quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Até nos Bês!

O Atlético vai solicitar uma reunião ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol por entender que foi prejudicado pelos árbitros nos últimos jogos. No comunicado emitido pelo clube lisboeta, pode ler-se o seguinte:

«O Atlético Clube de Portugal - Futebol SAD tem vindo a ser prejudicado nas arbitragens dos últimos jogos, como foi mais uma vez no jogo de ontem com o Benfica B, em que o Sr. Cosme Machado utilizou uma dualidade de critérios gritante na amostragem dos cartões amarelos e em que as faltas foram sempre apreciadas de forma diferente. Além disso, marcou um penalty que só ele viu e que influenciou o decurso do encontro, e consequentemente o resultado final.»

Recorde-se que, ainda esta semana, o FC Porto B foi derrotado frente ao Oriental por 3-0, tendo o árbitro Tiago Martins expulsado 3 jogadores azuis e brancos. Compare-se o critério dos árbitros nos dois encontros e retire-se daí as devidas ilações. 

Promiscuidade

Em ano de eleições, não é de estranhar que o presidente da CML pretenda perdoar a dívida de 1,8 milhões de euros ao clubezeco do regime! Mesmo que a Assembleia Municipal recuse tal proposta, António Costa já mostrou aquilo que é: um lambe-botas, um beija-cus, capaz de pôr os interesses políticos mesquinhos acima dos próprios cidadãos! Mas este comportamento obsceno só pode causar estranheza a quem não conhece a promiscuidade que sempre existiu entre o Benfica e o poder político. A mesma promiscuidade que permitiu ao clube do regime ganhar os títulos que ganhou nos seus tempos áureos, beneficiando de apoios e protecções extraordinárias quando Portugal não passava de um pequeno país miserável e sem expressão europeia! A mesma promiscuidade que, mais recentemente, permitiu ao clube do regime passar sem a menor beliscadura quando foram para o Algarve jogar contra uma equipa comprada através de uma empresa off-shore! A mesma promiscuidade que permitiu aos seus dirigentes passarem completamente impunes quando foram publicamente denunciadas as "funcionárias" do Benfica, encarregues de receber os árbitros no Elefante Branco, ou quando foram apanhados nas escutas do Apito Dourado a pedir favores em troca de "beijocas" e a encomendar árbitros "à la carte"! A mesma promiscuidade com que agora são levados ao colinho, semana após semana, por árbitros escolhidos a dedo, sem que daí resulte a mais pequena reacção por parte do Ministério Público e da sua "super-equipa de combate à corrupção"! O mesmo Ministério Público e a mesma "super-equipa" da treta que não tiveram qualquer pejo em gastar muitos milhões de euros do erário público num mega-processo inútil e abjecto que, vistas bem as coisas, serviu apenas para oferecer o poder do futebol português ao Filipe Vieira, servido numa bandeja de ouro!

Nota de rodapé: tenho visto muita gente surpreendida pelos critérios incompreensíveis adoptados pelo Conselho de Arbitragem na nomeação dos árbitros para os jogos do Benfica (a escolha do Capela para o Benfica-Estoril é apenas mais uma acha para uma fogueira que já vai alta). Mas se o presidente do Benfica foi apanhado nas escutas do Apito Dourado a encomendar árbitros "à la carte" e o Ministério Público até avalizou tal prática com a sua indolência, quem se poderá surpreender se aí residir a explicação para tais nomeações?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Lisboa de olhos em bico


O Museu do FC Porto estará presente na Bolsa de Turismo de Lisboa 2015, que decorrerá até Domingo na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações. No stand dos Dragões estará exposta uma réplica da Taça Intercontinental, conquistada em 1987, em Tóquio, num jogo disputado frente ao Peñarol debaixo de um intenso nevão.
Lisboa terá assim uma oportunidade única de ver ao vivo um troféu do qual só existem dois exemplares em Portugal, ambos pertencentes ao FC Porto.

Nota de rodapé: estou certo de que José Eduardo Moniz não deixará de aproveitar a ocasião para levar a família a apreciar um troféu de nível mundial, algo que, de outra forma, não terão a possibilidade de fazer.

Lá vai o Capela, com a águia na lapela

Numa jornada em que, inevitavelmente, o Porto e/ou o Sporting irão perder pontos em virtude do confronto directo agendado para o Dragão, quem é que o Conselho de Arbitragem decidiu escolher para arbitrar o Benfica? O Capela, pois claro! Já não bastava o pobre do Estoril ter ficado privado dos seus dois centrais por castigo, ainda levam com o Capela a arbitrar que é para não restarem dúvidas sobre quem vai sair vencedor da jornada! Palavra de honra que, se isto não tivesse já ultrapassado todos os limites da decência, até daria vontade de rir! 

Resposta ao Benfica...

