidade de Rui Santos, jornalista da SIC, são SEIS os pontos que o benfiquinha leva a mais na classificação graças aos benefícios dos senhores do apito, logo, é só fazer as contas para perceber que a verdade desportiva deste campeonato foi completamente viciada pela APAF.

 
Basta analisar os lances polémicos do clássico do passado domingo e aquela que foi a atitude subserviente do árbitro para com os encarnados, sistematicamente a decidir em favor da equipa da casa, para perceber o que foi toda a época. Por exemplo, só na Capital do Império Ultramarino, com toda a corrupção intelectual que ali prolifera, se pode considerar perfeitamente normal que o Luisão coloque a mão sobre a cabeça de um avançado, impedindo-o descaradamente de saltar à bola, e daí nada resulte na apreciação do árbitro. Ou ainda que o Fejsa tenha entrado para distribuir porrada em tudo o que vestia de azul e branco e o árbitro, simpaticamente, lhe tenha poupado o segundo cartão amarelo e consequente expulsão. Por muito menos do que isto terminou o Benfica a jogar contra dez em mais de uma dezena de jogos.



A VERGONHA DO FUTEBOL PORTUGUÊShttps://www.facebook.com/PORTOEOSAMIGOS
Posted by FcPorto e Os Amigos on Domingo, 26 de Abril de 2015


Para terminar, acho curiosa esta dialéctica benfiquista de apontar o jogo de Munique como exemplo da falta de valor do FC Porto. Parece que o facto dos portistas terem perdido nos quartos de final com o principal candidato à conquista da Liga dos Campeões (e que, por acaso, até já garantiu o título alemão quando faltam quatro jornadas para o final da Bundesliga) é motivo de desvalorização. Curiosamente, quando o benfiquinha ficou em último lugar do seu grupo de apuramento, o valor dos adversários já serviu como justificação para a prestação verdadeiramente patética dos encarnados. Não passa pela cabeça de ninguém que perceba minimamente de futebol que equipas como o Zenit, Mónaco ou Bayer Leverkusen (que leva presentemente menos 21 pontos do que o já garantido campeão da Bundesliga) estejam ao nível de um Bayern de Munique, mas para desculpar a mediocridade da equipazeca do regime qualquer argumento falacioso serve, mesmo que seja uma clara deturpação da realidade. E assim se fabrica um campeão, medíocre e sem categoria absolutamente nenhuma.

Pergunta ao Lopetegui

Como é que tu queres que o treinador do Benfica não tenha dificuldade em proferir o teu nome se ele próprio pensa que se chama "Jorjasus"???

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Estão à espera que choremos?

Custa. Custa perder. Custa perder por seis. Mas custa ainda mais quando a magnífica exibição no jogo da 1ª mão provou que o Porto podia ter chegado um bocadinho mais longe. Um bocadinho só. Era difícil, muito difícil, mas podia. 

A vitória do Porto no Dragão parecia querer demonstrar que, no futebol galáctico da Liga dos Campeões, cada vez mais transformada num feudo de meia-dúzia de senhores ricos e poderosos, ainda há lugar para a ilusão. Um pouco por essa Europa fora, reviram-se na camisola azul e branca muitos milhões de almas, adeptos de clubes de menor dimensão, que nela depositaram a esperança de que os Davids ainda conseguissem derrubar os Golias. Mas, para que tal acontecesse, seria preciso que os astros se alinhassem numa raríssima disposição e muitos factores se congregassem numa muito improvável conjuntura. Assim aconteceu no jogo da 1ª mão, altura em que o Bayern de Munique se apresentou no Dragão com aquela tão típica sobranceria que já levou a Alemanha a perder duas guerras contra o mundo, e em que a equipa do Porto, na sua máxima força e embalada por uma multidão de crentes, ousou ir além do que permitia a força humana. Infelizmente, os eclipses e outros fenómenos cósmicos não se repetem todas as semanas. Depois da surpresa inicial, os alemães recuaram, reorganizaram as suas divisões panzer e contra-atacaram com mortífera precisão. Aturdido, inexperiente e claramente munido com menores recursos, o Porto foi incapaz de repetir a proeza da semana anterior, caindo aos pés de um adversário que é superior. Não tão superior como o resultado da 2ª mão sugere, mas superior. Vergonha? Depende! Vergonha, para mim, é ficar num desonroso último lugar do grupo de apuramento ou perder uma eliminatória por um resultado acumulado de 12-1, não por uma diferença de 3 golos, com uma vitória e uma derrota, contra aquela que é, muito provavelmente, a melhor equipa do mundo.

