sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Helton galáctico!

Uma exibição verdadeiramente galáctica de Helton permitiu ao FC Porto transformar uma situação extremamente adversa num resultado bastante importante para as pretensões portistas na Taça da Liga. Mas, mais do que a importância do resultado em si, este empate com sabor a vitória, arrancado a ferros depois de mais de uma hora a jogar reduzido a nove jogadores, constitui uma valente bofetada na cara dos obreiros desta pulhice a que todos assistimos na passada noite: para começar, naqueles que, irresponsavelmente e inexplicavelmente, escolheram um juiz da Associação de Braga para arbitrar uma partida onde o SC Braga jogava a sua cartada decisiva; pelo meio, nos comentadores da televisão e da rádio que, ao intervalo, já vaticinavam uma derrota histórica dos portistas; e para terminar, no próprio árbitro que, à custa de uma descarada e despudorada dualidade de critérios, foi inclinando o terreno de jogo a favor dos bracarenses.
Devo dizer com toda a franqueza que, na minha opinião, não existiu nenhum dos penalties assinalados. O primeiro, porque Gonçalo Paciência, ainda que posteriormente tenha sido empurrado, procurou primeiro ganhar posição para cabecear usando o braço para afastar o defesa do seu caminho. O segundo, porque o voo do avançado bracarense, com os braços erguidos ao céu qual fénix renascendo das cinzas, fazia desde logo perceber que estávamos perante uma daquelas cenas de teatro que só um árbitro amador ou desonesto pode validar. Apesar disso, quando os erros técnicos são repartidos entre as equipas não há nada a apontar ao árbitro, já que aqui uma eventual intenção de dolo se confunde com a simples incompetência. O mesmo já não se pode dizer do critério disciplinar demonstrado por Cosme Machado, onde a severidade dos cartões vermelhos mostrados a Reyes e Evandro contrastou frontalmente com a passividade manifestada perante as entradas duras de Sasso e Tiago Gomes que, não obstante terem ambos visto o cartão amarelo em lances anteriores, viram o árbitro poupar-lhes gentilmente a expulsão. Neste capítulo, é óbvio que Cosme Machado procurou prejudicar objectivamente os dragões, ao contribuir directamente para o desequilíbrio da partida em favor dos bracarenses. Graças a Helton, saiu-lhe gorada a intenção, mas nem isso nos fará esquecer a afronta.

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