domingo, 3 de dezembro de 2017

Invasão de campo é uma história mal contada

Quando o Diabo de Gaia invadiu o campo no Estádio da Luz, foi facilmente reconhecido, pois era uma figura assídua, quer na Luz, quer nos campos onde o Benfica jogava. Era conhecido pelo seu fervoroso benfiquismo e pelas vestes vistosas e incomuns que envergava, que lhe valeram a alcunha. Quando agrediu o juiz de linha, fê-lo por achar que este havia prejudicado o seu clube numa ou mais situações. Resumindo, havia antecedentes óbvios que o ligavam ao clube encarnado e uma motivação para agir da forma como agiu.
Já o alegado adepto portista que invadiu o terreno de jogo no Dragão durante o clássico não é conhecido de ninguém. Segundo o jornal Record, este reside e possui uma empresa em Lisboa, não havendo registo da sua presença entre as claques portistas da capital. Ora, não vos parece uma situação estranhamente forçada que um adepto portista venha de Lisboa ao Porto para assistir a um jogo do clube do seu coração e, assim do nada, resolva invadir o campo para agredir um jogador da equipa adversária, sabendo que daí adviriam graves consequências, quer para o clube, quer para a sua vida pessoal? E por que motivo não agrediu o árbitro, que prejudicou gravemente o FC Porto num penalti e consequente expulsão de Luisão, ou o juiz de linha, que invalidou um golo limpo aos portistas, assinalando um fora de jogo verdadeiramente criminoso? Qualquer adepto presente no estádio teria pleno conhecimento destes erros de arbitragem, bastando para tal acompanhar os relatos através da rádio. Então, porquê agredir um jogador? E porquê escolher o Pizzi, que até já tinha sido substituído, entre todos os que se encontravam junto ao banco encarnado? 

Esta história levanta muitas dúvidas que carecem de investigação. Podem achar que estou a ser demasiado desconfiado, mas não se esqueçam de que os emails já demonstraram que estamos a defrontar gente muito desonesta, escumalha da pior espécie, capaz de todo o tipo de subterfúgios para nos prejudicar. E o polvo tem muitos tentáculos.

sábado, 2 de dezembro de 2017

¿Para qué existe el VAR?

Foto de Baluarte Dragão.

Como já vem sendo habitual, a imprensa espanhola acompanha as principais incidências do futebol português e, nesse sentido, o jornal MARCA não podia deixar de fazer referência ao clássico do Dragão na sua edição de hoje. Obviamente, nem aos olhos dos jornalistas espanhóis passou em claro o erro clamoroso cometido aos 56 minutos, quando o árbitro Jorge Sousa, por indicação do seu assistente, anulou um golo limpo ao FC Porto. E à constatação da legalidade óbvia do lance, o autor do artigo acrescenta uma interessante questão:

«La jugada polémica del partido llegó en el minuto 56. El árbitro anuló a Héctor Herrera un gol legal por un supuesto fuera de juego previo de Aboubakar, el cual nunca existió. ¿Para qué existe el VAR en estas ocasiones? Todavía está por aclararse.»

É claro que, desde o apito final do jogo, já muitos analistas de arbitragem se desdobraram nas mais variadas desculpas e justificações para a ausência de intervenção do VAR nesta decisão verdadeiramente criminosa da equipa de arbitragem, mas não explicam - provavelmente por não existir explicação à luz da razão - as questões fulcrais que qualquer adepto de futebol gostaria de ver esclarecidas. Em primeiro lugar, como é possível um juiz de linha internacional cometer um erro tão grotesco como este, assinalando fora de jogo a um avançado que se encontra mais de 2 metros atrás da linha de anti-jogo? Em segundo lugar, por que motivo não aguardou o árbitro pela conclusão da jogada antes de apitar, dando assim a possibilidade do lance ser analisado pelo VAR?

Oremos irmãos

O Benfica é a ÚLTIMA equipa em Portugal com autoridade moral para se queixar de critérios disciplinares. Já esta época, assistimos a várias situações protagonizadas por jogadores encarnados claramente merecedoras de punição disciplinar e que simplesmente passaram impunes graças à passividade dos árbitros. Vimos, por exemplo, Eliseu a cravar os pitões na perna de um adversário e a agredir jogadores com joelhadas e cotoveladas, sem que fosse marcada falta, sequer. Vimos Samaris a fazer uma gravata e a apertar o pescoço a adversários, sem ser expulso. Pior, vimos o SLB a recorrer do castigo aplicado à posteriori, por considerar que o seu atleta estava a ser vítima de uma injustiça. E perante tudo isto, têm a lata de vir reclamar vermelho directo numa entrada dura de Felipe que a crítica em geral considera apenas merecedora de amarelo?

Em qualquer jogo existem erros de arbitragem a favor de ambas as equipas e, se quisermos analisar o jogo à lupa, facilmente encontraremos lances em que os encarnados poderão reclamar de Jorge Sousa. Os amarelos poupados a Felipe e Alex Telles são exemplos disso. Mas alegar que estes erros menores, quando colocados no prato da balança, compensam o peso que os erros clamorosos cometidos pela equipa de arbitragem em prejuízo do FC Porto tiveram no resultado final, é uma manobra do mais puro cinismo e desonestidade. Duas grandes penalidades não assinaladas, uma expulsão perdoada a Luisão e um golo perfeitamente legal criminosamente anulado por um fora de jogo verdadeiramente inacreditável inventado pelo juiz de linha, são demasiados erros grosseiros para se poderem aceitar como normais em qualquer parte do mundo civilizado.

Em duas jornadas consecutivas, o FC Porto foi prejudicado em 4 pontos, graças a decisões de arbitragem que foram unanimemente classificadas pela crítica em geral como erros grosseiros. É altura de se questionar se todos os analistas de arbitragem estarão errados ou se algo de muito grave se passará na arbitragem portuguesa, já que, mesmo munidos de VAR, continuamos a assistir a uma clara e indiscutível deturpação da verdade desportiva.


domingo, 15 de outubro de 2017

Ribeiro Cristóvão


Ribeiro Cristóvão, conhecido comentador radiofónico e televisivo, faz parte de uma trupe que incluía Rui Cartaxana, Alfredo Farinha e outros energúmenos da mesma geração, que se faziam passar por jornalistas isentos e idóneos mas, quando ultrapassavam a sua simples função jornalística de transmitir as informações nuas e cruas e começavam a debitar opiniões pessoais, davam mostras de um facciosismo atroz. Nunca pude com esta estirpe de pseudo-jornalistas nem lhes concedo o mais pequeno respeito e consideração pelo que dizem. É gente que já ultrapassou o seu prazo de validade no futebol há muitos anos, mas que continua a ser perigosa pelo cinismo com que usa e abusa da sua veteranice para conferir alguma credibilidade a um discurso falacioso e trauliteiro  que, na prática, mais não é do que pura propaganda da cartilha do regime nacional-benfiquista.

Veio agora Ribeiro Cristóvão, sem qualquer pudor, alegar que o facto do jogo da Taça de Portugal, disputado entre o FC Porto e o Lusitano de Évora, se ter realizado no Estádio do Restelo, se tratou de um favorecimento aos portistas. Ignora este energúmeno que a mudança de campo aconteceu, não por vontade do FC Porto, mas por imposição da própria FPF devido à falta de condições do estádio, como, inclusivamente, foi assumido desde o primeiro instante pela direcção do emblema alentejano. Aliás, basta fazer uma rápida busca no Google por imagens do Campo Estrela (assim se chama o estádio do Lusitano de Évora) para se perceber a pertinência da decisão da FPF. 



As fotos são perfeitamente elucidativas quanto à falta de condições do estádio, mas enfim, talvez a idade avançada de Ribeiro Cristóvão justifique a sua incapacidade para pesquisar e analisar os factos de forma competente e idónea antes de ir para a televisão debitar alarvidades como as que agora proferiu. O que não explica é a desonesta dualidade de critérios com que, numa completa inversão de critério, considerou compreensível a mudança do jogo Olhanense-Benfica para o Estádio do Algarve, justificando-a com a alegada pretensão de obter melhor receita de bilheteira. Como é perfeitamente sabido, a Olhanense possui um excelente estádio, o José Arcanjo, e não é seguramente por falta de condições que o jogo não se realizou ali . Ora, o emblema algarvio obteria maior receita de bilheteira enchendo o seu próprio reduto com os seus adeptos, do que aquela que obteve indo jogar a Faro. E isto já para não falar do prejuízo desportivo causado pelo facto de jogar em campo neutro, prescindindo assim do apoio dos seus adeptos à equipa. Tivesse a Olhanense beneficiado do factor casa e talvez o desfecho do jogo fosse diferente, mas aqui, com certeza, já o Ribeiro Cristóvão não conseguirá descortinar qualquer favorecimento aos lisboetas. 