Alegam agora os detractores (aquele bando de parasitas sempre ávidos de menosprezar os actos alheios) que o Bayern de Munique jogou no Dragão com a equipa B. O problema (e isto não dizem eles) é que a equipa B do Bayern é composta por jogadores campeões do mundo e não há clube nenhum, incluindo os de topo, que não gostasse de ter nas suas fileiras aqueles que o gigante bávaro se dá ao luxo de ter habitualmente sentados no banco. Já o Porto, esse sim, teve de jogar em Munique com a equipa B (e isso também não dizem eles). Impedido de alinhar com os dois defesas laterais titulares, Danilo e Alex Sandro, Lopetegui improvisou como pôde, fazendo entrar Reyes para o lugar do primeiro e deslocando o central Martins Indi para o lugar do segundo. Além disso, faltou lá Tello, que, com a sua juventude e irreverência, é bem capaz de sacar um coelho da cartola quando menos se espera. Já se sabe que, quando faltam ovos de galinha, pode-se sempre improvisar com os de codorniz, mas a omelete vai sair curta. Nestas circunstâncias, conheço poucas equipas capazes de fazer melhor do que o Porto fez e muitas que fariam bem pior.

Apesar de tudo, esta equipa do Porto pode não estar talhada para tão altos voos como as meias-finais de uma Champions, mas continua a ser, sem dúvida, a melhor equipa portuguesa, a mais séria candidata ao título de campeã nacional e a única que se mostrou capaz de ir longe nas competições europeias. Desenganem-se, portanto, os tolos que pensam que o Dragão se vai recolher na sua toca, a chorar e a lamentar-se por este infortúnio. No próximo domingo, temos mais um jogo daqueles em que ganhar ou perder assume contornos de vida ou morte e eu estou plenamente convencido de que o FC Porto irá a Lisboa repor a justiça que tanto tem faltado a este campeonato, assumindo definitivamente um 1º lugar que, por tudo o que fez ao longo da época, é seu por direito próprio.

sábado, 21 de março de 2015

Não há desculpa!

Graças à derrota do Benfica em Vila do Conde e ao empate do FC Porto na Choupana, a águia ficou ao alcance do dragão, ou seja, a partir desta jornada, o Porto depende apenas de si próprio para ser campeão! Esta é, infelizmente, a única consolação que resta aos adeptos portistas de uma jornada em que os azuis e brancos protagonizaram uma das exibições mais vergonhosas desta época, que nem o grande golo de Tello e os golpes de génio de Quaresma conseguem disfarçar.
Sejamos francos: quem quer ser campeão não pode, de forma absolutamente nenhuma, encarar um jogo com a leviandade que hoje se viu na equipa do Porto e muito menos quando os jogadores entraram em campo sabendo, de antemão, da derrota do rival!
Lopetegui até se pode queixar de alguma falta de sorte nos dois remates que embateram nos postes da baliza do Nacional e de um lance muito polémico em que Quaresma é impedido de prosseguir a jogada quando se encaminhava com grande perigo para as redes adversárias, mas tudo isto assume contornos de desculpa esfarrapada quando assistimos a um jogo tão pobre, tão desinspirado, tão medíocre! Assistir a este futebol sem nexo, digno de uma equipazeca amadora, foi um exasperante exercício de masoquismo a que nos foram sujeitando durante 90 minutos! Não há desculpa para uma coisa destas!

Nota de rodapé: Luisão expulso, penalty contra o clubezeco do regime e consequente derrota com cenas tristes à saída do estádio. É o que acontece quando não há o habitual colinho do árbitro.

Reencontro com a História

Antes do sorteio da Champions, o Bayern de Munique seria, por motivos óbvios, o meu último preferido para o confronto dos quartos de final. Como qualquer adepto, desejo que o FC Porto chegue o mais longe possível nesta prova internacional e o gigante bávaro, apresentando-se, como sempre, como o mais forte candidato à conquista do troféu, deixa ao nosso amado clube uma reduzida probabilidade de sucesso. No entanto, agora que as vicissitudes do sorteio nos impuseram este osso duríssimo de roer, há que retirar desta hercúlea tarefa o máximo de proveitos.  E não são assim tão poucos, ao contrário do se possa pensar em primeira instância.
Há muitos anos que o FC Porto subiu, por mérito próprio, à 1ª Divisão europeia e, mesmo não pertencendo àquele restrito grupo de elite da UEFA, formado por clubes multimilionários, a verdade é que atingiu um patamar de inquestionável e inabalável prestígio internacional. Clubes desta dimensão não se sentem reconfortados com pequenos jogos e pequenas competições. Este Dragão alimenta-se dos grandes confrontos, respira os ares dos grandes estádios! Assim sendo, independentemente do desfecho desta eliminatória, esta experiência poderá ser extremamente motivadora e enriquecedora para um plantel jovem e inexperiente nestas demandas, impulsionando novamente o FC Porto para um nível superior de competitividade que, de outra forma, é impossível de alcançar.
Foi com espírito guerreiro e garra indomável que, em 1987, o então pequeno FC Porto quebrou este mesmo adversário, fazendo-o prostrar-se de joelhos perante tão grande demonstração de força e querer. Hoje, quase três décadas volvidas sobre esse momento épico, espera-se e exige-se o mesmo deste FC Porto, pois só assim se poderá almejar a glória. Se caírmos, que seja com dignidade; se vencermos, só a conquista de mais uma Liga dos Campeões poderá apaziguar a nossa sede de vitórias.  

