sábado, 2 de dezembro de 2017

Oremos irmãos

O Benfica é a ÚLTIMA equipa em Portugal com autoridade moral para se queixar de critérios disciplinares. Já esta época, assistimos a várias situações protagonizadas por jogadores encarnados claramente merecedoras de punição disciplinar e que simplesmente passaram impunes graças à passividade dos árbitros. Vimos, por exemplo, Eliseu a cravar os pitões na perna de um adversário e a agredir jogadores com joelhadas e cotoveladas, sem que fosse marcada falta, sequer. Vimos Samaris a fazer uma gravata e a apertar o pescoço a adversários, sem ser expulso. Pior, vimos o SLB a recorrer do castigo aplicado à posteriori, por considerar que o seu atleta estava a ser vítima de uma injustiça. E perante tudo isto, têm a lata de vir reclamar vermelho directo numa entrada dura de Felipe que a crítica em geral considera apenas merecedora de amarelo?

Em qualquer jogo existem erros de arbitragem a favor de ambas as equipas e, se quisermos analisar o jogo à lupa, facilmente encontraremos lances em que os encarnados poderão reclamar de Jorge Sousa. Os amarelos poupados a Felipe e Alex Telles são exemplos disso. Mas alegar que estes erros menores, quando colocados no prato da balança, compensam o peso que os erros clamorosos cometidos pela equipa de arbitragem em prejuízo do FC Porto tiveram no resultado final, é uma manobra do mais puro cinismo e desonestidade. Duas grandes penalidades não assinaladas, uma expulsão perdoada a Luisão e um golo perfeitamente legal criminosamente anulado por um fora de jogo verdadeiramente inacreditável inventado pelo juiz de linha, são demasiados erros grosseiros para se poderem aceitar como normais em qualquer parte do mundo civilizado.

Em duas jornadas consecutivas, o FC Porto foi prejudicado em 4 pontos, graças a decisões de arbitragem que foram unanimemente classificadas pela crítica em geral como erros grosseiros. É altura de se questionar se todos os analistas de arbitragem estarão errados ou se algo de muito grave se passará na arbitragem portuguesa, já que, mesmo munidos de VAR, continuamos a assistir a uma clara e indiscutível deturpação da verdade desportiva.


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