segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Vai-te rindo, Capela!

Tenho muito respeito pelos clubes pequenos, fundamentalmente pelos sacrifícios que muitas vezes fazem para subsistir num futebol global cada vez mais elitista, mas o Grupo Desportivo de Chaves terá de perdoar a minha sinceridade quando afirmo que quem ganhou esta eliminatória da Taça de Portugal foi claramente um energúmeno chamado João Capela. Foi ele quem, à custa de uma arbitragem deplorável, conseguiu arrastar o empate a zero ao longo dos 120 minutos, permitindo assim à equipa flaviense levar a melhor na lotaria dos pontapés da marca de grande penalidade.

É verdade que, como já muito se disse, o Porto falha demasiado na finalização e que, se convertesse em golos um terço das oportunidades que cria, ganharia os jogos facilmente mesmo sendo prejudicado pelas arbitragens, mas essa é, obviamente, uma falsa questão. Já se sabe que, quando as equipas estão bem, os erros grosseiros de arbitragem passam praticamente despercebidos. É quando as equipas atravessam os piores momentos e quando os jogos são mais difíceis que as decisões dos juízes ganham peso, pois basta um erro grosseiro para condicionar o desfecho das partidas. 

Em Chaves, não foi apenas a um erro grosseiro de João Capela que se assistiu, mas a um chorrilho de asneiras verdadeiramente inadmissíveis, dignas de um árbitro amador. Se a opinião dos milhares de adeptos que assistiram ao jogo não fosse suficiente para comprovar isso, basta ler a análise e apreciação global dos elementos do Tribunal d'O JOGO para esclarecer qualquer dúvida sobre o roubo de capela a que se assistiu. Dos seis lances polémicos em análise, quatro  reúnem a unanimidade do painel, todos eles em prejuízo do FC Porto, incluindo dois dos três penalties que o Dragões reclamam não assinalados a seu favor:   

Os árbitros em Portugal queixam-se de que são frequentemente vítimas de acusações e suspeições gratuitas, mas a verdade é que esta reclamação não passa, na generalidade dos casos, de uma forma hipócrita de obter imunidade a qualquer crítica e, pior, total impunidade face ao crimes de viciação da verdade desportiva que muitas vezes cometem. João Capela é um dos maiores exemplos de árbitros que beneficiam de uma protecção inadmissível, pois não obstante o vasto rol de polémicas e escândalos que protagonizou ao longo dos seus vários anos de carreira, consegue não só escapar ileso a qualquer castigo, como ainda obter classificações elevadas que nada condizem com as suas vergonhosas prestações dentro dos campos. Tudo isto ganha contornos ainda mais suspeitos se atendermos ao facto de ostentar as insígnias da FIFA, pois esta condição deveria ser, à partida, uma garantia de competência, isenção e experiência, o que na prática não acontece, bem pelo contrário. 

O estatuto de árbitro internacional deve representar, acima de tudo, maior responsabilização e exigência. Como tal, João Capela não tem o direito de protagonizar arbitragens como a de Chaves, onde, uma vez mais, ignorou os regulamentos, inverteu o espírito do jogo e viciou a verdade desportiva. É inacreditável que este farsante continue à solta nos campos de futebol e ainda seja elevado à categoria de internacional. É uma vergonha para a arbitragem portuguesa porem inaptos deste nível tão rasteiro com o apito na boca e ainda fazerem deles a elite, a nata da arbitragem portuguesa.

Tal como Jorge Coroado afirma na sua apreciação, passar o jogo a mostrar os dentes com um sorriso irónico, típico de um puto que sabe que está a fazer uma asneira grossa, não é sinal de sabedoria. Melhor do que ninguém, Capela sabe o que anda a fazer no futebol e a quem anda a tentar agradar, mas, como diz o provérbio, quem se mete por maus caminhos arrisca-se a maus encontros.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Na dúvida, prejudica-se o Porto


Na linha do que vem acontecendo praticamente em todas as jornadas, o FC Porto saiu do clássico do passado domingo com razões objectivas de queixa contra o árbitro. Artur Soares Dias cometeu erros que podem ter tido influência directa no resultado, erros esses que, se tivessem acontecido em prejuízo do clube do regime, teriam motivado uma reacção bem mais agressiva da parte dos rivais e da imprensa da capital. Infelizmente, graças a uma postura de quase total passividade (excepção feita ao Dragões Diário, que fez uma tímida referência à questão da dualidade de critérios) a SAD portista vai deixando caminho livre para o constante branqueamento de uma situação que está a deixar os portistas (e não só) à beira de um ataque de nervos.

Dos três lances polémicos ocorridos na área do Benfica, todos eles susceptíveis de grande penalidade, Artur Soares Dias não marcou nenhum. Esta estatística deveria ser, por si só, motivadora de estranheza, pois não é normal que, perante um considerável número de lances duvidosos, um árbitro decida 100% a favor de uma das equipas. Se acrescentarmos a isto o facto do FC Porto jogar em casa e sabendo-se que a pressão do público exerce normalmente algum efeito sobre as decisões dos árbitros, a postura de Artur Soares Dias assume contornos ainda mais suspeitos.

Atente-se agora à questão dos critérios: se no caso da queda do Otávio e do puxão da camisola ao André Silva a questão da intensidade ainda poderá de alguma forma justificar as decisões do árbitro, já na falta assinalada ao Felipe aos 25 minutos de jogo ficou bem patente uma linha de orientação que tem sido comum a todos os árbitros: na dúvida, prejudica-se o Porto! É que, para além do toque de Felipe na bola ser absolutamente casual (como reconhecem unanimemente os analistas de arbitragem), é Mitroglou quem corta primeiro o centro com o braço, logo, a ser assinalada alguma falta, teria obviamente de ser penalty contra o Benfica. Artur Soares Dias podia ter optado simplesmente por deixar seguir o jogo, considerando que a carambola que a bola fez entre os braços dos dois jogadores foi casual, mas em vez disso optou pela mais ridícula e inexplicável das decisões: ignorou a falta do jogador benfiquista e assinalou falta contra os Dragões, anulando assim um lance de golo feito. 

O que mais revolta nesta postura de constante prejuízo do FC Porto é a sua previsibilidade. Já não estamos aqui a falar de casos isolados, mas da repetição sistemática dos erros de arbitragem, sempre a fazer pender os pratos da balança para o mesmo lado, o que denuncia uma gravíssima padronização comportamental dos árbitros. Parece estar instituído que, em caso de dúvida, os juízes decidam contra o FC Porto, o que, obviamente, se traduz numa clara viciação da verdade desportiva. A brutal diferença de nível verificada no futebol praticado pelo Porto e pelo Benfica neste confronto directo demonstrou de forma clara e inequívoca que o fosso de 5 pontos que se mantém entre o primeiro e o segundo classificados não reflecte o  verdadeiro valor das equipas, sendo antes fruto da interferência directa das arbitragens nos resultados de vários jogos e, consequentemente, na classificação da Liga.  

