segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Baptista, o artista

Andam pela blogosfera uns calhordas que, julgando que pertencemos todos à manada subserviente do regime, nos querem impingir a ideia de que as denúncias dos muitos erros graves de arbitragem cometidos até à data em favorecimento do Benfica não passam de uma campanha difamatória contra o clube lisboeta. Ignorando o anormalmente elevado número de golos limpos anulados aos adversários e a igualmente anormal quantidade de golos ilegais validados a seu favor, para já não falar dos penalties e expulsões forçadas caídas do céu quando mais jeito lhes dá, lá vão afirmando que os encarnados nada devem às arbitragens e que o primeiro lugar que ocupam é, única a exlusivamente, fruto do mérito desportivo. Ora, os factos denunciam uma realidade bem distinta dessa e o que está bem à vista de qualquer pessoa que possua um par de olhos na cara é isto: se a medíocre equipazeca da Luz dependesse apenas do mérito próprio, já há muito teria perdido o 1º lugar e, muito provavelmente, nem a 2ª posição ocuparia!

Quem acompanha de perto o futebol português sabe que Paulo Baptista é um verdadeiro artista do apito. Seja por artes mágicas ou por contorcionismo, o juiz de Portalegre arranja sempre maneira de manipular as partidas conforme as conveniências. Do extenso rol de polémicas que protagonizou ao longo da sua carreira, ficará para sempre na memória de todos a arbitragem de um Benfica-Braga em que Jorge Jesus, então treinador dos arsenalistas, furioso pelo roubo de que tinha acabado de ser vítima, proferiu a célebre frase: "Ganhar ao Benfica? Só se for na Playstation!" É claro que hoje, encontrando-se do outro lado da barricada, o catedrático da chiclete não tem motivos de queixa de Paulo Baptista. Bem pelo contrário, até deve estar muito satisfeito com o critério disciplinar demonstrado por esse artista do apito no confronto com o Penafiel quando aos 65 minutos de jogo expulsou Tony por... isto:
 
É facil prever que os ditos calhordas virão dizer que a expulsão é justa, que foi o 2º amarelo, blábláblá, mas também é fácil perceber que, caso esta decisão fosse em prejuízo do SLB, seria motivo de protestos veementes por parte dos encarnados. E o caso não seria para menos, refira-se. De facto, expulsar um jogador por um puxãozinho de camisola, num lance ocorrido junto à linha lateral e muito longe da baliza não é um simples excesso de zelo ou o que quiserem chamar. É, isso sim, mais um número de contorcionismo, ou se preferirem, um truque de magia, estilo coelho tirado da cartola, do artista Paulo Baptista.

Recorde-se ainda que, já esta época, Paulo Baptista e seus suburdinados protagonizaram em Guimarães uma das arbitragens mais tendenciosas de que há memória nos últimos anos. Ao contrário do que alguns pasquins da Capital do Império tentaram passar para o público, o Porto não saíu da cidade berço com razões de queixa apenas num ou dois lances, mas antes numa mão cheia de erros de arbitragem, todos eles em favor do Vitória de Guimarães, que sonegaram 2 pontos aos dragões:

1) Corte com o braço na área do Vitória de Guimarães - Penalty e cartão amarelo perdoados aos vimaraneneses (A propósito deste lance, Jorge Coroado afirmou terem existido duas faltas consecutivas, já que, imediatamente antes do corte com o braço, há um puxão a Jackson Martinez. Paulo Baptista, o artista, cometeu a proeza de não ver nada).

2) Puxão a Brahimi quando este se encontrava isolado perante o guarda-redes - Penalty e expulsão perdoadas ao defesa vimaranense.

3) Obstrução com contacto a Quintero - Penalty e cartão amarelo perdoados ao Vitória de Guimarães.

4) Golo limpo anulado ao Porto pelo árbitro assistente Valter Rufo, por fora de jogo claramente inexistente - Seria o 2-1 a favor dos dragões.


Mais palavras para quê? É o verdadeiro artista!

2 comentários:

  1. Nós falamos, falamos mas a festa continua...
    não vejo maneira de inverter este roubo continuo para a capital do império

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