segunda-feira, 9 de março de 2015

Questionário sobre a próxima jornada

Que árbitro irá ser escolhido para o Benfica-Braga?

a) Bruno Paixão
b) João Capela
c) Paulo Baptista

Com quantos jogadores terminará o Braga?

a) 10
b) 9
c) O Braga não chega ao fim por falta de jogadores

Quantos penalties serão marcados a favor do Benfica?

a) 1
b) 2
c) 3 ou mais

Quantos golos ilegais serão validados ao Benfica?

a) 1
b) 2
c) 3 ou mais

Quantos golos limpos serão anulados ao Braga?

a) 1
b) 2
c) 3 ou mais

Obrigado pela sua participação.

La 13ª expulsión a favor en 31 partidos

Até em Espanha já se fala dos absurdos critérios de arbitragem que permitem ao clubezeco do regime ir cantando e rindo, jogo após jogo, a jogar em superioridade numérica. O jornal As já tinha falado do assunto num artigo anterior, mas actualizou esta semana a informação, referindo agora os 13 (TREZE!) jogos em 31 realizados esta época em que os pupilos de Jesus acabaram a jogar contra 10!

"O Benfica dá a volta ao resultado com a 13ª expulsão a seu favor em 31 jogos", "Outra expulsão a favor, já com 1-2, evitou qualquer tentativa de reacção local" e "O Porto critica o excesivo rigor com que se castiga os adversários do Benfica e em Arouca voltou a ocorrer", são algumas das frases que se pode ler no diário espanhol.

Gobern obliterado no Trio d'Ataque!

João Gobern, comentador benfiquista do Trio d'Ataque, quis armar-se em esperto e foi para o programa dar um recado que o Benfica lhe deu para ler, obviamente com o intuito de desviar as atenções para outras questões que não as polémicas arbitragens que, semana após semana, vão levando o clubezedo do regime ao colinho rumo à renovação do título. Trouxe à baila a questão de oito jogadores castigados em vésperas de defrontar o FC Porto. "São oito casos estranhos", dizia ele! Pois o Miguel Guedes prometeu que esta semana lhe dava a resposta e foi esmagador: são já 16 (DEZASSEIS!) os jogadores que foram suspensos antes de jogar contra o Benfica, mais 7 (SETE!) emprestados pelo clube da Luz que foram impedidos de jogar, nos quais se incluem o Miguel Rosa e o Deyverson que, apesar de pertencerem de pleno direito ao Belenenses, foram também proibidos de jogar contra a máfia lisboeta por motivos que ainda estão sob investigação! O Gobern foi literalmente obliterado pelo comentador portista, até me deu pena ver o gordo a arfar!


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Até nos Bês!

O Atlético vai solicitar uma reunião ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol por entender que foi prejudicado pelos árbitros nos últimos jogos. No comunicado emitido pelo clube lisboeta, pode ler-se o seguinte:

«O Atlético Clube de Portugal - Futebol SAD tem vindo a ser prejudicado nas arbitragens dos últimos jogos, como foi mais uma vez no jogo de ontem com o Benfica B, em que o Sr. Cosme Machado utilizou uma dualidade de critérios gritante na amostragem dos cartões amarelos e em que as faltas foram sempre apreciadas de forma diferente. Além disso, marcou um penalty que só ele viu e que influenciou o decurso do encontro, e consequentemente o resultado final.»

Recorde-se que, ainda esta semana, o FC Porto B foi derrotado frente ao Oriental por 3-0, tendo o árbitro Tiago Martins expulsado 3 jogadores azuis e brancos. Compare-se o critério dos árbitros nos dois encontros e retire-se daí as devidas ilações. 