Fica mais este registo, para juntar a tantos outros que evidenciam a falta de honestidade e seriedade de Ribeiro Cristóvão, com a certeza de que, na próxima vez que este indivíduo abrir a boca, saberemos conceder-lhe o devido respeito e consideração que merece.

sábado, 14 de outubro de 2017

Manifesto interesse público

A publicação do acórdão do Tribunal Cível da Comarca do Porto veio esclarecer os fundamentos  da decisão de indeferir a providência cautelar intentada pelo Benfica e demonstrar de forma cabal a desonestidade e hipocrisia da reacção do clubezeco do regime, manifestada sob a forma de um comunicado a todos os níveis vergonhoso. 

A leitura do acórdão permite perceber que o tribunal rejeitou liminarmente a acusação de concorrência desleal porque “manifestamente, não é concebível uma transferência de adeptos ou sócios de um clube para outro, pelo menos com dimensão significativa”. Além disso, “não se mostra alegado qualquer facto que indicie, ou de onde se possa retirar a possibilidade, o potencial dano de, por força dos factos alegados, qualquer dos patrocinadores fazer cessar o seu patrocínio”
Note-se que, ao contrário da falsa ideia que o SLB procurou ontem difundir, não está aqui em causa a eventual ilicitude da obtenção dos emails, já que essa é uma questão que deverá ser analisada em processo próprio, mas apenas a questão da alegada concorrência desleal. E essa, como muito bem explicou o tribunal, não existe.

O acórdão do tribunal termina com duas conclusões de grande relevância para todo este processo dos emails, primeiro ao caracterizar a acção do SLB como “aquilo que poderá ser, na prática, uma hipotética censura a um meio de comunicação social" e segundo ao afirmar que "é inequívoco que algumas das afirmações, a ser comprovada a sua veracidade, revestem manifesto interesse público”. Esta afirmação encerra em si duas questões fundamentais: a primeira, porque reconhece o Porto Canal como um meio de comunicação social legítimo e, consequentemente, confere rigor jornalístico e interesse público à investigação levada a cabo por Francisco J. Marques; a segunda, porque reconhece a má-fé das acções movidas pelo Benfica na justiça, na tentativa óbvia de esconder actos ilícitos perpetrados pelos seus dirigentes.

A Camorra

"A SAD do Sport Lisboa e Benfica considera a decisão do Tribunal Judicial da Comarca do Porto de determinar como improcedente a providência cautelar por si apresentada como muito grave e absurda num Estado de Direito e que justifica e impõe o inevitável recurso imediato para o Tribunal da Relação. A confissão clubística do Senhor Juiz que proferiu esta sentença, evidenciada no primeiro despacho, atenuou a surpresa desta decisão, apesar do carácter inédito de que se reveste e da gravíssima doutrina que pode originar."

Este comunicado vergonhoso, publicado hoje pelo SLB em reacção à decisão do Tribunal em indeferir o pedido de providência cautelar por si interposto no sentido de obrigar o FC Porto a parar com a divulgação dos emails no Porto Canal, vem demonstrar, mais uma vez, que a escumalha do clubezeco do regime se julga acima da lei e da justiça. Mas que país é este em que um energúmeno qualquer pode ter o descaramento de vir pôr em causa a decisão de um tribunal, chamando-lhe "muito grave e absurda"??? Quem é esta gentalha para se achar no direito de vir pôr em causa a idoneidade e a isenção de um juiz, levantando suspeitas gratuitas contra ele com base na sua alegada afinidade clubística??? Julgarão porventura estes burgessos que toda a gente neste país é fanática como eles próprios, que passam por cima das leis e dos valores morais em nome dos supremos interesses do regime nacional-benfiquista??? Até quando é que as autoridades portuguesas vão continuar a fazer vista grossa perante os insultos, as difamações e a falta de respeito evidenciadas por esta corja???

Qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe que a verdadeira intenção do Benfica ao avançar com esta providência cautelar era simplesmente calar as denúncias gravíssimas que têm vindo a público pela voz de Francisco J. Marques. Obviamente, nenhum tribunal poderia pactuar com tal pretensão, sob pena de se tornar cúmplice dos possíveis crimes que estarão aqui em causa. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O que o vídeo-árbitro não viu... ou não quis ver

José Mourinho queixou-se de que o primeiro golo do Real Madrid frente ao Manchester United na Supertaça Europeia foi irregular e afirmou que, caso esse jogo tivesse vídeo-árbitro, o lance teria sido invalidado. As imagens televisivas revelam que o treinador português tem efectivamente motivos de queixa, já que Casemiro se encontrava ligeiramente adiantado em relação à linha da defesa no momento do passe. No entanto, desengane-se o Special One se pensa que o vídeo-árbitro é uma garantia de verdade desportiva, pois está provado que a tecnologia, só por si, de nada valerá enquanto a interpretação das imagens estiver dependente do critério de seres humanos. E esse, já se sabe, vagueia ao sabor de muitos ventos...


A análise das imagens do lance do primeiro golo do Benfica no jogo da Supertaça permite concluir que o avançado encarnado se encontrava em posição irregular no momento em que a bola lhe é endereçada. Este facto, aliado à falta cometida por Seferovic sobre o defesa do Vitória de Guimarães, torna o lance duplamente irregular, mas nem o árbitro, nem o vídeo-árbitro, conseguiram descortinar qualquer motivo para anular o golo.

Como se percebe pela imagem ampliada, o adiantamento do avançado encarnado em relação ao jogador vitoriano é de cerca de 10 centímetros, pelo que seria extremamente difícil para o juiz-de-linha aperceber-se da situação. Mas... e o vídeo-árbitro? Não é precisamente para a detecção de irregularidades deste tipo que foi criado? E, já agora, por que motivo nenhum canal televisivo referiu esta ilegalidade? Com tantas imagens e tecnologia de que dispõem, não seria fácil realizarem uma análise semelhante a esta que eu fiz recorrendo apenas a um simples programa de desenho assistido por computador?

domingo, 6 de agosto de 2017

Grupo de assassinos organizados

Todos nos recordamos do verdadeiro vendaval que a CMTV produziu a propósito do roubo de um microfone, alegadamente perpetrado por elementos ligados aos Super Dragões, à entrada do tribunal, no Porto. Durante vários dias a fio, o caso foi notícia de destaque nos noticiários e tema de discussão nos mais diversos programas televisivos. O arraial contou com a preciosa colaboração da classe jornalística que, demonstrando um espírito de corporativismo verdadeiramente arrasador, condenou veementemente o acto, conferindo-lhe uma dimensão e gravidade quase ao nível de terrorismo internacional.

Hoje, a imprensa nem pia sobre a agressão de que os jornalistas da CMTV foram vítimas ontem, antes do jogo da Supertaça, durante um directo televisivo a partir das ruas de Aveiro. Não há manifestações de indignação contra a violência exercida sobre os profissionais da comunicação social, nem uma condenação firme dos elementos da claque, perdão, do grupo de adeptos organizado que perpetrou a agressão, nem sequer, na maioria dos jornais e canais televisivos, um pequena referência ao ocorrido. Não fossem as imagens divulgadas e partilhadas no Facebook e quase se juraria que nada de grave se passou nas ruas de Aveiro. Será porque os agressores estavam perfeitamente identificados com as camisolas do clube do regime, ou será que o forte espírito de corporativismo demonstrado noutras circunstâncias, envolvendo outros intervenientes, se esmorece conforme os interesses dos lobbies económicos da Capital do Império? Que autoridade moral terá a classe jornalística para se queixar em futuras situações deste género, quando, perante esta agressão, se mostra cúmplice com o seu silêncio? Não seria de aconselhar aos jornalistas cá do burgo que arranjem uma coluna vertebral e ganhem vergonha na cara?

Revolta!