Parece-me evidente que enquanto as autoridades não actuarem com firmeza na clarificação de casos como o dos presentes aos árbitros e outras manigâncias que vão acontecendo com total impunidade nos meandros do futebol, dificilmente se conseguirá limpar a cabeça dos árbitros, libertando-os das pressões e coacções que, consciente ou inconscientemente, os conduzem ao atropelo dos valores de isenção e idoneidade que deveriam orientar a sua função. Parece-me também claro que  a implementação de meios audiovisuais na arbitragem contribuiria para reduzir os comportamentos de viciação da verdade desportiva a que temos assistido dentro dos campos, pois retiraria aos árbitros uma grande parte do seu poder decisório.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Voucher para o título

Se a análise da imprensa portuguesa a este clássico fosse isenta, séria e verdadeiramente livre de influências e interesses, os títulos dos jornais amanhã diriam algo como isto: EQUIPA BANAL ARRANCA UM PONTO NO DRAGÃO SEM SABER LER NEM ESCREVER!

É inacreditável que uma equipa como o Benfica, que é "só" o tri-campeão nacional, que beneficiava de uma vantagem confortável de 5 pontos (e, como tal, sabia que podia encarar o jogo com toda a segurança sem correr o risco de perder a liderança na classificação) e que, em caso de vitória, aumentaria a vantagem para 8 pontos (o que praticamente decidiria a questão do título a seu favor quando ainda estão por disputar muitas jornadas) tenha vindo ao Dragão jogar como uma equipazeca qualquer do fundo da tabela: sem ambição, sem chama, sem carácter, sem nível. O empate arrancado pelo Benfica no Dragão é muito mais do que simplesmente lisonjeiro, é um presente de Natal antecipado!

A táctica de estacionar o autocarro em frente da baliza, pontapear a bola de qualquer forma para a frente à espera do erro do adversário e queimar tempo até mais não poder enquanto o resultado se manteve em 0-0, pode até aceitar-se em equipas de fracos recursos, mas nunca no Benfica. A paupérrima imagem deixada pelos lisboetas esta noite no Dragão devia envergonhar qualquer adepto encarnado que se preze e revoltar qualquer portista. De facto, permitir o empate nos últimos segundos de jogo, depois de 90 minutos de um domínio avassalador frente a um adversário claramente inferior e praticamente reduzido a um mero espectador, é um voucher para o título oferecido aos lisboetas e um atestado de menoridade que o FC Porto passou a si próprio. Este era um jogo para o Benfica sair do Dragão vergado por uma derrota de 3-0, não com um empate a uma bola!

Ontem, na antevisão ao jogo, quando confrontado com o mau momento de forma evidenciado por Herrena nas últimas partidas, Nuno Espírito Santo afirmou que não concorda com essa visão e que até considera que o jogador tem vindo a assinar boas exibições. Por ser fiel às suas ideias ou por mera teimosia, o treinador deixou Herrera entrar em jogo a poucos minutos do final da partida, depois deste ter visto praticamente todo o jogo no banco. O resultado desta decisão não podia ser mais desastroso: na primeira vez que tocou no esférico, o mexicano quis ganhar um lançamento pontapeando a bola contra as pernas do adversário e acabou por conceder infantilmente o canto que originou o golo do empate. Estão ambos de parabéns, portanto...

Apesar do empate, sai reforçada deste jogo a seguinte ideia: o Benfica é um líder sem categoria absolutamente nenhuma e sem qualquer justiça, cuja vantagem pontual é fruto, não de uma verdadeira superioridade desportiva, mas sim da intervenção directa das arbitragens. Resta saber até que ponto o FC Porto saberá retirar deste frustrante resultado as devidas ilações e, principalmente, a galvanização necessária para continuar a lutar pelo 1º lugar, com a convicção de que, em circunstâncias normais, sem erros próprios e alheios, tem muito mais condições para ser um justo campeão do que os seus rivais da Luz.

sábado, 1 de outubro de 2016

Modo Jorge Jesus ON

"El Sportchén empatchó a los oitchentcha e oitcho minutchos! Putcha que parió!"

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Vira o disco e toca a mesma

Em Leicester, frente ao até aqui inimaginável campeão inglês, o Porto teve duas partes bem distintas: na primeira, não jogou absolutamente nada; na segunda, jogou absolutamente mal. O futebol praticado parece uma daquelas versões renovadas de velhas canções pimba que já eram más no original e piores ficaram depois de arranjadas. E se dos artistas pouco se poderia esperar - já que são praticamente os mesmos das épocas anteriores - já do maestro esperava-se muito, mas muito mais. Infelizmente, Espírito Santo e Lopetegui parecem ter sido colegas de escola e partilhado a mesma carteira. O mesmo jogo pastoso, sem imaginação, sem acutilância, sem objectividade, sem mecanismos, disfarçado por um falso domínio territorial alicerçado na táctica do passe para o lado e para trás.  
Afirmar que o Porto falhou apenas na finalização - como fez o treinador portista após o jogo - quando facilmente se percebe que a equipa foi incapaz de criar situações de perigo junto da baliza adversária, é cair no ridículo. Na verdade, exceptuando o remate ao poste de Corona, só com muita boa vontade se consegue encontrar lances em número suficiente para sustentar a tese da falta de sorte ou de pontaria. Rematar de longe e para a bancada pode até servir para embelezar a estatística do jogo, mas - peço antecipadamente desculpa pela expressão que vou usar, mas não encontro outra melhor - não vale a ponta de um corno!

O pior de tudo é que os portistas começam a dar mostras daquele síndrome dos marinheiros que, quando chegam ao porto após meses de abstinência sexual por falta de mulheres a bordo dos navios, qualquer avantesma lhes parece uma sereia. A crise de futebol é de tal ordem que ver a equipa correr e rematar, mesmo que atabalhoadamente e sem qualquer efeito prático em termos de resultados, já se afigura como um sinal, ainda que pálido, de que alguma coisa se conseguirá retirar desta equipa. Reconheço que, até há pouco tempo, eu também quis fazer parte desse grupo de marujos excitados a calcorrear as docas em busca de animação, mas começo a perder a paciência e o poder de encaixe para tanta fealdade.

Hoje, ainda no rescaldo da derrota em Inglaterra e na véspera da deslocação à Madeira para defrontar o Nacional, vem Marcano afirmar que é preciso dar "um murro na mesa". Ora, um dos grandes inconvenientes de se dar muitos murros nas mesas é, inevitavelmente, alguma coisa acabar por partir: ou a mesa, ou a mão. A repetição sistemática de chavões do tipo "Somos Porto", "Estamos aqui para ganhar", "Vamos dar um murro na mesa", "Temos fome de vitórias", blá, blá blá, assume-se como um mero discurso demagógico quando, na prática, não se encontram acções e reacções que lhe confiram sustentação. E de demagogia, meus caros, já estamos todos fartinhos até à ponta dos cabelos...

