quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Estão perdoados, mas...

Ontem, no Dragão, o público da casa quis deixar uma inequívoca mensagem de apoio à equipa azul e branca quando, no final do jogo, brindou os jogadores com um forte aplauso, não obstante a humilhante goleada acabada de sofrer às mãos do Liverpool. Percebe-se que existe ali uma consciência colectiva de que para eliminar uma equipa como o Liverpool (que, mesmo não pertencendo à restrita elite dos colossos europeus em que se inserem Real Madrid, Barcelona ou Bayern de Munique, anda lá muitíssimo perto) é necessário uma conjugação anormal de saber e querer (o que, mesmo assim, pode não chegar se os deuses não estiverem para aí virados). No entanto, há também por detrás desta mensagem de apoio um recado subliminar que convém que Sérgio Conceição e seus pupilos compreendam rapidamente. É que, se a nível externo se compreende  e aceita o desequilíbrio desportivo motivado pela diferença de orçamento face às equipas presentes nesta fase da Champions, o mesmo não acontecerá nas competições internas, onde eventuais desaires frente a equipas de menor qualidade e dimensão, quer na Taça de Portugal quer na Primeira Liga, serão agora intoleráveis.

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