quinta-feira, 30 de abril de 2015

O regime não brinca em serviço

Mesmo com os 3 pontos de vantagem que o Benfica leva sobre o FC Porto, o regime não brinca em serviço. Para que não hajam dúvidas de que o título não foge mesmo aos encarnados, o Conselho de Arbitragem decidiu escolher João Capela, um dos mais polémicos e tendenciosos árbitros portugueses, para ir a Barcelos arbitrar o Gil Vicente-Benfica.

Os muitos casos anteriores de favorecimento ao clubezeco do regime protagonizados por João Capela seriam, só por si, motivo mais do que suficiente para se perceber que esta nomeação cheira a esturro, mas o caso assume mesmo contornos de autêntico escândalo se tivermos em conta que este mesmo árbitro ficou directamente ligado à vitória do Benfica na Luz, precisamente no jogo da 1ª ronda frente ao Gil Vicente, quando validou o golo de Maxi Pereira em claríssima posição de fora-de-jogo.
Apesar do juiz de linha se encontrar em perfeitas condições para apreciar o lance, tal como as imagens documentam, o adiantamento evidente de Maxi Pereira em relação à linha da defesa não foi devidamente assinalado pelo árbitro, permitindo assim que o Benfica chegasse ao golo que acabaria por lhe valer a vitória por 1-0 e os consequentes 3 pontos. Recorde-se, a título de curiosidade, que os encarnados jogavam no seu estádio e o Gil Vicente ocupava na altura o último lugar da tabela classificativa, mas nem isso impediu que só com a ajuda da arbitragem os "lisvoetas" tenham evitado perder pontos.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Campeão medíocre e sem categoria

Primeiro ponto prévio: a partir do passado domingo, é ponto assente que o título já não fugirá ao Benfica. Se desde o princípio se percebeu que as coisas estavam orientadas para que tal não acontecesse, não será agora, em apenas quatro jornadas, que irá acontecer. Segundo ponto prévio: mais uma vez se comprovou que este Benfica é uma equipa medíocre e sem categoria absolutamente nenhuma, que se apresta, ainda assim, para ser campeã à custa de muito colinho das arbitragens, muitos tiros nos próprios pés dos adversários e muitas circunstâncias fortuitas que lhe foram correndo de feição ao longo da época. E mesmo com todos os ventos a soprar a seu favor, consegue  a proeza de, a  quatro jornadas do final, ainda não ter conseguido assegurar o título. É obra...

À partida para o clássico do passado domingo, o Benfica estava claramente em vantagem sobre o FC Porto. Primeiro, porque trazia já uma vantagem de 3 pontos que depositavam sobre os portistas a pressão de terem de ganhar para manter as aspirações ao título; segundo, porque jogavam no seu estádio e perante o seu público, beneficiando do apoio de 60 mil vozes a puxar pela equipa; terceiro, porque, graças à eliminação precoce das competições europeias, assistiu de poltrona aos compromissos internacionais do FC Porto, evitando assim o desgaste que os confrontos ao mais alto nível do futebol europeu acarretam. Mesmo assim, os futuros campeões nacionais protagonizaram perante o seu público uma exibição perfeitamente lastimável, conseguindo o seu primeiro remate enquadrado com a baliza portista aos 49 minutos! Não, não há engano, foi mesmo aos 49 minutos! Para quem viu este jogo, até parecia que tinha sido o Benfica que tinha ido jogar a Munique poucos dias antes...

É verdade, como tanto insiste a  imprensa da capital em realçar, que o FC Porto esta época não conseguiu vencer nenhum dos confrontos directos contra a equipazeca medíocre do "Jasus", mas também não é menos verdade que os portistas não precisavam de o fazer para serem campeões. Na prática, bastava que não se tivesse verificado aquela inadmissível sucessão de jornadas em que os árbitros impediram o clubezeco do regime de perder pontos graças a erros grosseiros com interferência directa nos resultados para que os "lisvoetas" estivessem, não 3 pontos à frente, mas 3 pontos atrás do Porto. Pela contabilidade de Rui Santos, jornalista da SIC, são SEIS os pontos que o benfiquinha leva a mais na classificação graças aos benefícios dos senhores do apito, logo, é só fazer as contas para perceber que a verdade desportiva deste campeonato foi completamente viciada pela APAF.

 
Basta analisar os lances polémicos do clássico do passado domingo e aquela que foi a atitude subserviente do árbitro para com os encarnados, sistematicamente a decidir em favor da equipa da casa, para perceber o que foi toda a época. Por exemplo, só na Capital do Império Ultramarino, com toda a corrupção intelectual que ali prolifera, se pode considerar perfeitamente normal que o Luisão coloque a mão sobre a cabeça de um avançado, impedindo-o descaradamente de saltar à bola, e daí nada resulte na apreciação do árbitro. Ou ainda que o Fejsa tenha entrado para distribuir porrada em tudo o que vestia de azul e branco e o árbitro, simpaticamente, lhe tenha poupado o segundo cartão amarelo e consequente expulsão. Por muito menos do que isto terminou o Benfica a jogar contra dez em mais de uma dezena de jogos.