Hoje, vai-se percebendo ainda melhor a dimensão do roubo de arbitragem que aconteceu ontem em Aveiro, mais uma vez com o clube do regime a ser escandalosamente beneficiado pelos senhores do apito. Além dos jornais O Jogo e Record considerarem unanimemente a existência de uma falta de Seferovic sobre um defesa, ocorrida no lance do primeiro golo do Benfica (a qual, em conjunto com o adiantamento do avançado encarnado no momento do passe, torna o golo duplamente irregular), é notório o critério disciplinar estranhamente benevolente demonstrado pelo árbitro perante as entradas violentas protagonizadas por jogadores encarnados sobre os adversários, designadamente numa tesoura de Jonas junto à linha lateral, um carrinho de Luizão já em tempo de descontos e um pontapé de Jardel, sem bola, no joelho de Raphinha. A tudo isto, junta-se o corte com o braço em plena área do Benfica, que seria obviamente merecedor de penalty, não fosse a equipa de padres de serviço ao vídeo-árbitro ter, uma vez mais, adoptado um critério discutível, em claro favorecimento da equipa do regime. 
Por muito que a corrupta imprensa da Capital procure esconder este escândalo, não podemos permitir que a podridão que se instalou no futebol luso passe novamente impune, cabendo-nos o direito e o dever de protestar veementemente contra estes roubos descarados que outro objectivo não têm senão oferecer títulos ao clube do regime e assim produzir artificialmente uma grandeza fictícia que, com justiça e honestidade, não conseguiria obter.

sábado, 5 de agosto de 2017

Video-roubo!


Com a conquista da Supertaça em Aveiro, Luisão, capitão do Benfica, fez história ao sagrar-se como o jogador encarnado com mais títulos conquistados. Igualmente merecedor de destaque nos anais da história do clube do regime é o padre, perdão, o árbitro Hugo Miguel, que, sentado num cadeirão com os ecrãs na frente dos olhos, foi incapaz de assinalar uma agressão clara de Jardel a Raphinha, jogador do Vitória de Guimarães, ao pontapeá-lo por trás num joelho, num lance sem bola. Este caso é a maior prova da incapacidade do video-árbitro de julgar contra o clubezeco do regime, mas outros lances houve, menos evidentes mas nem por isso menos graves, em que as decisões do padre de serviço à sacristia foram sistematicamente favoráveis aos lisboetas. Atente-se, por exemplo, ao primeiro golo do clubezeco dos vouchers, onde a posição do avançado deixa muitas dúvidas quanto à sua legalidade (sem que a RTP se dignasse a mostrar uma única imagem de um ângulo que permitisse tirar as dúvidas) ou a outro lance, ocorrido na área encarnada, em que o corte evidente do defesa com o braço foi interpretado como casual.
É por estas e por outras que o video-árbitro de nada servirá enquanto o Ministério Público não tiver a dignidade de investigar a podridão que se passa nos meandros do futebol português e, principalmente, enquanto não vasculhar até ao ínfimo pormenor a vida destes padres, perdão, destes árbitros, cujas ligações ao clube do regime estão por demais comprovadas através dos emails denunciados por Francisco J. Marques no Porto Canal.

domingo, 25 de junho de 2017

Birra de putos mimados

Não é costume falar-se neste blogue de outras modalidades que não o futebol, mas, neste caso, é pertinente que o façamos face à gravidade da situação que se vive no hóquei em patins. 

Está previsto para este fim de semana a final-four da Taça de Portugal em hóquei em patins, com os jogos Porto-Benfica e Sporting de Tomar-AE Física agendados para hoje. Acontece porém que os encarnados não compareceram ao jogo, em protesto pela alegada "necessidade e urgência de se tomar uma posição clara que demonstre o estado de degradação que atingiu este ano a cúpula da modalidade". Na verdade, o que está em causa é o golo anulado ao Benfica na última jornada do campeonato, frente ao Sporting, que ditaria a perda do título nacional para o FC Porto. Um golo cuja legalidade as imagens não esclarecem, mas que, segundo a visão do árbitro, terá sido marcado com o corpo (e não com o stick, como as regras impõem) e, como tal, foi bem anulado.

Antes de mais, há que salientar a profunda hipocrisia patente nesta postura do Benfica, já que o mesmo foi muito crítico numa situação semelhante protagonizada por outro clube. Em Novembro de 2011, o Benfica conquistou, pela primeira vez na sua história, a 31.ª edição da Taça Continental de hóquei em patins, ao beneficiar da falta de comparência dos espanhóis do Liceo da Corunha. Os espanhóis haviam apresentado um protesto junto do Comité Europeu de Hóquei no Ringue (CERH) contestando vários aspectos da prova e exigindo o adiamento da final, mas, pelo facto de não terem visto atendidas as suas pretensões, faltaram ao jogo. João Coutinho, vice-presidente  do Benfica, afirmou então o seguinte: “O Liceo da Corunha faltou ao respeito ao Benfica e à modalidade ao não comparecer neste jogo. Foi marcado um local, uma data e uma hora para disputar esta taça. Nós estivemos cá”.

Além de hipócrita, esta posição do Benfica encerra em si uma desonestidade atroz, uma vez que o clube lisboeta foi escandalosamente beneficiado pelas arbitragens em vários jogos deste campeonato de hóquei, incluindo o confronto com o Sporting e a Oliveirense na jornada imediatamente anterior, sem que daí tenha resultado qualquer comentário dos seus responsáveis, treinador ou jogadores. Recorde-se, a propósito, que logo após o jogo Benfica-Oliveirense, o treinador da equipa visitante, Tó Neves, deu largas à indignação e revolta que sentia com a arbitragem, afirmando que o rinque da Luz estava inclinado em favor dos encarnados. Perante tal realidade, como pode o Benfica vir agora armar tão grave campanha contra os árbitros, acusando-os mesmo, pela voz do seu treinador, de influenciarem premeditadamente a entrega do título nacional, quando nem sequer conseguem apresentar provas concretas de que o golo anulado ao Benfica foi limpo? Pretenderia o Benfica vencer o campeonato beneficiando de um golo ilegal com o beneplácito do árbitro, ou estará agora a servir-se deste caso para retirar futuros dividendos desportivos deste clima de vitimização? Estamos aqui perante um evidente litígio de má fé, um acto prepotente de força e coação sobre a arbitragem e o dirigismo do hóquei nacional, que deveria resultar numa punição muito mais severa do que a mísera multa a que o Benfica estará sujeito.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Memórias de Guerra


Recordam-se do filme Chicago, um musical premiado com seis Óscares da Academia de Hollywood, em que Richard Gere interpreta o papel de um advogado de sucesso, contratado para defender duas mulheres (Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger) condenadas à pena de morte por homicídio? Numa cena final, Richard Gere confunde o juiz e os jurados com uma série de alegações em que diz e desdiz, afirma e nega, avança e recua, com as imagens do tribunal a alternarem-se com um número de sapateado em palco, como se a actuação do advogado não passasse também de uma encenação, um espectáculo. Ora, aquilo a que se assistiu ontem no programa Prolongamento da TVI24 foi também um número de sapateado, com o artista Pedro Guerra a deambular em sucessivos rodopios, ora reconhecendo a possibilidade de ter escrito os emails comprometedores denunciados por Francisco J. Marques, ora afirmando que é tudo um embuste "de um canalha". 

Confrontado com a pergunta "Foi você que escreveu aqueles emails", o que toda a gente (e em especial os benfiquistas) esperava ouvir da boca do Pedro Guerra seria "Não, não fui eu, porque sou uma pessoa íntegra, honesta, de bom carácter, e jamais escreveria tal coisa"! Em vez disso, ouviu-se aquela pérola do "Admito que possa ter escrito, mas não me lembro", que é a mais antiga estratégia de advocacia usada na defesa de todos aqueles que têm culpas claras no cartório. Basta lembrar que o jogador do Canelas, Marco Gonçalves, em declarações à televisão logo após o jogo em que agrediu o árbitro, também alegou que não se lembrava do momento da agressão. Não há dúvida de que a mente humana é um universo complexo, repleto de insondáveis mistérios, e estas perdas de memória selectivas e convenientes são algo que a ciência ainda tem dificuldade em explicar. Felizmente, há muito que os tribunais deixaram de ser palco para este estilo trauliteiro de advocacia e estão a marimbar-se para as flutuações memoriais dos réus. Que o diga Marco Gonçalves, que levou quatro anos de suspensão. Haja a vontade política de investigar a fundo o conteúdo destes emails e a deplorável postura de Pedro Guerra será apenas um lamentável pormenor deste caso.

Pedro Guerra pode vir alegar agora que não se lembra do que foi escrito nos emails que trocou com Adão Mendes em 2013, mas a verdade é que, na altura, teve conhecimento de que algo muito grave se passava na arbitragem e não teve a decência de denunciar o caso às autoridades. Como tal, mesmo admitindo que nada tinha a ver com o processo, Pedro Guerra tornou-se cúmplice moral do mesmo com o seu silêncio. Isso e a tentativa evidente de branquear a gravidade do caso e de fugir ao seu esclarecimento, diz bem do carácter do director da BenficaTV. Apesar disso, não podemos aceitar que a comunicação social centre a discussão deste caso em Pedro Guerra, tanto mais que o discurso de Adão Mendes nos emails deixa bem claro que o grande responsável pelo tal sistema de corrupção é o "Primeiro Ministro", o qual só pode ser Filipe Vieira.

