quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O que o vídeo-árbitro não viu... ou não quis ver

José Mourinho queixou-se de que o primeiro golo do Real Madrid frente ao Manchester United na Supertaça Europeia foi irregular e afirmou que, caso esse jogo tivesse vídeo-árbitro, o lance teria sido invalidado. As imagens televisivas revelam que o treinador português tem efectivamente motivos de queixa, já que Casemiro se encontrava ligeiramente adiantado em relação à linha da defesa no momento do passe. No entanto, desengane-se o Special One se pensa que o vídeo-árbitro é uma garantia de verdade desportiva, pois está provado que a tecnologia, só por si, de nada valerá enquanto a interpretação das imagens estiver dependente do critério de seres humanos. E esse, já se sabe, vagueia ao sabor de muitos ventos...


A análise das imagens do lance do primeiro golo do Benfica no jogo da Supertaça permite concluir que o avançado encarnado se encontrava em posição irregular no momento em que a bola lhe é endereçada. Este facto, aliado à falta cometida por Seferovic sobre o defesa do Vitória de Guimarães, torna o lance duplamente irregular, mas nem o árbitro, nem o vídeo-árbitro, conseguiram descortinar qualquer motivo para anular o golo.

Como se percebe pela imagem ampliada, o adiantamento do avançado encarnado em relação ao jogador vitoriano é de cerca de 10 centímetros, pelo que seria extremamente difícil para o juiz-de-linha aperceber-se da situação. Mas... e o vídeo-árbitro? Não é precisamente para a detecção de irregularidades deste tipo que foi criado? E, já agora, por que motivo nenhum canal televisivo referiu esta ilegalidade? Com tantas imagens e tecnologia de que dispõem, não seria fácil realizarem uma análise semelhante a esta que eu fiz recorrendo apenas a um simples programa de desenho assistido por computador?

domingo, 6 de agosto de 2017

Grupo de assassinos organizados

Todos nos recordamos do verdadeiro vendaval que a CMTV produziu a propósito do roubo de um microfone, alegadamente perpetrado por elementos ligados aos Super Dragões, à entrada do tribunal, no Porto. Durante vários dias a fio, o caso foi notícia de destaque nos noticiários e tema de discussão nos mais diversos programas televisivos. O arraial contou com a preciosa colaboração da classe jornalística que, demonstrando um espírito de corporativismo verdadeiramente arrasador, condenou veementemente o acto, conferindo-lhe uma dimensão e gravidade quase ao nível de terrorismo internacional.

Hoje, a imprensa nem pia sobre a agressão de que os jornalistas da CMTV foram vítimas ontem, antes do jogo da Supertaça, durante um directo televisivo a partir das ruas de Aveiro. Não há manifestações de indignação contra a violência exercida sobre os profissionais da comunicação social, nem uma condenação firme dos elementos da claque, perdão, do grupo de adeptos organizado que perpetrou a agressão, nem sequer, na maioria dos jornais e canais televisivos, um pequena referência ao ocorrido. Não fossem as imagens divulgadas e partilhadas no Facebook e quase se juraria que nada de grave se passou nas ruas de Aveiro. Será porque os agressores estavam perfeitamente identificados com as camisolas do clube do regime, ou será que o forte espírito de corporativismo demonstrado noutras circunstâncias, envolvendo outros intervenientes, se esmorece conforme os interesses dos lobbies económicos da Capital do Império? Que autoridade moral terá a classe jornalística para se queixar em futuras situações deste género, quando, perante esta agressão, se mostra cúmplice com o seu silêncio? Não seria de aconselhar aos jornalistas cá do burgo que arranjem uma coluna vertebral e ganhem vergonha na cara?

Revolta!

Hoje, vai-se percebendo ainda melhor a dimensão do roubo de arbitragem que aconteceu ontem em Aveiro, mais uma vez com o clube do regime a ser escandalosamente beneficiado pelos senhores do apito. Além dos jornais O Jogo e Record considerarem unanimemente a existência de uma falta de Seferovic sobre um defesa, ocorrida no lance do primeiro golo do Benfica (a qual, em conjunto com o adiantamento do avançado encarnado no momento do passe, torna o golo duplamente irregular), é notório o critério disciplinar estranhamente benevolente demonstrado pelo árbitro perante as entradas violentas protagonizadas por jogadores encarnados sobre os adversários, designadamente numa tesoura de Jonas junto à linha lateral, um carrinho de Luizão já em tempo de descontos e um pontapé de Jardel, sem bola, no joelho de Raphinha. A tudo isto, junta-se o corte com o braço em plena área do Benfica, que seria obviamente merecedor de penalty, não fosse a equipa de padres de serviço ao vídeo-árbitro ter, uma vez mais, adoptado um critério discutível, em claro favorecimento da equipa do regime. 
Por muito que a corrupta imprensa da Capital procure esconder este escândalo, não podemos permitir que a podridão que se instalou no futebol luso passe novamente impune, cabendo-nos o direito e o dever de protestar veementemente contra estes roubos descarados que outro objectivo não têm senão oferecer títulos ao clube do regime e assim produzir artificialmente uma grandeza fictícia que, com justiça e honestidade, não conseguiria obter.

sábado, 5 de agosto de 2017

Video-roubo!


Com a conquista da Supertaça em Aveiro, Luisão, capitão do Benfica, fez história ao sagrar-se como o jogador encarnado com mais títulos conquistados. Igualmente merecedor de destaque nos anais da história do clube do regime é o padre, perdão, o árbitro Hugo Miguel, que, sentado num cadeirão com os ecrãs na frente dos olhos, foi incapaz de assinalar uma agressão clara de Jardel a Raphinha, jogador do Vitória de Guimarães, ao pontapeá-lo por trás num joelho, num lance sem bola. Este caso é a maior prova da incapacidade do video-árbitro de julgar contra o clubezeco do regime, mas outros lances houve, menos evidentes mas nem por isso menos graves, em que as decisões do padre de serviço à sacristia foram sistematicamente favoráveis aos lisboetas. Atente-se, por exemplo, ao primeiro golo do clubezeco dos vouchers, onde a posição do avançado deixa muitas dúvidas quanto à sua legalidade (sem que a RTP se dignasse a mostrar uma única imagem de um ângulo que permitisse tirar as dúvidas) ou a outro lance, ocorrido na área encarnada, em que o corte evidente do defesa com o braço foi interpretado como casual.
É por estas e por outras que o video-árbitro de nada servirá enquanto o Ministério Público não tiver a dignidade de investigar a podridão que se passa nos meandros do futebol português e, principalmente, enquanto não vasculhar até ao ínfimo pormenor a vida destes padres, perdão, destes árbitros, cujas ligações ao clube do regime estão por demais comprovadas através dos emails denunciados por Francisco J. Marques no Porto Canal.