domingo, 3 de dezembro de 2017

Invasão de campo é uma história mal contada

Quando o Diabo de Gaia invadiu o campo no Estádio da Luz, foi facilmente reconhecido, pois era uma figura assídua, quer na Luz, quer nos campos onde o Benfica jogava. Era conhecido pelo seu fervoroso benfiquismo e pelas vestes vistosas e incomuns que envergava, que lhe valeram a alcunha. Quando agrediu o juiz de linha, fê-lo por achar que este havia prejudicado o seu clube numa ou mais situações. Resumindo, havia antecedentes óbvios que o ligavam ao clube encarnado e uma motivação para agir da forma como agiu.
Já o alegado adepto portista que invadiu o terreno de jogo no Dragão durante o clássico não é conhecido de ninguém. Segundo o jornal Record, este reside e possui uma empresa em Lisboa, não havendo registo da sua presença entre as claques portistas da capital. Ora, não vos parece uma situação estranhamente forçada que um adepto portista venha de Lisboa ao Porto para assistir a um jogo do clube do seu coração e, assim do nada, resolva invadir o campo para agredir um jogador da equipa adversária, sabendo que daí adviriam graves consequências, quer para o clube, quer para a sua vida pessoal? E por que motivo não agrediu o árbitro, que prejudicou gravemente o FC Porto num penalti e consequente expulsão de Luisão, ou o juiz de linha, que invalidou um golo limpo aos portistas, assinalando um fora de jogo verdadeiramente criminoso? Qualquer adepto presente no estádio teria pleno conhecimento destes erros de arbitragem, bastando para tal acompanhar os relatos através da rádio. Então, porquê agredir um jogador? E porquê escolher o Pizzi, que até já tinha sido substituído, entre todos os que se encontravam junto ao banco encarnado? 

Esta história levanta muitas dúvidas que carecem de investigação. Podem achar que estou a ser demasiado desconfiado, mas não se esqueçam de que os emails já demonstraram que estamos a defrontar gente muito desonesta, escumalha da pior espécie, capaz de todo o tipo de subterfúgios para nos prejudicar. E o polvo tem muitos tentáculos.

sábado, 2 de dezembro de 2017

¿Para qué existe el VAR?

Foto de Baluarte Dragão.

Como já vem sendo habitual, a imprensa espanhola acompanha as principais incidências do futebol português e, nesse sentido, o jornal MARCA não podia deixar de fazer referência ao clássico do Dragão na sua edição de hoje. Obviamente, nem aos olhos dos jornalistas espanhóis passou em claro o erro clamoroso cometido aos 56 minutos, quando o árbitro Jorge Sousa, por indicação do seu assistente, anulou um golo limpo ao FC Porto. E à constatação da legalidade óbvia do lance, o autor do artigo acrescenta uma interessante questão:

«La jugada polémica del partido llegó en el minuto 56. El árbitro anuló a Héctor Herrera un gol legal por un supuesto fuera de juego previo de Aboubakar, el cual nunca existió. ¿Para qué existe el VAR en estas ocasiones? Todavía está por aclararse.»

É claro que, desde o apito final do jogo, já muitos analistas de arbitragem se desdobraram nas mais variadas desculpas e justificações para a ausência de intervenção do VAR nesta decisão verdadeiramente criminosa da equipa de arbitragem, mas não explicam - provavelmente por não existir explicação à luz da razão - as questões fulcrais que qualquer adepto de futebol gostaria de ver esclarecidas. Em primeiro lugar, como é possível um juiz de linha internacional cometer um erro tão grotesco como este, assinalando fora de jogo a um avançado que se encontra mais de 2 metros atrás da linha de anti-jogo? Em segundo lugar, por que motivo não aguardou o árbitro pela conclusão da jogada antes de apitar, dando assim a possibilidade do lance ser analisado pelo VAR?

Oremos irmãos

O Benfica é a ÚLTIMA equipa em Portugal com autoridade moral para se queixar de critérios disciplinares. Já esta época, assistimos a várias situações protagonizadas por jogadores encarnados claramente merecedoras de punição disciplinar e que simplesmente passaram impunes graças à passividade dos árbitros. Vimos, por exemplo, Eliseu a cravar os pitões na perna de um adversário e a agredir jogadores com joelhadas e cotoveladas, sem que fosse marcada falta, sequer. Vimos Samaris a fazer uma gravata e a apertar o pescoço a adversários, sem ser expulso. Pior, vimos o SLB a recorrer do castigo aplicado à posteriori, por considerar que o seu atleta estava a ser vítima de uma injustiça. E perante tudo isto, têm a lata de vir reclamar vermelho directo numa entrada dura de Felipe que a crítica em geral considera apenas merecedora de amarelo?

Em qualquer jogo existem erros de arbitragem a favor de ambas as equipas e, se quisermos analisar o jogo à lupa, facilmente encontraremos lances em que os encarnados poderão reclamar de Jorge Sousa. Os amarelos poupados a Felipe e Alex Telles são exemplos disso. Mas alegar que estes erros menores, quando colocados no prato da balança, compensam o peso que os erros clamorosos cometidos pela equipa de arbitragem em prejuízo do FC Porto tiveram no resultado final, é uma manobra do mais puro cinismo e desonestidade. Duas grandes penalidades não assinaladas, uma expulsão perdoada a Luisão e um golo perfeitamente legal criminosamente anulado por um fora de jogo verdadeiramente inacreditável inventado pelo juiz de linha, são demasiados erros grosseiros para se poderem aceitar como normais em qualquer parte do mundo civilizado.

Em duas jornadas consecutivas, o FC Porto foi prejudicado em 4 pontos, graças a decisões de arbitragem que foram unanimemente classificadas pela crítica em geral como erros grosseiros. É altura de se questionar se todos os analistas de arbitragem estarão errados ou se algo de muito grave se passará na arbitragem portuguesa, já que, mesmo munidos de VAR, continuamos a assistir a uma clara e indiscutível deturpação da verdade desportiva.