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

APAF - O orgulho na incompetência

Imaginem que um jogador é expulso pelo árbitro, mas em vez de abandonar o terreno de jogo como mandam os regulamentos, continua a jogar como se nada tivesse acontecido durante dois ou três minutos até finalmente sair por sua livre vontade. Seria um escândalo, não seria? O que não diriam de um árbitro que permitisse tal afronta e desrespeito por parte de um jogador? Imaginem agora que o mesmo jogador, à revelia do árbitro, voltava a entrar em campo a dois minutos do final do encontro com o maior dos descaramentos, e jogava durante esse tempo como se nunca tivesse recebido qualquer ordem de expulsão. Maior seria o escândalo, não seria? Pois esta situação, que mais parece uma história rocambolesca inventada por alguém com imaginação fértil, aconteceu mesmo no domingo à noite, em Alvalade. A diferença é que não envolveu um jogador, mas sim Jorge Jesus, treinador do Sporting.

A comunicação social referiu o tempo que Jorge Jesus perdeu a vestir o casaco e a falar com o adjunto antes de abandonar o campo, após ter sido expulso por Tiago Martins. O que poucos disseram foi que o treinador leonino, depois de ter assistido ao resto da partida junto dos adeptos na bancada, regressou ao terreno poucos minutos antes do jogo terminar. No meio da bandalheira a que se assistiu, esta situação em particular já pouca importância tem, mas não deixa de ser mais uma prova da incapacidade de Tiago Martins e demais elementos da equipa de arbitragem de impor a sua autoridade sobre a equipa da casa, permitindo assim que se instalasse um clima de total impunidade para técnicos e jogadores leoninos, com as consequências que se conhecem dentro do campo. Enfim, este é apenas mais um dado que vem reforçar a "grande arbitragem" de que a APAF tanto se orgulha.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

APAF - A apologia da batota

«Todos nós temos os nossos dias maus e Tiago Martins teve o seu em Alvalade. Acontece a qualquer ser humano.»

«Tiago Martins é jovem e deixou-se influenciar demasiado pelo ambiente de Alvalade, mas temos de compreender que isso também faz parte do seu crescimento como árbitro.»

«Apesar do risco que esta escolha envolvia, há que apostar nos árbitros jovens e dar-lhes oportunidades. Tiago Martins irá com certeza aprender com os erros que cometeu em Alvalade e ganhar experiência para o futuro.»

Não, ninguém proferiu estas afirmações. Estes são apenas três exemplos do discurso politicamente correcto que o presidente da APAF poderia ter usado para se referir à arbitragem de Tiago Martins em Alvalade no passado domingo. Em vez disso, Luciano Gonçalves preferiu vir a público armar-se em chico-esperto, afirmando (pasme-se!) que assistimos a uma "grande arbitragem"!!!

Luciano Gonçalves podia ter ficado caladinho ou, na pior das hipóteses, ter dito apenas que foi uma arbitragem normal, mas isso era pouco para as suas pretensões. Tinha de ser algo mais cáustico, mais incisivo, mais provocador para o FC Porto, ou seja, tinha mesmo de dizer que foi uma "grande arbitragem"!!!

Só o simples facto de usar o termo "grande arbitragem" traz água no bico, porque ninguém usa tal expressão - a não ser que assistamos a uma arbitragem completamente isenta de erros, o que muito raramente acontece. Por exemplo, ninguém ousa dizer que a final do Campeonato da Europa, que a Selecção Nacional ganhou frente à França para gáudio lusitano, teve uma "grande arbitragem", já que, logo aos 7 minutos de jogo, Cristiano Ronaldo sofreu uma entrada dura não sancionada pelo árbitro que atirou o nosso capitão para fora da partida. Ora, se bastou esse erro grosseiro para que a performance de Mark Clattenburg tenha perdido o estatuto de "grande arbitragem", só por manifesta desonestidade ou má-fé se pode considerar que o deplorável festival de incompetência e parcialidade a que se assistiu em Alvalade merece tão alta classificação.  
Muito mais próxima da "grande arbitragem" ficou a do polaco Szymon Marciniak em Roma, que, sem olhar a caras nem a camisolas, teve coragem e carácter para punir dois jogadores da equipa da casa com cartões vermelhos plenamente justificados. Como diz o povo, teve-os no sítio - e não me refiro neste caso aos cartões, mas a algo que Tiago Martins, pura e simplesmente, não tem.

O presidente da APAF deve achar que todos nós, adeptos, não passamos de um grupo de saloios, parvos e ignorantes, que nada percebem de futebol. Deve pensar que, com o seu discurso falacioso, irá calar a nossa revolta, convencendo-nos de que, afinal, aquilo que pensávamos ser um roubo descarado foi afinal uma "grande arbitragem". As cotoveladas e entradas de sola que passaram impunes, os cortes com a mão não sancionados e os golos irregulares mal validados que deram a vitória ao Sporting de bandeja, foram apenas uma mera ilusão de óptica, um delírio colectivo que assolou o país de lés a lés. Ainda bem que temos os iluminados dirigentes da APAF para nos trazer luz sobre o assunto...

É por estas e por outras que Portugal não tem, presentemente, qualquer representação entre os árbitros da elite mundial e, pelo que se viu em Alvalade, assim continuará nos próximos anos. Não tivemos (nem teremos) nenhum árbitro português nas fases finais das últimas edições da Liga dos Campeões, nem da Liga Europa, nem do Campeonato da Europa, nem do Campeonato do Mundo, e nem sequer dos Jogos Olímpicos. Para pertencer ao mais alto escalão da FIFA não basta pregar um autocolante no peito de um árbitro inexperiente, incompetente e inapto, e esperar que alguém na UEFA ou na FIFA seja suficientemente cego ou burro para se deixar enganar. Tentar branquear actuações criminosas como a que se viu em Alvalade disfarçando-as de "grandes arbitragens" pode ir ao encontro de certos interesses da Capital do Império e até cair no goto de uma certa elite lisboeta, ávida de conquista de um título de campeão que lhe foge há muitos anos, mas decididamente não convence minimamente ninguém que tenha dois olhos e dois dedos de testa, e muito menos serve os interesses do futebol português. Talvez fosse boa ideia alguém explicar isso ao presidente da APAF.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Parece um pardal à solta, o puto

Tiago Martins é um caso de estudo, um daqueles paradoxos universais que ninguém até hoje conseguiu explicar à luz da razão e da lógica. Não foi, com certeza, devido à idade que este juiz da Associação de Lisboa chegou ao nível internacional, já que é demasiado jovem para tal, estando muito abaixo da média de idades de todos os árbitros do seu escalão. Também não foi graças à experiência, pois antes de receber as insígnias da FIFA tinha arbitrado apenas três jogos da I Liga, nenhum dos quais envolvendo os três clubes grandes. Muito menos terá sido pela competência porque, como já antes o tinha demonstrado e ontem comprovou, não possui nenhuma. 

Não. Tiago Martins terá subido pela mão de pessoas que, por motivos muito estranhos e de difícil compreensão, terão visto nele algum interesse. Provavelmente, as mesmas pessoas que, incompreensivelmente, o escolheram para ir a Alvalade dirigir o confronto entre dois candidatos ao título, sabendo de antemão que pôr um puto a arbitrar um jogo de homens só pode dar mau resultado. As mesmas que agora o protegem, branqueando a postura verdadeiramente criminosa com que foi desvirtuando o jogo e viciando a verdade desportiva em favor da equipa da casa.