E está (quase) tudo dito.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Benfica: 36 jogos, 12 em superioridade numérica

Não é meu costume partilhar aqui textos de outros autores, mas este artigo do site Zerozero.pt é esclarecedor quanto aos benefícios verdadeiramente inadmissíveis de que o Benfica tem gozado ao longo desta época no capítulo disciplinar. Perante tais factos, só por manifesta desonestidade se pode insistir na ideia de que tudo o que se tem passado é normal:

«Vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira, líder do campeonato e finalista da Taça da Liga, o Benfica versão 2014/2015 já participou também na Liga dos Campeões e Taça de Portugal, provas onde foi afastado. No total, são já 36 duelos oficiais realizados e segundo dados apurados pelo zerozero.pt,  em um terço desses duelos a turma orientada por Jorge Jesus jogou contra adversários em inferioridade numérica.
Olhando para os 36 duelos oficiais das águias (todas as competições), dá para notar que em 12 partidas os adversários dos encarnados viram jogadores seus serem expulsos. André Simões, este sábado, em Moreira de Cónegos, foi o último "castigado".
Adversários do Benfica, esta época, que terminaram as partidas reduzidos: Moreirense (dois jogos do campeonato), Vitória de Setúbal (Taça da Liga), Arouca (Taça da Liga), Penafiel (campeonato), Nacional (Taça da Liga), Gil Vicente (campeonato), Bayer Leverkusen (Liga dos Campeões), Académica (campeonato), SC Braga (campeonato), Estoril (campeonato) e Boavista (campeonato).»


A Divina Comédia de Dante

A pouca vergonha a que se assistiu ontem em Moreira de Cónegos foi mais um episódio dantesco nesta Divina Comédia em que se transformou, desde há muitas jornadas, o futebol português. Num jogo em que tudo corria de feição ao Moreirense (os da casa chegaram ao intervalo a vencer por 1-0), bastou apenas um par de minutos para que o árbitro Jorge Ferreira invertesse completamente a verdade desportiva, estendendo a passadeira vermelha ao Benfica para a cambalhota no marcador. 
É obvio - como logo se apressaram a afirmar os analistas da corrupta imprensa lisboeta, ávidos por branquear mais um escândalo - que assinalar erradamente um canto em vez de um pontapé de baliza é um erro banal, mas poupar a amostragem de um cartão amarelo (e respectivo livre) a um avançado que simula um penalty não é. E muito menos banal é mostrar um cartão vermelho directo a um jogador por protestos, uma decisão que até pode ter sustentação legal se quisermos interpretar cegamente os regulamentos, mas que assume contornos absurdos quando comparada com a postura pedagógica normalmente assumida pelos árbitros nas dezenas e dezenas de casos semelhantes que todas as semanas ocorrem por esses campos fora. E muito menos banal ainda é fazer vista grossa a um penalty num lance em que avançado é carregado e atingido com uma joelhada na cabeça. É óbvio - e só não percebe isto quem não tem acompanhado, jornada após jornada, as incidências das arbitragens em jogos do Benfica -  que a actuação de Jorge Ferreira nada teve de banal e vem na linha de uma sequência de decisões inusitadas, forçadas, exageradas, tomadas em momentos-chave das partidas, que visam amaciar o percurso dos encarnados rumo ao título
Face ao elevadíssimo número de erros grosseiros de arbitragem que sistematicamente o tem beneficiado, não há ninguém que, em consciência, possa afirmar que o Benfica é merecedor do 1º lugar que ocupa e muito menos da vantagem de 7 pontos que leva neste preciso momento. Parece evidente que, excluídos os muitos pontos conquistados por acção directa ou indirecta dos árbitros, a medíocre equipa encarnada ocuparia, na melhor das hipóteses, o 2º lugar da classificação, o que levanta sérias e preocupantes dúvidas quanto à  transparência de uma competição que, cada vez mais, se mostra vulnerável a manipulações externas de gente corrupta que se move nos meandros do futebol em nome de lobbies e interesses mesquinhos.
A pergunta que há muito se põe é esta: onde anda, nesta altura, a super-equipa liderada por Maria José Morgado e todos os demais que, em nome de uma pretensa luta contra a corrupção, ganharam protagonismo com o processo Apito Dourado? Não se tornou já por demais evidente que algo de muito podre se passa e que se justificaria plenamente uma intervenção das autoridades de Lisboa? Estará essa gente a aguardar que alguma acompanhante de luxo escreva uma nova obra literária sobre o assunto para, finalmente, actuar? Ou, a exemplo do que aconteceu com Vale e Azevedo, estarão à espera que Vieira perca as próximas eleições do Benfica para poderem avançar sobre o dirigente sem que daí resulte prejuízo para o clube protegido?

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Hoje sonhei...

Hoje sonhei que o Benfica conseguiu ganhar um jogo de forma limpa, sem ajudas da arbitragem, sem penalties forjados, sem golos ilegais, sem expulsões forçadas de jogadores adversários, sem golos limpos anulados à equipa adversária... Depois começou o Moreirense-Benfica e acordei.