quarta-feira, 24 de maio de 2017

Parece uma piada dos Monty Python, mas não é!



Agora que o campeonato terminou, o jogador encarnado Andreas Samaris foi finalmente suspenso por quatro jogos pelo soco que deu a Diego Ivo no jogo Moreirense-Benfica, na 28ª jornada da Liga. A decisão do Conselho de Disciplina da FPF poderá ainda ser alvo de recurso por parte do clube lisboeta, deixando assim o jogador disponível para jogar a final da Taça de Portugal, pelo que o castigo não terá qualquer consequência prática na época em curso. Parece uma piada bem ao estilo dos Monty Python, não parece? Pois... mas não é.

Recorde-se que este caso reunia todas as condições para ser alvo de um processo sumário, mas a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga (CIIL) recusou-se a analisar o mesmo, alegando que, pela gravidade da agressão, o jogador deveria ser julgado tendo por base uma moldura penal superior à prevista nos processos sumários. No entanto, constata-se que a suspensão agora aplicada pelo Conselho de Disciplina (CD) enquadra-se no limite previsto nos processos sumários, o que levanta muitas suspeições sobre a actuação da justiça desportiva. De facto, ou a CIIL inventou um subterfúgio legal com o objectivo de adiar a resolução do caso para uma altura em que a suspensão do jogador não representasse qualquer prejuízo para o clube, ou o CD aplicou uma suspensão inferior àquela que a gravidade da agressão exigia. Alguém aqui faltou à verdade e existem motivos mais do que justificativos para uma investigação por parte das autoridades, mas, infelizmente, todos sabemos que tal não irá acontecer, ou não estivessem em causa os supremos interesses do clubezeco do regime.

Este caso é a cereja no topo do bolo de uma época completamente viciada em favor do clubezeco dos vouchers. Desde a arbitragem à justiça desportiva, tudo se conjuga sistematicamente em benefício do clube lisboeta, graças a um intrincado sistema montado e controlado por agentes pró-benfiquistas bem instalados na hierarquia dos órgãos de decisão. O benfiquismo é um cancro que corrói, não apenas o desporto, mas a sociedade em geral, e que tem de ser controlado, sob pena de arrasar completamente a credibilidade das competições nacionais.

Sem comentários:

Enviar um comentário