Não conheço pessoalmente Francisco J. Marques e confesso que, antes dele ser Director do FC Porto, nem sabia da sua existência, mas, por aquilo que já vi, parece-me ser uma pessoa inteligente e esperta, que sabe movimentar-se bem nesta pocilga que é o mundo do futebol. Não me parece que seja pessoa de se expor a um processo-crime por difamação e calúnia apenas por interesses clubísticos. O passado recente demonstra que tudo aquilo que Francisco Marques apresenta publicamente tem fundamento factual. As cartilhas são disso exemplo evidente. Esperemos portanto para ver o que acontecerá amanhã, no programa Universo Porto - da bancada, prometida que está a apresentação de mais dados polémicos sobre este caso.

sábado, 10 de junho de 2017

Pedro Guerra, o bode expiatório

A CMTV divulgou hoje, até à náusea, imagens de adeptos encarnados insultando Pedro Guerra à porta do pavilhão da Luz, exigindo a sua saída do clube. Mas, por muito gozo que nos possa dar ver esse dejecto humano receber tal tratamento dos seus próprios correligionários, não podemos deixar-nos enganar por essas manifestações cínicas dos adeptos do clubezeco dos vouchers. 
Em primeiro lugar, aqueles que agora insultam e assobiam o Pedro Guerra são os mesmos que, há poucas semanas atrás, festejaram no Marquês a conquista de uma Liga e de uma Taça de Portugal oferecidas pelos árbitros cujos nomes constam na lista de "padres escolhidos e ordenados para presidir às missas do Benfica". Ora, se os adeptos encarnados foram cúmplices desta fraude mesmo quando, jornada após jornada, se ia percebendo que algo de muito podre se passava nos bastidores do futebol português, não venham agora fazer-se passar por gente honesta e moralista, apanhada de surpresa pela denúncia do FC Porto! Fazem lembrar os alemães no final da 2ª Guerra Mundial, fazendo-se de ingénuos e alegando que nada sabiam sobre o holocausto judeu, quando até o cheiro a carne putrefacta e as cinzas dos cadáveres lhes entravam pelas janelas dentro! 
Em segundo lugar, o Pedro Guerra é apenas um peão neste esquema de favorecimento ao Benfica, porque, como o próprio Adão Mendes afirma no email denunciado por Francisco J. Marques, o cabecilha de tudo isto é o "Primeiro Ministro" e esse só pode ser o Vieira. Que o Pedro Guerra tinha conhecimento de tudo e estava envolvido no conluio é evidente,  mas não podemos permitir que façam dele o bode expiatório deste crime para safar o presidente e o clube do regime!

terça-feira, 30 de maio de 2017

Corrupção provada!

Poucos dias depois da FPF apresentar uma proposta para alteração dos regulamentos no sentido de estabelecer em 200 euros o limite máximo admitido para os presentes aos árbitros das competições não profissionais, eis que a Liga segue o exemplo e define o mesmo limite em 150 euros para todas as competições por si organizadas. Esta medida foi aprovada em Assembleia Geral da LPFP, com os votos favoráveis de 27 clubes e 15 contra. Como se esperava (e não é difícil perceber os motivos), o Benfica foi um dos clubes que votou contra este novo regulamento. 

Depreende-se assim que a maioria dos clubes da 1ª Liga considera que o Benfica andou, durante vários anos, a cometer um crime de corrupção activa ao oferecer aos árbitros e delegados de jogo kits cujo valor ultrapassava largamente os 150 euros agora estabelecidos como valor máximo admissível. 

Tal como referi anteriormente, talvez a justiça desportiva seja impotente para penalizar este comportamento ilícito do clubezeco dos vouchers, tanto mais que os regulamentos desportivos eram até aqui omissos nesta matéria, mas recorde-se que a investigação da Polícia Judiciária, que ainda há bem pouco tempo procedeu a buscas no Estádio da Luz, ainda está em aberto. Queira o Ministério Público ter a decência de fazer transitar o processo para os tribunais e veremos o que poderá acontecer.

Enquanto o valor de referência foram os 300 euros admitidos pela UEFA, os vassalos do regime andaram preocupadíssimos em contar os cêntimos, garantindo que o valor dos kits do Benfica não ultrapassava o 250 euros, na pior das hipóteses. Agora que o limite legal foi estabelecido em 150 euros, já há quem venha dizer que os mesmos kits não valem mais de 100 euros. Se amanhã o limite legal for reduzido para zero euros, muito provavelmente o valor do kit descerá para valores negativos. Querem apostar? São as contas à moda do Polvo!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A assumpção do crime de corrupção

A FPF apresentou hoje um novo Regulamento Disciplinar para as competições por si organizadas. Entre as alterações ao regime actual agora propostas, destaca-se a definição do limite máximo das ofertas permitidas aos árbitros das competições não profissionais em 200 euros, valor acima do qual será considerado corrupção. 

Recorde-se que o kit que o Benfica oferecia aos árbitros da 1ª Liga até há bem pouco tempo, no conjunto dos vouchers de refeição, camisola do Eusébio e entradas para o museu, não excedia os 300 euros admitidos pela UEFA (argumento amplamente utilizado em defesa do clube lisboeta), mas ultrapassava largamente os 200 euros, o que é agora assumido como corrupção nas competições não profissionais. Logo, é legítimo afirmar que o clubezeco dos vouchers andou efectivamente a praticar um acto condenável durante vários anos, ainda que, por omissão dos regulamentos, tal não seja juridicamente punível. Pois, se os 200 euros para uns é corrupção, por que motivo não o é para todos? Quem define os limites de corruptibilidade, que para uns são os 200 e para outros são os 300 euros? Tal como existem árbitros de 1º e 2º escalão, também existem corruptos de diferentes escalões? Se o objectivo é tornar o futebol mais sério e transparente, porquê diferentes critérios? E sendo o futebol profissional mais exigente, não deveria ter critérios mais apertados?

Obrigado aos Deuses do futebol!

Celebra-se hoje o 13º aniversário da conquista da Liga dos Campeões Europeus pelo FC Porto em Gelsenkirchen. Vale sempre a pena rever as imagens deste jogo que ainda hoje nos fazem arrepiar de emoção. Obrigado aos Deuses do futebol por esta felicidade que nos enche a alma!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ranieri, pois claro!

Numa altura em que só a final da Taça de Portugal vai fornecendo algum assunto futebolístico, já se previa que a escolha do substituto de Nuno Espírito Santos se iria transformar neste turbilhão de informação e contra-informação com que a imprensa tem preenchido as páginas vazias das suas secções desportivas. Ora, sabendo que da lista de nomes sugeridos pelos jornais raramente sai a escolha final de Pinto da Costa, prefiro aguardar calmamente pelo anúncio oficial daquele que será o técnico para a próxima época, com a garantia pessoal do meu apoio incondicional, seja ele qual for. 

Ainda assim, perante as inúmeras manifestações de adeptos portistas em favor da vinda de Marco Silva, vejo-me obrigado a dizer que estou cansado de ver repetidos os erros cometidos pelo FC Porto ao longo dos últimos anos e, nesse sentido, espero que estas manifestações não passem de meros devaneios dos adeptos e não o reflexo de reais intenções da SAD portista. A política de contratação de jovens talentosos e ambiciosos, mas inexperientes e sem currículo, já deu provas de ser desastrosa. Marco Silva é apenas mais um que encaixa perfeitamente nesse perfil e que está destinado ao fracasso ainda antes de começar a época. Ah, e já agora, Sérgio Conceição é outro.

Aquilo que o FC Porto precisa urgentemente é de alguém que seja possuidor de uma notável bagagem de experiência e conhecimento, capaz de pôr a equipa a vencer e a convencer, não só nas competições nacionais como internacionais. Alguém que, pelo seu carácter forte e pela sua notável carreira, seja capaz de merecer o respeito do grupo de trabalho, mesmo de jogadores como Maxi Pereira e Iker Casillas que têm mais futebol no dedo mindinho do pé esquerdo do que muitos treinadores imberbes da nossa praça. Alguém que seja capaz de encarar os grandes jogos de peito aberto, sem medos nem tremores, transmitindo para dentro do campo esse mesmo estado de espírito. Resumindo: o FC Porto precisa de alguém como Claudio Ranieri ou outro de dimensão semelhante.

