sábado, 10 de junho de 2017

Pedro Guerra, o bode expiatório

A CMTV divulgou hoje, até à náusea, imagens de adeptos encarnados insultando Pedro Guerra à porta do pavilhão da Luz, exigindo a sua saída do clube. Mas, por muito gozo que nos possa dar ver esse dejecto humano receber tal tratamento dos seus próprios correligionários, não podemos deixar-nos enganar por essas manifestações cínicas dos adeptos do clubezeco dos vouchers. 
Em primeiro lugar, aqueles que agora insultam e assobiam o Pedro Guerra são os mesmos que, há poucas semanas atrás, festejaram no Marquês a conquista de uma Liga e de uma Taça de Portugal oferecidas pelos árbitros cujos nomes constam na lista de "padres escolhidos e ordenados para presidir às missas do Benfica". Ora, se os adeptos encarnados foram cúmplices desta fraude mesmo quando, jornada após jornada, se ia percebendo que algo de muito podre se passava nos bastidores do futebol português, não venham agora fazer-se passar por gente honesta e moralista, apanhada de surpresa pela denúncia do FC Porto! Fazem lembrar os alemães no final da 2ª Guerra Mundial, fazendo-se de ingénuos e alegando que nada sabiam sobre o holocausto judeu, quando até o cheiro a carne putrefacta e as cinzas dos cadáveres lhes entravam pelas janelas dentro! 
Em segundo lugar, o Pedro Guerra é apenas um peão neste esquema de favorecimento ao Benfica, porque, como o próprio Adão Mendes afirma no email denunciado por Francisco J. Marques, o cabecilha de tudo isto é o "Primeiro Ministro" e esse só pode ser o Vieira. Que o Pedro Guerra tinha conhecimento de tudo e estava envolvido no conluio é evidente,  mas não podemos permitir que façam dele o bode expiatório deste crime para safar o presidente e o clube do regime!

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