Promiscuidade

Em ano de eleições, não é de estranhar que o presidente da CML pretenda perdoar a dívida de 1,8 milhões de euros ao clubezeco do regime! Mesmo que a Assembleia Municipal recuse tal proposta, António Costa já mostrou aquilo que é: um lambe-botas, um beija-cus, capaz de pôr os interesses políticos mesquinhos acima dos próprios cidadãos! Mas este comportamento obsceno só pode causar estranheza a quem não conhece a promiscuidade que sempre existiu entre o Benfica e o poder político. A mesma promiscuidade que permitiu ao clube do regime ganhar os títulos que ganhou nos seus tempos áureos, beneficiando de apoios e protecções extraordinárias quando Portugal não passava de um pequeno país miserável e sem expressão europeia! A mesma promiscuidade que, mais recentemente, permitiu ao clube do regime passar sem a menor beliscadura quando foram para o Algarve jogar contra uma equipa comprada através de uma empresa off-shore! A mesma promiscuidade que permitiu aos seus dirigentes passarem completamente impunes quando foram publicamente denunciadas as "funcionárias" do Benfica, encarregues de receber os árbitros no Elefante Branco, ou quando foram apanhados nas escutas do Apito Dourado a pedir favores em troca de "beijocas" e a encomendar árbitros "à la carte"! A mesma promiscuidade com que agora são levados ao colinho, semana após semana, por árbitros escolhidos a dedo, sem que daí resulte a mais pequena reacção por parte do Ministério Público e da sua "super-equipa de combate à corrupção"! O mesmo Ministério Público e a mesma "super-equipa" da treta que não tiveram qualquer pejo em gastar muitos milhões de euros do erário público num mega-processo inútil e abjecto que, vistas bem as coisas, serviu apenas para oferecer o poder do futebol português ao Filipe Vieira, servido numa bandeja de ouro!

Nota de rodapé: tenho visto muita gente surpreendida pelos critérios incompreensíveis adoptados pelo Conselho de Arbitragem na nomeação dos árbitros para os jogos do Benfica (a escolha do Capela para o Benfica-Estoril é apenas mais uma acha para uma fogueira que já vai alta). Mas se o presidente do Benfica foi apanhado nas escutas do Apito Dourado a encomendar árbitros "à la carte" e o Ministério Público até avalizou tal prática com a sua indolência, quem se poderá surpreender se aí residir a explicação para tais nomeações?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Lisboa de olhos em bico


O Museu do FC Porto estará presente na Bolsa de Turismo de Lisboa 2015, que decorrerá até Domingo na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações. No stand dos Dragões estará exposta uma réplica da Taça Intercontinental, conquistada em 1987, em Tóquio, num jogo disputado frente ao Peñarol debaixo de um intenso nevão.
Lisboa terá assim uma oportunidade única de ver ao vivo um troféu do qual só existem dois exemplares em Portugal, ambos pertencentes ao FC Porto.

Nota de rodapé: estou certo de que José Eduardo Moniz não deixará de aproveitar a ocasião para levar a família a apreciar um troféu de nível mundial, algo que, de outra forma, não terão a possibilidade de fazer.

Lá vai o Capela, com a águia na lapela

Numa jornada em que, inevitavelmente, o Porto e/ou o Sporting irão perder pontos em virtude do confronto directo agendado para o Dragão, quem é que o Conselho de Arbitragem decidiu escolher para arbitrar o Benfica? O Capela, pois claro! Já não bastava o pobre do Estoril ter ficado privado dos seus dois centrais por castigo, ainda levam com o Capela a arbitrar que é para não restarem dúvidas sobre quem vai sair vencedor da jornada! Palavra de honra que, se isto não tivesse já ultrapassado todos os limites da decência, até daria vontade de rir! 

Resposta ao Benfica...

E está (quase) tudo dito.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Benfica: 36 jogos, 12 em superioridade numérica

Não é meu costume partilhar aqui textos de outros autores, mas este artigo do site Zerozero.pt é esclarecedor quanto aos benefícios verdadeiramente inadmissíveis de que o Benfica tem gozado ao longo desta época no capítulo disciplinar. Perante tais factos, só por manifesta desonestidade se pode insistir na ideia de que tudo o que se tem passado é normal:

«Vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira, líder do campeonato e finalista da Taça da Liga, o Benfica versão 2014/2015 já participou também na Liga dos Campeões e Taça de Portugal, provas onde foi afastado. No total, são já 36 duelos oficiais realizados e segundo dados apurados pelo zerozero.pt,  em um terço desses duelos a turma orientada por Jorge Jesus jogou contra adversários em inferioridade numérica.
Olhando para os 36 duelos oficiais das águias (todas as competições), dá para notar que em 12 partidas os adversários dos encarnados viram jogadores seus serem expulsos. André Simões, este sábado, em Moreira de Cónegos, foi o último "castigado".
Adversários do Benfica, esta época, que terminaram as partidas reduzidos: Moreirense (dois jogos do campeonato), Vitória de Setúbal (Taça da Liga), Arouca (Taça da Liga), Penafiel (campeonato), Nacional (Taça da Liga), Gil Vicente (campeonato), Bayer Leverkusen (Liga dos Campeões), Académica (campeonato), SC Braga (campeonato), Estoril (campeonato) e Boavista (campeonato).»