Se eu fosse presidente do FC Porto, faria tudo o que estivesse ao meu alcance para que esta arbitragem de Tiago Martins fosse devidamente punida. Mais do que isso, tudo faria para que este farsante disfarçado de árbitro não voltasse a pôr os pés no Dragão, nem que comprasse bilhete para assistir a um jogo na bancada como um comum adepto. Infelizmente, eu não sou presidente do FC Porto e resta-me esperar que o meu clube tenha finalmente um assomo de dignidade e dê voz à indignação e revolta dos adeptos, agindo de forma contundente face a este autêntico assalto à mão armada de que foi vítima ontem em Alvalade.

domingo, 28 de agosto de 2016

Arbitragem SUJA!

Não quero falar muito de cabeça quente para não cometer injustiças, mas aquilo que se viu em Alvalade foi uma arbitragem muito SUJA! Uma arbitragem que viciou completamente a verdade desportiva, invertendo o rumo dos acontecimentos e inclinando o terreno de jogo em favor da equipa da casa. Essa arbitragem não tem apenas um rosto mas vários, a começar pelo árbitro principal, Tiago Martins, passando pelos juízes-de-linha, o quarto-árbitro e todos aqueles que, estando a frente do Conselho de Arbitragem, puseram um fedelho sem categoria absolutamente nenhuma a arbitrar um jogo desta importância. E, para já, mais não digo.

sábado, 20 de agosto de 2016

A minha fé chama-se Rúben

O futebol moderno joga-se dentro do campo como o xadrez se joga no tabuleiro. As peças, cada qual com a sua hierarquia e importância, assumem funções distintas, dispondo-se e movendo-se no terreno segundo estratégias pré-concebidas. No entanto, qualquer treinador, assim como qualquer bom jogador de xadrez, sabe que entrar para uma partida rigidamente agarrado a uma determinada táctica é sinónimo de derrota. O jogo muda, o adversário muda, as condições mudam, o que exige capacidade de leitura, interpretação e reacção. 

Ao minuto 84 do confronto com a Roma, Rúben Neves  preparava-se para entrar em jogo quando Nuno Espírito Santo, ao aperceber-se que o seu opositor se preparava, também ele, para proceder a uma substituição, decidiu alterar a sua decisão. Mandou sentar Rúben Neves e entrar Evandro, o que apanhou o jovem jogador de surpresa, causando-lhe enorme desconforto. As câmaras de televisão logo se apressaram a captar um Rúben Neves desolado, com as lágrimas a rolar pela cara abaixo, e os abutres da Capital do Império, sempre ávidos de motivos para destabilizar o FC Porto, viram ali uma possível desavença entre o jogador e o técnico. Nada mais falso, como o próprio jogador, de forma irrepreensível, logo tratou de esclarecer através de um comentário publicado no Instagram. 

Mesmo tratando-se de um caso pouco usual, a verdade é que ele nada encerra de negativo, antes pelo contrário. Vista pelo prisma correcto, a situação deve motivar a confiança e a fé dos adeptos portistas nos intervenientes. Por um lado, porque demonstra que temos um treinador atento, versátil, dinâmico, que reage às vicissitudes do jogo e actua em conformidade com as necessidades e objectivos da equipa. Por outro lado, porque temos em Rúben Neves um jogador inconformado, abnegado, que se recusa a ser um simples peão neste xadrez. Nessa perspectiva, pena é que não chorem todos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mais futebol e menos facciosismo, é o que se exige!

Qualquer jornalista que possua carteira profissional e exerça em jornais, canais televisivos ou quaisquer outros órgãos de comunicação social públicos ou privados, devia ver limitadas por lei as suas funções ao mais elementar dever da informação, sendo proibido de manifestar a sua visão pessoal sobre os assuntos abordados. Isto porque se por um lado encontramos  muitos jornalistas sérios que, independentemente das circunstâncias, nunca perdem de vista as obrigações de isenção, idoneidade e honestidade que o código deontológico lhes impõe, outros há que, mostrando-se incapazes de se distanciar devidamente dos seus próprios interesses mesquinhos, abusam da projecção mediática que a profissão lhes confere para se transformarem em autênticos agentes de propaganda ao serviço de lobbies de carácter duvidoso.

O MaisFutebol começou por ser um jornal on-line sem grande expressão, mas que tem vindo ao longo dos anos a ganhar alguma importância mediática. Lamentavelmente, tem-se vindo a assistir a uma degradação sistemática da isenção jornalística, inversamente proporcional a um aumento dos critérios editoriais em notório favorecimento dos emblemas de Lisboa. A rubrica "Sobe e Desce", um artigo de opinião assinado pelo actual subdirector e editor do jornal, Luís Mateus, no qual, supostamente, deveria ser analisado o que de melhor e de pior vai acontecendo no futebol, é disso exemplo flagrante.

Dos últimos 20 "Desces", nada mais nada menos que 7 (SETE!) foram dedicados ao FC Porto. Por outras palavras, Luís Mateus vislumbrou no clube azul e branco, na sua direcção e no seu treinador, um terço de tudo aquilo que de pior aconteceu no mundo da bola desde Setembro de 2015. Fantástico! Curiosamente, neste mesmo período de quase um ano, o FC Porto e seus agentes não mereceram um único "Sobe", ao contrário dos seus rivais de Lisboa que, em várias ocasiões e por diversos motivos, foram agraciados com rasgados elogios. Ora, se esta simples estatística seria só por si suficiente para, no mínimo, levantar algumas dúvidas sobre a seriedade dos critérios do sr. Luís Mateus, a análise dos seus argumentos rebenta com qualquer bolha de incerteza.

Atente-se, a  título de exemplo, ao último "Desce", atribuído - como não poderia deixar de ser - ao FC Porto, a propósito da inscrição de Laurent Depoitre no play-off da UEFA Champions League. Independentemente de se concordar ou não com a forma como o clube portista lidou com o possível impedimento de usar o avançado recém-contratado nos jogos frente à Roma, não vos parece que essa situação assume contornos de quase total  insignificância quando comparada com o lamentável comportamento violento protagonizado pelos adeptos encarnados nas bancadas do Municipal de Aveiro, ou com a vergonhosa novela Slimani que se arrasta há várias semanas e não parece ter fim à vista? Uma novela que já teve de tudo, desde faltas injustificadas aos treinos, trocas de acusações, ameaças de processos disciplinares, alegadas propostas em catadupa de clubes estrangeiros que afinal não se confirmam, etc, etc, etc? Pois... mas nisso o sr. Luís Mateus não encontra nada de negativo...

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Vêm aí os romanos


Ultrapassado que está o Rio Ave no primeiro embate desta época a contar para a I Liga, é tempo de voltar as lanças para o próximo adversário: a AS Roma. Quis a sorte (?) que calhasse aos Dragões a fava do sorteio do play-off da UEFA Champions League, já que exceptuando as equipas cabeças de série - que o FC Porto não poderia defrontar por ser também ele cabeça de série - o emblema italiano apresentava-se, à partida, como o obstáculo mais complicado no apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões Europeus. Mas quem é, afinal, este adversário?

