sábado, 2 de maio de 2015

Jorjasus

Julen Lopetegui pode estar há pouco tempo no nosso país, mas os 9 meses que leva de futebol português já deveriam significar alguma coisa. Por exemplo, é tempo mais do que suficiente para que Jorge Jesus tenha aprendido a dizer correctamente o nome do seu colega de profissão e para que o basco tenha percebido que o treinador benfiquista é um cretino com quem precisa de ter muito cuidado.

Poucos dias após a altercação verificada entre os treinadores do Porto e do Benfica no final do clássico da Luz, Jorge Jesus veio a público reconhecer que afinal só se engana no nome de Lopetegui quando quer e porque quer. Esta confissão deixa transparecer algo que aqueles que conhecem o treinador encarnado já perceberam há muito: a baixa formação de JJ, que já nos proporcionou momentos hilariantes suficientes para encher o guião de um filme cómico, serve também para disfarçar o seu mau carácter e a falta de respeito que nutre por todos os que o rodeiam.

Jorge Jesus tem a sua carreira manchada por uma série de lamentáveis episódios de insultos e agressões a árbitros, jogadores, treinadores e até polícias, o que deveria ter servido de aviso a todos os incautos que logo assumiram a sua defesa neste diferendo com Lopetegui. Infelizmente, depois de uma semana de duras críticas dirigidas ao treinador portista pela forma como lidou com o constante desrespeito de que foi vítima, os mesmos críticos mostram-se agora incapazes de condenar o comportamento de JJ, mesmo depois deste confessar que aqueles anagramas ridículos que foi construindo com o nome de Lopetegui faziam afinal parte de uma estratégia, um jogo sujo assumido com o objectivo de provocar a ira do seu rival. Enfim, dogmas de um país atrasado e medíocre onde tudo se conjuga sempre em benefício dos interesses de quem traz determinado emblema ao peito, mesmo que ao atropelo dos mais elementares valores morais.

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