Parece uma piada dos Monty Python, mas não é!



Agora que o campeonato terminou, o jogador encarnado Andreas Samaris foi finalmente suspenso por quatro jogos pelo soco que deu a Diego Ivo no jogo Moreirense-Benfica, na 28ª jornada da Liga. A decisão do Conselho de Disciplina da FPF poderá ainda ser alvo de recurso por parte do clube lisboeta, deixando assim o jogador disponível para jogar a final da Taça de Portugal, pelo que o castigo não terá qualquer consequência prática na época em curso. Parece uma piada bem ao estilo dos Monty Python, não parece? Pois... mas não é.

Recorde-se que este caso reunia todas as condições para ser alvo de um processo sumário, mas a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga (CIIL) recusou-se a analisar o mesmo, alegando que, pela gravidade da agressão, o jogador deveria ser julgado tendo por base uma moldura penal superior à prevista nos processos sumários. No entanto, constata-se que a suspensão agora aplicada pelo Conselho de Disciplina (CD) enquadra-se no limite previsto nos processos sumários, o que levanta muitas suspeições sobre a actuação da justiça desportiva. De facto, ou a CIIL inventou um subterfúgio legal com o objectivo de adiar a resolução do caso para uma altura em que a suspensão do jogador não representasse qualquer prejuízo para o clube, ou o CD aplicou uma suspensão inferior àquela que a gravidade da agressão exigia. Alguém aqui faltou à verdade e existem motivos mais do que justificativos para uma investigação por parte das autoridades, mas, infelizmente, todos sabemos que tal não irá acontecer, ou não estivessem em causa os supremos interesses do clubezeco do regime.

Este caso é a cereja no topo do bolo de uma época completamente viciada em favor do clubezeco dos vouchers. Desde a arbitragem à justiça desportiva, tudo se conjuga sistematicamente em benefício do clube lisboeta, graças a um intrincado sistema montado e controlado por agentes pró-benfiquistas bem instalados na hierarquia dos órgãos de decisão. O benfiquismo é um cancro que corrói, não apenas o desporto, mas a sociedade em geral, e que tem de ser controlado, sob pena de arrasar completamente a credibilidade das competições nacionais.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Tretabatoteiros!

Hugo Miguel, que em Braga protagonizou uma das mais facciosas arbitragens das últimas décadas em ostensivo prejuízo do FC Porto e que praticamente sentenciou o afastamento dos dragões da luta pelo título, recebe agora o merecido prémio do Polvo: vai arbitrar a final da Taça de Portugal! 
Se o videoárbitro tivesse entrado em funcionamento mais cedo, o clubezeco dos vouchers nem sequer estaria nesta final, pois o golo que lhes permitiu vencer no Estoril (e que decidiu a eliminatória a seu favor) foi obtido em claríssima posição de fora de jogo. Na verdade, o justo finalista seria o Estoril, pois os empates a dois golos em casa e a três golos na Luz seriam suficientes para eliminar os tretabatoteiros. Não contentes pela final oferecida pelos árbitros, põem agora a apitar um lacaio do regime que teve um papel preponderante na conquista do tretacampeonato.
É por estas e por outras que, exceptuando os benfiquistas - que, por motivos óbvios, não querem admitir as evidências - já ninguém acredita na arbitragem portuguesa. Ou os clubes se juntam e varrem com esta máfia do futebol português, ou podem encomendar já as faixas de campeão para o clubezeco dos vouchers para os próximos dez anos!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Diferenças

Marega, jogador do FC Porto emprestado ao Vitória de Guimarães, afirmou hoje que tem vontade de estragar a festa do Benfica, vencendo amanhã na Luz. Como se pode ver, os ex-jogadores do FC Porto desejam ajudar os portistas marcando golos ao Benfica. Já os ex-jogadores do Benfica ajudam os benfiquistas marcando auto-golos. Só esta época foram quatro...

Há recursos e recursos

O Sporting de Braga emitiu esta sexta-feira um comunicado em que dá conta da decisão do Conselho de Disciplina de anular o castigo ao seu jogador Inácio, que fora expulso no jogo com o Vitória de Guimarães B. Com base no relatório do árbitro, o defesa bracarense foi suspenso por dois jogos na sequência de uma pretensa agressão, mas o Conselho de Disciplina veio agora anular o castigo na sequência do recurso apresentado pelo clube arsenalista.

Não ponho em causa a justiça da decisão do CD, mas questiono-me sobre os seus fundamentos. Recorde-se que, no caso do Brahimi, nem os testemunhos de todos aqueles que assistiram in loco à situação foram suficientes para anular a acusação do 4º árbitro Tiago Antunes, acusação essa que não foi comprovada por nenhuma das imagens obtidas pelas várias câmaras televisivas presentes no local. Supondo-se assim que é preciso um motivo muito forte para que o Conselho de Disciplina contrarie a palavra de um árbitro, fico com curiosidade em saber o que poderá estar na base desta despenalização do jogador bracarense.

Polvo à Relvas

A cada dia que passa, a gastronomia portuguesa vai ficando mais rica à conta das inúmeras receitas de polvo que vão sendo criadas na Capital do Império Ultramarino. Ficamos hoje a conhecer mais uma: Polvo à Relvas.

Através da sua newsletter oficial, o FC Porto denunciou hoje que a delegada da Liga escolhida para o Benfica-Vitória de Guimarães da próxima jornada - um jogo decisivo em que, em caso de vitória, os lisboetas sagrar-se-ão campeões nacionais - é Helena Relvas, uma assumida adepta do clube da Luz. 
Que a senhora tem o pleno direito de torcer por quem ela quiser, é um facto, mas escolher como delegada para este importante e decisivo encontro uma pessoa que é adepta de uma das equipas em confronto só pode ser uma brincadeira de mau gosto ou mais uma descarada demonstração da falta de seriedade que grassa nos meandros do futebol português. Mais uma vez, e a exemplo do que aconteceu ao longo de toda a época, tudo se conjuga em favor do clubezeco dos vouchers, pois ninguém acredita que, caso existam incidências merecedoras de registo, esta fervorosa adepta encarnada irá prejudicar a festa do seu querido clube, cumprindo escrupulosamente a função que lhe é confiada. 

É por estas e por outras que o Benfica se tornou um cancro no futebol e na sociedade portuguesa e, como tal, deve ser combatido em nome da verdade e da justiça. Vergonhas como as que se foram assistindo esta época não podem continuar a repetir-se. Ultrapassou-se todos os limites da decência. Se não for de outra forma, o Ministério Público tem de intervir com coragem e firmeza.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mudou o nome mas o espírito permanece intacto

Caríssimos leitores e companheiros da blogosfera azul e branca, a partir de hoje o blog "O Porto é o Maior Carago!" passará a chamar-se "Reduto Portista". A acompanhar a mudança do nome, também o endereço será alterado, pelo que vos peço que actualizem a hiperligação.

http://redutoportista.blogspot.pt/

Muito obrigado.

Um abraço a todos.

Rodrigo G. Medeiros

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Quem me dera que houvesse mais juizo

Não sou daqueles que envereda pelo discurso fácil de dizer mal das claques de futebol, como muitos escribas da nossa praça. Pelo contrário, gosto das claques, aprecio os cânticos e coreografias com que embelezam os estádios e reconheço o papel fundamental que têm no apoio às equipas. Mas, como em tudo na vida, também na actividade das claques tem de haver limites, controlo, regras e disciplina.

O cântico que diz "quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica" é  absolutamente repugnante e de um mau gosto atroz. Primeiro, porque faz alusão a um trágico acontecimento que afectou a vida de muitas pessoas, e com isso não se brinca. Usar tão fatídico destino como arma de arremesso contra outrem é desvirtuar completamente o sentido de reverência, solidariedade e compaixão que as vítimas do acidente e seus familiares nos merecem enquanto seres humanos. Segundo, porque desejar a morte de alguém, mesmo ao nosso mais odioso rival, é algo tão reles e abjecto que não pode contribuir para a boa imagem de ninguém. Se muitas vezes tivemos legítimas razões para condenar actos semelhantes perpetrados precisamente por esses nossos rivais, quando, por exemplo, desejaram publicamente a morte do nosso estimado presidente, ou quando as suas claques usaram tarjas e t-shirts a gozar com o homicídio de um adepto do Sporting em pleno Estádio Nacional, não podemos agora escudar-nos nesses néscios exemplos para justificar igual comportamento.