A Associazione Sportiva Roma, normalmente conhecida como A.S. Roma - ou simplesmente Roma - é, a par da Lázio, um dos principais clubes da capital italiana. Fundada em 1927, joga actualmente na primeira divisão da liga italiana, a Serie A, tendo obtido a terceira posição na época passada, atrás da campeã Juventus e do Nápoles, 2º classificado. 

Apesar dos seus 89 anos de história, a Roma possui um palmarés relativamente pobre: conquistou apenas 3 Campeonatos de Itália, 9 Taças de Itália e 2 Supertaças. A nível internacional, o máximo que conseguiu foi disputar duas finais europeias: uma da UEFA Champions League, em 1984, que perdeu frente ao Liverpool, e outra da Taça UEFA, em 1991, que perdeu frente ao Inter de Milão. Não se julgue porém que se trata de um adversário fraco. Ainda que se mantenha num patamar ligeiramente abaixo dos seus principais rivais, a Roma faz, todos os anos, um avultado investimento no seu plantel, apresentando-se sempre como um dos mais fortes candidatos à conquista do título italiano e um oponente temível que ninguém gosta de defrontar nas competições europeias. Atente-se que, na preparação desta nova época, os gastos em reforços rondam já os 100 milhões de euros, o que diz tudo sobre as elevadas expectativas com que os romanos encaram as competições em que estão inseridos. 

O equipamento tradicional da Roma - desde há vários anos patrocinado pela Nike - apresenta duas cores: o vermelho e o amarelo, ambos em tons escuros. O alternativo é branco.
O símbolo tem a forma de brasão e inclui a Lupa Capitolina, uma escultura medieval que representa uma loba a amamentar Rómulo e Remo, um símbolo que os antigos romanos associavam à fundação de Roma.

Uma das principais figuras da equipa da Roma é o seu capitão, Francesco Totti. O avançado de 39 anos de idade fez a sua carreira sempre ao serviço do emblema italiano, mas sagrou-se campeão do mundo em 2006 pela Selecção de Itália. Foi também eleito por cinco vezes como o melhor jogador italiano, sendo considerado o melhor jogador italiano de todos os tempos e um dos melhores 10 da historia do futebol mundial.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Deus queira que eu esteja enganado

Não creio que, a exemplo do que acontece com a eleição dos Papas no Vaticano, a escolha do novo avançado do FC Porto tenha sido decidida por unanimidade dos votos secretos dos Bispos reunidos em Conclave, mas o certo é que foi preciso esperar até ao último dia do período de inscrições para ver fumo branco a sair da chaminé do Dragão. A demora, pouco habitual para estas bandas, causa maior estranheza pelo facto de Pinto da Costa ter decretado o início da presente temporada quando ainda faltavam realizar alguns jogos da época transacta - entre eles a final da Taça de Portugal - deixando a ideia de que o clube tinha pressa em construir um plantel de qualidade com vista à conquista de títulos. Afinal, o Dossier 9 acabou por revelar-se de muito difícil e tardia resolução, não obstante se ter percebido, desde há várias semanas, que Aboubakar era uma carta fora do baralho e Adrián Lopez não passava de uma pálida amostra de ponta-de-lança quando comparado com o jovem portento André Silva. De Bueno, então, nem vale a pena falar.

Longe vão os tempos em que, gozando de uma extraordinária equipa de olheiros, o FC Porto conseguia desencantar, nos mais recônditos lugares, jogadores de elevada qualidade e por valores bastante acessíveis. São disso exemplo Hulk, Falcão e Jackson Martinez - só para enumerar alguns dos mais recentes - ilustres desconhecidos que acabaram por deixar o seu nome escrito a letras de ouro nos anais da história portista. Não será, obviamente, uma regra, mas verifica-se uma certa tendência para que os jogadores que vêm sem a chancela do scouting do clube e apenas com a referência do treinador ou dos agentes, não tenham sucesso. Infelizmente, o plantel está cheio de casos desses - muitos ainda à espera de resolução - muito por força da liberdade excessiva que foi dada a Julen Lopetegui. Nesta perspectiva, não deixa de causar alguma apreensão ouvir Pinto da Costa afirmar que não conhecia o novo reforço e que este veio apenas porque Nuno Espírito Santo o pretendia. Se o jogador fosse mesmo bom, não era suposto estar já referenciado pelo clube?

Sinceramente, custa-me a entender os critérios da escolha de Laurent Depoitre para a posição de ponta-de-lança, de tal forma que não consigo afastar do meu espírito uma certa sensação de desilusão. Parece-me evidente que se trata de uma contratação de recurso, assumida em cima da hora, e não a decisão ponderada e devidamente fundamentada que todos esperávamos e exigíamos. Se por um lado é inquestionável que os seus 27 anos de idade e a longa carreira conferem experiência ao belga, por outro lado parece pouco abonatório que, com tantos anos de futebol, este tenha apenas uma internacionalização pelo seu país e nunca tenha jogado em grandes clubes. Mesmo admitindo que os vídeos disponíveis na Internet sobre o jogador poderão não fazer jus ao seu real valor, a verdade é que tudo o que vi até ao momento não abre grandes expectativas. Não que estejamos na presença de mais um Pablo Osvaldo - esse sim, um verdadeiro flop, um frustrado perdido entre uma paupérrima carreira de futebolista e uma patética vocação de roqueiro - mas talvez um Marc Janko, cuja elevada estatura só serve para acentuar a azelhice. Deus queira que eu esteja enganado.

domingo, 7 de agosto de 2016

Novos equipamentos: 5 estrelas!


Depois do flop que foi o equipamento alternativo cor de cocó, perdão, cor de cacau, da época passada, esperava-se que a New Balance nos oferecesse para este ano produtos superiores, ao nível do melhor que se vê nas equipas de topo. Há que reconhecer que, desta vez, a marca americana esmerou-se e não é por mero acaso que o equipamento principal do FC Porto foi escolhido pela revista FourFourTwo como um dos mais bonitos desta época.

À tradicional camisola azul e branca, a New Balance conferiu um toque de inovação e modernidade com as listas verticais em degrade de azul. A gola e os números a vermelho nas costas e nos calções baseiam-se no equipamento que os dragões usaram aquando da conquista da primeira Taça dos Campeões Europeus e que tão boas recordações traz a todos os portistas que viveram essa época de glória. A lista larga horizontal em torno das meias fecha um conjunto globalmente bem conseguido que, com certeza, muitos portistas quererão juntar à sua colecção. Cinco estrelas!

Ainda que o amarelo não seja propriamente uma novidade nos equipamentos alternativos do FC Porto, o tom vivo da nova camisola destaca-se de todos os demais. Além dos apontamentos em azul forte na forma de listas horizontais, os desenhos geométricos que se distinguem no amarelo formam um conjunto simples mas inovador, moderno e esteticamente atractivo. Excelente!


