quarta-feira, 30 de setembro de 2015

And thank you all!

Quem me conhece sabe que eu não tenho por hábito criticar o treinador portista só porque dá jeito ter alguém em quem despejar a raiva na hora das derrotas, assim como não lhe canto loas só porque conquistamos a vitória. Não afino por esse diapasão. De uma forma geral, procuro distanciar-me o mais possível de factores emocionais que possam condicionar as minhas análises e tento ser racional e justo, criticando quando assim tem de ser, elogiando quando tal é merecido. Se critiquei Lopetegui aquando da vitória sobre o Benfica foi porque não gostei da forma algo leviana e displicente como primeiro abordou a partida, reveladora de algum desconhecimento do fenómeno futebolístico português, e da postura receosa que revelou no decorrer do jogo, com um par de decisões de carácter duvidoso. Já pelo contrário, considero que, apesar do empate, Lopetegui esteve bem frente ao Moreirense, pois o treinador portista fez aquilo que lhe competia. Sabendo que o Porto precisava de ganhar os três pontos e encontrando-se empatado a uma bola, fez entrar Osvaldo para o ataque a par de Aboubakar, assumindo o risco de prescindir de um defesa que a incapacidade atacante do Moreirense permitia encarar com optimismo. Quis o destino, nem sempre justo, que os de Moreira de Cónegos conseguissem arrancar o empate num lance perfeitamente fortuito, numa das raríssimas oportunidades de golo que criou em todo o encontro, o que fez ruir a estratégia de Lopetegui, mas alguém em seu perfeito juízo acreditaria em tal desfecho perante o desenrolar do jogo? Obviamente que não.

Ontem, frente ao Chelsea de Mourinho, Lopetegui esteve simplesmente magistral! Vê-se que o treinador basco estudou o oponente e montou uma equipa capaz de, não só fazer frente ao adversário, como superá-lo nos pontos onde os ingleses são fortíssimos: o jogo físico e o contra-ataque. 
Com a inclusão de Imbula e Rúben Neves, Lopetegui criou um meio-campo musculado de tracção atrás, travando assim o ímpeto atacante adversário mas libertando André André para a construção do jogo. Resultado: espectáculo! O francês deu finalmente um ar da sua graça, mostrando o porquê do FC Porto ter gastado 20 milhões de euros na sua contratação. Fisicamente possante, tecnicamente dotado, lutador e esforçado, Imbula foi para cima dos oponentes e deu-lhes a provar um pouco do seu próprio veneno. Quanto ao André André, começam a faltar-me palavras para o elogiar. É o jogador que todos nós, portistas, desejávamos há muito, um jogador que, não só tem técnica e visão de jogo, mas que sente na pele a força e o querer deste clube. André André poderá não ter classe mundial, mas é um verdadeiro Dragão à solta dentro das quatro linhas, é a personificação da vontade dos adeptos azuis e brancos dentro do campo. É, sem sombra de dúvidas, a pedra basilar desta equipa.
Uma palavra final para Marcano. Não acho que o espanhol seja mau jogador, mas começam a ser demasiados os erros idiotas cometidos pelo defesa. Frente ao Moreirense, uma azelhice infantil logo nos primeiros minutos poderia ter-nos custado ainda mais pontos do que o jogo nos custou e ontem, mais uma vez, valeu-nos a divina providência a evitar um penalty no último minuto que nos custaria a liderança no grupo e um milhão de euros. Muito mau para uma equipa que joga ao mais alto nível europeu e que ambiciona a conquista dos títulos nacionais.
Fica para a História mais uma vitória sobre os "blues" londrinos e uma exibição de gala da equipa no maior palco do futebol mundial. Estão de parabéns pelo espectáculo oferecido! Muito obrigado a todos!

Nota de rodapé: hoje estaremos atentos às imagens do Atlético de Madrid-Benfica  para ver se a comitiva da Federação Portuguesa (?) de Futebol lá estará presente, prestando a sua subserviência ao clubezeco do regime.

Sem comentários:

Enviar um comentário