Tenho amigos que são dirigentes dos Super Dragões a quem já dirigi uma mensagem a apelar para que, doravante, as energias da claque sejam mais orientadas no apoio à nossa equipa e menos no ataque aos rivais. Também nesse sentido, saúdo a rápida reacção do FC Porto a demarcar-se destes cânticos e a apelar ao bom senso da claque.

P.S.- A respeito deste assunto, o Benfica já veio emitir um comunicado onde, hipocritamente, se refere aos cântico da claque portista como um "triste episódio que a todos nos envergonha". Dispensamos lições de moral de quem é pródigo em "tristes episódios" deste género e, ainda por cima, apoia claques ilegais que espalham a violência pelos estádios, envergando cachecóis e t-shirts com insultos e provocações aos adversários. Note-se que os cânticos ainda são de borla, mas os cachecóis e t-shirts custam dinheiro. E nós sabemos muito bem quem os paga...

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Não acham que já basta de farsa e roubalheira???

Não há um único jogo em que se possa dizer que o clubezeco dos vouchers ganhou de forma limpa, unicamente por mérito próprio e sem interferência de terceiros, nem uma única competição que não tenha sido grosseiramente viciada na sua verdade desportiva em favor da mesma equipa! Até quando teremos de assistir a esta farsa e roubalheira??? Os lisboetas podem reservar o Marquês, a ponte 25 de Abril ou o Cristo Rei para festejar as suas vitórias, mas o seu mérito desportivo será sempre ZERO!!!

domingo, 2 de abril de 2017

E assim se condiciona um jogo


O clubezeco dos vouchers, a jogar na Luz perante 60 mil apoiantes, lá conseguiu um empate que lhe permite manter-se no 1º lugar, beneficiando, como se previa, da preciosa colaboração do árbitro. O penalty forjado logo aos 5 minutos, numa pretensa falta cometida por Felipe sobre Jonas que as imagens televisivas demonstram não ter existido, constitui o seu erro mais grave pela influência directa que teve no resultado final, mas foi no capítulo disciplinar que Carlos Xistra demonstrou toda a sua falta de isenção. Apesar dos jogadores encarnados, em diversas situações, terem protagonizado lances claramente merecedores de acção disciplinar, o juiz conseguiu a proeza de terminar a partida sem mostrar um único cartão à equipa da casa, numa postura de incompreensível complacência que não estendeu aos visitantes a quem mostrou a cartolina por cinco vezes. E assim se condiciona um jogo de futebol....

sexta-feira, 31 de março de 2017

Jogo Duplo


O nível de subserviência da imprensa lisboeta ao SLB é revoltante! Desde o primeiro minuto em que começaram a falar do caso Jogo Duplo, foi notória a intenção de escamotear aos olhos do público a ligação de um dos arguidos deste processo ao Benfica, ora ocultando a sua identidade, ora referindo-se a ele simplesmente como "Herói de Riade". Na verdade, Abel Silva é um antigo jogador formado nas escolas do clubezeco dos vouchers, tendo jogado de águia ao peito por nove temporadas. Já depois de terminar a carreira de futebolista, Abel Silva regressou ao SLB, trabalhando no departamento de scouting. Obviamente, não interessa ao regime que isto seja referido nos jornais, tanto mais que, segundo consta, os jogos suspeitos de viciação de resultados incluem alguns que envolveram o Benfica B numa altura em que a equipa secundária do SLB lutava para não descer de divisão.
Numa abordagem claramente oposta, os jornais não se coibiram de referir que outro dos arguidos é elemento dos Super Dragões - tendo inclusivamente publicado fotografias do mesmo junto de Pinto da Costa - numa atitude ostensivamente discriminatória e provocadora para com o FC Porto. Para completar o ramalhete, vêm agora com entrevistas ao ex-jogador encarnado, dando-lhe assim uma oportunidade exclusiva de reclamar inocência e defender a sua imagem perante a opinião pública, o que não acontece com os restantes arguidos a quem não é dado o mesmo tratamento.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Vão ter de mudar de restaurante

Enquanto o clubezeco dos vouchers foi levado ao colinho ao longo da primeira volta do campeonato, só se ouvia riso e gozo lá para as bandas da Capital do Império Ultramarino. Quando o Porto foi espoliado jornada após jornada, ninguém ouviu os voucheristas a reclamar. Quando o Porto foi atirado para fora da Taça de Portugal por esse batoteiro do apito chamado João Capela, ninguém ouviu os voucheristas a reclamar. Quando o Porto foi atirado para fora da Taça da Liga por outro batoteiro do apito chamado João Pinheiro, ninguém ouviu os voucheristas a reclamar. Nessa altura só se ouvia coisas do género "Ah e tal, o Porto não joga nada, o Porto não marca golos"... A vida corria-lhes bem, o Marquês até já estava reservado para os festejos do tetra. Agora, bastaram três ou quatro jornadas da segunda volta para começarem a chorar e até já exigem reuniões de emergência com o Conselho de Arbitragem (o mesmo que, até há bem pouco tempo, diziam que estava a funcionar muito bem). Lá se foram os 7 pontos de vantagem que conquistaram à custa das jantaradas no Museu da Cerveja! Vão ter de mudar de restaurante porque os árbitros fartaram-se desse! 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Fraldinhas SLB


Não admira que os voucheristas comercializem fraldas com as cores e o logótipo do clube, conforme se vê anunciado no seu site oficial. A mijadeira nos jogos é tanta que até deviam distribuí-las gratuitamente à entrada do estádio, uma para cada sócio. E mesmo assim não sei se evitariam as assaduras dos rabinhos... 

Operação "Fónix"



Se um dia destes se descobre que os hipermercados Continente (ou qualquer outro) não têm as devidas licenças de actividade em dia, estamos todos perdidos. Há milhões de portugueses que vão a tribunal por usufruírem de serviços ilícitos, pois não vejo ninguém a pedir a documentação legal do talho ou da peixaria antes de pagar na caixa. Fónix!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

SIM, PODEMOS!


Nenhum adepto portista que se preze gosta de ter razão no que concerne às críticas que faz ao FC Porto. Nesta altura do campeonato, o que eu mais desejava era poder dizer que Laurent Depoitre foi uma agradável surpresa e que as dúvidas sobre a qualidade do belga que eu levantei aqui em Agosto do ano passado não passavam de uma análise precipitada. Infelizmente, o tempo veio efectivamente comprovar que Depoitre foi mesmo uma má decisão, graças à qual entregamos metade da época aos adversários e nos atrasamos na luta pelo título.

Obviamente, Depoitre não é o único culpado pelo 2º lugar que ocupamos na tabela classificativa, mas, ao vermos a entrada fulgurante de Soares com a camisola do FC Porto vestida, não podemos deixar de questionar onde estaria esta equipa agora caso tivéssemos contado com um avançado deste calibre desde a primeira jornada. Não precisamos de grande esforço para recordar vários jogos em que o domínio territorial imposto aos adversários esbarrava numa gritante ineficácia atacante. É disso exemplo claro o confronto directo com o clubezeco dos vouchers no Dragão, onde o empate injusto conquistado pelos visitantes assumiu contornos de escândalo face à supremacia demonstrada pelos azuis e brancos no decorrer de toda a partida.  

Veremos agora se o reforço brasileiro proveniente do Vitória de Guimarães continuará a espalhar a chama evidenciada nestes seus dois primeiros jogos de dragão ao peito até final da época, mas há duas coisas que Soares já conseguiu em apenas 120 minutos: primeiro, conquistar a simpatia dos adeptos, já que não há portista absolutamente nenhum que, neste momento, não acredite que estamos na presença de um grande avançado; segundo, fazer a equipa readquirir os elevados níveis de fé, confiança e ambição necessários para encarar a luta pelo título de peito aberto. Por outras palavras, há muito que não ouvíamos as bancadas do Dragão gritarem tão convictamente SIM, PODEMOS! PODEMOS VENCER! PODEMOS DERROTAR QUALQUER ADVERSÁRIO! PODEMOS SER CAMPEÕES!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Estão a ver por que os odeio?

Custava muito àquela escumalha da imprensa da Capital do Império esquecer o clubezeco dos vouchers por um dia e dar o devido destaque de 1ª página a quem hoje verdadeiramente o merecia, tal como fez o jornal O JOGO?


Compare-se agora estas primeiras páginas dos pasquins lisboetas com as de 21 de Maio de 2016, um dia depois do clubezeco do regime ter vencido a mesma competição:


O que mais me revolta não é esta mentalidade mesquinha da maralha de Lisboa, que nos foi imposta e a que nos fomos habituando ao longo de muitas décadas de centralismo obsceno. O que mais me revolta é haver ainda muita gente do Norte de Portugal que se diz orgulhosa das suas raízes, mas que come e cala perante esta postura insultuosa e ultrajante da capital do país, como se não passassem de meras marionetas nas mãos do poder centralista. 

