terça-feira, 28 de abril de 2015

Campeão medíocre e sem categoria

Primeiro ponto prévio: a partir do passado domingo, é ponto assente que o título já não fugirá ao Benfica. Se desde o princípio se percebeu que as coisas estavam orientadas para que tal não acontecesse, não será agora, em apenas quatro jornadas, que irá acontecer. Segundo ponto prévio: mais uma vez se comprovou que este Benfica é uma equipa medíocre e sem categoria absolutamente nenhuma, que se apresta, ainda assim, para ser campeã à custa de muito colinho das arbitragens, muitos tiros nos próprios pés dos adversários e muitas circunstâncias fortuitas que lhe foram correndo de feição ao longo da época. E mesmo com todos os ventos a soprar a seu favor, consegue  a proeza de, a  quatro jornadas do final, ainda não ter conseguido assegurar o título. É obra...

À partida para o clássico do passado domingo, o Benfica estava claramente em vantagem sobre o FC Porto. Primeiro, porque trazia já uma vantagem de 3 pontos que depositavam sobre os portistas a pressão de terem de ganhar para manter as aspirações ao título; segundo, porque jogavam no seu estádio e perante o seu público, beneficiando do apoio de 60 mil vozes a puxar pela equipa; terceiro, porque, graças à eliminação precoce das competições europeias, assistiu de poltrona aos compromissos internacionais do FC Porto, evitando assim o desgaste que os confrontos ao mais alto nível do futebol europeu acarretam. Mesmo assim, os futuros campeões nacionais protagonizaram perante o seu público uma exibição perfeitamente lastimável, conseguindo o seu primeiro remate enquadrado com a baliza portista aos 49 minutos! Não, não há engano, foi mesmo aos 49 minutos! Para quem viu este jogo, até parecia que tinha sido o Benfica que tinha ido jogar a Munique poucos dias antes...

É verdade, como tanto insiste a  imprensa da capital em realçar, que o FC Porto esta época não conseguiu vencer nenhum dos confrontos directos contra a equipazeca medíocre do "Jasus", mas também não é menos verdade que os portistas não precisavam de o fazer para serem campeões. Na prática, bastava que não se tivesse verificado aquela inadmissível sucessão de jornadas em que os árbitros impediram o clubezeco do regime de perder pontos graças a erros grosseiros com interferência directa nos resultados para que os "lisvoetas" estivessem, não 3 pontos à frente, mas 3 pontos atrás do Porto. Pela contabilidade de Rui Santos, jornalista da SIC, são SEIS os pontos que o benfiquinha leva a mais na classificação graças aos benefícios dos senhores do apito, logo, é só fazer as contas para perceber que a verdade desportiva deste campeonato foi completamente viciada pela APAF.

 
Basta analisar os lances polémicos do clássico do passado domingo e aquela que foi a atitude subserviente do árbitro para com os encarnados, sistematicamente a decidir em favor da equipa da casa, para perceber o que foi toda a época. Por exemplo, só na Capital do Império Ultramarino, com toda a corrupção intelectual que ali prolifera, se pode considerar perfeitamente normal que o Luisão coloque a mão sobre a cabeça de um avançado, impedindo-o descaradamente de saltar à bola, e daí nada resulte na apreciação do árbitro. Ou ainda que o Fejsa tenha entrado para distribuir porrada em tudo o que vestia de azul e branco e o árbitro, simpaticamente, lhe tenha poupado o segundo cartão amarelo e consequente expulsão. Por muito menos do que isto terminou o Benfica a jogar contra dez em mais de uma dezena de jogos.



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Posted by FcPorto e Os Amigos on Domingo, 26 de Abril de 2015


Para terminar, acho curiosa esta dialéctica benfiquista de apontar o jogo de Munique como exemplo da falta de valor do FC Porto. Parece que o facto dos portistas terem perdido nos quartos de final com o principal candidato à conquista da Liga dos Campeões (e que, por acaso, até já garantiu o título alemão quando faltam quatro jornadas para o final da Bundesliga) é motivo de desvalorização. Curiosamente, quando o benfiquinha ficou em último lugar do seu grupo de apuramento, o valor dos adversários já serviu como justificação para a prestação verdadeiramente patética dos encarnados. Não passa pela cabeça de ninguém que perceba minimamente de futebol que equipas como o Zenit, Mónaco ou Bayer Leverkusen (que leva presentemente menos 21 pontos do que o já garantido campeão da Bundesliga) estejam ao nível de um Bayern de Munique, mas para desculpar a mediocridade da equipazeca do regime qualquer argumento falacioso serve, mesmo que seja uma clara deturpação da realidade. E assim se fabrica um campeão, medíocre e sem categoria absolutamente nenhuma.

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