sábado, 5 de agosto de 2017

Video-roubo!


Com a conquista da Supertaça em Aveiro, Luisão, capitão do Benfica, fez história ao sagrar-se como o jogador encarnado com mais títulos conquistados. Igualmente merecedor de destaque nos anais da história do clube do regime é o padre, perdão, o árbitro Hugo Miguel, que, sentado num cadeirão com os ecrãs na frente dos olhos, foi incapaz de assinalar uma agressão clara de Jardel a Raphinha, jogador do Vitória de Guimarães, ao pontapeá-lo por trás num joelho, num lance sem bola. Este caso é a maior prova da incapacidade do video-árbitro de julgar contra o clubezeco do regime, mas outros lances houve, menos evidentes mas nem por isso menos graves, em que as decisões do padre de serviço à sacristia foram sistematicamente favoráveis aos lisboetas. Atente-se, por exemplo, ao primeiro golo do clubezeco dos vouchers, onde a posição do avançado deixa muitas dúvidas quanto à sua legalidade (sem que a RTP se dignasse a mostrar uma única imagem de um ângulo que permitisse tirar as dúvidas) ou a outro lance, ocorrido na área encarnada, em que o corte evidente do defesa com o braço foi interpretado como casual.
É por estas e por outras que o video-árbitro de nada servirá enquanto o Ministério Público não tiver a dignidade de investigar a podridão que se passa nos meandros do futebol português e, principalmente, enquanto não vasculhar até ao ínfimo pormenor a vida destes padres, perdão, destes árbitros, cujas ligações ao clube do regime estão por demais comprovadas através dos emails denunciados por Francisco J. Marques no Porto Canal.

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