Taça do Rendimento Social de Inserção

Lá diz o povo, na sua infinita sabedoria, que pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Há de facto coisas que parecem destinadas a correr mal, por mais voltas que lhe tentem dar. É o caso da Taça da Liga, ou Taça CTT, que na verdade deveria passar a chamar-se Taça do Rendimento Social de Inserção. Porquê? Porque marcar a final da competição, disputada entre duas equipas minhotas, para o Estádio do Algarve, às 20:45 de um Domingo, é restringir a assistência a gente desempregada que não tenha de ir trabalhar no dia seguinte. Ou isso, ou vão trabalhar de directa, depois de seis horas de condução em estrada, à noite e debaixo de chuva. E depois admiram-se que o estádio esteja às moscas...

Tal como Augusto Inácio previa, o Moreirense causou mesmo uma surpresa que deixou o país de boca aberta, conquistando um troféu que, pelo que se foi assistindo no desenrolar da competição, estava desde logo destinado às prateleiras do museu do clubezeco do regime. Lá terão os voucheristas de preencher o espaço com uma jarra...

Resta agora saber como é que os dirigentes da LPFP, que tiveram estas ideias brilhantes para aumentar o interesse da Taça CTT, vão explicar aos estrangeiros que o Campeão de Inverno português vai em 14º lugar da classificação.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Ide rezar ao Senhor dos Aflitos

O Porto não desarma na luta pelo título nacional e o nervosismo começa a apoderar-se dos voucheristas que, pelo andar da carruagem da arbitragem na primeira volta da Liga, já deviam pensar que o tetra eram favas contadas. O Polvo começa a sentir o bafo quente do Dragão na nuca, causando-lhe arrepios, suores frios e outras reacções sintomáticas. 

Há um iluminado, autor de um conhecido blogue de apoio às cores do clubezeco do regime, que decidiu, esta semana, fazer um brilhante estudo sobre a percentagem de jogos do FC Porto arbitrados por juízes da Associação de Futebol do Porto, pretendendo assim insinuar que os Dragões têm beneficiado da proximidade regional para daí retirarem dividendos desportivos dentro das quatro linhas. Ora, para começar, não deixa de ser caricato ver os voucheristas usarem este tipo de argumentos regionalistas para atacar os rivais, tanto mais que, durante décadas, alimentaram o mito do seu clube possuir mais adeptos na região do Porto do que o próprio FC Porto. Como é fácil de ver, o discurso vai mudando conforme as conveniências e a tão apregoada hegemonia do número de adeptos desaparece quando lhes interessa passar a ideia de que os árbitros da A.F. do Porto são todos pró-FC Porto.

Numa perspectiva regionalista, é muito mais estranho e merecedor de análise o facto de Nuno Almeida, da A.F. do Algarve, ser conhecido como "Ferrari Vermelho de Monte Gordo" e João Pinheiro, da A.F. de Braga, ser conhecido como "Mostovoi", mas isso, aos olhos dos iluminados do regime, não suscita qualquer suspeita. Já para quem estiver atento, é fácil perceber o nível de isenção destes árbitros quando arbitram jogos do clube lisboeta que tanto idolatram. Assim se vê como a questão da região de que são originários tem muita importância...

Também não causa suspeita aos idólatras do regime o facto de vários juizes da A.F. de Lisboa estarem sempre nos primeiros lugares da classificação dos árbitros, não obstante terem sido protagonistas de algumas das mais escandalosas arbitragens dos últimos anos, como é exemplo o recente jogo Chaves-Porto, arbitrado pelo inigualável João Capela, que ditou a eliminação precoce dos Dragões da Taça de Portugal, ou o clássico de Alvalade, disputado entre o Porto e o Sporting, arbitrado por esse portento da arbitragem chamado Tiago Martins, a quem o Rui Vitória se atirou como um cão raivoso no final do jogo com o Moreirense, não obstante o jovem ter poupado duas expulsões claras aos seus pupilos. Vistas bem as coisas, de que adiantaria ter 100% de árbitros portistas na A.F. Porto, se todos os centros de decisão (Conselho de Arbitragem incluído) onde os caldinhos são cozinhados estão centralizados na Capital do Império?

À luz do argumento usado pelo autor do blogue em causa, fica por explicar por que motivo é que Artur Soares Dias, um árbitro da A.F. do Porto, no clássico do Dragão entre o Porto e o Benfica ter decidido sistematicamente em favor dos encarnados nos quatro lances passíveis de penalty na área do Benfica, incluindo no corte com o braço do Mitroglou que o juiz transformou ridiculamente numa falta contra os portistas. Também por explicar fica o facto deste árbitro portuense ter sido o único alvo das ameaças protagonizadas por dois alegados elementos dos Super Dragões no Centro de Treinamento da Maia. Faz todo o sentido que os portistas ameacem precisamente aqueles que, segundo insinua o iluminado autor do blogue, beneficiam o FC Porto, não faz? Faz, faz... Tal como faz muito sentido que Manuel Oliveira, outro árbitro da A.F. do Porto que ontem arbitrou o Estoril-Porto, tenha feito vista grossa a um penalty descarado por puxão da camisola a André Silva ainda com o resultado em 0-0 e tenha mostrado o cartão amarelo ao Rui Pedro por pretensa simulação noutro lance em que bem podia ter assinalado penalty a favor dos Dragões. Para quem quer beneficiar o FC Porto, não está nada mal, não senhor. Que faria se não quisessem... 

A azia é mais difícil de disfarçar


Apesar das múltiplas razões de queixa das arbitragens que o FC Porto continua a ter nos seus jogos, os Dragões têm conseguido contornar as adversidades e encontrado o caminho para as vitórias, o que está a causar um visível mal-estar ao Polvo instalado no futebol português. Andam todos muito nervosos lá para as bandas da Capital do Império Ultramarino, e isso nota-se na forma como a imprensa lisboeta reage a quente logo após o término dos encontros. 

O penalty assinalado a favor do FC Porto foi UNANIMEMENTE considerado como bem assinalado por todos os analistas de arbitragem, mas o jornal Record veio imediatamente pôr em causa a legitimidade da decisão do juiz Manuel Oliveira, alegando que o avançado portista "cavou" a falta. Posteriormente, já depois de terem surgido as primeiras análises a frio (incluindo a de Marco Ferreira, que escreve precisamente para o Record), o artigo foi alterado, tendo sido substituída a palavra "cavou" por "ganhou". Tarde demais! Podem apagar as letras, mas a azia é mais difícil de disfarçar!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Foi para isto que se conquistou a liberdade de imprensa?

O FC Porto, através da sua newsletter Dragões Diário, denuncia hoje mais uma falsa notícia publicada pelo jornal A BOLA. Na sua edição de ontem, o pasquim lisboeta afirmava que os Dragões estariam interessados na contratação de Lima, antigo avançado do Benfica, algo que o clube desmente frontalmente. Ao que parece, o jogador, agora ao serviço do Al Ahli, limitou-se a vir fazer tratamento numa clínica em Portugal, o que serviu imediatamente de pretexto para a imprensa da capital fazer um filme de ficção.

Infelizmente, o jornal A BOLA assemelha-se cada vez mais a um daqueles indivíduos que padecem de um distúrbio mental grave e mentem compulsivamente sem a menor consciência da gravidade dos seus actos nem a mínima preocupação sobre as suas consequências. Ou isso, ou avariou-se-lhes o calendário e pensam que todos os dias é 1 de Abril. Hoje, o mesmo jornal volta à carga com mais uma pseudo-notícia do mesmo género e que, como facilmente se adivinha, não deverá passar de mais uma das suas tretas inventadas à pressão mas que tanto agradam à massa acéfala encarnada. Alega agora A BOLA que o FC Porto está a tentar o empréstimo de Eder, o herói português da final do Europeu de França, que tem contrato com o Lille até 2020. Aguarda-se pelo desmentido de amanhã... do Dragões Diário, claro. 

A mentir por mentir, A BOLA sempre podia dizer que o FC Porto está interessado em contratar o Messi ou o Cristiano Ronaldo. Afinal, já ninguém acredita nestas tretas mesmo e sempre divertia o pessoal. E assim vai a comunicação social deste país. Foi para isto que se conquistou a liberdade de imprensa em Abril de 74?