A VERGONHA DO FUTEBOL PORTUGUÊShttps://www.facebook.com/PORTOEOSAMIGOS
Posted by FcPorto e Os Amigos on Domingo, 26 de Abril de 2015


Para terminar, acho curiosa esta dialéctica benfiquista de apontar o jogo de Munique como exemplo da falta de valor do FC Porto. Parece que o facto dos portistas terem perdido nos quartos de final com o principal candidato à conquista da Liga dos Campeões (e que, por acaso, até já garantiu o título alemão quando faltam quatro jornadas para o final da Bundesliga) é motivo de desvalorização. Curiosamente, quando o benfiquinha ficou em último lugar do seu grupo de apuramento, o valor dos adversários já serviu como justificação para a prestação verdadeiramente patética dos encarnados. Não passa pela cabeça de ninguém que perceba minimamente de futebol que equipas como o Zenit, Mónaco ou Bayer Leverkusen (que leva presentemente menos 21 pontos do que o já garantido campeão da Bundesliga) estejam ao nível de um Bayern de Munique, mas para desculpar a mediocridade da equipazeca do regime qualquer argumento falacioso serve, mesmo que seja uma clara deturpação da realidade. E assim se fabrica um campeão, medíocre e sem categoria absolutamente nenhuma.

Pergunta ao Lopetegui

Como é que tu queres que o treinador do Benfica não tenha dificuldade em proferir o teu nome se ele próprio pensa que se chama "Jorjasus"???

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Estão à espera que choremos?

Custa. Custa perder. Custa perder por seis. Mas custa ainda mais quando a magnífica exibição no jogo da 1ª mão provou que o Porto podia ter chegado um bocadinho mais longe. Um bocadinho só. Era difícil, muito difícil, mas podia. 

A vitória do Porto no Dragão parecia querer demonstrar que, no futebol galáctico da Liga dos Campeões, cada vez mais transformada num feudo de meia-dúzia de senhores ricos e poderosos, ainda há lugar para a ilusão. Um pouco por essa Europa fora, reviram-se na camisola azul e branca muitos milhões de almas, adeptos de clubes de menor dimensão, que nela depositaram a esperança de que os Davids ainda conseguissem derrubar os Golias. Mas, para que tal acontecesse, seria preciso que os astros se alinhassem numa raríssima disposição e muitos factores se congregassem numa muito improvável conjuntura. Assim aconteceu no jogo da 1ª mão, altura em que o Bayern de Munique se apresentou no Dragão com aquela tão típica sobranceria que já levou a Alemanha a perder duas guerras contra o mundo, e em que a equipa do Porto, na sua máxima força e embalada por uma multidão de crentes, ousou ir além do que permitia a força humana. Infelizmente, os eclipses e outros fenómenos cósmicos não se repetem todas as semanas. Depois da surpresa inicial, os alemães recuaram, reorganizaram as suas divisões panzer e contra-atacaram com mortífera precisão. Aturdido, inexperiente e claramente munido com menores recursos, o Porto foi incapaz de repetir a proeza da semana anterior, caindo aos pés de um adversário que é superior. Não tão superior como o resultado da 2ª mão sugere, mas superior. Vergonha? Depende! Vergonha, para mim, é ficar num desonroso último lugar do grupo de apuramento ou perder uma eliminatória por um resultado acumulado de 12-1, não por uma diferença de 3 golos, com uma vitória e uma derrota, contra aquela que é, muito provavelmente, a melhor equipa do mundo.

Alegam agora os detractores (aquele bando de parasitas sempre ávidos de menosprezar os actos alheios) que o Bayern de Munique jogou no Dragão com a equipa B. O problema (e isto não dizem eles) é que a equipa B do Bayern é composta por jogadores campeões do mundo e não há clube nenhum, incluindo os de topo, que não gostasse de ter nas suas fileiras aqueles que o gigante bávaro se dá ao luxo de ter habitualmente sentados no banco. Já o Porto, esse sim, teve de jogar em Munique com a equipa B (e isso também não dizem eles). Impedido de alinhar com os dois defesas laterais titulares, Danilo e Alex Sandro, Lopetegui improvisou como pôde, fazendo entrar Reyes para o lugar do primeiro e deslocando o central Martins Indi para o lugar do segundo. Além disso, faltou lá Tello, que, com a sua juventude e irreverência, é bem capaz de sacar um coelho da cartola quando menos se espera. Já se sabe que, quando faltam ovos de galinha, pode-se sempre improvisar com os de codorniz, mas a omelete vai sair curta. Nestas circunstâncias, conheço poucas equipas capazes de fazer melhor do que o Porto fez e muitas que fariam bem pior.

Apesar de tudo, esta equipa do Porto pode não estar talhada para tão altos voos como as meias-finais de uma Champions, mas continua a ser, sem dúvida, a melhor equipa portuguesa, a mais séria candidata ao título de campeã nacional e a única que se mostrou capaz de ir longe nas competições europeias. Desenganem-se, portanto, os tolos que pensam que o Dragão se vai recolher na sua toca, a chorar e a lamentar-se por este infortúnio. No próximo domingo, temos mais um jogo daqueles em que ganhar ou perder assume contornos de vida ou morte e eu estou plenamente convencido de que o FC Porto irá a Lisboa repor a justiça que tanto tem faltado a este campeonato, assumindo definitivamente um 1º lugar que, por tudo o que fez ao longo da época, é seu por direito próprio.