domingo, 24 de maio de 2015

O manto protector I


Quanto mais conheço Lisboa e a sua mentalidade, mais orgulho tenho por não me deixar corromper pela sua perfídia nem subjugar pelo seu domínio.   

Depois de uma época inteira a escamotear aos olhos do público a pouca-vergonha das arbitragens que, sistematicamente, foram levando o Benfica ao colinho rumo ao título, eis que o jornal A BOLA, dando asas a toda a corrupção intelectual que caracteriza os seus critérios editoriais, decidiu agora trazer à 1ª página a arbitragem do jogo Benfica-Marítimo para lamentar o golo mal anulado a Jonas que valeria o título de melhor marcador ao jogador encarnado. Tiveram de esperar até à ultima jornada para encontrar razões de queixa, mas nem isso lhes tira o despudor. E depois não gostam que se diga que o clubezeco do regime goza de um manto protector...
Enquanto Julen Lopetegui se queixou dos muitos erros grosseiros que, ao longo de várias jornadas consecutivas, foram beneficiando o clubezeco lisboeta, estes pseudo-jornalistas não se cansaram de criticar aquilo que então não tiveram pejo em chamar de mau-perder e desespero, mas agora, porque isso convém ao regime, mudaram radicalmente de postura e até (pasme-se!) fazem das queixas motivo de 1ª página! Se a hipocrisia e desonestidade pagassem imposto, que bem estariam as Finanças à custa desta gente...
Se o jornal A BOLA pretende com isto condicionar a atribuição da Bola de Prata, por nós tudo bem, desde que, em nome da mesma justiça, se analise a quantidade de pontos concedidos directamente pelas arbitragens aos encarnados e lhes seja retirado o título de campeão injustamente conquistado à custa da roubalheira. Ou a influência dos árbitros aí já não lhes interessa?

1 comentário:


  1. @ Rodrigo

    com toda a propriedade
    que me assiste, enquanto vosso leitor (deste espaço de opinião e do 'coiso' impresso em papel jornal), o teu artigo de opinião contém um erro crasso: não é possível juntar os termos "jornal" e o nome do pasquim em causa numa mesma frase :)

    abr@ço forte
    Miguel Lima | Tomo III

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