Propaganda fascista da Capital do Império

Logo que o Danilo Pereira foi expulso em Moreira de Cónegos, iniciou-se uma campanha movida pela intelectualmente corrupta imprensa lisboeta com o claro objectivo de branquear a atitude do árbitro e, consequentemente, motivar a suspensão do jogador portista. Assumindo uma postura de total facciosismo e de viciação da verdade dos factos bem ao jeito dos métodos comuns em Portugal nos tempos do fascismo, os jornais da capital começaram por afirmar que Danilo teria perdido a cabeça e agredira o árbitro com uma peitada nas costas. Depois, perante a estupefacção e o enxovalhamento que a situação causou a nível global, mudaram completamente o discurso, passando a defender a tese de que o Danilo foi expulso por "bocas" ao árbitro (um argumento que lhes dava muito jeito, já que as imagens não permitiam perceber quaisquer palavras saídas da boca do jogador e, como tal, prevaleceria sempre a versão do árbitro). Pois eis que agora, numa nova inversão de critérios, vêm novamente acusar Danilo de atingir intencionalmente o árbitro, recorrendo-se para tal de uma interpretação completamente distorcida de imagens de vídeo inéditas entretanto "descobertas".

O vídeo demonstra que, num primeiro momento, Danilo corre efectivamente na direcção do Luís Godinho em jeito de protesto pelo atraso intencional ao guarda-redes do Moreirense não assinalado pelo árbitro, mas TRAVA cerca de 3 metros antes deste e RECUA, dando três passos para trás. É Luís Godinho que, na sua corrida desenfreada à retaguarda, sem ver por onde ia, CHOCA com Danilo!


A imagem seguinte mostra o exacto momento em que Danilo trava. Como facilmente se observa, o jogador encontra-se ainda a cerca de 3 metros de distância de Luís Godinho. A partir deste momento, Danilo inverte o sentido do seu movimento, recuando três pequenos passos antes de ser abalroado pelo árbitro.

  
Daqui se prova que, não só não existe qualquer agressão ao árbitro como os corruptos da Capital do Império tentam agora impingir ao público, como também não foi Danilo a provocar o contacto. Mas nem sequer é essa a questão principal. O que está por explicar desde o primeiro minuto é isto: se Luís Godinho não tinha acesso a imagens quando expulsou o Danilo, como podia saber se o jogador tinha ou não provocado o contacto intencionalmente, ainda para mais sabendo-se que, no momento do choque, o jogador ia a andar para trás? Agiu de má-fé expulsando o jogador às cegas, ou vê pelo olho traseiro?

A corrupta imprensa da capital pode entender que, com estas estratégias vergonhosas e estas mentiras infames, vende mais papel aos acéfalos que aceitam tudo o que lêem sem sequer questionar a verdade dos factos, mas nós não temos a obrigação (e nem sequer o direito!) de pactuar com estes métodos fascistas quando está em causa a dignidade de um jogador que, além de possuir um currículo exemplar, contribuiu recentemente para a conquista de um título europeu inédito para Portugal ao serviço da Selecção Nacional. Os portugueses não são assim tão cegos e tão ingratos! Quem age desta forma vergonhosa e quem pactua com ela não é digno de se dizer português! 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O Benfica vai de Ferrari...

Mais uma prova de que toda esta celeuma em torno dos árbitros não irá mudar absolutamente NADA no futebol português, é o facto do Conselho de Arbitragem ter nomeado Nuno Almeida para apitar o próximo jogo do clubezeco dos vouchers. O polvo está vivo, de boa saúde e mexe-se bem! 

Para a deslocação a Guimarães, um dos jogos mais difíceis que os lisboetas vão ter nesta segunda volta do campeonato, os dirigentes da arbitragem decidiram nomear nada mais nada menos que o Ferrari Vermelho de Monte Gordo, um árbitro assim conhecido no seu meio por ser fervoroso adepto dos encarnados. A ver vamos o que irá acontecer, com a certeza porém de que já se esgotou completamente a margem de manobra que os árbitros tinham para os erros grosseiros em favor do clubezeco do regime e, principalmente, em prejuízo do FC Porto.

Estariam armados com Kalashnikovs?

Esta escumalha da arbitragem cada vez mete mais NOJO! Enquanto andaram metade da época a viciar completamente a verdade desportiva das competições nacionais com erros grosseiros sistemáticos em prejuízo do FC Porto, estava tudo bem, Não havia cá reuniões, nem declarações, nem manifestações de indignação. Mas bastou que aparecessem dois indivíduos (DOIS, não "um grupo" como a corrupta imprensa lisboeta logo tratou de inventar) no centro de treinos da Maia a mandar umas bocas aos árbitros para se sentirem ameaçados, chamarem a polícia e  até (pasme-se!) convocarem uma reunião de emergência! 

Podiam aproveitar essa reunião para discutir a quantidade infame de penalties escandalosos que já ficaram por marcar a favor dos Dragões esta época, os golos limpos que nos foram anulados, ou ainda aquela expulsão ridícula do Danilo que enxovalhou o futebol português aos olhos do Mundo, mas não, isso não lhes interessa, isso não lhes importa! 

E afinal, o que se passou assim de tão grave na Maia? Agrediram algum árbitro? Partiram os dentes a alguém? Estavam armados com Kalashnikovs? Deviam estar, pois só assim se compreende que dois indivíduos causem tanto pânico num grupo de homens em excelente forma física. Mas não. Segundo o Jornal de Notícias, tudo se resumiu a umas bocas mandadas ao Artur Soares Dias, como por exemplo: "Vê lá se apitas bem, ó filho da puta"! De facto, têm razão os árbitros para se sentirem indignados. É que chamarem-lhes filhos da puta já faz parte do seu quotidiano, agora dizer-lhes para arbitrarem bem, isso não se faz! Há limites...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Que final-four empolgante!

Vou já comprar bilhetes para ir ao Algarve ver esta final-four empolgante:

Moreirense - penúltimo classificado da 1ª Liga.
Vitória de Setúbal - 9º classificado da 1ª Liga.
Rio Ave ou Marítimo - 6º e 8ª classificados da 1ª Liga, respectivamente.
E claro, o clubezeco dos vouchers...

Está tudo em aberto, ninguém adivinha quem vai ganhar! Obrigado, senhores árbitros internacionais de pacotilha!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A anedota do alentejano


Apenas dois meses depois de lhe terem concedido o estatuto de árbitro internacional, Luís Godinho deve ter achado que era altura de ser conhecido além fronteiras e zás, objectivo atingido, está de parabéns!

É sabido que os alentejanos não gostam que se faça anedotas sobre eles, mas depois o que acontece? Mandam um alentejano arbitrar um jogo a Moreira de Cónegos (uma vila pertencente ao concelho de Guimarães que a esmagadora maioria das pessoas não saberia sequer apontar no mapa) e este, em menos de 24 horas, torna-se motivo de chacota global. É obra! Há gente que nasce mesmo com queda para ser gozado, quer lhes agrade quer não.
A expulsão de Danilo Pereira atingiu um tal patamar de ridicularidade que até a imprensa estrangeira menciona o caso com humor e estupefacção. Por exemplo, o jornal AS, de Espanha, publicou o vídeo do atropelo de Luís Godinho a Danilo e consequente expulsão, intitulando-o como "a expulsão mais injusta da história". Muito mais cáustico é o Mirror, de Inglaterra, que afirma: "Esta deve ser a mais ridícula expulsão de sempre", "Já vimos muitas decisões escandalosas de árbitros ao longo dos anos, mas nunca se viu isto numa competição de elite como a Taça da Liga".

Na internet, a inusitada situação é também mencionada em vários sites com espírito jocoso. O Total Football afirma que "o jogador do Porto foi expulso depois do árbitro o ter abalroado" e termina dizendo em tom de ironia "e nós ainda pensávamos que Mike Dean era mau", numa alusão ao árbitro inglês que, na passada segunda-feira, expulsou injustamente Sofiane Feghouli, um jogador argelino ao serviço do West Ham, no confronto com o Manchester United. Na mesma onda, o Sport Bible também pergunta: "Será Luís Godinho o Mike Dean português?" Já os franceses da SO FOOT.COM , num pequeno artigo intitulado "Cartão vermelho inexplicável em Portugal", diz que "o jogador teve a infelicidade de se encontrar no caminho do árbitro quando este recuava".  

Refira-se a propósito de Mike Dean que a Federação Inglesa despenalizou o jogador do West Ham, por considerar que a decisão do árbitro foi injustificada. Veremos agora se haverá em Portugal a mesma coragem e decência para despenalizar Danilo daquilo que, como qualquer pessoa séria pode ver, não passou de um destempero de um árbitro incompetente e desonesto, um internacional de pacotilha sem categoria absolutamente nenhuma.