domingo, 15 de outubro de 2017

Ribeiro Cristóvão


Ribeiro Cristóvão, conhecido comentador radiofónico e televisivo, faz parte de uma trupe que incluía Rui Cartaxana, Alfredo Farinha e outros energúmenos da mesma geração, que se faziam passar por jornalistas isentos e idóneos mas, quando ultrapassavam a sua simples função jornalística de transmitir as informações nuas e cruas e começavam a debitar opiniões pessoais, davam mostras de um facciosismo atroz. Nunca pude com esta estirpe de pseudo-jornalistas nem lhes concedo o mais pequeno respeito e consideração pelo que dizem. É gente que já ultrapassou o seu prazo de validade no futebol há muitos anos, mas que continua a ser perigosa pelo cinismo com que usa e abusa da sua veteranice para conferir alguma credibilidade a um discurso falacioso e trauliteiro  que, na prática, mais não é do que pura propaganda da cartilha do regime nacional-benfiquista.

Veio agora Ribeiro Cristóvão, sem qualquer pudor, alegar que o facto do jogo da Taça de Portugal, disputado entre o FC Porto e o Lusitano de Évora, se ter realizado no Estádio do Restelo, se tratou de um favorecimento aos portistas. Ignora este energúmeno que a mudança de campo aconteceu, não por vontade do FC Porto, mas por imposição da própria FPF devido à falta de condições do estádio, como, inclusivamente, foi assumido desde o primeiro instante pela direcção do emblema alentejano. Aliás, basta fazer uma rápida busca no Google por imagens do Campo Estrela (assim se chama o estádio do Lusitano de Évora) para se perceber a pertinência da decisão da FPF. 



As fotos são perfeitamente elucidativas quanto à falta de condições do estádio, mas enfim, talvez a idade avançada de Ribeiro Cristóvão justifique a sua incapacidade para pesquisar e analisar os factos de forma competente e idónea antes de ir para a televisão debitar alarvidades como as que agora proferiu. O que não explica é a desonesta dualidade de critérios com que, numa completa inversão de critério, considerou compreensível a mudança do jogo Olhanense-Benfica para o Estádio do Algarve, justificando-a com a alegada pretensão de obter melhor receita de bilheteira. Como é perfeitamente sabido, a Olhanense possui um excelente estádio, o José Arcanjo, e não é seguramente por falta de condições que o jogo não se realizou ali . Ora, o emblema algarvio obteria maior receita de bilheteira enchendo o seu próprio reduto com os seus adeptos, do que aquela que obteve indo jogar a Faro. E isto já para não falar do prejuízo desportivo causado pelo facto de jogar em campo neutro, prescindindo assim do apoio dos seus adeptos à equipa. Tivesse a Olhanense beneficiado do factor casa e talvez o desfecho do jogo fosse diferente, mas aqui, com certeza, já o Ribeiro Cristóvão não conseguirá descortinar qualquer favorecimento aos lisboetas. 

Fica mais este registo, para juntar a tantos outros que evidenciam a falta de honestidade e seriedade de Ribeiro Cristóvão, com a certeza de que, na próxima vez que este indivíduo abrir a boca, saberemos conceder-lhe o devido respeito e consideração que merece.

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