Infelizmente, nem tudo é positivo, já que o equipamento preto deixa muito a desejar. A Constelação de Draco representada na parte frontal da camisola pode ter muito significado para o clube, mas, a exemplo do que acontece com muitas ideias teoricamente boas, esta não funciona em termos práticos. As estrelas brancas nada dizem a quem não está informado sobre o seu significado e, a uma curta distância, nada mais são do que pequenos pontos praticamente invisíveis e sem qualquer efeito visual. Além disso, a falta de outros elementos estéticos e o tom de cinza do próprio símbolo retira interesse ao equipamento, tornando-o numa monótona mancha negra, sem vida, sem alegria. Desiludiu-me também o material dos emblemas do clube, já que os antigos bordados foram agora substituídos por estampados. Trata-se de um pormenor de somenos importância, é certo, mas que não deixa de mostrar que nem sempre a evolução se faz para melhor.

Agora é a doer

Uma vitória, ainda que pela margem mínima, é sempre uma excelente forma da equipa se apresentar aos sócios, e ainda para mais quando, ao resultado positivo, se juntam alguns momentos de elevada beleza futebolística. As triangulações e as transições rápidas a que se foi assistindo no decorrer do jogo demonstram que Nuno Espírito Santo conseguiu, em cerca de 30 dias, incutir neste grupo algo que os seus antecessores não conseguiram em muitos meses de trabalho: rotinas de jogo.

André Silva mostrou mais uma vez o porquê de ser o novo menino querido dos portistas, não só marcando um golo pleno de oportunidade à boa maneira de um verdadeiro ponta-de-lança, mas também protagonizando um par de outros lances de perigo junto à baliza adversária que entusiasmaram o público e deram mais colorido à festa. Infelizmente, o jovem dragão parece ser, cada vez mais, uma solução isolada no ataque portista, já que Aboubakar é claramente uma carta fora do baralho e Adrián Lopez teima em não corresponder às expectativas, não obstante as múltiplas oportunidades que lhe vão sendo dadas. É certo que, frente ao Vitória de Guimarães, o avançado espanhol podia ter marcado por duas vezes com dois bons remates de cabeça, mas, como sempre acontece, o esforço foi infrutífero. Adrián luta, corre, esforça-se, mas falta sempre aquele pozinho mágico que transforma o vulgar em extraordinário. É perigoso acreditar que Adrián pode ser a solução para o ataque que o FC Porto necessita para fazer frente à exigência da época. Não é, e quanto mais tempo demorarem a perceber isso, pior.

Outro aspecto que motiva preocupação é a defesa, em especial a dupla de centrais. Foram várias as vezes que o sector recuado vacilou perigosamente, dando autênticas abébias aos adversários que estes só por mera azelhice não aproveitaram. Sendo certo que Felipe vai dando mostras de ser um reforço com potencial, parece evidente que o brasileiro não possui os predicados para se afirmar como o patrão da defesa que o FC Porto precisa. Nessa perspectiva, a ausência de uma surpresa de última hora na apresentação do plantel causou desilusão, já que imperava entre os adeptos a convicção de que a contratação de um central experiente era um facto consumado. Ainda é possível proceder a alguns acertos no plantel, mas o tempo começa a apertar, tanto mais que a Roma está já ali ao virar da esquina. E agora é a doer... 

sábado, 4 de junho de 2016

Expresso: falta de vergonha, decência e honestidade

Miguel Cadete, director-adjunto do jornal Expresso, é mais um exemplo acabado da corrupção intelectual que grassa na imprensa lisboeta. Ontem, este patético indivíduo teve o descaramento de assinar um artigo de opinião onde, a respeito do lance que ditou a expulsão de Bruno Alves no jogo da Selecção Nacional frente à Inglaterra, afirma o seguinte:
 
«Estaria Bruno a pensar que ainda jogava no FC Porto, no início do século, com os árbitros desse tempo? Ou julgava que já tinha voltado a jogar no FCP, com os árbitros de hoje?»

Miguel Cadete deve pensar que os portugueses são um imenso rebanho de carneirinhos subjugados pelo cajado lisboeta, pois só assim se compreende que assuma um discurso tão flagrantemente tendencioso em favor dos interesses dos lobbies da capital num jornal que se diz sério e isento. De facto, se tivesse um pingo de vergonha, decência e honestidade, Miguel Cadete estaria caladinho com a conversa da arbitragem, dada a profusão de exemplos evidentes da protecção escandalosa que os árbitros portugueses, cobardes e servis, têm concedido ao clubezeco do regime, protecção essa que, nos últimos anos, muito contribuiu para a conquista do tão almejado tricampeonato. Recordar-se-ia, por exemplo, da entrada assassina de Renato Sanches sobre Bryan Ruiz, punida por Artur Soares Dias com um simples amarelo:
Lembrar-se-ia também do golpe de karaté - que em nada ficou a dever ao de Bruno Alves - que Eliseu deu na cabeça de Paolo Hurtado, mas que o árbitro deixou passar em claro, sem qualquer cartão: 
Compararia ainda a gritante diferença de critérios de arbitragem que, durante os oito anos de Maxi Pereira ao serviço do clubezeco dos vouchers, permitiu que o uruguaio distribuísse cacetada a seu bel-prazer sem ver um único cartão vermelho, enquanto que, de azul e branco vestido, qualquer encosto no adversário serve de pretexto para acção disciplinar:
Perante tudo isto (e muito mais), é preciso ter LATA para vir falar do FC Porto no panorama actual, ainda para mais servindo-se, como arma de arremesso, de um jogador que há vários anos deixou de vestir de azul e branco e que protagonizou o lance em questão ao serviço da Selecção Nacional, mas é óbvio que vergonha, decência e honestidade são conceitos que há muito deixaram de constar nos dicionários da imprensa da Capital do Império Ultramarino.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Figo seco

Tenho imenso respeito pelo Luís Figo, quer pela brilhante carreira que teve enquanto jogador, quer pela sua já notável carreira empresarial, quer ainda pelo pai e chefe de família que é, mas não revejo nele a mais pequena autoridade para se pronunciar sobre questões do foro administrativo do FC Porto. Se Pinto da Costa continua ou não a ser um bom presidente, isso cabe, única e exclusivamente, aos sócios do clube decidir, e estes já se pronunciaram nas recentes eleições. Aconselhava-se a Figo maior recato nas declarações públicas, tanto na forma como no conteúdo.

P.S.- A newsletter Dragões Diário dedicou um parágrafo da sua edição de hoje, dia 2 de Junho, às declarações de Figo, chamando-lhe "pesetero", em alusão a vários casos protagonizados pelo antigo jogador, designadamente o episódio da assinatura simultânea por dois clubes italianos e a polémica troca de Barcelona para Madrid. Parece-me legítima a resposta dada pelos dragões, mas dispensava-se, também aqui, o tom excessivamente agressivo. Por vezes, uma simples frase é suficiente para responder a quem não merece que se lhe dê demasiada importância.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Essas pessoas medonhas, feias e desdentadas lá do Norte

Convidado de Nuno Markl no Canal Q, José Cid referiu-se aos transmontanos de forma extremamente insultuosa. A dada altura do programa, falando acerca da música portuguesa, o cantor afirmou que "essas pessoas do Portugal profundo já deviam ter evoluído" e acrescentou: "Vêm excursões para o Pavilhão Atlântico dessas pessoas que nunca viram o mar, assim medonhas, feias e desdentadas. Efectivamente, isso não é Portugal".


