sábado, 21 de março de 2015

Reencontro com a História

Antes do sorteio da Champions, o Bayern de Munique seria, por motivos óbvios, o meu último preferido para o confronto dos quartos de final. Como qualquer adepto, desejo que o FC Porto chegue o mais longe possível nesta prova internacional e o gigante bávaro, apresentando-se, como sempre, como o mais forte candidato à conquista do troféu, deixa ao nosso amado clube uma reduzida probabilidade de sucesso. No entanto, agora que as vicissitudes do sorteio nos impuseram este osso duríssimo de roer, há que retirar desta hercúlea tarefa o máximo de proveitos.  E não são assim tão poucos, ao contrário do se possa pensar em primeira instância.
Há muitos anos que o FC Porto subiu, por mérito próprio, à 1ª Divisão europeia e, mesmo não pertencendo àquele restrito grupo de elite da UEFA, formado por clubes multimilionários, a verdade é que atingiu um patamar de inquestionável e inabalável prestígio internacional. Clubes desta dimensão não se sentem reconfortados com pequenos jogos e pequenas competições. Este Dragão alimenta-se dos grandes confrontos, respira os ares dos grandes estádios! Assim sendo, independentemente do desfecho desta eliminatória, esta experiência poderá ser extremamente motivadora e enriquecedora para um plantel jovem e inexperiente nestas demandas, impulsionando novamente o FC Porto para um nível superior de competitividade que, de outra forma, é impossível de alcançar.
Foi com espírito guerreiro e garra indomável que, em 1987, o então pequeno FC Porto quebrou este mesmo adversário, fazendo-o prostrar-se de joelhos perante tão grande demonstração de força e querer. Hoje, quase três décadas volvidas sobre esse momento épico, espera-se e exige-se o mesmo deste FC Porto, pois só assim se poderá almejar a glória. Se caírmos, que seja com dignidade; se vencermos, só a conquista de mais uma Liga dos Campeões poderá apaziguar a nossa sede de vitórias.  

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