terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Grito de guerra

Devo confessar que não morro de amores pelo Cristiano Ronaldo, mas respeito-o. Nascido numa família humilde, numa região pobre e num país pouco promissor para os jovens, o Cristianinho defendeu sempre que um dia iria ser um grande jogador de futebol e assim é. Subiu a pulso, com algumas ajudas é certo, mas acima de tudo graças ao seu talento e esforço. E mesmo com os seus tiques de multi-milionário, não deixa de pensar na sua família, no seu filho, nas gentes da sua terra e naqueles que mais precisam. Ontem, ao vê-lo receber a sua terceira Bola de Ouro, não me senti particularmente orgulhoso por ser português, mas antes satisfeito por este homem ver reconhecido internacionalmente o seu valor, o seu trabalho e o seu esforço.
No final da sua elocução em português, Cristiano Ronaldo soltou um urro que, segundo hoje li, constitui o grito de guerra dos jogadores do Real Madrid. Não soou agradável aos microfones e destoou da pompa e circunstância do evento organizado pela FIFA, mas teve um significado claro: o reconhecimento pelos seus companheiros de equipa, sem os quais dificilmente alcançaria tão almejado prémio. Gostei de ver.

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