Como se esperava, estas declarações motivaram uma legítima revolta e não se fizeram esperar as reacções enérgicas, não só dos transmontanos, mas também de todos aqueles que não se revêm nesta imagem degradante do povo nortenho. Mas aqui eu pergunto: o que motiva tal revolta, afinal? O que causa mais espanto? Ouvir a opinião de um artista cuja carreira foi sempre marcada por polémicas e excentricidades, ou perceber que esta é, afinal de contas, a simples manifestação de uma mentalidade que é comum à generalidade dos lisboetas? 
Tenho familiares em Lisboa e há décadas que conheço este tipo de discurso. Ainda recentemente, a filha de um primo meu, uma miúda com apenas 10 anos de idade, natural da capital, me dizia convictamente: "O Porto não presta! No Porto só há gente burra!". "Por que dizes isso? Conheces o Porto? Já lá foste?", perguntei-lhe eu. "Eu não, mas o meu pai disse-me!", respondeu-me ela.
De facto, tenho de concordar parcialmente com a minha priminha. Não há só burros no Porto e no Norte do país, mas há, infelizmente, muita gente que continua a fazer-se passar por burra, fingindo desconhecer esta triste realidade: para o comum dos alfacinhas, as pessoas do Norte, sejam elas do Minho, Trás-os-Montes ou Douro, não passam de gente atrasada, analfabeta e ignorante. Mais do que nunca, é preciso mudar esta mentalidade, mas ela não mudará enquanto perdurarem as constantes demonstrações de subserviência e inferioridade do povo português em relação à capital e essas continuam visíveis nas mais diversas vertentes.

domingo, 29 de maio de 2016

Discurso para embalar meninos

"Quero mostrar que o Benfica nas derrotas também sabe respeitar os outros. Estivemos tristes, mas presentes".

Estas palavras, proferidas por Carlos Lisboa, treinador de basquetebol do Benfica, após o jogo de hoje  frente ao FC Porto no Dragão Caixa que garantiu o título de campeão nacional para os azuis e brancos, podem parecer uma demonstração de desportivismo, mas só para aqueles que têm a memória curta. Para os outros, aqueles que ainda se recordam das cenas execráveis protagonizadas por este indivíduo quando o Benfica venceu a final da Liga Portuguesa de Basquetebol em Maio de 2012, isto não passa de mais um exemplo do discurso falacioso e hipócrita para embalar meninos, tão típico do clubezeco que gosta de parecer o que não é.
As imagens do Porto Canal, acompanhadas da entrevista a Nuno Marçal, são esclarecedoras quanto ao respeito que Carlos Lisboa tem pelos outros clubes e, em especial, pelo FC Porto:


terça-feira, 19 de abril de 2016

Que injustiça, de facto...

“Hoje é o início de uma nova união, de determinação total de toda a gente para que o mandato seja ao nível deste fim de semana. Tivemos vitórias em basquetebol, frente ao Benfica, em andebol, contra o mesmo adversário, no hóquei, sobre o Óquei de Barcelos, e já hoje no basquetebol, com o Barcelos, e da equipa B contra o Feirense. Depois tivemos esta magnífica exibição e vitória contra uma equipa bem valiosa, que é o Nacional. É isso que os sócios querem e que os jornais não querem, mas vão ter de aguentar”.

Estas palavras, proferidas por Pinto da Costa logo após o encerramento das eleições que ditaram o seu 13º mandato na presidência do FC Porto, encerram em si um apelo à união de todos os adeptos e simpatizantes portistas. Lamentavelmente, há gente que insiste em não dar ouvidos ao nosso presidente, nem perceber que este não é o momento para mais conflitos internos, mas antes para nos unirmos em torno dos interesses supremos do clube. 

Vinte e quatro horas após as eleições, marcadas por uma campanha cobarde de apelo ao voto nulo perpetrada por um movimento sem rosto, ainda há quem persista nos ataques infames a Pinto da Costa e tudo serve de pretexto para tal. Queixam-se agora os energúmenos de que o salão onde decorreu a votação (que é o mesmo onde decorreram as votações anteriores, refira-se) não tinha condições para que (pasme-se!) os sócios pudessem anular o seu voto em segredo! Claro, nós até sabemos que as secções de voto não devem estar preparadas para que os eleitores possam votar com calma e serenidade (como aliás aconteceu nos eventos anteriores, sem que tal motivasse qualquer contestação), mas antes para poderem riscar os boletins como se fossem fedelhos a desenhar nas paredes às escondidas dos pais. Quem se lembrou de privar estes meninos da sua vontade pueril, não respeita o direito destes em criticar e atacar quem bem lhes apetece, salvaguardados pelo anonimato de serem também eles alvo da crítica de todos os que, como eu, não seguem a mesma cartilha nem concordam com tamanha ignomínia. Que injustiça, de facto...

Isto de dar a cara pelas causas, pelos vistos, não é para todos, portanto, continuem a colar cartazes a coberto da escuridão da noite e a escrever alarvidades em blogues de intenções duvidosas. Estou certo de que, com atitudes desse calibre, o FC Porto não tardará a reencontrar o caminho do sucesso. Ou não!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Bastards!

Os autores da campanha infame que, durante o dia de hoje, afixou cartazes em torno do Estádio do Dragão apelando ao voto nulo, deviam acordar amanhã com uma águia gravada com um ferro em brasa no meio da testa! Esses e todos os traidores que se deixaram levar por essa ignomínia que apenas serviu como arma de arremesso contra Pinto da Costa e o FC Porto por parte dos nossos rivais e da sempre asquerosa imprensa lisboeta! Rai's vos parta, pá!

sábado, 16 de abril de 2016

Ganhem vergonha e comprem um espelho!

Quantas e quantas vezes vimos o público do Dragão em peso a assobiar a equipa pelo péssimo futebol praticado sob a orientação de Lopetegui? Quantas e quantas vezes vimos lenços brancos nas bancadas, de milhares de adeptos a exigir a demissão do treinador? Quantas vezes vimos as claques portistas a insultar o basco, incluindo naquela vergonhosa recepção à equipa, após a derrota em Londres, aos gritos de "Lopetegui, cabrão, pede a demissão"? Pois... Mas bastou o Pinto da Costa ter assumido publicamente o seu erro de ter contratado um treinador incompetente e de lhe ter conferido demasiado poder para construir o plantel à sua vontade, para que logo muitos desses adeptos viessem acusar o presidente de (pasme-se!) "estar a sacudir as culpas para o pobre treinador"...

Quantas e quantas vezes vimos milhares de adeptos a assobiar e a insultar os jogadores, furiosos com a falta de garra e de amor à camisola que estes demonstravam? Quantas e quantas vezes vimos as claques portistas a gritar "Joguem à bola" e "Vocês são uma vergonha"? Pois... Mas bastou o Pinto da Costa ter afirmado que as últimas jornadas iriam servir para que os jogadores demonstrassem se têm carácter para continuar de dragão ao peito na próxima época, para que logo muitos desses adeptos viessem acusar o presidente de (pasme-se!) "estar a retirar força e ânimo aos pobres jogadores"...

Parece que anda muita gente a precisar de tomar Memofante, mas sabem o que digo a esses esquecidinhos da treta? Ganhem vergonha na cara e comprem um espelho! Ainda se vão arrepender (e muito!) do que andam agora a dizer de Jorge Nuno Pinto da Costa!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Reflexão (de um sempre fiel) portista

A realidade actual do FC Porto tem causado em todos os adeptos portistas uma revolta capaz de fazer perder a calma ao mais sereno dos seres humanos, mas isso não justifica tudo e mais alguma coisa. Em nome da estabilidade que, mais do que nunca, se mostra necessária, há que saber manter o discernimento e a racionalidade, o bom senso e a decência, o respeito e a dignidade. Sem isso, só estaremos a precipitar a queda do clube no abismo.
 
Ao contrário daquilo que muitos jovens hoje parecem pensar, a hegemonia do FC Porto no futebol português, a que nos fomos habituando durante muitos anos a fio, não existe desde sempre, nem caiu do céu aos trambolhões por obra e graça do espírito santo. Nos meus tempos de juventude, o FC Porto não passava de um simpático clube de província com pouca expressão nacional e um completo desconhecido a nível internacional. Se essa realidade se alterou até chegarmos ao patamar de excelência em que hoje nos encontramos, tal se deve, em enormíssima medida, ao trabalho e empenho de um homem que dedicou grande parte da sua vida a esta nobre causa chamada FC Porto. Por esse motivo, Jorge Nuno Pinto da Costa será sempre o maior herói da história do clube portista e qualquer tentativa de beliscar a sua imagem, ou pôr em causa a sua fidelidade às cores azuis e brancas, não passará de uma ignóbil injustiça perpetrada por gente que desconhece o significado da palavra gratidão.

As lamentáveis ocorrências da semana passada (que a comunicação social nos transmitiu com especial regozijo, ou não andasse essa corja, há tantos anos, ávida por momentos como este), designadamente as tarjas insultuosas exibidas e os petardos rebentados à porta da casa do presidente portista, só podem causar repugnância e náusea a qualquer fiel e indefectível portista. Independentemente das críticas que se possam dirigir a Pinto da Costa e das culpas que lhe possam ser imputadas nesta crise que o clube atravessa, há coisas que ultrapassam completamente o limites da sanidade mental e entram no campo da psicopatia. Infelizmente, esses actos execráveis não são mais do que uma consequência previsível da campanha verbal lançada contra Pinto da Costa por gente irresponsável, que acha que o simples facto de debitar diatribes na blogosfera lhe confere algum tipo de credibilidade ou estatuto no universo azul e branco. Mais do que prejudicar o próprio clube, esta gente oferece de bandeja aos nossos rivais as ambicionadas armas para destruírem tudo o que de melhor se fez no FC Porto ao longo das ultimas décadas.

É completamente FALSO que Pinto da Costa tenha tentado sacudir do seu capote as culpas do insucesso. Pelo contrário! Numa demonstração de elevado carácter e de inegável portismo, Pinto da Costa assumiu, na entrevista concedida ao Porto Canal, os erros próprios e manifestou-se desiludido e revoltado com o momento actual do clube, comprometendo-se a tudo fazer para inverter rapidamente este rumo.
Dentro da estrutura do clube, cada elemento assume uma determinada função específica e é no âmbito das suas competências que cada um deve ser avaliado.  Nesse sentido, a culpa do presidente na crise actual resume-se, tal como foi reconhecido pelo próprio Pinto da Costa, à contratação de treinadores incompetentes e inexperientes, a quem foi dada demasiada liberdade na construção de plantéis desequilibrados e de fraca qualidade. Não é coisa pouca? Claro que não! Tendo em conta que todo o resto veio por arrasto, é muita! Mas o facto de Pinto da Costa reconhecer os erros e identificar o que esteve mal na sua condução é um sinal muito positivo. O resto, só com tempo, paciência e perseverança se corrigirá.

Se há clube entre os grandes de Portugal que prima pela transparência nas contas, é precisamente o FC Porto. Há muitos anos que se sabe quanto é que os dirigentes auferem e quanto é pago em comissões pela transferência de jogadores. Vir agora fazer disso um cavalo de batalha, como se a situação fosse nova ou exclusiva do nosso clube, é simplesmente RIDÍCULO! Houve alguém que quis fazer dessa questão a causa da crise actual, a reboque do discurso populista de certos dirigentes quixotescos de clubes lisboetas, e muitos deixaram-se inebriar por esse argumento falacioso como carneirinhos. Pensarão estes pobres ingénuos que os jogadores que tiveram sucesso de dragão ao peito vieram de borla, sem agentes envolvidos e sem verbas passadas pela mão de terceiros? Em que mundo é que vivem? Onde andaram durante todos estes anos? Para que serviram os relatórios de contas? Tenham juizinho, pá!

Podemos criticar a demora das declarações públicas de Pinto da Costa, mas seria mesmo necessário que elas acontecessem? O trilho de sucesso que marcou os seus mandatos ao longo de mais de 30 anos de presidência não deveriam ser suficientes para que, no mínimo, lhe fosse agora concedido o benefício da dúvida? Tantas décadas de convívio com este homem não serão ainda suficientes para que conheçamos o seu estado de espírito nestes maus momentos? Os inúmeros sacrifícios pessoais que fez em prol do clube não serão suficientes para afastar da nossa mente qualquer dúvida quanto à sua seriedade e competência? Alguém, no seu perfeito estado de sanidade mental, pode acreditar que Pinto da Costa poria os euros acima do sucesso desportivo do clube? Por muito que nos custe suportar a falta de títulos, o que significam estes três anos de miséria face aos trinta anos de fortuna que Pinto da Costa nos proporcionou? Pinto da Costa é a pessoa certa, no lugar certo e no momento certo para fazer regressar o clube à glória. Ninguém o deseja mais do que ele e ninguém saberá fazê-lo melhor do que ele!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Papagaio moiro de bico encarnado

Mensagem publicada por João Gabriel  na sua conta no Twitter, dirigida ao Sporting:

"O treinador não responde, responde o Presidente. Portanto, estou ao nível do Presidente. Só é pena o Presidente não ter nível."

Conclusão lógica: se João Gabriel se diz ao nível do presidente leonino e acha que este não tem nível, então João Gabriel assume que também não tem. Fica-lhe bem esta sinceridade no reconhecimento da sua baixeza. Enfim, a ânsia de debitar comentários precipitados no Twitter, sem ponderação nem educação, só pode dar azo à idiotice. E andam os jornais a encher páginas com os comentários de gente desta estirpe...

domingo, 10 de abril de 2016

Estou cá com um palpite...

Estou a ver o Benfica a ganhar muitos jogos nos últimos minutos e pela margem mínima. Depois desculpam-se dizendo que "Ah e tal, a equipa acredita até ao fim, é uma vitória à campeão, blábláblá", mas estou cá com um palpite que, se o Sporting ganhar no Dragão, ainda vamos assistir a uma reviravolta no final do campeonato.